The Fall
1 Chapter One
The Fall
-Chapter One: The Rising Ones
Local......................Castelo de Thor
Data.......................01/01/2012
Horário...................00:00
Havia um salão perfeitamente arrumado, espaçoso, parecendo a sala do trono de um Rei. Mas não havia um trono, apesar de que, talvez houvesse um Rei. No lugar disto, havia uma imensa mesa de madeira coberta por um tecido dourado cheio de detalhes incoerentes, porém belos, e em cima desta, havia um banquete para as 80 pessoas ali presentes. Com os rostos confusos, olhavam em volta procurando por uma resposta, porém, nenhum deles perdia a calma, inclusive reagiram bem à situação. Um deles, usando roupas num estilo incomúm, examinava a estrutura das paredes amareladas do salão, aparentemente procurando uma forma de escalá-las.Alguns tentavam se comunicar, porém, não falavam a mesma língua. De repente, uma voz se espalhou pelo salão, falando numa língua que nenhum deles nunca havia ouvido, mas todos compreendiam cada palavra.
-Bem vindos, pessoal, ao Castelo de Thor! — Dizia a voz, animadamente — Vocês foram escolhidos à dedo, de todos os lugares do mundo, pelas suas habilidades individuais. Explicarei tudo o que precisam saber depois, por enquanto, aproveitem o banquete.
Todos olhavam em volta, procurando algo como uma caixa de som, mas não sabiam nem ao menos de qual direção o mesmo vinha. De repente, a voz retorna.
-Ah, já ia me esquecendo! Nossa língua natal, Kyorês, foi implantada em suas cabeças para que todos possam se comunicar. Ficariamos felizes se vocês fizessem bom uso dela. Até breve. — Terminou ele.
-Ei! Que merda é essa? Estamos presos aqui, é? — Perguntou um deles, irritado, em Kyorês. Suas palavras foram mais fluentes do que esperava.
-Boca suja... — Murmurou para si mesma uma garota, também em Kyorês.
Em menos de um minuto todos já tentavam se comunicar por esta língua, já que era o único meio que funcionava, com excessão de um deles, que realmente havia escalado as paredes. Nesse momento, ele examinava os \"quadrados\" do teto, sem ninguém entender ao certo o motivo. Havia também um imenso portão de ferro no local, indo até o teto do salão. Este. era decorado com núvens e raios, com maçanetas em forma de argola. Sete pessoas juntaram-se, numa tentativa de abrí-lo, sem muito sucesso. O tempo foi passando, alguns se renderam ao banquete, e os outros, influenciados pelos primeiros, foram se rendendo também, até que todos se alimentavam, com excessão de umas cinco pessoas. Uma delas havia acabadou de quebrar um pedaço do teto, dando caminho a uma passagem escura, pela qual desapareceu.
-Oh! Podemos fugir por aqui? — Perguntou-se um deles.
Vários se aproximaram, examinando o buraco.
-Não parece lá muito seguro... — Comentou outro.
-É, realmente... — Concordou o primeiro.
-Tch...qual é o problema com vocês? — Reclamou um, tomando a frente do grupo, seguindo o mesmo caminho do estranho indivíduo.
Outros dois tiveram coragem de seguí-lo, o resto preferiu ficar, alguns por medo, outros por curiosidade. Havia também os que queriam respostas, não importando o que precisassem fazer para conserguí-las. O tempo passava, todos ficavam ansiosos, até impacientes, quando depois de uma hora, a voz finalmente voltou.
-Saudações! Tiveram uma boa refeição? — Fez uma pausa, como se esperasse uma resposta, então voltou a falar. — Como eu havia dito, vocês foram escolhidos à dedo por suas habilidades... de sobrevivência, digamos assim. — Fez uma pausa mais longa, e continuou. — Como podem ver, todos têm uma saúde e um físico perfeitos, para que tenham melhores condições, evitando perdas desnecessárias. A média de idade é algo entre 15 e 21 anos, mas espero que possam se tornar amigos. Acreditem, vão precisar um do outro se quiserem continuar vivos. — Disse, com uma voz séria. — Agora, o que vocês realmente precisam saber. Na verdade é bem simples: vocês estão participando de nosso humilde jogo, \"The Fall\". As regras são simples: chegue ao topo do castelo dentro do tempo determinado, atravessem o portal para o próximo, e todos ficam felizes. Vocês têm 20 minutos, e lhes desejo sinceramente uma boa sorte.
Um tempo se passou para que todos pudessem absorver a informação.
-Então, é só...escalar um castelo? — Perguntou-se um indivíduo. — Não parece difícil. Opa, que barulho é esse? — Perguntou-se novamente, se aproximando de um canto do salão e se agachando.
Ele examinava as paredes cuidadosamente, pressionando o ouvido contra elas. Seu raciocínio era lento, porém preciso.
-Parece... bem, não sei ao certo, é como se algo estivesse rachando dentro da parede. Epa! Epa, epa, epa! As rachaduras...Ahn..?
De repente, seu corpo foi invadido por uma enorme sensação de medo, enquanto sentia o chão sob seus pés desabar. Começou a gritar desesperadamente, e não parou. O som só terminou quando estava longe demais para ser captado por ouvidos humanos. Todos se assustaram, mas não ficaram correndo como idiotas. Pelo contrário, procuraram a melhor forma de chegar ao topo, em geral escalando, mas sempre cautelosamente, pois viram que as coisas continuavam desabando. Sobraram somente 10 pessoas na sala em menos de um minuto, uma delas agarrada à luminária no teto, já que o piso sob seus pés se desfez e ele teve de pular. Porém, o pedaço do teto que suportava a luminária desabou, deixando-o pendurado abaixo do salão.
-Ah, não! Isso é sacanagem, como eu saio daqui? — Olhava desesperadamente em volta, mas o chão que não havia desabado era liso, sendo impossível uma volta ao salão. — Merda...acho que acabou pra mim. Woah! — Exclamou, quando sentiu algo o puxando para cima.
-Por acaso quer morrer, ô imbecil? — Perguntou, de modo irritado, o único restante no salão, que aparentava ter uns dois metros de altura.
O outro olhava para seu salvador meio surpreso, mas resolver responder.
-Valeu, sério, mas... acho que não faz muita diferença. — Respondeu ele.
-Se você morresse agora, o que sua família ia pensar, hein? — Perguntou em resposta.
O outro simplesmente sorriu, com os olhos tristes.
Enquanto isso todos escalavam o castelo, percebendo somente depois de um tempo que ele estava flutuando no meio do céu completamente azul, coberto somente por núvens ao fundo, impedindo-os de ver o quão longe estava o chão. Aquele castelo mais parecia uma torre, e o que dificultava tudo era o fato de ser impossível passar por dentro dela. Tudo abaixo se desfazia aos poucos, se juntando àqueles poucos que erravam e caíam infinitamente no céu azul. Apesar de tudo, a estrutura do castelo facilitava a subida, mesmo que somente para aqueles que eram rápidos: de repente o castelo começou a se dividir, e todos que ainda não haviam alcançado o topo tiveram dificuldades. Pequenos pedaços de terra, alguns caindo, ficavam flutuando, como um caminho para os que ainda estavam abaixo. Esse foi o ato final, pois no pedaço de terra mais elevado estava o portal, por onde somente 26 pessoas passaram antes de se fechar. Cinco chegaram ao topo somente em tempo de vê-lo desaparecer, e o \"chão\" desabar sob seus pés.
Assim, 54 pessoas morrem em 20 minutos.
Aqueles que emergem. Abram suas asas, alcancem o topo, mostrem a aura de suas existências.
Situação Final.......................Média de 20 pessoas alcançada.
Finalizando.........
The Fall
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