Penelope girou nos braços de Luke. Eles estavam em um caso local no momento. E eles tiraram um tempo para comer.

O unsub que eles caçavam falsificava mortes como suicídio. As mulheres eram todas felizes e alegres. Elas estavam noivas, com o planejamento do casamento pronto e no dia seguinte, elas estavam mortas aparentemente cometeram suicídio com paracetamol.

— Tem certeza, Pen? – Luke não a deixaria sozinha. – Eu posso voltar com você.

— Tão cavalheiro. – Ela o beijou. – Mas eu posso trancar a porta. Vou tomar algo para dor de cabeça e relaxar.

— Me ligue se qualquer coisa der errado. – Ele pediu. – Eu não posso mais ficar sem você, Pen.

— Eu ligo. – Ela o abraçou e foi embora.

Luke sentiu seu coração apertar. Ele sabia que ela podia se cuidar, mas seu instinto dizia que não estava nada certo. Ele foi tentar seguir, mas uma mensagem de Rossi dizendo que havia outro corpo.

Entrando em seu apartamento Penelope pegou a garrafinha de 50 de paracetamóis. Ela pegou a água e tomou duas. Uma batida interrompeu seu raciocínio e ela congelou.

— Quem é? – Ela perguntou nervosa.

— Tenho uma entrega. – O homem disse. – Preciso de assinatura.

Confiando nisso, Penelope abriu a porta e se sentiu sendo jogada para o chão. Porém, ao esperar pelo chão ela sentiu vidro quebrando sobre sua cabeça. Ele a jogou sobre sua mesa e isso a vez se desestabilizar.

Agindo rápido ele a levantou e pegou as mãos dela, agarrando a garrafinha do remédio. Ela não se rendeu fácil. Cravando as unhas na cara do homem, ela raspou as unhas nele e conseguiu algum material genético.

Ele a jogou contra a parede e ela bateu a cabeça, levando alguns de seus quadros junto. Mais sangue, mais dor e de repente morrer seria a única solução para parar isso. Ou ele a mataria de um jeito pior.

— Pegue e tome. – Ele colocou a garrafa na frente dela junto de agua. – Vamos querida.

Sentindo a queimação dos remédios, ela começou a querer vomitar. Um plano em mente, ela sabia o que fazer.

— Escreva umas cartinhas. – Ele colocou a caneta na mão dela.

Ela mal conseguiu escrever. Sua mão tremia demais para escrever qualquer nota falsa.

— Mais esses dez, garotinha. – Ele a mandou. — Coragem.

— Não. – Penelope não conseguia mais, mas ainda sim, ela engoliu. – Dói.

— Não por muito tempo. – Ele sussurrou quando a última pílula foi engolida. – Logo você estará relaxando. Eu vi você. Sua vida é triste, sem cor. Você não tem ninguém.

— mmmm. – Ela não conseguia uma frase. – Por favor. Não.

Ele a deitou na cama e ela fingiu dormir. Ela o ouviu bater a porta, levantou e correu para o banheiro, provocando o vomito, tentando dar tempo para ser salva.

Luke estava bem inquieto na BAU. Matt tentou dar um pouco de chá para ele, mas não resolveu. Ele estava preocupado com esse caso, com Penelope e o medo de que algo estivesse terrivelmente errado com ela o fez chorar.

Ela não tinha ligado. Quatro horas sem ouvir a voz dela. E ela prometeu que ligaria para ele.

Penelope vomitou três vezes. Ela tentou uma quarta vez, mas não conseguiu. Sua garganta parecia pegar fogo. Ela pegou o telefone e ligou para Luke, torcendo, implorando por ele atender.

— Penelope. – Luke gritou ao atender. – Graças a deus. Eu estava prestes a te ligar.

— Luke. – A voz mal conseguia sair. – Eu preciso de você.

— Penelope. o que esta errado? – Ele tinha a atenção da equipe agora. – Fale comigo por favor.

— Ele esteve aqui Luke. – Penelope engoliu e doeu. – Ele me fez tomar remédios. Eu não consigo mais ficar....

O telefone bateu no chão quando Penelope desmaiou e desligou.

— Penelope! – Luke gritou. – Pelo amor de deus, fale comigo.

— Luke. – Rossi estava ao lado dele. – O que foi?

— Ele pegou Penelope. – Luke falou. – Eu preciso correr até lá. Ela está morrendo.

Rossi, Luke e Matt foram para o apartamento de Penelope. Eles quebraram incríveis dez leis de transito para chegar lá, mas eles lidariam com isso depois. A sirene estava ligada.

Luke e Matt desceram e correram ate o apartamento. Luke quebrou a porta. De qualquer jeito, ele levaria Penelope para longe daqui quando ela melhorasse.

— Penelope! – Luke gritou.

Vendo a sala dela toda quebrada, a mesa de vidro complemente em pedaços e com sangue neles, alguns quadros caídos e mais sangue.

Ele correu em busca de Penelope e a encontrou na porta do banheiro. Luke não conseguiu registrar o que aconteceu em seguir. Matt levantou Penelope em seus braços e a levou para baixo já que Luke estava paralisado ou em modo automático.

Ele nem tinha certeza se foi Rossi que levou Penelope ao hospital. Ela agora estava ligada as máquinas e médicos tentando estabilizar a condição dela.

— Penelope Garcia? – O médico perguntou.

— Somos nós. – Emily assumiu. – Como ela está?

— Limpamos o conteúdo estomacal dela. – A médica os olhou. – Mas ela terá problemas no fígado por causa dos medicamentos. Colocamos ela em um programa anti suicida.

— Qual é doutora. – Luke gritou. – Penelope nunca tentaria isso.

— Alvez. – Emily o acalmou e puxou para trás. – Somos do FBI e estamos trabalhando em um caso de mortes falsificadas como um suicídio.

— Ela foi vitima dele então? – A médica perguntou. – Eu peço desculpas. Vou tirar ela agora.

— Quais o prognóstico dela? – JJ pediu cheia de lágrimas. – Quero dizer, ela vai ficar bem certo?

— Ela vai sim. – A médica suspirou. – Ela tem uma concussão séria talvez de ele a bater na parede e em algo de vidro duro.

— A mesinha dela. – Luke sussurrou.

— Podemos ver ela? – Reid perguntou. – Apenas um minuto?

— Ela esta acordada e em oxigênio. – A médica sorriu para Reid. – Mas vai ser bom para ela.

Eles chegaram e viram Penelope deitada na cama, quase sem piscar. Ela parecia agitada só de ficar deitada na cama.

Mas acima de tudo ela estava viva. Luke entrou e pegou a mão dela em um segundo. Ele fez círculos confortantes na mão dela e sorriu.

— Pegamos ele, Pen. – Luke disse. – Você está segura.

— Não foi difícil depois do arranhão que você deu nele. – Rossi sorriu. – Mais um pouco ele iria precisar de uma cirurgia.

— Desculpe por atrapalhar. – A voz mal acima de um sussurro. – Eu deveria ter te deixado ir comigo.

— Ele estava atrás de uma oportunidade, Pen. – Luke deu um beijo na testa. – Acho que eu nunca me perdoaria se te perdesse.

— Você nunca vai me perder. – Ela respondeu. – Vou ficar no seu pé ainda por anos.

— Estou ansioso por isso. – Ele sorriu. – E vou estar aqui com você até você ser liberada.

— Achamos melhor que você se mude com Luke, Garcie. – JJ interrompeu. – Assim é mais seguro.

— Até porque seu apartamento agora é uma cena de crime. – Matt casualmente falou. – Vamos limpar ele, pegar suas coisas e você pode morar com Luke se quiser.

— O que me diz, Pen? – Luke estava esperançoso. – Você vai morar comigo e com Roxy?

— Estou feliz por enfim você pedir. – Ela disse. – Mas no momento eu só quero dormir.

— Então feche esses pequenos olhos e durma. – Emily tentou ser rígida de brincadeira. – É uma ordem Penelope.

— Sim chefe. – Ela entrou na brincadeira. – Estou fechando agora.

— Boa. – Emily sorriu. – Todos nós menos Luke estamos indo para um café.

— Vamos trazer um para você, Luke. – Reid sorriu. – Se comportem.

Quando todos saíram, Luke se aproximou ainda mais de Penelope e a beijou. Eles poderiam ficar presos um com o outro o tempo inteiro e nunca se cansariam disso.

— Eu acho que você vir morar comigo vai ser uma aventura. – Luke disse. – Meu quarto ou o de hospedes?

— Seu quarto. – Ela nem precisou pensar. – Adoro a sua cama.

— Shh. – Ele a silenciou. – Eu também adoro você na minha cama, bobinha.

Eles ficaram se beijando nem notando que a equipe via eles pela janela. Eles estavam contentes que finalmente eles revelaram o que sentiam.

Eles deixaram os dois. Penelope ainda teria que se recuperar desse episódio, mas com a ajuda de Luke seria menos doloroso.

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