Notas iniciais
Oi locos! Como estão? Prometi a mim mesma que só ia postar esse capítulo quando tivesse terminado outros dois capítulos, porém QUEM DISSE QUE EU RESISTI? Fiquei com dó de vcs, miguxos (mentira, adoro atualizar fanfic). Ok, esse cap vai explicar algumas coisas, mas trazer outro monte de dúvidas, pq eu não trabalho com exatas nem humanas, trabalho com a curiosidade de vcs mesmo AUHUAEH Boa leitura!

— O QUE ESSE BASTARDO FAZ NA MINHA TORRE? — Tony berrava enfurecido, quase descontrolado.

Ele não era o único indignado e inconformado com a atitude do asgardiano. Steve e Natasha traziam expressões amargas em seus rostos. Clint parecia pronto para um combate corpo-a-corpo até a morte.

Mas o mais preocupante era Bruce. Ele respirava profundamente, tentando controlar a agitação que se formava no seu estomago. Sentia um tanto de suor frio escorrendo pela linha da coluna lentamente, como uma tortura mental. “De novo não”, pensou. Sentia-se meio verde — o que era um trocadilho meio cruel.

— Você não estava morto? — Natasha interrogou indignada.

— Só nas horas vagas.

No sofá de couro, estava sentando Loki. Algemado, vestindo suas típicas roupas asgardianas. Parecia bem, saudável e de bom humor. Com a mesma cara debochada de sempre também.

Bruce queria socar. Não sabia onde Thor estava com a cabeça. Aliás, ele sabia onde ela estava agora. Só não sabia se ela permaneceria presa ali por muito tempo.

— Amigo Tony, eu posso explicar... — Thor iniciou, mas Tony lhe cortou:

— AMIGO TONY UM CARALHO!

— Acalme-se Stark — Steve pediu. Virou-se para Thor, tentando ser diplomático. — Você sabe que tem nossa amizade Thor, mas isso não justifica a volta desse, desse...

— Filho da puta — sugeriu Clint. Para Bruce, um dos mais irados com a volta do irmão de Thor, era o arqueiro — e todos devem saber por quê.

— Hã, é, pode ser — Rogers completou, sem jeito.

— Loki pode nos ajudar — Fury se pronunciou. Ele bebia uísque em um copo baixo sentado perto do bar de Tony e parecia tão contrariado quanto os outros.

— Do que diabos você está falando, Nick? — Clint questionou, cruzando os braços.

Bruce não se sentia bem. Uma queimação subia pela sua garganta e parecia estar prestes a vomitar. Ultimamente, parecia estar tão mais difícil manter a besta firme e presa dentro de si, mas ver a super-rena piorava tudo, trazia lembranças ruins, difíceis de esquecer, mas que facilmente retomavam o controle de sua mente. Achava-se tão vulnerável nesta forma, mas era destrutível demais em sua outra forma. Controlar-se era difícil, mas mantê-lo preso era preciso, então era isso que ele tentava fazer a todo custo.

— Por favor, não diga que ele faz parte do plano — suplicou a ruiva, mantendo os olhos fechados.

Nick se serviu de mais uísque e assentiu com a cabeça, encarando a bebida escorrer da garrafa.

— ONDE VOCÊ ESTÁ COM A CABEÇA? — Tony vociferou, o rosto vermelho de raiva, pronto para surtar.

— Por mais que o deteste e o detesto, seus poderes podem vir a calhar.

O doutor se jogou na poltrona, distante do asgardiano, colocando a cabeça entre as pernas, tentando controlar a respiração. “Está tudo bem, está tudo bem”, repetia em sua mente, “se Loki foder com tudo novamente, posso ficar verde e socá-lo até a morte, está tudo bem”. Mas isso não o acalmava verdadeiramente, seu peito mexia-se sem controle. Outra parte sua, gritava “isso não faz sentido, não faz. Sentiu um toque em suas costas e quando se virou, viu Natasha tentando lhe acalmar com o olhar. Se ela aparentava estar mais ou menos bem com tudo isso, talvez ele também pudesse fazer a mesma coisa.

— Você está brincando, não está? — Bruce perguntou um pouco recuperado, e buscou o olhar de Nick, mas o mesmo o mantinha longe dos vingadores.

— Thor se comprometeu em vigiá-lo — essa foi a desculpa do negro.

— Ótimo, não sabia que tínhamos um deus adestrador de cães do nosso lado, me sinto tão mais seguro — Tony ironizou. Bruce se sentou normalmente e olhou para todos. Clint parecia pronto para chutar Nick até o próximo século.

— Amigos, vós asseguro que não há perigo...

— Não venha com promessas, Thor — o arqueiro pediu, caminhando até o bar e servindo para si mesmo uma dose da mesma bebida que Nick bebia. — Ainda mais as que você não pode cumprir.

— Vocês não são os únicos que reclamam de minha volta, eu também estou descontente com isso — defendeu-se Loki, esfregando os pulsos presos nas algemas. — Ser arrastado de volta para esse planetinha não estava nos meus planos — ele olhava enojado para o ambiente, mais precisamente para Nick.

— Ainda bem que você sabe, por que ninguém o quer aqui! — Stark exclamou. Esfregou o rosto. Virou-se para Thor e bateu com as mãos abertas no peito dele. — Como teve coragem de trazer esse maluco pra cá, seu idiota?

O asgardiano avançou para cima do bilionário, agarrando a gola da camisa social.

— Você não entende nada, homem de lata!

— Como se você entendesse alguma coisa! — Tony exclamou prestes a chamar a armadura.

— Tenho certeza que entendo bem mais do que você! — Thor contrapôs.

— Não briguem dessa maneira, podemos resolver tudo isso na base...

— Cale a boca, picolé! Descongele de verdade e depois venha se meter! — Stark cuspiu.

Steve nada disse, mas seu rosto escureceu.

— Você se acha uma coisa tremendamente formidável, cheio de razão, homem de lata, porém existe muito mais além do que seus olhos tem permissão para ver! — Thor argumentou, com o dedo no rosto do bilionário.

Todos tomaram a frente quando os dois deram um passo à frente, prestes a iniciar uma luta raivosa; Steve segurando Thor por trás, Natasha se posicionando no meio dos dois enquanto Bruce e Clint tentavam acalmar Tony. Nick olhava para eles, por cima do copo, sem se mexer para apartar.

— Se vocês querem descobrir quem é o mais estúpido, deixem isso pra depois — Nick resmungou, movendo a cabeça na direção de Loki, que sorria discretamente. — Ele está adorando o showzinho de vocês.

— Podem continuar, sou um grande apreciador das artes cênicas — Loki disse sorridente, cruzando as pernas.

— Cale a boca, rena dourada — Clint disse antes de soltar Tony.

Ambos relaxaram, mas permaneceram emburrados. Clint voltou até o balcão para pegar sua bebida e Steve se permitiu soltar o deus, sentando logo em seguida, parecendo muito mais irritado do que os dois brigões.

Tony ajeitou a gola da camisa na frente do espelho. Thor sentou, bufando, na beira do sofá onde Loki estava.

— O que faremos agora? — Bruce perguntou.

— Vocês farão o que sempre fazem: salvar o mundo — Nick respondeu.

— Contando que eu possa fazer isso bêbado, tudo bem — Barton disse. Bruce não gostava de tirar conclusões precipitadas a respeito das pessoas, mas... Clint não deveria estar bebendo assim, deveria?

— E ele? — Steve gesticulou com a cabeça para o Loki.

— Ele é responsabilidade de Thor — Fury virou o resto da bebida e levantou, ajeitando o casaco.

— Ou seja: se virem com ele — Tony falou, coçando a barba.

— Exatamente. Tenho problemas maiores do que esse maluco — Nick esclareceu, andando até o elevador, o chamando.

— Seu descaso comigo parte meu coração — Loki levou uma das mãos até o peito, fingindo estar ofendido. Nick apenas virou o rosto para vê-lo com o olho bom.

— Voem até a Rússia e vejam com próprios olhos. Tragam uma cobaia e procurem o cara — o negro entrou no espaço metálico e apertou o botão. — E nada de headshots.

E as portas se fecharam, deixando os vingadores a mercê de si mesmos.

— Isso é um tipo de gíria midgardiana? — Thor perguntou a Clint, confuso.

Uma coisa era certa: Bruce não gostava de voar. Esse era um medo que ele nunca tinha compartilhado com alguém e não iria contar agora. Preferia o bom e velho chão, onde tudo era seguro e firme (contando que não houvesse encontro de placas tectônicas).

Ele não gostava de ser levado para esse tipo de “missão”, fazia muito mais sentido ficar esperando na Torre, porém não teve escolha. Não sabiam o que estava por vir e então, toda a ajuda era bem vinda.

Estava sentado no banco, tenso e silencioso, suando a calça especial que Tony tinha feito, para que ele não ficasse nu quando se tornasse o verdão. Haviam partido um dia após a reunião para que todos pudessem arrumar o que fosse preciso e ele realmente precisava daquela calça.

Clint estava ao seu lado, arrumando as flechas, e a todo o momento, virava o rosto para analisa-lo.

— Tudo bem, doutor?

— Digamos que sim — respondeu, inclinando a cabeça e erguendo os ombros.

— Não gosta de voar?

— Não é o meu passatempo favorito, sabe?

O arqueiro sorriu. Olhou para o final do corredor, vistoriando se Loki ainda estava lá com Thor. Parecia tão transtornado e irritado quanto incomodado.

— Fury é um filho da mãe — resmungou, cruzando os braços. — Se ele espera que me torne algo parecido como amigo daquele doente, que já espere enterrado a sete palmos do chão.

Banner o olhou, contendo o riso, ouvindo o desabafo do colega. Concordava com cada vírgula e ponto.

— Não entendo porque precisamos desse cara. Ele é um completo maluco — por mais descontraído que o comentário de Clint tivesse sido, fazia muito mais sentido do que ele pensava.

— Todos nós somos malucos, só que ele consegue ser o pior de todos — Bruce sussurrou, afundando na poltrona.

— Se não soubesse que está do nosso lado, diria que quase estava o defendendo, doutor.

— Eu não. Apenas sei como é ser o cara mais maluco o tempo inteiro — o moreno disse de olhos fechados, tentando relaxar.

Clint riu baixinho. Passou um tempo em silêncio, conferindo as flechas, e perguntou:

— O que há entre você e o capitão?

Bruce estranhou a pergunta; o que diabos iria de haver entre ele e Steve? Quando abriu os olhos, tomou um susto ao ver Natasha sentada nas poltronas da frente às dele, de pernas cruzadas, com aquele uniforme negro e justo.

— Nada. Ele é só meu capitão — ela franziu as sobrancelhas, aparentando estar incomodada com o assunto. O doutor se sentiu um pouco menos intrometido sabendo que o arqueiro também tinha percebido a aproximação dos dois.

Clint arqueou uma sobrancelha maliciosamente, mas tinha uma pequeníssima ponta de irritação estampada em seu rosto.

Seu capitão?

— É.

— E você nem quer dividi-lo comigo, piranha? — afinou a voz, como se fosse uma adolescente indignada.

Natasha o olhou com aquele olhar assustador de garota russa, mas Clint riu com gosto.

— Cale a boca, pardal.

Um silêncio desconfortável tomou conta e ele olhou no relógio, tentando evitar o riso. Já era noite, mas ele não lembrava a diferença de fuso-horário para ajustar o relógio. Apenas sabia que já estavam voando há umas duas horas e haviam sido duas horas bem tensas, com turbulências longas e desesperadoras (para ele, é claro).

Mas para sua sorte, ouviu Hill anunciar que estavam prestes a pousar e que deveriam colocar os cintos, e foi o que fizeram.

O avião empinou e Bruce quase arrancou um pedaço do banco. Ele só se sentiu a salvo quando o veículo parou completamente. Clint se divertia a suas custas, achando engraçado do desespero dele.

Os espiões levantaram enquanto ele tentava se recuperar. Hill abriu a porta da cabine do piloto:

— Acabamos de pousar no inferno.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim, benzinhos! Ok, deixem reviews e nos falamos por lá. Beijos