Notas iniciais
Me desculpem pela demora! É que tive uma semana corrida, bastante estudo e tudo mais... Mas aqui está, finalmente, o tão esperado capítulo três!
Hmmm, será que vocês vão gostar? Descubram!

(Shannon)

Surpreendi-a. Seus lábios (muito macios, por sinal) queriam resistir, mas não conseguiu. O que eu estava fazendo? Só poderia ter ficado maluco. Os pensamentos pareciam um furacão na minha mente confusa e minha inconsciência rugia, pedindo aos meus lábios que eu continuasse fazendo aquilo.

Não conseguia soltá-la. E ela desistiu, retribuindo o beijo.

A praia, vazia. Nós dois no calor do momento... Ela deixou-se levar. E não agüentei muito menos ela. Apertei-a ainda mais contra o meu corpo.

Fizemos sexo ali na praia. Ela não disse nada, mas seu corpo dizia tudo.

Segundos depois, senti um soco na virilha. Azul tinha acertado em cheio naquele lugar, que prefiro não comentar, mas doeu até a alma. Ela não foi boazinha. Atacou, com todas as suas forças. As roupas dela estavam meio amassadas quando as colocou de volta, apressada em sair dali.

Seu rosto ficou pálido, percebendo o que acabara de fazer. E saiu correndo, tropeçando algumas vezes na areia fina. Os cabelos pretos balançando.

“Como ela é linda” pensei. Droga. O que eu fiz? Porque eu ainda estava parado?

Mas quando decidi correr, já era tarde... Eu havia deixado-a escapar. Nunca fiquei tão arrependido.

Anos depois...

Ela jamais mais voltou... O que resultou ser bastante triste. Minha vida continuou normalmente, ou quase isso. Na verdade, nunca a esqueci realmente... Até que a vi com outro homem certo dia. E esse homem era um empresário conhecido nos EUA, ele deveria ter a mesma idade dela e não vinte anos de diferença.

O mais lamentável da situação toda era o fato de que a via todos os dias na mídia. Eram fotos e mais fotos, dela saindo do trabalho, indo jantar com o namorado rico (que nem ela), viagens de férias para o Brasil – sua terra natal — .

Continuei fazendo música com meu irmão e melhor amigo. Eles sempre tentavam esconder as notícias dela de mim.

Porque eu fui acabar com isso? Ela escapou das minhas mãos, sem olhar para trás. Será que ela me detestou?

Não sabia. E não a procurei. Fiz de tudo para não tentar isso.

Até evitei freqüentar os mesmos lugares. Posso dizer que paguei pelos meus pecados com todo esse sofrimento...

Um dia qualquer (o dia errado, como de costume) decidi dar uma volta por Los Ángeles, para admirar a vista.

Fui até a praia, ao anoitecer. Só para me torturar ainda mais e lembrar aquela tarde em Miami.

O lugar estava vazio, então percorri a praia lentamente e à vontade.

Quase tropecei com uma pessoa. Digo pessoa porque não sabia se era homem ou mulher, afinal, o ser tinha o rosto coberto por um capuz cinza claro.

- Desculpe, não foi inten...

O capuz caiu e vi os longos cabelos pretos ficaram à vista. Eu os reconheci imediatamente. Ela virou o rosto, uma lágrima escorregando pela face quase destruída. Uma mancha roxa sobressaía na bochecha esquerda, os olhos cinza que eu adorava pareciam perdidos num devaneio.

- Azul? – murmurei, agachando-me.

- Mas o que voc... Vá embora. Você não precisa ver isto.

Ela abraçou os joelhos e abaixou a cabeça.

- Quem te fez isso? – perguntei, olhando para o mar, assim não poderia incomodá-la.

- O que você veio fazer aqui? – a voz dela falhou.

- Hã, vim dar uma volta... E a praia estava vazia, então decidi aproveitar um pouco. – suspirei e olhei-a novamente. – Você ainda não respondeu à minha pergunta.

Ela riu e recostou a cabeça no meu ombro. O cabelo dela fazia-me cócegas, o que me fez sorrir. Ficamos em silêncio por alguns minutos.

O vento veio com força e a fez estremecer. Tirei meu casaco e coloquei-o nas costas dela, que agradeceu com um leve movimento dos olhos. Os olhos que eu adorava.

- Eu não quero falar sobre isso... Agora. – ela murmurou.

- E mais tarde? – beijei-a nos cabelos – Quer que eu te leve para casa? Está ficando tarde...

O rosto de Azul ficou pálido.

- Você... Não pode me levar para casa. – disse ela, num fio de voz.

- Porque não? Apenas somos... Hã... Amigos? Conhecidos? Espero que seu... Hã... Marido? Não se importe.

Eu lembrei os filhos dela.

- Como estão seus filhos? – perguntei. Ou melhor, dizendo, meu inconsciente perguntou. Só para descontrair um pouco.

- Bem, acho. – Azul começou a chorar silenciosamente após responder minha pergunta.

- Acha? Eles moram com vocês...

- Não mais.

Calei-me. Havia pisado num território desconhecido.

Notas finais
E aí? O que acharam? Como na próxima semana estarei muito ocupada (e se receber comentários de vocês né), vou postar dois capítulos no próximo fim de semana, ok? *marshugs*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.