Notas iniciais
Oi migos!! Como estão? Espero que todo mundo esteja bem após esse carnaval (apesar de achar que a maioria de vocês é como eu, que não saiu pra "folia" e permanece não grávida). Enfim, resolvi postar antes de terminar o capítulo que estava escrevendo no word pq tive mais algumas ideias, de personagens e acontecimentos, e também pq estou fingindo que não fiquei decepcionada com a quantidade de reviews do capítulo anterior, risos. Indireta, locos. É o primeiro capítulo com ação e apesar de achar bom, não sei se tá digno. Qual é, sempre postei fanfic de romance e comédia, mas paciência. A gente tá sempre aprendendo com os erros, de qualquer maneira. Admito que adorei escrever esse capítulo em especial. Sempre gostei de imaginar a forma como a cabeça de Loki funcionava e só consegui encerrar o cap daquela forma, se não, acho que o resto da fanfic, ia ser narrada por ele. AUEHUAEUHAE Espero que gostem. Boa leitura!!

Loki achava os humanos idiotas. Só um bando de bocós. Fúteis e insanos. Prontos para se autodestruir, feitos para se autodestruir.

Quando havia tentando fazer da Terra seu reino, o acusaram injustamente de tentar aniquilá-la. Mas, na verdade, ele — como um verdadeiro cavalheiro— só estava tentando “dar um jeito nas coisas”, já que fora feito para liderar. Mas os humanos estavam o incriminando de uma coisa que eles estavam fazendo sozinhos, antes mesmo que Loki tivesse a intenção de tomar o planeta como seu.

Foi preso, viu a mãe morrer, morreu, não morreu, quase morreu de novo com a surra que levou de Thor por esconder que estava vivo e agora estava de volta a esse lugarzinho sujo, sendo tratado como um animal. Mas quando Thor lhe encontrou e pediu ajuda, sua vontade era de mandá-lo para o canto mais obscuro que conseguisse (talvez fosse uma vontade recíproca, porém Loki não tinha tanta certeza com Thor esmagando suas costelas). Preferia permanecer como estava a voltar aquele planetinha imundo. Porém, que escolha tinha? Quando menos percebeu, estava numa sala sendo instigado e persuadido por aquele negro que usava tapa-olho como Odin (maldito seja!) e a cadelinha que ficava cheirando o rabo dele o tempo inteiro.

Fizeram-lhe perguntas ridículas, como se ele tivesse deficiências mentais. Não tinha interesse algum em sanar as dúvidas dos mortais; se eles quisessem algo de si, teriam que implorar. Mas aparentemente, ele não estava em posição de argumentar ou exigir com o que causou a Terra, ou algo assim.

Propuseram-lhe um acordo em troca de seu cetro. Como diabos ele iria recusar?!

Sentia-se sujo, execrável e fácil. Tinha se vendido e mesmo que fosse por seu cetro de volta, era indigno para alguém como ele.

Mais indigno ainda era ser levado para todos os lugares acompanhado de Thor, como uma completa criança. Chamavam Thor de sua “baby-sitter” e ele detestava não entender do que se tratava.

Thor o obrigara a lutar pela Terra. Porém fora o negro que tornara tudo aquilo interessante. Foi por Fury que Loki decidiu que tomaria partido em tudo aquilo.

Mas apesar de indignado, conseguia saborear um pouco da desgraça que havia aqueles homens que o combateram. Todos haviam ficado marcados por ele, uns mais que outros, mas mesmo assim...

Stark tinha se tornado paranoico e isso agradava Loki. Saber que, em parte, tinha culpa nisso era como uma bonificação por um trabalho mal feito.

O estado catastrófico que tinha deixado a mente do arqueiro era quase mais gostoso que a boca de uma donzela em seu membro. Na única vez que Clint o olhou nos olhos, pode ver toda a confusão, raiva, apreensão e medo que o mesmo mantinha por dentro. Ele parecia tentar esconder, mas o deus já havia visitado e se tornado íntimo daquele lugar sombrio e escuro que era a cabeça do homem, então não tinha como se esconder dele por muito tempo.

E Loki só tinha interesse de verdade em uma coisa: seu cetro de volta.

— Está com fome, irmão? — Thor questionou o tirando de seus pensamentos. Perguntava-se como aquele acéfalo ainda tinha coragem de perguntar. Era óbvio que estava.

Ele apenas olhou, franzindo as sobrancelhas, naquela expressão típica de incredulidade e ironia.

— Não me olhe assim, eu não tive escolha — tentou se defender.

— Você poderia me soltar. Não sei se você percebeu, mas é quase impossível que eu fuja e não morra. Estamos em pleno ar.

Usava as algemas normais e elas apertavam seus pulsos, mas ele não tinha interesse em demonstrar qualquer tipo de fraqueza. Thor tinha sido bem claro: “sem poderes, somente quando necessário; ninguém confia em você”. Ele tinha feito um serviço bem feito, não?

— Você sempre dá um jeito.

Apenas riu porque era a verdade.

— Acabamos de pousar no inferno — a sombra do Fury disse.

Armaram-se até os dentes e equiparem-se para manter a comunicação entre eles.

— Se caso dê errado, chamem — Hill informou antes que partissem.

Quando saíram do avião, tudo estava uma bagunça. Loki agradeceu por não precisar de uma arma midgardiana ridícula, mas agradeceria ainda mais se soltassem suas mãos, pois um latejar no ombro direito estava o incomodando.

Thor o puxou para o lado e sussurrou:

— Lembre-se: sem poderes.

Ele apenas assentiu e o outro soltou seu braço. Ele tentaria...

Entraram no aeroporto e não havia ninguém pedindo seus passaportes como também não havia ninguém vivo. O aeroporto era um corredor vazio e gelado, o piso coberto de cacos de vidro e manchado de sangue seco, os móveis revirados e quebrados. Mas sem nenhum sinal de vida.

Apenas pararam de andar quando saíram do aeroporto para avaliar o estado da cidade.

Prédios e casas queimados e alguns pontos de incêndio, carros destruídos, o céu cinza avermelhado com o cheiro de fumaça e morte no ar. Um caos no completo silêncio.

— Isso parece o inferno — a ruiva comentou, ajeitando a gola do uniforme. .

— Vou olhar o quarteirão de cima — Stark avisou. Chamou a armadura com as mãos e em uma resposta rápida, ela veio aos pedaços, moldando-se ao corpo do seu criador. O mesmo tomou a posição e voou, logo sumindo de vista. Agradecia pela partida do homem de lata. Dividir o mesmo ar com Stark lhe dava vontade de vomitar e sua mente se enchia com pensamentos assassinos. Mas nada pessoal, a maioria das pessoas causava isso em Loki.

Separam-se em pequenos grupos; Natasha, Clint e Steve seguiram em frente enquanto Bruce, Thor e Loki dobraram a direita. Loki não tinha muita simpatia por Bruce (ele não tem muita simpatia por ninguém), ainda mais depois de ter apanhado igual ao diabo. Porém, aparentemente, não estava no direito de exigir alguma coisa.

— O que estamos procurando exatamente, doutor? — Thor perguntou.

— Alguém infectado com o Ipsum ou algum sinal do vírus. Ou alguma coisa viva; não sei bem.

Permaneceram em silêncio, revirando os destroços, olhando dentro das lojas, sem nada de interessante encontrar. Tudo parecia sujo, quebrado e abandonado há muito tempo. Loki permaneceu emburrado o tempo inteiro. Queria estar morto.

— Por Odin! Não há nada aqui! — Loki estava contando: essa era a décima segunda reclamação de Thor.

Bruce parou, pensativo e disse:

— Exatamente. Não há corpos. Então... Só pode ser isso. O critério dele não eram pessoas doentes.

A expressão que Thor fez mostrava explicitamente que ele não tinha entendido, mas Loki compreendera na hora, pois também estava tentando entender o plano. Encarou o doutor e antes que pudessem trocar ideias sobre o que achavam, escutaram grunhidos. Logo em seguida, um rastejar úmido. Da rua lateral, surgiu um grupo de quatros infectados, um era negro, outro loiro, um era mulher e o outro era gordo. Pessoas pálidas e sujas de olhos esbranquiçados, com roupas esfarrapadas, algumas machucadas. Não pareciam ser muito diferentes dos zumbis da TV. Inicialmente, eles pareceram não perceber os três ali. Mas Thor não podia perder a oportunidade.

— Isso são zumbis? — perguntou risonho.

Então, eles viraram o rosto e berraram, correndo na direção deles, aos tropeços. O loiro achou graça e caminhou na direção deles, com o doutor e o irmão tentando entender o que diabos ele estava pensando.

Thor socou o gordo no estômago e o loiro no rosto. A mulher e o negro pularam sobre o deus e ele os jogou longe com um esticar de braços. Sorridente, ele se vangloriou:

— Sério que é só isso? Eu poderia derrotá-los antes do desjejum!

Bruce bateu a mão contra o rosto e Loki teria feito igual se ainda não estivesse algemado. Thor era um completo retardado.

— Thor, eles precisam ser atingidos na cabeça, não simplesmente no... — Banner foi interrompido por um urro gutural.

O gordo levantou e correu até um carro, arrancando o para-choque e lançando contra os três. Conseguiram desviar a tempo e Bruce resmungou que em seriado nenhum eles não eram tão fortes.

O negro bateu no rosto de Thor com uma barra de ferro, o jogando a quatro metros de distância. A mulher surgiu do nada e deu uma voadora no peito de Loki, o deixando sem ar. Ele não teve tempo para se recuperar; ela o agarrou pelo pescoço e o ergueu do chão. Ela grunhiu, e o hálito podre dela foi pior que a falta de ar. “Tenho que dar um jeito nessa puta”, pensou ele. Deu uma cabeçada na testa da mulher e fora largado imediatamente quando ela recuou, parecendo desorientada, gritando de raiva. Teve um momento para recuperar o fôlego e procurou pelos os outros. Bruce revidava os golpes do gordo desajeitadamente com a barra de ferro e Thor lutava contra o negro e o loiro, os acertando com o martelo.

— Não os matem! — o doutor pediu e Loki pensou que se ele não morresse, talvez se lembrasse de não matá-la.

A mulher berrou chamando sua atenção e ele olhou para seu rosto, sua testa era uma exposição do seu cérebro e isso pareceu deixá-la bastante irritada. Ela correu raivosa na sua direção. O deus jogou os braços para o lado e bateu com as algemas no rosto dela com força, derrubando-a. A cabeça da mulher se deslocou 180°, de uma maneira mortal, mas isso não a impediu de se levantar e investir contra Loki. E pouco se fodendo para as regras “sem poderes” de Thor, o deus se multiplicou em três. A mulher não entendeu e continuou a bater. Investiu contra ele até cair, inerte.

Loki fez desaparecer seus clones. Não tinha certeza se ela tinha finalmente morrido.

Mas antes que ele pudesse se distanciar, ela berrou e agarrou sua perna. Sem pena, ele pisou na cabeça da mulher, ouvindo o barulho úmido e fatal. Agora, tinha certeza.

Arrastou o solado da bota no chão, resmungando:

— Essa vadia sujou minha bota.

Soprou uma mecha de cabelo para fora do rosto e procurou os outros dois. Thor tinha derrubado os outros dois e agora batia no gordo por Bruce. O moreno agradecia por o doutor ainda não estar verde.

Thor acertou o martelo contra a cabeça do infectado e ela foi lançada longe.

Home run — Banner disse ofegante, com um sorrisinho de lado.

Loki se aproximou deles, tentando entender com que estavam lidando. Só quatro desses infectados foram o suficiente para quase derrubá-los. E um exército? Ele estava pagando para ver.

— O que foi isso?! — o loiro exclamou. No rosto, a marca reta e avermelhada onde a barra de ferro o tinha atingido.

— Isso... Eram os infectados pelo Ipsum — Bruce respondeu, vendo o estrago que Loki tinha feito na cabeça da mulher. — Precisamos pegar um desses, o que estiver menos... Mutilado e encontrar os outros.

Bruce escolheu o negro, pois ainda tinha a cabeça mais ou menos intacta e Thor o colocou nos ombros, como um saco de batatas.

Estavam prestes a procurar pelos outros quando apareceram correndo desesperadamente Natasha, Steve e Clint. Aquilo só podia ser sinônimo de problema.

E era. Óbvio.

Atrás do trio, uma multidão surgiu. Uma multidão de infectados. Todos sujos e de olhos esbranquiçados. Os que se retardavam na frente, logo eram derrubados e pisoteados sem dó e outros tomavam seu lugar. Era nojento.

— CORRAM! — o capitão berrou.

Não era necessário dizer duas vezes.

Thor firmou o corpo no ombro e eles fugiram como se fossem a base da cadeia alimentar. Natasha — ou supôs que fosse ela — atirou contra o aglomerado, sem causar nenhum dano aparente porque os urros da multidão ficaram mais altos e assustadores. Bruce tropeçou, mas não caiu, e, xingando, perguntou onde Hill e Stark estavam. Loki corria como um pateta, desejando que algum dos idiotas percebesse que era hora de tirar as malditas algemas.

O trio se aproximava deles, mas os infectados estavam logo atrás. Thor girou o martelo e o lançou para trás. O homem bandeira só teve tempo para desviar para o lado, evitando ser o alvo do Mjölnir. Uma fileira da multidão foi derrubada, mas a quantidade de infectados não parecia ter fim.

— Hill, onde você está?! — Natasha gritou.

E como se as coisas não pudessem piorar, os “zumbis” descobriram que atirar qualquer coisa que tivessem a sua frente contra eles era bem mais eficaz que apenas ficar correndo atrás. O deus da trapaça nunca achou que uma garrafa de plástico pudesse doer tanto.

O conhecido som da arma laser da armadura do Homem de Ferro finalmente foi ouvido. Isso pareceu retardá-los, porém, logo que viraram à esquerda, Hill tentava pousar, sem sucesso, em meio a mais infectados.

A ruiva foi a primeira a atirar e os outros já a acompanharam. Loki e Bruce não tinham muito que fazer, além de se defenderem — o deus, a chutes, porque ainda estava algemado.

Maria conseguiu pousar a aeronave com todo aquele caos. Rogers e Thor lançavam suas armas na direção da multidão enquanto Tony, no céu, atacava de cima. Natasha e Clint acertavam quem tentava se aproximar do quinjet. O deus se sentia inútil e desajeitado, sem poder ajudar.

Um infectado o acertou com uma pedra na testa e o mundo deu um pequeno giro. Sangue escorria perto de seus olhos como lágrimas. Chutou o rosto de um infectado próximo, escutando o barulho de ossos se partindo — e foi uma sensação muito boa para seu ego recentemente ferido. Nunca tinha sido tão fácil acertá-lo, ainda mais quase rachando sua cabeça com uma pedra.

— Subam! — o homem bandeira gritou. E mesmo que ele não estivesse falando com Loki, o mesmo acatou a regra, zonzo. Pois bem diziam, “quem não ajuda, não atrapalha” (ou algo assim; Loki não tinha muita noção dos dizeres populares midgardianos).

Enquanto subia cambaleando a rampa da entrada, encontrou Hill armada com uma bazuca, e por uma razão desconhecida, sentiu uma forte atração sexual por ela. Talvez mulheres portando armas de alto poder de fogo aumentassem sua libido. Ou ele estava com traumatismo craniano.

Apoiava-se na parede e tentava permanecer acordado, porém mais o mundo girava e balançava a sua volta. Tinha a vista vermelha. Escutava gritos e explosões, mas era como se tivesse sua cabeça dentro de uma bacia de água.

Reconheceu o Capitão em seu traje azul e a ruiva pelo cabelo, a visão embaçada e desfocada. Não tinha certeza se aquele era o arqueiro, era alguém que mancava e havia um rastro vermelho no chão. Podia ser tudo coisa da sua cabeça.

Uma cabeleira loira se aproximou e apertou seus cabelos da nuca, levantando seu olhar de encontro com os olhos de Thor:

— Você não pode morrer. Não de novo.

Então, desacatando mais uma regra de Thor, o mundo escureceu.

Notas finais
Sim, tive que apagar Loki com uma pedra na cabeça (?) pra parar de escrever do ponto de vista dele. Não sou normal mesmo, pessoal, conformem-se. Tenho várias ideias para a fanfic, mas se sintam à vontade para me contar a de vocês! To sempre pronta para adicionar uma coisa nova. Se notarem algum erro muito "wtf", avisem. Como vou escrevendo e deixando para postar depois e com essas novas ideias aparecendo, acabo tendo que modificar os capítulos e nem sempre reviso direito e sempre fica um rastro, sabe. Estou tentando, migos. Acho que eram esses os recados. Deixem reviews, contem-me o que acharam desse capítulo, se as cenas de ação não estão toscas demais, mais risos. Beijos