The Family
1 Mama Um e Mama Dois...
Notas iniciais
Boa leitura ....
Q:Você ouviu isso? Ela disse “Rachel”, você disse “Rachel”? Ela fica feliz sempre que pode estar com você. – Quinn falava com Beth já dormindo no seu colo.
Rachel resolveu parar a leitura e dar atenção as duas loiras.
Q:Você adora estar com a Rachel, não é? E a Mama Um sempre fica feliz em ver você com a Mama dois, não é? – Ela ganhou ainda mais a atenção da morena depois dessa última frase.
R:Especialmente se ela tem que me pedir um grande favor, certo? – Entrou no jogo de falar com a criança adormecida.
Q:Eu? Eu nunca faria isso!! – Fingiu-se ultrajada.
R:Não claro que não. Então o que você quer? – Rachel tomou Beth dos braços da outra,
delicadamente.
Q:Bem então é isso ...eu tenho que ir ao médico amanhã de manhã, para vacinar a Beth. – Rachel não tinha entendido o que aquilo significava.
R:E...? – Depois de esperar uma continuação que não veio, ela resolveu questionar.
Q:Tem uma festa no NoLimits esta noite... e eu queria ficar em uma festa durante toda a noite, mais uma vez, dançar, paquerar, conhecer alguém... – Quinn parecia realmente desesperada em seu discurso.
R:Eu entendo. E sei que você vai querer dormir um pouco mais amanhã. Eu posso leva-lo de qualquer maneira. Vou leva-la ao médico, então. – A Berry disse convicta.
Q:É mesmo? Rachel você é perfeita, perfeita, perfeita... – ela não escondia a excitação com a notícia e avançou sobre Rachel distribuindo beijinhos no rosto da mesma.
R:Espero que o médico não implique, com o fato de eu não ser a mãe biológica da Beth. Talvez você poderia simplesmente imprimir uma carta-autorização pra mim, mais uma vez. – Era frequente Beth ficar sob responsabilidade da atriz, quando Quinn não estava e mais frequente ainda era o uso dessas cartas-autorizações.
Q:Sim, eu vou fazer isso. Toda essa burocracia no entanto é uma porcaria, não é mesmo? – Rachel colocou a menina no berço.
Quinn aproveitou pra assaltar a geladeira, atrás de uma sobremesa aleatória. Demoraria algumas horas até o jantar. Quando a pequena voltou do quarto encontrou Quinn no sofá da sala, ela se engasgava com um doce qualquer e de aparência estranha.
R:Nós já conversamos muito sobre isso. Se queremos dividir a guarda, eu tenho que adotar Beth e isso não é fácil... eu fiz algumas pesquisas. Olhe. – Rachel entregou o notebook para a loira.
Q:Enteado-adoção. – Leu em voz alta.
R:Aham. – Disse hesitante.
Q:Isso soa perfeito pra nós, não é? – parecia que haviam encontrado uma solução definitiva, pra seu impasse.
R:É...pois é. – Concordou incerta a menor, percebendo que a outra ainda não havia entendido. Serviu duas taças de vinho e entregou uma para a amiga.
Q:Devemos fazer isso, de imediato, mesmo que isso signifique que teremos que preencher milhares de papeis, mais uma vez. – ela parecia verdadeiramente feliz, de poder resolver isso imediatamente.
R:Bem, em primeiro lugar, teremos que ir a um cartório. Porque eu só posso adotar Beth se nós duas nos casarmos. – Quinn acenava concordando com o que ela dizia.
Q:Casar? – A Fabray a abaixou a taça de vinho quando percebeu do que estavam falando.
R:Yeah... – Respondeu fingindo naturalidade.
Q:O que essas pessoas tem em suas mentes. Só porque você não é da família dela, não quer dizer que você não pode adotá-la. – Estava indignada com esse empecilho da lei.
Blaine entrou rapidamente e ouvindo conversa delas comentou.
B.A:Eles só querem ter a certeza de que Beth irá crescer em um lar estável, comprometimento por parte da família. – Ele e Kurt tinham entrado em um longo e aparentemente interminável processo de adoção, a dois anos atrás.
Q:Então o que devemos fazer? – Quinn pediu temerosa.
R:Vamos fingir. – Respondeu tranquilamente.
Q:Mais mesmo temos que nos casar. – Não concordaria com essa ideia estupida.
R:Apenas no papel. Hey Quinn, não quero ir pra cama com você. No entanto, pra mim adotar Beth, temos que casar e por isso todos devem pensar que somos um casal. – Explicou exasperada, tentando encontrar um meio de fazer a loira entender seu ponto.
B.A:Rachel tem razão. Kurt e eu temos que passar pela mesma situação, se queremos ser os pais do pequeno Tommy. – Blaine entendia perfeitamente a situação da pequena.
R:Vocês tiveram algum problema, por serem um casal do mesmo sexo? – Rachel queria entender melhor do assunto.
Q:Nós não somos, um casal do mesmo sexo. – Gritou.
B.A:Vocês vão ter que ser, se querem compartilhar a guarda. O serviço de proteção á criança não vai olhar o quarto de vocês, ainda, que seria bom se eles concluíssem que vocês são um casal feliz. – Ele sumiu da sala, da mesma maneira que entrou, misteriosamente.
Q:Por quanto tempo teríamos que fazer isso? Dias? Semanas? – Questionou sem muito interesse.
R:Eu estou com medo sobre isso. – As duas perderam-se em pensamentos.
Q:Esqueça isso, Rachel! Eu não vou fingir ser uma lésbica por meses, isso é totalmente ridículo. Estranho. Nunca. – Desabafou categórica.
B.A:Isso é ótimo...Obrigado. – Ele brotou inexplicavelmente de algum outro cômodo do loft.
Q:Não. Eu não quero dizer que é estranho ser homossexual, eu quero dizer que é estranho fingir ser um. Se eu fingir por meses ser uma lésbica, eu nunca mais vou pegar um cara de novo! – Retratou-se.
B.A:Eu não seria tão pessimista. – Disse afim de animá-la com ideia.
Q:Pra você é fácil falar. Você não tem que cortar o cabelo e vestir uma camisa de lenhador. – Concluiu ela.
B.A:Oh Deus!!! Estarei no NoLimits. Bye! – Desapareceu pra não ter que ouvir mais bobagens.
R:Isso é um absurdo e ninguém espera isso de você. Mas esse é o única maneira para eu conseguir adotar a Beth. – A atriz estava se cansando em ter que dar tantas explicações.
Q:Não, me desculpe. Mas eu não posso e nem vou fazer isso. – Levantou-se e saiu encerrando assim o assunto, pelo menos essa era a intenção da Fabray.
Elas agiram como se a conversa de antes não tivesse ocorrido. Rachel fez o jantar e Quinn.. Quinn ficou olhando ela cozinhar. Beth nesse meio tempo acordou e dormiu novamente. Elas aproveitaram esse momento, para procurar um peixinho, o mesmo era utilizado para distrair a menina durante o banho.
Q:Onde você se escondeu peixe idiota? – As duas encontravam-se de quatro no banheiro procurando o brinquedo.
R:Ele ainda estava aqui na última vez que dei banho na B. Se não o encontrarmos, nunca mais conseguiremos dar um banho descente nela. Ela não vai parar de gritar... – A Berry foi interrompida pelo grito de vitória da outra.
Q:Eu acho que eu encontrei!!! – Ela realmente ficou alegre pelo seu feito.
R:Você é meu herói. – Estava verdadeiramente aliviada e agradecida.
Q:Não, você é meu herói. Obrigada por levar a Beth ao médico amanhã, mesmo eu não querendo um casamento lésbico. — Sair essa noite, parecia muito importante pra loira.
R:Tudo bem. Isso levaria um tempo pra nos acostumarmos. Talvez encontremos outra solução, uma menos embaraçosa. Até então, podemos continuar com as cartas de autorização. – Dissimulou animação na última frase.
Q:Ah! Já ia me esquecendo. Espere... aqui está meu cartão de seguro, minha identidade, carteira de vacinação da Beth, o arquivo de exames... e ah, aqui está a autorização. – Entregou os papeis necessários para a consulta.
R:Obrigada. – Rachel não se sentia bem, com essa situação. Elas foram para o quarto depois de ouvirem o choro criança.
Q:Oh, minha pequena. Você e a Mama Dois vão poder ficar curtindo um momento só de vocês. Então amanhã você terá um pequeno pontinho no seu bumbum e você poderá mostrar pra Mama Um, o quão corajosa você é. Bye, gracinha. – se despediu.
R:Certo, tenho certeza que o médico aceitara a autorização. Então é isso. Vai lá e boa sorte Mama Um... eu acho. – Quinn nem escutou o que a morena disse, pois já batia a porta.
Rachel analisou os documentos e leu em voz alta: “Por meio deste, eu, Quinn Fabray, concedo a senhorita Rachel Berry o direito de substituir-me na consulta da minha filha.” Ao terminar a leitura ela suspirou com mágoa por causa da palavra substituir. Beth acordou chorando no meio da noite, Rachel constatou que a menina estava coma fralda suja. Apesar de não ter sido mãe ainda ela tinha habilidades de uma.
R:Pronto agora a minha princesa está limpa. Eu faria tudo por você, minha pequena. Mesmo se você fosse minha própria filha, eu não poderia te amar mais. Eu poderia te adotar, então eu teria que casar com a sua mãe e ela não quer. – Ela não percebeu mais Sam ouvia seu desabafo por trás da porta entreaberta. Quando ouviu a palavra “casar”, ele chocado, lembrou de bater na porta anunciando sua presença.
S:Ela é realmente sortuda por ter uma mãe como você. – Ela tinha uma personalidade genuinamente maternal.
R:Sinto-me como mãe dela, mas.... aos olhos da lei, não sou nada. – Lamentou.
S:Eu posso entender que você está preocupada com Beth e que deseja protege-la.
R:Para ser honesta, ela é a única razão pra continuar sem Finn. Eu só estou com medo porque posso perde-la, também, um dia. Se não fosse por ela, eu não sei se conseguiria. Todo o medo e incertezas... ela estava lá tão pequena, indefesa, querendo viver e ser cuidada. Tão linda. – Sam estava encantado com amor da baixinha, pela filha do seu marido e da amante.
S:Se uma criança entra em sua vida, não importa se é ou não seu filho biológico. “É como se uma nova estrela nascesse para o céu.” Uhm... Eu sinto muito, eu não pude evitar de escutar, mais cedo. Será que você realmente vai se casar com a Quinn? – Era nítido o desapontamento dela com a ideia.
R:Se essa é a única maneira que eu posso adotar Beth. Você acha isso muito ... estranho? – A careta que ele fez dispensou a resposta. Ela não podai culpa-lo até ela achava a ideia absurda.
[ NoLimits]
Q:Esse cara tem uma bela bunda. – Comentou com Blaine.
B.A:É verdade. Olha ele está prestes a virar. – Ficaram os dois na expectativa.
Q- B.A:Tanta coisa pra isso. – Falaram juntos. Ambos estavam decepcionados.
Q:Não importa, eu posso achar um monte de caras por aqui, hoje. – Ela estava á horas no bar, tentando encontrar um desses cara que nunca apareciam.
B.A: É isso aí. – Até ele estava cansado com a longa espera da amiga.
Q: Você sabe... eles me querem, eu quero eles. Então, por que eu deveria me casar com uma mulher? – A peculiar ideia da Berry não saía da sua cabeça.
N.P: Hey! – Ele falou sem jeito com o barman, Blaine no caso.
B.A: Oi. – Cumprimentou o até então desconhecido.
Q: Hey. – Ela gostou do cara do moicano.
N.P: Normalmente eu te compraria um bebida. No entanto, se você vai se casar com uma mulher... – Ela balançava a cabeça veementemente negando.
Q: O que? Não, não, não! Eu não sou lésbica. Eu sou Quinn Fabray e estou com muita sede, muita sede. – flertou descaradamente com o desconhecido.
Rachel não conseguia dormir, ligou para irmã, Santana e depois para a mãe, Shelby.
R: Você entende? É exatamente, por isso que eu tenho que adota-la. E isso não vai funcionar sem esse casamento..... Eu sei, teria que declarar a morte do Finn..... Eu não quero isso, mas não há outra maneira....eu tenho que desligar. Quinn e Blaine estão chegando agora, talvez eu consiga conversar melhor com ela. Ok, tchau.– Rachel desligou. N.P: Shhh – Quinn estava alta, efeito dos drinks preparados por Blaine.
Q:Todo mundo deve estar dormindo. – Disse pensativa.
N.P: Não, nem todo mundo. – Ele apontou a morena que estava no sofá.
R: Oi. – Rachel não entendia como Quinn trazia um desconhecido pro apartamento delas.
Q: Hey. – Respondeu, fechando a porta atrás deles.
N.P: Não vai nos apresentar? – Ele estava surpreso tanto quanto a Berry.
Q: Essa é Rachel, Noah . Esse é o Noah, Rachel. Certo agora vocês já se conhecem, vamos lá. – Foi puxando ele pro quarto.
N.P: Essa é a amiga lésbica que quer casar com você? – Questionou curioso.
Q: Psiu! – Ela riu da pergunta dele.
R: Ok! – Ela foi dormir depois disso. Rachel dormiu no sofá, já que dividiam o quarto e como Quinn tinha companhia, ela daria a eles privacidade.
Q: Bom dia!!! – Uma Quinn feliz, saiu do quarto de manhã.
R: Oi. – Rachel não deu atenção pra loira.
Q: Sinto muito sobre o que Noah disse ontem, estávamos tão bêbados e loucos. – Pegou café pra ela e o homem que ainda não havia acordado.
R: Não tem problema. Não é tão ruim ser uma lésbica agora ou depois... sem problemas. Tem um minuto? – A baixinha só queria ser a mãe da pequena Beth, independente de ser rotulada ou não de lésbica.
Q: Claro. O que é isso? – Sentou-se no sofá ao lado da outra.
R: Com isso eu ... posso declarar o óbito do Finn. – As folhas na sua mão chamaram a atenção da Fabray.
Q: Desculpe, eu não entendo. Esse tempo todo, você não queria isso. Então, por que disso agora? – Era uma pergunta retórica.
R: Acredite em mim, essa é a ultima coisa que eu quero fazer, mas..... se eu não fazer isso... não deixar Finn ir, eu não posso estar lá para a B. Não vou conseguir adota-la. – Essa era a decisão mais difícil que ela tomou.
Q: Mas você não está fazendo isso pra que possamos nos casar depois, não é? – Essa era outra pergunta retórica.
R: Sei que você ainda tem problema com isso, mas ... – A loira se irritou.
Q: Espere um minuto. Pare! – Gritou.
R: Quinn, se eu posso fazer isso, você também pode... – mostrou os papéis da declaração de óbito do marido.
Q: Só por que você vez esse sacrifício, eu tenho que fazer o que você quer? Isso é chantagem! – Acusou a atitude da amiga.
R: Não, não é! Eu só estou fazendo isso por Beth. – Defendeu-se.
N.P: Desculpa se estou interrompendo alguma coisa... – Ele apareceu do nada na sala.
Q:Você não está. – Quinn foi até ele.
N.P: Parece que você tem que esclarecer alguma coisa, com a sua amiga. – Rachel bufou irritada com a falta de consideração por parte da outra.
Q:Amiga?! Ela não é minha amiga. É apenas a mulher do homem com quem eu tive um filho. – entrou novamente no quarto com o rapaz.
Notas finais
Estou escrevendo o próximo capitulo da fic "A Vizinha"...
(pedido de casamento Faberry) *---*
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