The Eye of Hurricane
8 Talvez ele tenha uma alma
Notas iniciais
Tony contou (sob os protestos) que Pepper Potts estava grávida de dois meses.
Depois a conversa tomou outros rumos. Falaram sobre quase tudo. Desde o casamento até como Coulson era estranho. O ultimo assunto foi o acontecido onde Bucky tentara matar seu melhor amigo.
–Assim que terminarmos a missão vou procurar por ele e me desculpar- Disse o moço antes de limpar a boca num guardanapo. — Quero embora... — Ele falou olhando para Natasha como se quisesse terminar o assunto rápido.
–Claro... — Eles se levantaram e caminharam até a porta em companhia dos amigos – Nos vemos em Moscou.- Ela sorriu.
– Uma dica pra você, Tenente Barnes : Cuidado com a Natasha. — Ele sorriu malicioso como sempre então fechou-se a porta.
Ainda era 13 : 30 e ainda tinha muito tempo antes de partirem novamente até seu destino final em Moscou. A poucos metros da casa, avistaram um homem que estava com um carrinho de sorvete.
– Ei, que tal uma sobremesa? Eu pago... — Ela propôs dando um soco em seu ombro.
– Claro... — Ele disse sem exitar a seguindo.
O homem do carrinho tinha uns 50 anos e seus cabelos eram completamente brancos estava sentado ao lado de seu ganha-pão. Ele contou sobre seu pai lutou na segunda Guerra Mundial e que conheceu sua mãe que era enfermeira
–Qual o sabor que o casal de namorados deseja? -Falou em alemão depois de conversar com Natasha.
–Eu quero de morango e você, Bucky? — Moça não negou o homem assim como ele fez quando ela tentava interromper as moças.
–Limão... — Ele respondeu em alemão. Fazia muito tempo que ele não falava aquele idioma mas se lembrava muito bem das palavras de algumas. O homem pegou duas casquinhas, se debruçou no carrinho e pegou uma bola de cada sabor e entregou a Bucky enquanto Natasha pagava.
–Obrigada – Disse a moça se virando de costas e em seguida pegando seu sorvete com Bucky e voltando a caminhar.
–Uau... Faz décadas que eu não tomo sorvete...- Deu uma lambida. Natasha parecia uma garotinha com seu sorvete.
– Pois é uma das melhores coisas da vida...
– E qual são as outras?
–Amar e sentir amado... — Ela sorriu e deu outra lambida, só que agora havia deixado um pequeno rastro da massa no canto de sua boca em cima de seu labio inferior, mas continuou caminhando.
Bem o sorvete durou nada mais que alguns minutos para Bucky e Natasha. Mesmo com anos sem aproveitar um ele continuava um cavalheiro e não se sujou. Já a moça estava com algo entorno de sua boca.
–Espera... — Ele a puxou fazendo se virar- Sua boca está suja...
–Onde? — Ela respondeu passando a mão no rosto.
–Calma... Não vai se sujar.
Ele estendeu a mão e com muita delicadeza limpou a pequena mancha cor – de- rosa com o polegar. Nesse exato momento sentiu um leve choque subir pela sua coluna vertebral e com um movimento involuntário sua mão deslizou e quando percebeu estava acariciando o frio rosto de Natasha.
Fazia muito tempo que não sentia aquele sentimento. Talvez a ultima vez tivesse sido foi pela jovem e doce Connie, pouco antes de de ir para a guerra e ser salvo pelo Capitão América. Vendo de tão perto o rosta da ruiva, lembrou da primeira vez que a viu, muitos anos atrás, quando ela era apenas uma garota iniciando como espiã.
–Eu queria dizer … — Eles se aproximaram com muita calma . Bucky abaixou a cabeça e aos poucos seus lábios chegavam perto dos dela podia sentir sua respiração quente e o gosto de morango que de lá saía . Então ele parou se afastou- Desculpa.- Ele colocou as mão nos bolsos, ficou quieto e voltou a caminhar para o Avião de Coulson.
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