The Fairy and The Dragon

4 Você será minha


Notas iniciais
Olá de novo :3 Desculpem, realmente demorei para postar esse x.x Espero que isso não os tenha desanimado para continuar acompanhando as história, bem agora vou deixar que vocês se deliciem com esse capítulo >.< Ficou bem comprido ele, espero que vocês não se cansem ;3;

Mirajane e Erza caminhavam apressadamente, não trocaram uma palavra desde o momento que saíram da casa de Levy, estavam tentando encontrar uma forma de convencer o diretor a expulsar Gajeel da escola, o que não seria muito fácil.

_Temos que pensar em algo que o convença a expulsar aquele imbecil do colégio – Erza disse enquanto viravam uma esquina quase esbarrando numa idosa – Desculpe!

_Cuidado Erza – Mirajane a puxou a tempo de impedir que ela colidisse com uma bicicleta – Se continuar assim vai acabar se machucando e aí realmente não vamos conseguir convencer ninguém a nada.

_Você tem razão – Erza parou por um segundo e tentou acalmar sua respiração – Você tem alguma ideia de como faremos para convencer o diretor a expulsar aquele cretino que quase matou a Levy?

_Eu acho que nós não precisaríamos falar nada, aliás, não sei como ele não foi expulso. Machucou três alunos, destruiu várias coisas na lanchonete da escola... – Mira encarou Erza – Será que tem algo por trás de tudo isso?

_Não sei Mira, mas nós vamos descobrir e vamos fazer Levy continuar na escola, e aí? Vamos lutar juntas como nos velhos tempos? – Erza estendeu a mão para Mirajane.

_Claro Erza, unidas para sempre, mas dessa vez do mesmo lado, acho que nossa época de rivais já acabou – Apertou a mão de Erza – Agora vamos, temos pouco tempo para resolver isso e espero que seja rápido, não quero correr o risco de dar de cara com o Laxus por lá.

_Nossa, tinha até esquecido que ele era neto do Makarov! Okay Mira, não se preocupe, se ele tentar algo eu te protejo!

_Obrigada, vamos correr, nesse horário ele ainda está nas atividades do Conselho Estudantil.

Praticamente correram até a casa do diretor. Pararam em frente ao enorme portão, tocaram a campainha e esperaram.

_Quem está aí? – Uma voz rude gritou do interfone.

_Laxus?! – Mirajane estremeceu – Ele não devia estar na escola?

_Devia!

_Oi! Seja quem for, emudeceu? – A voz gritou novamente, agora ainda mais impaciente.

_Laxus! Queremos falar com o diretor Makarov – Erza disse com a voz firme.

_Oh se não é a Titânia, a que devo sua real presença na minha casa? Veio me enfrentar mais uma vez?

_Calado Laxus, nosso assunto é com seu avô e não com você! Apenas deixe-nos entrar.

_Laxus – Mira começou – Nos deixe entrar, precisamos muito falar com o diretor.

_Mirajane? – Agora ele parecia um pouco animado – Okay, podem entrar, mas primeiro vão ter que falar comigo.

_Nada de brincadeiras Laxus, queremos falar com Makarov e apenas com ele! – Erza já tinha perdido a pouca paciência que tinha.

_Calminha Titânia, a albina do seu lado sabe bem que não é tão simples assim me convencer e algo, não é mesmo Mira? – depois de um clique o portão abriu – Podem entrar, estarei esperando na sala – e desligou o interfone.

_Não entendi. – Erza encarou Mirajane.

_Nem precisa Erza, são coisas que aconteceram a muito tempo. Laxus está querendo me magoar, só isso – Mira falou enquanto caminhava em direção a casa – Mas ele não vai conseguir, de novo não.

_Agora eu realmente estou perdida – Erza coçou a cabeça um pouco pensativa – Ele quer falar algo sobre quando você era uma bad girl e usava as técnicas de karatê para bater nas pessoas? Ou vivia arrumando briga comigo, quer dizer, isso foi a muito tempo e nós não somos mais crianças briguentas... Você se tornou doce Mirajane, não é mais a mesma, agora ajuda as pessoas e Laxus não pode usar coisas do seu passado contra você, okay?

_Erza, muito obrigada – Mira abraçou a amiga com os olhos cheios de lágrimas – Prometo que vou me esforçar para continuar sendo uma boa garota.

_Certo! – Erza sorriu e segurou a mão de Mirajane – Agora vamos enfrentar o monstro.

***

_C-casar Lu-chan?! – Levy levantou abruptamente o que fez os ferimentos ainda não cicatrizados doerem – Ai! Droga! – Caiu sobre o sofá ofegante.

_O que foi? Você está bem?

_Sim, só não devia ter levantado tão rápido, ainda não me recuperei totalmente. Caramba como dói.

_Foi minha culpa – Lucy abaixou a cabeça – Tudo minha culpa.

_Hey Lucy, não foi sua culpa. Eu que sou uma desastrada mesmo, por favor, você pode pegar o remédio em cima da mesa? A dor não vai passar até que tome ele.

Lucy foi até a mesa e trouxe o remédio para Levy junto com um copo de água. Depois ajudou a amiga a deitar confortavelmente no sofá em uma posição que não incomodasse, Levy se remexeu um pouco e depois suspirou.

_Aqui, coloque suas pernas no meu colo – Lucy sentou no sofá e colocou as pernas de Levy em seu colo – Assim podemos conversar e você não corre o risco de se machucar.

_T-tem certeza? – Levy estava um pouco corada, não era muito frequente as pessoas tocarem nela – Não vai ficar ruim para você?

_Não – Lucy sorriu – Espero que Erza e Mira tenham sorte na casa do diretor.

_Sim – Levy suspirou – Eu realmente espero, não tenho mais argumentos contra a minha mãe, além disso meu pai chega amanhã e segundo ela ‘Vamos ter uma conversa séria’, ou eles vão ter, minha opinião não conta nem um pouco ultimamente nessa casa e para piorar a situação eles vão se separar, na verdade oficializar, eu já suspeitava que algo estava errado.

_Nossa Levy, eu sinto muito. Realmente não sabia que estava acontecendo tudo isso. Você deve estar péssima e eu aqui reclamando dos meus problemas.

_Não se preocupe Lucy, eu sei que isso vai se resolver e alguma forma, mas no seu caso, me explica direito essa história de casamento. Como assim?!

_Meu pai, ele quer me casar com o filho de um empresário do mesmo ramo da empresa dele, com isso eles podem fundir as duas companhias no futuro e terão controle de todo o mercado do país, você já deve ter visto ele, Loki, um mulherengo que sempre teve tudo o que quis.

_Mas e o Natsu? E o que você quer?! – Levy estava indignada – Isso não pode ficar assim!

_Eu sei Levy, estou uma chorona esses dias não é mesmo? Mas é que eu não posso fazer nada em relação a isso, meu pai me fez prometer ficar longe do Natsu.

_Por isso eles estava chateado com você no primeiro dia de aula? Mas o que o Natsu tem com toda essa história?

_Sim, ele me viu com o Loki na praia durante as férias, meu pai o convidou e só aí fiquei sabendo de tudo que ele pretendia.

~~flashback~~

_Pai? O senhor me chamou? – Lucy não olhou para o homem alto e grisalho do outro lado da mesa – Estava de saída.

_Sente-se Lucy – Ele ordenou.

Lucy sentou em frente à mesa do pai, mesmo nas férias, numa praia maravilhosa, ele trabalhava, pensando bem ela não se lembrava de ver o pai descansando, apenas trabalhando, desde que a mãe tinha morrido alguns anos atrás as coisas ficaram ainda piores, Aquarius que tomava conta dela, não era das melhores, sempre brigavam, mas era o que ela chamaria de ‘família’.

_Conseguiu entrar para a Fairy Tail não foi? – ele a olhou, mas não tinha nenhum tipo de orgulho ou carinho ali – Bem, vou direito ao ponto, como você sabe não gosto de rodeios. Lucy, você tem algum pretendente ou algo do tipo?

_B-bem... – Lucy não conseguiu evitar que suas bochechas corassem – Acho que não...

O único garoto com quem tinha saído era Natsu, seu primeiro beijo foi com ele alguns anos atrás quando se conheceram e brincaram de "Verdade ou Consequência” com os amigos, sabia que tinha sentimentos por ele, mas o pai não poderia saber, ao menos não ainda.

_Certo, eu sei que você vai pensar que ainda é cedo demais para tudo isso, mas tem alguém que quero que conheça.

_Como assim?! – Lucy levantou e foi em direção ao pai – O que você fez dessa vez?

_O Loki, ele é filho de um empresário do nosso ramo, dono de uma empresa que está no mesmo nível da nossa. Se juntarmos as duas companhias conseguiremos monopolizar o mercado, mais lucros, as vendas vão subir absurdamente – ele falava, mas em momento nenhum olhava para a filha – Por isso quero que você faça companhia a ele essa noite, ele e o pai virão passar as férias conosco, então seja uma boa filha e faça o Loki se sentir em casa.

_Então é isso? – Lucy tentava controlar a raiva – Agora sou um produto de troca? O que mais quer que eu faça? Que sirva ele de qual forma? Está trocando sua filha por essa empresa?!

_Calada! Estou fazendo isso pelo seu futuro, sei que é melhor para você Lucy. Agora vá se arrumar, Loki deve chegar ao entardecer e quero você ainda mais linda, espero não ter frustrado seus planos para hoje à noite – ele sorriu – Você tem se encontrado bastante com esse Natsu Dragneel, vou te avisar algo: fique longe dele está bem? O seu futuro e o futuro desse moleque cabeça quente está em suas mãos. Eu sei que ele é expert em arrumar confusão, então faça-o ficar longe ou eu mesmo farei e você sabe que eu não uso meios nada convencionais para ‘sumir’ com as pessoas.

_Eu não vou ser um objeto! Não vou aceitar isso! – Lucy praticamente cuspia as palavras – Não ouse tocar no Natsu ou...

_Ou o quê? – Ele segurou os ombros da filha – Você sabe muito bem que não tem escolha.

_Mamãe não deixaria...

_Ela não está aqui – soltou os ombros da filha e virou-se de costas – Aquarius, leve a Lucy até o quarto, à partir de agora ela está sob sua responsabilidade.

_Vamos Lucy.

Aquarius segurou a garota pelo braço e a levou em direção à porta, Lucy estava atônita e não conseguiu reagir, mas lembra-se das últimas palavras que ouviu, quando o pai e Aquarius pensaram que do lugar que estava no corredor não conseguiria escutar.

_Tem certeza? – Aquarius sussurrou – Não acho que separar os dois resolva isso.

_Tenho, dessa maneira vou resolver dois problemas de uma só vez.

_Certo – Aquarius suspirou – Mas a verdade sempre aparece, um dia eles vão descobrir que estão ligados de alguma maneira.

_Eu sei, mas até lá penso em como resolver, ninguém nunca vai descobrir o que realmente aconteceu naquele 777.

A porta fechou e Lucy não foi mais capaz de ouvir nada.

~~fim do flashback~~

_E foi isso que aconteceu, o Loki apareceu e tive que sair com ele, mas Natsu nos encontrou, apesar de ser lento para muitas coisas ele associou bem rápido quando o canalha do Loki me beijou – conseguia se lembrar bem dos olhos de Natsu, ele parecia não acreditar – Eu me consegui me soltar, mas o Natsu foi embora antes que eu pudesse explicar qualquer coisa.

_Então por isso que ele estava tão estranho em relação a você, mas e agora o que você vai fazer? Ou melhor, você gosta do Loki?

_Claro que não Levy! Eu mal o conheço, só sei que ele não é o tipo de cara que fica com uma única garota.

_Então... Ainda assim você vai ficar com ele? – Levy franziu as sobrancelhas.

_Eu não tenho escolha, se eu escolher o Natsu meu pai vai encontrar uma maneira de o prejudicar e eu não quero isso. Ele já sofreu demais e depois dessa história de que eu e ele estamos ligados de alguma forma, vou tentar descobrir mais informações, mas por enquanto tudo que posso fazer é ficar longe do Natsu e suportar o Loki.

_Você devia conversar com Natsu, ele vai entender se contar a história toda.

_Não posso Levy, ele procuraria meu pai para descobrir a verdade, você sabe como o Natsu é cabeça quente.

_Isso é verdade – Levy suspirou.

_Estou te enchendo com minhas histórias não é? Quer conversar sobre outra coisa?

_Não Lu-chan, não é isso! Só estou cansanda de ficar presa dentro de casa, faz dias que não vejo o sol, acho que preciso sentir o calor dele novamente.

_Humm... – Lucy fechou os olhos pensativa – Acho que posso resolver isso.

_Como? – Levy se remexeu no sofá – Minha mãe não me deixa nem sair até o jardim.

_Bem, ela disse que hoje eu tomaria conta de você, faltam algumas horas até que sua mãe volte do trabalho não é mesmo? – Levy assentiu com a cabeça – Aquarius está dentro do carro em frente à sua casa, vou pedir a ela para me ajudar a levar você até a praça aqui em frente, você vai poder tomar sol e ainda vamos conversar, que tal?

_Sério Lu-chan? – Levy não conseguia conter sua animação – Mas será que Aquarius vai concordar com isso? Eu tenho medo dela...

_Eu tenho medo também – Lucy deixou escapar – Mas tenho certeza que ela vai concordar, além do que, dessa forma vou ficar ao alcance dos olhos dela não é mesmo? Espere aqui um momento, vou enfrentar o monstro Aquarius, se eu não voltar em cinco minutos ligue para a polícia.

_Lu-chan! Não faça esse tipo de brincadeira – Levy jogou uma almofada na amiga antes que ela alcançasse a porta – Volte o mais rápido que puder, me leve ao sol ou eu vou acabar virando um cogumelo.

***

Erza e Mirajane entraram na sala e antes que pudessem olhar ao redor viram Laxus se aproximando no final do corredor. Era loiro, alto e absurdamente musculoso para um garoto de dezessete anos, e carregava aquele sorriso arrogante com ele, um ar de superioridade que deixava todos irritados, ele poderia não admitir, mas todos sabiam que só estava na Fairy Tail e era membro do Conselho Escolar por sua família ser dona da escola desde a fundação.

_Ora, ora, ora... – ele sorriu para as duas – a ruiva e a albina na minha casa, então, qual o problema?

_Laxus, como dissemos antes nossa conversa é com o diretor Makarov – Erza não se deixava intimidar – Agora vá chama-lo, nós não temos nada para falar com você!

Mirajane conseguia sentir a tensão entre os dois, apesar de Erza ser menina e bem menor que Laxus dentro do dojo eles eram rivais no mesmo patamar e isso deixava o loiro extremamente irritado, antes que eles se engalfinhassem ali mesmo Mira resolveu intervir.

_Calma vocês dois, Laxus vai nos deixar passar e assim vamos embora daqui o mais rápido possível okay?

_Não, não. Erza pode passar, meu avô disse que quer falar com você antes, Mirajane ficará aqui me fazendo companhia, quando sua presença for solicitada – virou-se para Mira e a encarou – aí sim você poderá entrar.

_Não, Mira vem comigo – Erza ia recomeçar a discursão.

_Vá Erza – Mirajane segurou em sua mão – Ficarei bem, qualquer coisa você sabe que posso me defender sozinha, posso acertar um soco no Laxus e deixa-lo inconsciente.

_Certo... – Erza deu mais uma olhada em Laxus e virou-se seguindo pelo caminho que ele tinha apontado quando perguntou onde Makarov estava.

A preocupação de Erza não era com Mirajane conseguir se defender, mas a maneira como ela faria se algo relacionado a coisas do passado viessem à tona, conhecia a amiga desde que tinha sido adotada, moravam na mesma rua, brigavam a maior parte do tempo é verdade, mas não significava que não se importavam uma com a outra e a ruiva sabia do que Mira era capaz quando irritada, ficava incontrolável. Desde o acidente com Lisanna ela havia virado outra pessoa, mas não significava que a Mira que amava briga não estivesse dormindo ali dentro.

_E quando a Mira antiga despertar novamente não quero nem pensar no que vai acontecer – Erza suspirou e parou em frente à porta que dava para o escritório de Makarov – Agora é comigo.

Na sala Mirajane olhava para o jardim tentando esquecer a desagradável presença de Laxus no mesmo ambiente. Estava imersa nos seus pensamentos quando sentiu a mão do loiro em seu ombro, com um sobressalto ela se afastou.

_O que pensa estar fazendo? – Ela o olhou irritada – Não toque em mim!

_Oh, o Demônio Mirajane ainda existe aí em algum lugar não é mesmo? – Ele sorriu, mas em seguida tentou amenizar o clima – Então Mira, não quero brigar com você está bem? – Levantou as mãos em sinal de paz – Quero só conversar.

_Não precisa me tocar para conversar e não me chame de Demônio. – Ela fechou os olhos e se acalmou – Só fique longe de mim Laxus.

_Tudo bem, você que manda, só queria convidar você para sei lá, sair comigo qualquer dia desses – Ele se aproximou mais uma vez – Sabe, quando sua irmão sofreu aquele acidente eu cuidei de você durante um bom tempo e não negue que você gostava da minha companhia.

_Não toque no nome da Lisanna! — os olhos azuis de Mira adquiriram um brilho estranho – Eu agradeço por você ter ficado comigo naquela época, ter cuidado de mim, ter sido meu amigo, mas a partir do momento que você achou que poderia pedir algo em troca por sua companhia as coisas mudaram. Você é nojento Laxus, não merece o respeito de ninguém. Só é Presidente do Conselho por que seu avô permitiu, na realidade você não é absolutamente nada!

_Cala a boca! – Laxus segurou os pulsos de Mira e a empresou contra a parede próxima – Cala essa boca! Você não sabe droga de nada! Eu realmente queria coisas em troca, eu fiquei do seu lado durante todo o tempo que você ficou maluca e se sentindo culpada pela morte da sua irmã, te ajudei quando você queria se matar, quando você não conseguia conversar com ninguém nem com o Elfman, então pelo menos uma vez eu acho que mereço algo que quero não é mesmo?

Mira não teve reação e quando percebeu Laxus apertava seus lábios contra os dele, lágrimas desciam por seus olhos, quanto mais se remexia mais Laxus a apertava e tentava adentrar sua boca coma língua. Ela cansou de tentar empurrá-lo sem efeito, então sem pensar duas vezes conseguia alcançar um dos espetos que estavam próximos a parede da lareira, Laxus estava absorto no beijo que só percebeu o que estava prestes a acontecer quando ouviu Erza gritando.

_Mira pare! – Erza tirou o espeto da mão de Mira o jogou longe – Solta ela Laxus, você ficou maluco?!

Erza aparou o corpo da amiga quando Laxus a soltou, todo o corpo de Mira tremia, a ruivaa abraçou tentando acalmá-la.

_Mira, olha para mim... Está tudo bem, sou eu Erza.

_Erza... – Os olhos azuis de Mira encheram-se de lágrimas – O Laxus, e-ele...

_Eu sei, mas já acabou, vamos para casa, já conversei com o diretor e tudo vai se revolver – Abraçou a amiga e a ajudou a se levantar – Vamos.

_Laxus, o que você pensa que estava fazendo?

A voz de Makarov soou pela sala e Laxus empalideceu.

_V-vovô! E-eu não... não fiz nada, só estávamos conversando.

_Não minta para mim Laxus – A voz do diretor soava triste – Vá para o seu quarto, depois conversamos, espero que esteja preparo para as consequências.

_Droga! – Laxus chutou uma cadeira no caminho – Eu vou acabar com essas duas.

_Mirajane, desculpe por isso, Laxus parece ser um ogro na maior parte do tempo, mas no fundo ele gosta de você. – Makarov era velho, tão velho que ninguém sabia ao certo sua idade e era baixinho, mas simpático quando não estava bravo com os alunos – Já conversei com Erza, se soubesse que você estava aqui a teria chamado também.

_O Laxus disse que você queria falar só comigo diretor.

_Certo... – Makarov suspirou – Se me dão licença preciso ter uma conversa longa com meu neto, então você passa para a Mira a nossa conversa, não se preocupem tenho certeza que tudo vai se revolver amanhã.

Makarov saiu da sala e deixou as duas sozinhas. Mirajane ainda estava pálida e tremia um pouco e Erza afagava suas costas tentando acalmá-la.

_Vamos para minha casa Mira, você está pálida e lá vai poder descansar.

_Tudo bem, o que resolveram sobre a Levy?

_O diretor vai amanhã conversar com os pais dela, segundo ele tudo vai se revolver sem que ninguém saia prejudicado. Ele não me disse como, mas parece bem determinado, mas vamos esquecer isso por equanto, já fizemos nossa parte, agora temos que esperar.

_Certo, vamos sair daqui, realmente não estou me sentindo bem.

_Vem, eu te ajudo – Erza passou um braço pela cintura de Mira e a ajudou a andar.

Em pouco tempo as duas chegaram à casa de Erza, não era grande como a de Makarov, mas ainda assim muito espaçosa. A ruiva ajudou a amiga albina a tirar os sapatos e a deitou em sua cama.

_Desculpa por te preocupar Erza... – Mira sorriu.

_Que é isso Mira, somos amigas e é isso que as amigas fazem, elas se ajudam. Agora descanse um pouco, vou ligar pro Elfman e avisar que você está aqui em casa, se precisar de algo é só gritar.

_Okay... – Antes que Erza saísse Mira segurou na sua camisa o que fez com que a amiga a encarasse – Obrigada.

Erza apenas sorriu e saiu do quarto, já no corredor ela respirou aliviada, era sorte de Laxus ela ter chegado a tempo, se não tivesse conseguido ele estaria em sérios problemas.

***

Lucy havia conseguido tirar Levy de dentro de casa e agora ela podia depois de muito tempo sentir o sol batendo em seu rosto, o calor queimava um pouco sua pele sensível, mas fazia com que ela se sentisse viva mais uma vez. Podia sentir o vento tocar nos seus cabelos e acariciar levemente seu rosto, mais uma vez podia sentir: estava viva.

_Lucy, seu pai quer falar com você – Aquarius fez sinal para que a loira se aproximasse.

_Estou indo. Droga, o que será? – Lucy ficou irritada – Um minuto Levy, volto já.

Levy ficou observando a amiga entrar no carro e pegar o celular da mão de Aquarius, estava torcendo para que não fosse nada urgente, queria conversar mais um pouco com a amiga.

“Que droga! Ou esse Makarov é um tremente idiota ou está tramando algo”, Gajeel pensava enquanto deixava que seus pés o levassem para qualquer lugar, já fazia muitos dias do acidente no colégio, mas ele não havia tido um punição tão severa, limpar a quadra de esportes após as aulas de Educação Física e organizar os livros da biblioteca ao final do dia. “Aquele velho maluco está aprontando algo”, deixou seus pensamentos mais uma vez o levarem para longe e anes que percebesse estava próximo a uma pequena praça em um bairro não muito distante da Fairy Tail. As casas eram extremamente bonitas e acolhedoras, tinham banquinhos espalhados em alguns lugares, um parque infantil com escorregador e balanços, um lago com patos e algumas árvores.

_Acho que posso parar aqui por alguns minutos, talvez deva perguntar a alguém se é um local fechado para os moradores, eu andei tanto que mal percebi se passei por algum portão, realmente não estou a fim de mais problemas.

Olhou ao redor e não viu ninguém próximo, apenas uma senhora com uma criança, provavelmente seu neto, mas assim que ela o viu se afastou assustada. “Minha aparência realmente não me ajuda”, ao longe viu alguém sentado em um banco, aparentava ser pequena, talvez uma criança, “Vou tentar me aproximar, talvez ela me ajude, quando estava próximo o suficiente para distinguir bem a forma viu o tom azul dos cabelos.

_Será? – Gajeel parou no meio da rua.

Quando a dona dos cabelos azuis virou-se por um momento ele a reconheceu, era a garota que tinha machucado. Ficou paralisado por longos minutos a observando jogar migalhas de algo para os patos que estavam próximos, as mãos pequenas e delicados, a maneira como sorria, tão doce... A forma como o vento agitava seus cabelos fazendo-os roçar em sua pele.

_Uma fada – Gajeel balbuciou encantado com a garota sentada no banco.

Ela era tão pequena e frágil olhando assim de longe, realmente uma fada. Gajeel sabia que a havia machucado e segundo os boatos ela não voltaria para o colégio por culpa dele, mas naquele momento, ele tinha apenas uma certeza: de alguma maneira ela seria sua, somente sua, ele a protegeria e ninguém poderia impedir. Sorriu e antes que ela o visse foi embora.

_Ainda não é o momento – andou apressado para longe – Mas você será minha, minha e de mais ninguém.

Notas finais
Bem, agora as coisas vão começar a andar de verdade, no próximo eu vou dar mais algumas explicações sobre o passado dos personagens, e principalmente GaLe vai ter mais ceninhas juntos, vamos torcer pra Levy perdoar o Gajeel e ser todinha dele, huhuhu *w*