The Family
4 Wtf!!!!
Notas iniciais
Q: Aqui está! Seu novo guarda roupa! –Entregou uma sacola para ela.
R: O que é isso? Você não é... sério? – Pegou as roupas, incrédula com a falta de noção da loira.
Q: Sim, é claro. Além disso, eu marquei uma hora no cabelereiro pra você, eu acho que, o cabelo curto vai ficar ótimo em você. – Mexeu no cabelo castanho intimamente, como se fossem um casal real.
R: Não me toque! – Tirou as mãos da outra de cima de si.
Quinn passou a manhã toda incomodando a judia pra reformar seu estilo, dizendo que precisariam disso pra convencer a assistente. Ela tentou até meter Blaine nessa discussão, no entanto ele com pena da menor preferiu ficar de fora. Kurt foi questionado sobre essa mudança também, e ignorou ambas com maestria.
R: Quem é a mulher agora? – Rachel sempre colocava as roupas pra lavar e fazia as outras tarefas domésticas.
Q: Podemos trocar, se você quiser. Eu sempre disse, que não sou uma boa dona de casa. Você que insistiu nesse casamento, agora não reclame. Precisa de ajuda aí com a louça? – Ficou aliviada ao ouvir um não como resposta.
R: O ponto aqui, é que eu não quero trocar de aparência. Isso é uma ideia estupida. – Falou rispidamente.
Q: Oh! no entanto eu tive que trocar de roupa mais cedo, porque minhas são vulgares aparentemente. – Ela apontou.
R: Isso por algumas horas apenas e ainda sim, você parecia um sinal de neon. – Referiu-se a cor da roupa, que loira escolheu para a reunião com assistente social.
Q: Eu posso usar qualquer coisa. – Afirmou.
R: Eu não posso principalmente essa camisa xadrez. – Quinn estava com a camisa esperando que a morena experimentasse.
Q: Uma de nós tem que ser a parte masculina da nossa relação. – Tentava articular de modo que parecesse fundamental.
R: Obviamente, eu não posso fazer isso! – Deu de ombros.
Q: Claro que não, sou eu sempre que tenho que ceder. – Elas discutiam tanto ou mais, que um casal verdadeiro.
R: Você não percebe, que as lésbicas de hoje, não são como os estereótipos apresentados por seriados, novelas e afins. – Explicou.
Q: Todo mundo sabe, que existe uma parte masculina e uma feminina numa relação homossexual. – Para ela era evidente que ela estava com razão naquele conflito.
R: Quem disse isso? – Perguntou.
Q: Todo mundo sabe disso. — Declarou.
R: Certo! Tudo bem! Nesse caso, ligarei para Santana e Brittany, e elas confirmarão que isso não é verdade. E essa contestação acabará finalmente. – Elas esperaram por quinze minutos o casal Brittana.
Santana não acreditava que estava sendo submetida a tal idiotice, Brittany como sempre se divertia com situação.
Rachel se negou veementemente se vestir com as roupas novas, mas a loira tinha um poder sobre ela que fez com que aceitasse a maluquice.
Q: Esse é só o aspecto básico. No entanto ele pode ficar mais completo, com os assessórios que comprei. – Brittany buscou a opinião da latina, que tinha uma expressão séria no rosto.
R: Vocês poderiam dizer para essa maluca que essa é uma ideia erronia e muito preconceituosa. – As roupas estavam enormes, o que deixava a morena ainda menor.
S: Não! Tenho certeza que posso dar um ponto aqui, outro e vai ficar perfeito. – Prendeu a vontade de rir da cara, que sua irmã mais nova fez.
R: Vocês não tem nada de melhor para fazer? – Sua própria irmã estava a abandonando, a mercê da loira sem noção.
S: Não, não, não! Eu realmente amo ajudar a minha irmãzinha. – Se pôs a marcar, onde seriam os supostos pontos de costura.
Q: Rach pare de reclamar, nós não temos o dia todo. – Ajeitou mais alguns detalhes, para deixar seu projeto “como vestir uma lésbica” como havia imaginado.
Não que ela gastasse seu tempo, pensando como seria sexy a imagem de uma Rachel num visual masculino.
S: Você tem um boné de beisebol, também? Ou uma gravata? Eu acho que a calça social masculina, a camisa gola polo, o colete xadrez e o sapato.... Qual esse modelo? Oxford? Eu acho que ainda falta algo, pra me convencer da gayzice da Rach. – Falou ironicamente, ela estava adorando a cara de aterrorizada que sua irmã estava fazendo.
Q: Não... mas eu tenho um chapéu e a gravata podemos comprar amanhã, quando formos cortar o cabelo. – Estava feliz admirando a sua obra.
S: Você tem uma caneta? – Pediu seriamente.
Q: Pra quê? – Não via uma razão para obter uma caneta naquele momento.
S: Bem, está faltando uma parte essencial. A cereja do bolo. – Explicou.
Q: Espere. Sim devo ter, em algum lugar.... Aqui! – Ergueu mostrando a caneta preta.
S: Perfeito! Agora pinte um bigode em cima da boca da Rachel. – Quinn franziu o cenho sem entender.
Q: Ok. – Virou-se para pintar a morena.
R: Quinn!! Ela está abusando. – Santana e Brittany caíram na gargalhada.
Q: Aha.... Muito engraçado. – Não gostou da brincadeira e percebeu que ela não tinha sido levada a sério, pelo casal Brittana.
B: Desculpa Q. mas falando sério. Vocês não precisam mudar, para parecerem um casal verdadeiro. É bonito como vocês estão se esforçando, mas... olhem pra mim e Santana. – A morena agradecia mentalmente pelas palavras da loira de olhos azuis.
Q: Mas uma de nós deve ser o homem da relação... – Santana não aguentava mais absurdos que saía da boca da futura cunhada.
S: Bobagem, isso é um clichê total. Quando foi a última vez, que você viu a Britt-Britt desfilando com uma gravata por aí? – Quinn e Rachel ficaram surpresas e horrorizadas com a declaração dela.
Q: Talvez vocês sejam lésbicas excepcionais e vocês simplesmente não perceberam. – Insistia.
B: Por que as pessoas pensam, que tem de haver um homem numa relação entre duas mulheres? – Quinn e Rachel dividiam intimamente um pequeno sofá, e ouviam atentamente o que o casal a sua frente falava, entre trocas de carinhos sutis e olhares apaixonados.
S: Ou que você seria capaz de reconhecer uma lésbica, pelo que ela está vestindo. – Completou o raciocínio da loira.
Q: Como acontece comigo. Todo mundo logo pensa que sou uma loira burra. – Apontou para seus cabelos. As outras a olharam, segurando o riso. – Eu só não sei muito sobre essa coisa de ser lésbica. Se aquela mulher exótica não acreditar que somos um casal, podemos esquecer a adoção.
R: Daremos um jeito, eu prometo. – Novamente Santana estranhou ver sua irmã e Quinn com os dedos entrelaçados, e o polegar da outra acariciando, o dorso da mão, da morena.
B: Como eu disse, vocês só precisam agir assim. – De repente Rachel sentiu a falta do aperto dos dedos brancos nos seu.
Q: Eu não sou lésbica. – Levantou-se ficando o mais longe possível da pequena.
B: Nós sabemos. Mas a assistente social não vai duvidar por um segundo, que vocês não são um casal, se agirem como estão familiarizadas. – Esclareceu.
S: Sim, concordo com Brittany. Vocês brigam como um casal, vocês se reconciliam como um casal, Vocês parecem um casal, vocês são um casal. – Quinn voltou a ocupar seu lugar o lado da judia.
R: Eu estou preocupada com outra coisa mais importante. A paternidade da Beth, como e por que nós nos conhecemos. – Ficaram em silêncio.
Q: Eu acho que você deve dizer que está apaixonada por mim, que se apaixonou ainda quando estava com Finn. – Rachel acenou negando.
R: Não sei se seria capaz de fazer isso, mancharia a imagem do meu casamento com ele. – Santana a olhou incrédula.
S: Manchar a imagem do teu casamento? Essa loira aí do teu lado, teve uma loirinha com ele e você ainda pensa na reputação dele? – Quinn foi para o outro quarto onde sua filha chorava e a Berry-Lopez mais velha a acompanhou.
B: Você precisa conversar? – Questionou se aproximando da cunhada.
R: Desejo cada dia que Finn ainda estivesse vivo. Pode parecer estranho mas... Eu não sei onde estou indo com isso tudo. Eu me perdi. Sinto coisas que antes não pensava existir dentro de mim, sentimentos..... – As lágrimas banharam seu rosto e sentiu os braços da loira a rodearem num abraço.
B: Shhhhhh....Calma, vai ficar tudo bem. Ela também está apaixonada por você. Não precisa ficar com medo, ela vai aceitar o que sente por você. Vai ficar tudo bem. Shhhh.... – Rachel queria acreditar nas palavras proferidas por Brittany. Contudo, sabia que provavelmente seria repelida, como quando falou sobre o casamento falso.
Q: O que há de errado em dizer que estávamos apaixonadas desde antes do Finn morrer. Quero dizer... – Santana a observava atentamente.
S: Também não vejo nada demais em dizer, que vocês estão apaixonadas a mais tempo. – Jogava com as palavras, pra ver se conseguia a resposta que queria.
Q: Claro que não há nada demais nisso, e seria melhor se falássemos que nos apaixonamos alguns meses atrás e não agora. – A outra concordou.
S: Sim, claro. Vocês moram quanto tempo juntas? – Quinn nem parou para pensar.
Q: Sete meses. – Ela sabia e lembrava minuciosamente do dia que a pequena veio morar com ela e Blaine.
S: E quanto tempo faz que vocês estão apaixonadas? – Novamente a resposta saiu sem filtro.
Q: Quatro meses e quinze.... dias. – Ela ponderou mas não deixou de terminar a resposta.
S: E Rachel sabe disso? – Santana sorriu satisfeita com a resposta.
Elas eram melhores amigas, antes da loira estragar tudo, sendo amante do marido de sua irmã mais nova.
Quando finalmente ficaram sozinhas Rachel e Quinn conversaram sobre continuar ou desistir do casamento, por fim acabaram concordando que continuariam.
Q: E como você se apaixonou por mim? – Elas concordaram em decorar uma resposta, para essa questão primordial em um relacionamento fidedigno.
R: Foi... quando Finn estava faltando. – Os olhos avelã se conectaram aos castanhos e a morena continuou. – Foi um momento terrível e você esteva lá pra mim.
Q: Alguém tinha que cuidar de você. – Tentou quebrar a tensão que se instaurara entre elas.
R: Então, em uma noite, você estava diante de mim, com uma camisola sexy e tudo o que eu conseguia pensar era: “Uau!” Bam!!!.... Foi culpa da camisola. – Ambas coraram com a história.
Q: Eu sei que tenho umas roupas bem quentes, no entanto, precisamos de uma história mais crível, Rach. – A morena assentiu concordando.
R: Você estava lá pra mim e um dia tornou-se amizade... amor. Simples e crível. – Não sabiam em que momento ficaram tão próximas.
Q: Estamos apaixonadas há sete meses, certo? – Sentiam suas respirações afetadas chocarem em seus rostos.
R: Você é uma das pessoas mais importantes da minha vida e eu quero passar o resto da minha vida com você. – As últimas palavras foram murmuradas sobre os finos lábios da loira.
Era torturante sentir o roçar dos lábios e não avançar, mas prazeroso quando ambas constataram que não seriam rejeitadas. Quinn subitamente e surpreendentemente tenta aprofundar o beijo, atrevidamente sua língua invade a boca da menor, que suspira com o contado mais íntimo imposto pela loira.
K: Imagina se o Sam iria concordar. – Blaine estranhou a distância e o estado das duas. Rachel corada e com os lábios vermelhos como sangue. Quinn descabelada e com a respiração descompassada. Ele sabia que tinha acontecido algo. Como Kurt ainda as ignorava o Anderson só acenou para as duas e o seguiu para o quarto.
R: Eu posso colocar aquela cueca, que você comprou e ir dormir na tua cama. – Sussurrou.
Q: Você enlouqueceu? Minha porta estará trancada esta noite. – Marchou para seu quarto e o trancou.
R: Como eu disse pela manhã, nós não sabemos quando a Senhorita Pillsbury virá. Mas tenho absoluta certeza que você saberá explicar, por que não dividimos a cama, como todo casal normal. – A porta foi aberta e Rachel sorriu vitoriosamente.
Q: É estritamente proibido invadir o espaço pessoal alheio, estamos entendidas? – Deitaram-se longe uma da outra.
R: Sim, baby. – Minutos depois elas estavam com as pernas entrelaçadas, Quinn com o rosto coberto pela cascata de cabelos marrons que tinha um perfume sublime. Não havia como distinguir qual lado era o de quem, ou quem foi a primeira a invadir o espaço pessoal da outra. Essa foi a primeira noite que Beth dormiu ininterruptamente.
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