The Family
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Um minuto depois, Mai já estava de volta a sala, acompanhada de Dul.
- O que você quer Chris? – Dul quis saber.
- É, fala logo – Mai estava impaciente.
- Tive uma idéia de gênio, que só eu mesmo poderia ter – ele ria enquanto falava, sentia-se um gênio de verdade.
- Então fala caramba! – Dul perdeu a paciência.
- Acalmem-se, acalmem-se. Sentem-se no sofá, porque o que tenho a dizer é algo bombástico.
Dul e Mai sentaram-se no sofá e entreolharam-se, tentando decifrar o sorriso estranho de Chris.
- Tenho em mente o plano perfeito para provar pra vocês que aquilo que falei sobre a Any e o Poncho é verdade – e sorriu novamente.
Elas ficaram atônitas, completamente em silêncio, com seus olhos curiosos olhando para o “gênio” a sua frente. Chris esfregava as mãos, com um sorriso no rosto.
- O negócio é o seguinte, abram bem os ouvidos.
Enquanto Chris falava sem parar, as meninas só escutavam. Arregalavam os olhos, abriam a boca com um gesto de espanto, tampavam a boca com as mãos. Quando Chris acabou de falar, Mai pulou do sofá.
- Você está louco, Chris? Perdeu mais um parafuso? É a coisa mais doida e sem noção que já ouvi você falar, e...
Chris a interrompeu.
- Nada disso. Não estou louco. Admitam que o plano é bom. Além de provar para vocês que Any realmente vai pra cama do Poncho na calada da noite, a própria Any não vai poder continuar negando – Ele ria admirado com sua “inteligência”.
- Esse plano é absurdo, Chris. Por que insistir com isso? Pra que provar alguma coisa? – Mai continuava firme com sua opinião.
- Deixa Mai. Vamos ver no que isso vai dar – Dul ria.
- O que? Você concorda com as idiotices do Chris? – Mai estava indignada.
Chris se levantou do sofá e começou a sacudir a Mai.
- É isso aí, ela concorda comigo, esse plano é perfeito. Mais perfeito que comer as panquecas que o Poncho faz. E você ainda acabará concordando também.
Mai olhava para ele como se quisesse fuzilá-lo.
Dul se levantou do sofá também.
- Mas espera aí Chris. Quem é que vai posicionar a câmera lá?
- Mas isso é muito fácil, minha cara Dul – e fez uma pausa -, o Ucker, é lógico.
- Ufa, por um momento pensei que seria eu – Dul riu aliviada.
Naquele instante, ouviram um barulho que eles conheciam muito bem. Era como se um bando de gralhas tivesse invadido o apartamento. Eram Any, Ucker e Poncho chegando juntos.
Chris imediatamente correu para perto de Mai e a agarrou, tampando a boca dela com uma mão.
- Xiiiii, não fale nada Mai, quietinha, boazinha. Se contar sobre o plano seus incensos e mais outras coisinhas vão sumir para sempre e ainda falo sobre o novo engenheiro que você fica paquerando descaradamente e... AAAAAAAAAAAAI!
Mai mordeu a mão de Chris e se sentou no sofá, cruzando as pernas e os braços. Dul ria da situação.
- Vou querer saber mais desse novo engenheiro aí, hein Mai?
Mai jogou uma almofada em Dul, e Dul riu ainda mais.
Neste instante Any, Ucker e Poncho chegaram à sala. Dul continuava rindo, sem parar.
- O que nós perdemos? – perguntou Any.
- Nada, só que eu preciso de um curativo, e logo – Chris estava com uma cara de dor e olhava para seus dedos como quem olha para um corpo no necrotério.
- Nossa, mas o que houve com sua mão? – Poncho perguntou.
Mai levantou-se do sofá, foi até onde Chris estava, o pegou pelo braço e saiu com ele da sala, sorrindo e dizendo:
- Não foi nada, ele vai ficar bem. Vou passar um remedinho. O Chris vive se batendo nos móveis, não é Chris? Já voltamos.
Mai o beliscava e ele reclamava.
- Ei, por que fez aquilo? Podia ter me arrancado um dedo.
- Podia ter sido pior, seu dengoso. Dá aqui essa mão. E da próxima vez, eu arranco um dedo mesmo – Mai não pôde conter um sorriso, ao ver a expressão de alívio de Chris quando ela começou a massagear a mão dele.
Às vezes ele era insuportável, mas tinha seu lado fofo.
- Então, o plano é pra esta noite! – Chris riu.
Mai deu um tabefe carinhoso na cabeça dele.
- Continua com isso, safado?
- Olha aí, agora vai ter que massagear minha cabeça também. E eu ainda quero um curativo no dedo, senhorita corre-atrás-de-engenheiros.
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