The Fairy and The Dragon
2 Você é tão quente
Notas iniciais
“Monstro! Monstro! — as vozes ecoavam na cabeça de Gajeel – Acabem com ele!”.
Por mais que tentasse não conseguia esquecer o rosto contorcido de dor da garota de cabelos azuis que estava a sua frente, tentava de todas as formas, mas simplesmente aquela imagem ficou marcada na sua memória. Ele estava tomado pela raiva, se tivesse conseguido se controlar, se por um segundo tivesse parado nada daquilo teria acontecido, já havia conseguido diversas vezes, achou que mudando de escola as pessoas talvez esquecessem o que havia acontecido anos atrás, mas não...
_Acho que ninguém vai esquecer – levou as mãos ao rosto e tocou de leve os piercings – Minha aparência também não ajuda muito – suspirou – Vai começar tudo de novo... Se eu tivesse me segurado por um segundo! – resmungou enquanto chutava uma cadeira – Droga! Isso não vai melhorar nada a minha situação.
Poucos segundos depois a porta da sala do diretor se abriu e Gajeel entrou, mas ele já sabia o que aconteceria em seguida, sempre sabia, dessa vez não tentaria se explicar, não contestaria, apenas aceitaria o que viesse, desistiria de tudo e voltaria para o lugar de onde nunca deveria ter saído.
***
Levy estava imersa em pesadelos agitados, mãos sacudindo seu corpo, alguém a erguendo no colo, lágrimas, Lucy gritando seu nome, sangue espalhado pelo chão e a dor... A dor terrível que sentiu quando se chocou contra a parede. Por mais que tentasse respirar era impossível, não conseguia falar, não conseguia dizer aos amigos que tudo ficaria bem, ela não estava acreditando que tudo ficaria bem, tentava respirar, tentava de todas as formas, mas o ar não chegava aos pulmões.
Em meio a tantas imagens confusas Levy despertou, estava suando, desesperada tentou levantar, mas todo seu corpo doía, tentou chamar, gritar alguém, mas não tinha voz. Lágrimas começaram a escorrer por seu rosto, estava sufocando, quando pensou que não aguentaria mais viu uma figura conhecida entrar no quarto.
_Levy! – Lucy parecia assustada – Levy você acordou, calma, vai ficar tudo bem, okay? Calma...
_R-res..pir-rar... N-não – Com esforço Levy conseguiu falar.
Lucy correu até a porta e gritou, porém em poucos segundos estava de volta ao lado da cama, suas lágrimas se misturando as de Levy enquanto a abraçava, doía ser abraçada pela amiga, mas Levy não reclamou, a sensação de ter calor humano próximo era extremamente reconfortante.
_Levy... – Lucy disse em meio a um soluço – Estava tão preocupada com você. Todos estão preocupados na verdade, foi um susto enorme. – Levy tentou sentar-se, mas Lucy impediu – Não, fique deitada, já estão vindo dar uma olhada em você, faz três dias que está aqui... Você está muito machucada.
_Três... – Levy tentou engolir a saliva, mas sua garganta estava extremamente seca, se tentasse falar só pioraria a situação, então apontou para um jarro que estava próximo a cama.
_Você quer água? – Levy balançou a cabeça em sinal positivo – Um minuto, vou pegar. Aqui, eu te ajudo. – Com cuidado Lucy levou o copo até a boca de Levy – Isso, está melhor?
_Obrigada... O que aconteceu?
_Você não consegue se lembrar?
_Não... De quase nada.
_Bem – Lucy percebeu uma enfermeira entrar no quarto – Teremos tempo para conversar sobre isso depois, sua mãe já está chegando okay? Ela tinha acabado de sair quando você acordou, ficou os últimos dias segurando sua mão... – beijou a testa da amiga e em seguida acariciou suas bochechas – Que bom que está de volta.
***
Lucy caminhou lentamente pelo corredor do hospital, passará os últimos dias entre aquelas paredes frias, o cheiro do lugar a incomodava, mas ainda assim era melhor que ficar em casa. Ao menos a desculpa que precisava ficar com a melhor amiga tinha funcionado, o pai permitiu que ela ficasse, desde que não se encontrasse com Natsu, não falasse com ele, não o tocasse, nada, absolutamente nada.
Desde o final de suas férias quando os dois haviam brigado e tudo aconteceu rápido, tão rápido que Lucy ainda estava tonta com toda a conversa que o pai tivera com ela, não pôde contestar, nem reagir, nunca podia na verdade. Era o pai que possuía os bens, os negócios, ele podia mandar e desmandar, Lucy apenas aceitava, não tinha coragem para enfrentá-lo.
_Ah, preciso conversar com alguém – massageou as têmporas doloridas – Mas para isso tenho que esperar a Levy sair desse hospital, droga! Tudo poderia ser mais fácil! – Enxugou as lágrimas que escorriam – Pare de chorar Lucy, chega disso...
A mãe de Levy vinha pelo corredor, as roupas amassadas, o cabelo aparentava ter sido preso da melhor maneira que conseguiu, com certeza havia saído da cama e chegado ao hospital o mais depressa que pôde.
_Lucy! Lucy onde está a Levy? Você está chorando? – Lucy pôde ver a angustia nos olhos da mãe da amiga – O que aconteceu com minha filha?!
_N-não, calma... A Levy está bem, tem uma enfermeira com ela.
_Oh, você me assustou – arrumou o casaco – Pensei que tivesse acontecido algo, vou vê-la okay? Preciso abraça-la. Estava tão preocupada, mas você também precisa descansar, assim que tiver mais notícias eu aviso.
_Tudo bem, vou para casa agora.
_Ligue para os seus amigos, eles vão gostar de saber que ela está bem.
Lucy balançou a cabeça em sinal positivo e saiu, precisava esfriar um pouco a cabeça, apesar de todo o cansaço dos dias de privação de sono sentia que não conseguiria dormir tão rápido quanto desejava. Quando chegou a porta principal do hospital viu uma figura conhecida, a mulher alta de corpo esbelto vestia um terninho preto discreto, ou melhor, discreto se usado por qualquer outra pessoa, nada em Aquarius era discreto: seus cabelos azuis que pareciam reluzir, suas curvas, seus olhos, tudo nela reluzia, mas se ela estava ali algo tinha acontecido e nunca era bom.
_Ai está você! – Segurou Lucy pelo braço e a arrastou para fora do hospital – Onde está seu celular?! Eu liguei milhares de vezes.
_Estava dentro da bolsa, não ouvi tocar... – tentou encará-la, mas não conseguiu por muito tempo – Meu pai mandou você aqui? O que ele quer agora? Ter certeza que não fugi, ou que estou me encontrando escondida com o Natsu?!
_Você pode ser meio idiota às vezes, mas acho que não chegaria a esse ponto – Lucy suspirou e ela olhou descrente – Não acredito, realmente não acredito que depois de tudo você vai insistir nessa história.
_Não! Tenho que repetir quantas vezes que não tenho nada com o Natsu, ele nem sequer fala comigo.
_Tudo bem Lucy, tudo bem. Vou fingir que acredito nas suas palavras, mas tenho certeza que sua mãe mão ficaria orgulhosa de nada disso.
_Não toque no nome da minha mãe! – falou entre dentes – Nunca mais ouse falar sobre ela. Ela nunca faria nada disso comigo, ela não me obrigaria a nada que eu não quisesse, ela me entenderia, ela só queria que eu fosse feliz... Só isso.
_Não posso falar sobre isso, conheci sua mãe durante muito tempo, sei as decisões que ela possivelmente tomaria, mas ela não está mais aqui Lucy, ouviu? Layla não pode mais ajudar você. Agora entre no carro, já deveríamos ter chegado em casa. Seu pai quer ver você antes do jantar – Lucy permaneceu parada – Vamos logo!
Aquarius arrastou Lucy até o carro e a empurrou no banco do fundo. O único barulho audível era o som da respiração de ambas e os soluços que Lucy tentava abafar sem muito sucesso. Quando se aproximaram dos portões da enorme casa Aquarius reduziu a velocidade.
_Olha, sei que não está sendo fácil – suspirou — mas você poderia ao menos tentar.
_Já estou tentando o máximo possível! – saiu do carro e bateu a porta com força.
_Garota estúpida! Teimosa igual à mãe – Aquarius sorriu.
***
Lucy subiu as escadas correndo, não queria encontrar o pai, não naquele momento. Entrou no quarto e trancou a porta por dentro, não acenderia as luzes, iriam imaginar que estava dormindo e ela não seria importunada, só precisava de alguns momentos a sós para se recuperar.
Caminhou até as janelas que davam para a varanda e as abriu, estava um pouco frio lá fora, mas não se importou, talvez o ar gelado fizesse bem, se pegasse um resfriado não se importaria, seria mais um motivo para ficar trancada no quarto e não encontrar o pai. Decidiu tomar um banho quente antes de dormir, o cheiro do hospital parecia estar impregnado em suas roupas. Enquanto colocava o roupão ouviu um barulho vindo da varanda.
_O quê... – Se aproximou um pouco da janela – Quem está aí? – sussurrou.
Uma sombra se aproximou rápido e a empurrou para dentro do quarto. Um grito de surpresa ficou abafado pelas mãos que tapavam sua boca, Lucy tentou se soltar, mas o que quer que seja que a prendia era bem mais forte que ela. Já estava em cima da cama e por mais que tentasse não conseguia distinguir a forma que a prendia contra o colchão.
_Shhhh – sibilou – Não podem nos ouvir, sou eu Natsu.
Lucy parou de se debater e sentiu seus músculos relaxarem.
_O que você pensa que está fazendo? – o empurrou para o lado e sentou-se na cama – Como conseguiu entrar aqui?
_Não foi tão difícil – gabou-se – A segurança daqui é boa, mas o telhado não tem câmeras de segurança, machuquei minha mão, mas está tudo bem – fez sinal de positivo com o dedo e sorriu, o sorriso sincero que Lucy amava.
_Espere aqui, vou fazer um curativo e depois você vai embora.
_Lucy, espera – Natsu a segurou pela manga do roupão – Preciso falar com você antes.
_Não Natsu, nós não temos o que conversar – Afastou-se rápido, se continuasse com aquilo começaria a chorar, pegou tudo o que precisava na caixa de primeiros socorros e voltou ao quarto – Agora me deixe ver sua mão.
Natsu estendeu a mão machucada e com a outra ajeitou o cachecol, Lucy sabia a história, por trás de cada sorriso sincero, por trás de cada brincadeira, existia dor no passado de Natsu, existia tristeza, abandono, mas ainda assim ele conseguia sorrir daquela maneira e acreditar nas pessoas.
_Lucy...
_Hum – ela respondeu sem olhá-lo nos olhos – Já estou quase acabando.
_É verdade?
_O quê Natsu? Existem muitas coisas que parecem verdade, mas não passam de uma farsa absurdamente bem contada.
_É verdade que você vai se casar? Ou você só estava com raiva de mim e resolveu mentir?
_O quê? — Lucy deixou o esparadrapo cair no chão – Natsu eu não quero falar sobre isso, terminei seu curativo, agora vá para casa e cuidado para não te pegarem.
Tentou sair da cama, mas Natsu a empurrou de volta para o colchão, e prendeu seus pulsos em frente ao corpo. Ele estava por cima dela, Lucy tentou acalmar sua respiração descompassada, podia sentir o corpo quente de Natsu contra o seu, a sensação era boa, mas tinha que acabar, não podia se deixar levar pelas sensações que estavam tomando seu corpo.
_N-Natsu... Me solta, por favor.
_Não! Só quando você me contar a verdade. Então, você vai mesmo se casar?
_S-sim – Lucy não conseguia olhá-lo nos olhos – Vou me casar Natsu e você tem que entender e aceitar isso!
_Então... Você não gosta mais de mim?
_Natsu já chega, eu não tenho que explicar nada a você – ela ainda evitava o olhar dele.
_Lucy, olha para mim – ele gentilmente segurou seu queixo e fez com que ela o encarasse – Eu não sei como explicar, mas toda vez que te olho sinto como se estivesse queimando por dentro. Eu só queria entender... É isso que você quer?
_O que e quero não importa no momento.
_Importa sim! Você não pode fazer algo que não gosta, você tem que ficar com quem escolher Lucy, você gosta de mim? – Lucy balançou a cabeça em sinal positivo – E do cara que quer casar com você, gosta dele?
Lucy permaneceu em silêncio, queria gritar que não gostava, que estava sendo obrigada a tudo aquilo, que tudo que queria era sentir o abraço quente de Natsu e nada mais, que tudo que precisava era ele na sua vida, mas se conteve, tudo que ouvia era seu coração palpitando e as palavras do pai “Se não se afastar dele, eu mesmo cuidarei disso, você escolhe Lucy, a vida desse pirralho cabeça quente está nas suas mãos”, ela teria que protege-lo de qualquer forma.
_Responde Lucy!
_Você tá me machucando... – gemeu tentando se soltar.
_Okay, se você não quer me contar eu vou descobrir de outra maneira.
_Natsu, posso te pedir uma coisa? – ela o viu fazer que sim com a cabeça – Pode me deixar em paz? Fingir que nada aconteceu entre nós, que não me conhece, poderia fingir que me odeia?
Natsu a encarou sem entender nada, por que ela estava pedindo essas coisas? Por que não poderiam ficar juntos? O que realmente estava acontecendo?
_Não, não posso te odiar, você é minha amiga e eu gosto de você – sorriu novamente – Podemos nos afastar talvez, mas eu vou dar um jeito nisso Lucy, sabe por que? – aproximou seus lábios do ouvido de Lucy e sussurrou – Estou queimando por dentro.
Lucy corou e mal teve tempo de reagir, Natsu a apertou ainda mais contra o colchão e a beijou, segurando seus pulsos ao lado do corpo, de inicio Lucy tentou se desvencilhar, mas seria inútil, então correspondeu. Sentiu-o morder de leve seu lábio inferior e depois sugá-lo com delicadeza, sem pressa alguma Natsu beijou seu pescoço, descendo até seu ombro, o roupão havia escorregado e deixado essa parte do corpo em evidência, Natsu mordeu aquele lugar e em seguida deitou sobre Lucy ouvindo as batidas do seu coração.
_Seu coração está batendo rápido.
Lucy podia sentir a respiração quente de Natsu próximo ao seu seio, ficou imóvel para que sua voz não denunciasse a excitação que estava sentindo. Não poderia continuar assim, a qualquer momento alguém poderia aparecer, mesmo com as portas trancadas, Aquarius tinha as chaves e se o pai pedisse ela abriria sem hesitar.
_Natsu, precisa ir embora, se nos pegarem aqui vamos ter problemas entende? – Tentou afastá-lo do seu corpo, porém ele a abraçou com mais força, Lucy soltou um leve gemido – Ah... Natsu...
_Não quero deixar você Lucy, onde moro é tão quieto e frio – olhou nos olhos da loira – Você é tão quente e macia – Alisou os cabelos de Lucy e a beijou na testa – Tão quente...
_P-para, não vamos começar isso de novo, você quer me arranjar problemas? Outra hora conversamos, em um lugar menos perigoso.
_Promete? – Natsu a encarou sério.
_Prometo. Agora vá, preciso me trocar antes que meu pai chegue.
Natsu deixou Lucy na cama e se aproximou da janela. Ajeitou o cachecol mais uma vez e em seguida sorriu para ela.
_Eu vou voltar Lucy, vamos resolver isso okay?
_Okay...
_Ah Lucy – disse já pronto para saltar em direção ao telhado – Eu sei que você está sem roupa por baixo, por isso está tão macia.
_Seu imbecil!!!! – Lucy corou, ele havia percebido, por isso tinha deitado por cima dela daquela maneira – Eu vou matar você!
_Shhhh – colocou o dedo indicador nos lábios – vão escutar você – lançou-se na escuridão e sumiu.
Lucy ainda sentia seus lábios formigarem, aquele idiota, teria que fazer algo em relação a isso, não podia deixar que nada de ruim acontecesse com Natsu. Estava se recompondo quando ouviu alguém bater na porta.
_Lucy, você está bem? Ouvi um barulho. – Era Aquarius.
_Sim, estou bem, só quero descansar um pouco.
_Okay, seu pai quer conversar com você, agora. Sem discussão, apenas venha.
Lucy suspirou, não adiantaria contestar, iria encontrar o pai, depois pensaria no que fazer para afastar Natsu dela.
***
Levy estava dormindo, e novamente tudo que sonhava tinha relação com o acidente, mas dessa vez as imagens vinham mais claras, ela conseguia ver bem o rosto do garoto que a acertará. Conseguia se lembrar de tudo o que tinha acontecido. Abriu os olhos e suspirou, a luz invadia o quarto, era manhã. Se lembrou da mãe na noite anterior, ela parecia tão preocupada, mas o importante é que estava bem e poderia voltar para casa.
_Mãe? – Levy chamou sonolenta, os remédios para dor a deixavam ainda mais cansada – Posso me levantar? – Olhou para o lado e percebeu a mãe dormindo, deveria acordá-la? Precisava muito ir ao banheiro e não dava para aguentar mais – Mãe!
_O quê? O que foi? – a mãe acordou assustada e foi em direção à cama apalpando a filha por todo o corpo – Você está bem? Está com dor?
_Não mãe – Levy sorriu – Não me aperte assim, ainda dói, duas costelas quebradas, braço engessado e um ferimento na testa lembra? Cuidado.
_Okay... Hã, okay, então você está bem. Quer se levantar? A enfermeira disse que com ajuda poderia tentar, só tentar está bem?
_Tudo bem, só preciso ir ao banheiro, vai ser rápido, me ajude – Levy levantou da cama com a ajuda da mãe – Ah!
_Levy, chega, deite-se novamente, não vou arriscar piorar sua situação.
_Não, por favor, foi só por que me movimentei depois de tanto tempo.
Contra a vontade ela ajudou a filha a caminhar até o banheiro e ficou esperando do lado de fora. Em poucos minutos Levy já estava na cama perfeitamente coberta e confortável. Sua mãe sempre foi zelosa daquela maneira, principalmente depois que o pai conseguiu um emprego em outro país, ele se mudou e apenas em certas ocasiões, depois disso a mãe passou a se preocupar ainda mais com ela, era bom, mas às vezes Levy sentia falta de ter um pouco de liberdade.
_Quando vou poder ir para casa?
_Amanhã pela manhã provavelmente – a mãe acariciou os cabelos da filha – Estou ansiosa também...
_Hum, certo. E a escola? Quando posso voltar? A Lucy disse que me passaria todas as atividades desses últimos dias.
_Seu pai e eu conversamos sobre isso Levy – A mãe cruzou os braços e a encarou – Eu sei que foi um acidente, o diretor explicou tudo, seus amigos também – Levy não gostava do curso que a conversa estava tomando – Mas achamos melhor você mudar de colégio. O garoto ainda está estudando lá e eu não vou arriscar sua segurança, já estamos resolvendo tudo isso e assim que estiver melhor vai para outra escola.
_Como assim?!
Levy não podia acreditar no que estava ouvindo. Mudar de escola assim de repente?! Todos os seus amigos estavam lá, eles haviam estudado juntos, até o cabeça oca do Natsu tinha conseguido passar na prova com todo o esforço e agora iriam se separar? Não aceitaria! Iria tentar e conseguir ficar com todos eles.
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