The Fallen Fall
1 Prólogo
Notas iniciais

Londres, Inglaterra
junho de 1952
Amor? Atração? Medo? Perigo? O pequeno garoto de 5 anos corria em desespero, com a irmã recém-nascida nos braços. A protegendo de uma forma intensa. A irmã chorava, e ele também. Os dois fugiam. E as últimas palavras da mãe, antes de morrer, ficavam ecoando em sua mente.
''- Meu querido August, fuja daqui. Cuide se sua irmã. Nunca à abandone. Nunca deixe que eles à peguem. Não confie em ninguém. Viva uma vida feliz. Eu amo vocês dois. Muito.''
Ele lembrava claramente, que depois disso, sua mãe lhe deu um colar da proteção. Um colar masculino com um par de asas. Anjo da guarda. Ele seria protegido pela mãe, até depois dela partir.
''- Proteja Annabelle, nunca deixe que à peguem.''
August parou de correr. O disparo ecoou alto. E o medo veio mais forte. Ele sabia que era o fim. Sua mãe estava morta. Ele sentiu sua presença ir embora. A noite era fria. Annabelle chorou mais alto.
–Shiuuuu. Está tudo bem pequena. Tudo vai ficar bem.
Ele a abraçou forte, tentando protege- lá do frio. E começou a caminhar. A pequena Annabelle estava embrulhada em uma manta de lã branca, o que já há deixava aquecida.
Passos vinham na direção das árvores. August não hesitou em correr. Correu o máximo que pode. Sabia que não podia ser pego. Ao correr, ele cuidava para não bater em galhos ou tropeçar. Onde machucaria ambos, ou dificultaria sua fuga.
Ele correu até chegar a estrada. Um pequeno carro passava, e parou no mesmo instante em que avistou as crianças. Uma mulher dirigia. Ela desceu do carro, e foi em direção à eles.
– Ai meu deus. Vocês estão bem?- sua expressão era de pena- Aonde estão seus pais?
–Estão mortos- a voz de August saiu tremula, e ele começou a chorar. A jovem mulher de cabelos castanhos também.
–Como é seu nome?- ela indagou.
– August. E essa é minha irmã Annabelle.
–Tudo bem August, vamos para casa, aqui está frio.
Ela se dirigiu até o carro. August sentou no banco de trás, ainda segurava Annabelle. A jovem mulher entrou no carro. A estrada estava escura, e qualquer barulho assustava. August olhou para as árvores assustadoras. E observou os olhos amarelados escondidos entre elas.
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