Acordo com o barulho de uma pessoa batendo na porta. Levando cansada e vou até a porta para ver quem estaria as... Aparentemente seis e onze da manhã. – quem está ai? Perguntei sonolenta esperando que a pessoa me respondesse — Abre logo, sou eu. – disse a pessoa do outro lado da porta. — Tá, mas “Eu” quem? Digo reconhecendo a voz que estava do outro lado. Esta voz. Não consigo me lembrar de quem é essa pessoa, mas sei que conheço esta voz! Penso comigo mesmo. — Ah! Como você é burra, deixe-me entrar, sou eu o Vini. – disse a voz do outro lado — Que! Como ousa vir até minha casa e me chamar de burra? E ainda pedir para entrar? O que você está querendo aqui há esta hora seu maníaco? Digo com uma voz exaltada com um tom de duvida — É sobre a sua escolha... Bem, eu posso entrar para conversarmos ou não? — Tudo bem, então entre, mas saiba que eu ainda não a fiz. – digo abrindo a porta para ele — Como ainda não fez? Ah, bem então que faça agora, preciso da sua decisão, eu sei que lhe disse que poderia pensar com calma e sem pressa, mas eu não sabia o quão grave era a situação. Aparentemente você é a ultima das doze... — Hã? Que “doze”? E como assim a ultima? Pergunto a ele confusa — Bem é uma antiga profecia. Havia um grupo intitulado A Legião, bem antes de haver Shinigami e Tenchi. A Legião era um grupo muito poderoso, na verdade o único existente até então. Seus poderes estão além de até mesmo suas próprias compreensões. Eles eram únicos e manipulavam os humanos, eram poderosos de mais para serem contrariados até viviam em paz com os humanos na terra com inúmeros poderes, mas sem usa-los desnecessariamente. Um dia, um dos doze se revoltou com um homem que atirou uma pedra após ela tentar ajudar uma senhora que havia sido empurrada pelo homem. Seu nome era Teruya. Teruya com raiva do humano pela sua covardia e maldade conversou com os outros onze, ela queria matar o homem, mas eles não aceitaram e pediram a ela que se acalmasse e esquecesse tudo o que ela passou, mas ela jamais esqueceu, tanto que passou a seguir e vigiar o homem. Seu ódio só fez crescer mais e mais a cada dia que ela percebia o coração dos humanos pior, ela não conseguia viver em paz na terra então sem que os outros onze tivessem consciência ela manipulou a morte do homem, porem quando os outros descobriram ficaram decepcionados e indignados que ela usará seus poderes daquela maneira. Com toda aquela situação ela começou uma rebelião jogando na mesa os fatos da humanidade, o grupo se separou em dois formando assim os Shinigami e os Tenchi, uns seguiram a Teruya e outros seguiram o Katsuo... – Bem eu prefiro não falar mais. – ele interrompe o que dizia — Ah! Tudo bem eu acho que já entendi. Bem, mas de qualquer forma ainda não tenho minha resposta então se puder voltar mais tarde eu agradeceria. — Você não compreende, eu preciso que diga agora. Mesmo sabendo de tudo o que eu lhe falei você realmente tem que pensar? — Eu não posso simplesmente agir sem pensar, desculpe, mas se quer uma resposta então volte mais tarde. Agora com licença que eu preciso dormir mais um pouco — Não! Eu não irei embora sem uma resposta. – Ele diz num tom decido e assustador, sua voz ficou grossa e seu olhar sério deixavam o clima ainda mais estranho. — Ah! Tudo bem. Eu escolho os Tenchi. — Ótimo! Então se vista e pegue tudo o que puder vamos para a fraternidade. – ele diz com um sorriso suave e com um olhar malicioso — O que? Como assim? Você não me disse nada disso... Tem mais alguma coisa que eu deveria saber? — Sim, você tem apenas dez minutos para arrumar tudo, o portal direto para a fraternidade se abrirá e teremos que passar rapidamente. — Humpf! Cretino. Faço minha mala, tentando não esquecer coisas importantes. Fecho minha mala de roupas e vou me arrumar, ele grita da cozinha dizendo que falta apenas dois minutos, seu grito me alerta de que estou esquecendo a comida que é algo muito importante para mim, ainda mais que no meu armário tem sete pacotes de Oreo, ultimamente não estou me alimentando bem por isso minha casa só tem besteiras. Já sem tempo ele novamente grita desta vez com os olhos arregalados, ele olha para mim eufórico e continua me chamando. Corro em direção a ele e vejo o portal no chão, por um momento lembro-me do Victor, ele falava muito sobre portais e outros mundos. Ter ele perto de mim era maravilhoso, tudo que eu pude fazer naquele momento foi observar a sua morte tenho certeza que ele não ficaria apenas olhando e se jogaria em minha frente para que o carro não me acertasse. Sinto tanto a falta dele, eu já não aguento viver esse mundo sem ele sinto falta das nossas brisas, nossas conversas e seus beijos. Hoje me encontro fazendo uma escolha, sobre algo que eu acabo de descobrir que sempre viveu dentro de mim o tempo inteiro, me pergunto se ele faria a mesma escolha sei que fui pressionada para escolher os Tenchi, mas será que é o certo a se fazer? Bem agora não posso mais voltar atrás, estou praticamente dentro do portal então posso dizer que se ele não faria esta escolha ele me odiará para sempre, porém no momento me parece o certo. Sinto como se meu corpo flutuasse, minha aura está leve como se algo me segurasse levemente e me levasse para outro mundo onde a gravidade me mantém no ar. Entramos dentro do portal, tudo acontece em milésimos de segundos, porém ainda lá dentro é como se eu tivesse demorado anos não consigo explicar, mas é como se eu tivesse visto a minha vida toda durante a passagem. É tudo mundo bonito na fraternidade, o campo verde e uma extensa área verde com flores e frutas nas árvores, um castelo encantador no meio de tamanha paisagem faz alusão a um conto de fadas, algo tão belo assim eu jamais tinha presenciado, nem mesmo, quando eu fui há Itália e visitei tantos lugares maravilhosos. Dentro de tanta beleza era impossível pensar em algo de ruim... Foi o que eu pensei, mas algo toma conta da minha mente e meu corpo, uma sensação horrível instala-se em mim causando desconforto e ocasionando numa expressão facial desconfortável para quem olhasse. – você está bem? O que está sentindo? — Vini pergunta — Não é nada. Meus poderes... Perece que meus poderes vão explodir e me levar junto, não consigo controla-los, quase não enxergo nada apenas clarões. — Relaxe, isso é comum, ainda mais em pessoas com um poder tão extraordinário como os seus, então fique calma o máximo que acontecerá é que você poderá desmaiar, mas nada, além disso. Quando chegam aqui seus poderes sentem o desequilíbrio por estarem livres. Mas não era apenas meus poderes queimando dentro de mim, mas uma sensação de mal estar algo como um déjà vu, tudo ali me parecia familiar e que nada estava em seu lugar, como se eu sentisse que não deveria estar ali e ao mesmo tempo deveria o mundo estava confuso e naquele momento minha mente estava pesada. Não demorou a se cumprir o que ele me dizia sobre os efeitos colaterais dos poderes. Viro-me olhando para ele e uma pressão forte me faz cair no chão e perder a consciência quase que por completo... Ainda ouvindo tudo lá fora, porem muito fraca minha audição. Ouço pessoas conversando sobre me e sinto alguém me pegando e caminhando, suponho que seja em direção ao castelo e então às palavras Poder Mortal, surgem. Algo está muito errado não posso continuar aqui.