The Exchange - Brittana (Season 2)

21 Why Can't it All be Easier?


Notas iniciais
Ola lindas do meu coração!!! Então aqui está mais um cap pra vocês e ah, por favor, leiam as notas finais ok? Boa leitura!

Santana’s POV

Como se mover? Como respirar? Como fazer qualquer outra coisa que não seja ficar parada, encarando-a?

Brittany...

Ela... Ela estava bem na minha frente, depois de quatro anos ela estava ali. E meu Deus, como estava linda, seu corpo bem definido naquele vestido... Suas pernas a mostra, seu rosto angelical, seus olhos... Ah, seus olhos, aquele mar azul era tão lindo quanto eu lembrava que era, eles brilhavam e seu sorriso... Nossa, aquele sorriso... Ela estava ali!

Brittany estava na minha frente e eu não fazia ideia do que fazer... Eu queria correr e a segurar em meus braços como se nada mais importasse mas... Vero estava ao meu lado. Eu estava paralisada.

A sala toda estava em silêncio. Esperando...

Assim que saí de meu transe inicial, engoli em seco, perdida, eu olhei para minha namorada por um segundo antes de voltar a encarar Brittany. Sem ninguém perceber, Vero acariciou minhas costas e eu a olhei de novo, ela abiu um mini sorriso e isso foi o suficiente. Ela me entendeu, ela me deu permissão para ir até Britt. Ela não se importava se eu fosse até lá. E naquele momento eu agradeci aos céus por ter um relacionamento com ela. Qualquer outra, sabendo de minha história com Brittany, não me deixaria nem ao menos ficar perto dela, mas Vero me entendia, é claro que entendia.

Novamente, voltei meu olhar para frente, encarando a loira de olhos claros, ela ainda me encarava com um sorriso carinhoso dançando em seus lábios e agora, eu me permiti sorrir de volta, e ignorando toda a minha razão dizendo que eu deveria ao menos parecer calma, eu andei até ela e me joguei em seus braços, abraçando-a com o máximo de força que eu conseguia. Ela pareceu surpresa no começo, mas logo ouvi um suspiro sair de seus lábios e ela passou seus braços por minha cintura, me apertando ainda mais contra seu corpo.

Ouvi o barulho voltar a ser presente na sala e Quinn começou a falar e logo todos estavam conversando algo que eu não fazia a menor ideia do que fosse, eles nos deram um tempo.

Fechei meus olhos e me permiti aproveitar aquele contato o máximo que eu podia. Eu havia esquecido qual era a sensação de estar nos braços dela, mas naquele momento eu me sentia mais aquecida do que nunca, mais protegida do que nunca, eu me senti em casa novamente.

Eu parecia uma bêbada somente por estar abraçando-a novamente, eu não sabia mais o que era lucidez, eu não sabia mais o significado da palavra certo. Eu não estava pensando racionalmente. O pensamento “a sua namorada está bem atrás de vocês” não passava pela minha cabeça, eu só queria continuar ali.

Eu não sei quanto tempo se passou, até que ela se afastou de mim. Sim, ela se afastou, porque se dependesse de mim, nós continuaríamos ali por muito mais tempo.

Os nossos olhares se encontraram e ela sorria de uma forma cativante, sendo quase impossível não sorrir de volta.

– Como você está aqui? – Perguntei assim que voltei a ter a capacidade de formar palavras.

– Seu pai abriu uma filial da empresa aqui e meu pai é que vai controlar. – Ela respondeu sorrindo.

Brittany’s POV

O jeito como ela veio até mim e me agarrou, me surpreendeu, quer dizer, a namorada dela estava ali, mas a mesma não pareceu incomodada com o nosso abraço, na verdade, ela até sorriu antes de virar sua atenção para Beth que puxava sua calça. Deixei-me aproveitar aquele momento com Santana. Ela ainda parecia ter sido feita para ficar nos meus braços. Eu achei que ela iria se soltar de mim rapidamente, mas não, ela continuou a me abraçar e eu tive a impressão de que se eu não tivesse me afastado, nós continuaríamos ali, mas eu não abusaria da sorte. Afastei-me antes que ficasse esquisito.

– Meu pai? – Ela perguntou, o tom indo um pouco para o irônico na palavra ‘pai’. – Mas... Por que uma filial aqui em Miami? Tem muitos lugares melhores para abrir filiais aqui no país.

É San, mas assim, ele resolveu abrir uma filial aqui e mandar meu pai pra cá porque ele queria ver a filha feliz e acha que se nós tivermos a chance de ficar juntas, isso vai acontecer.

É, eu não podia falar isso.

– Não sei por que... – Menti.

Ela assentiu, sorrindo um pouco mais fraco agora.

– Sanny vem cá! – Beth gritou do sofá, nos tirando da bolha em que estávamos.

Nós duas olhamos para onde ela estava. Sentada no chão com a namorada de Santana ao seu lado, com o filho da Alexa em seus braços.

San sorriu para a afilhada e me encarou como se em chamasse para ir até lá.

Andei atrás dela e fiquei em pé enquanto ela se sentava ao lado da namorada, logo pegando Logan dos braços dela.

– Vero, essa é Brittany. Britt, essa é Verônica, minha hum... Namorada.

Abri o sorriso mais verdadeiro que eu consegui naquele momento e apertei a mão da tal Verônica, que sorriu pra mim sincera antes de voltar sua atenção para Beth. Quinn me puxou para sentar ao seu lado no sofá e a conversa começou a fluir normalmente um tempo depois.

***

O jantar já havia acabado e nós tínhamos voltado para a sala para voltar a conversar, Quinn e Rachel se beijavam no sofá, Puck e Alexa brincavam com Beth enquanto eu conversava com Santana e Verônica, com a primeira segurando um Logan adormecido em seus braços. Eu achei que seria estranho, mas não era. E uma coisa nisso estava me deixando irritada comigo mesma...

Sabe aquela pessoa que você tem que odiar, mas não existe nada nela que a faça merecer ser odiada? Então... Acontece que Verônica estava sendo um anjo comigo e isso não estava facilitando na minha tarefa de odiá-la.

– Então Brittany... Quer dizer que você é formada em Psicologia? – Ela perguntou e eu assenti. – Na UCL e você acabou de se formar certo? – Novamente, eu assenti. – E o que você pretende fazer agora?

– Eu não faço ideia na verdade. – Suspirei. – A mudança não estava prevista, lá em Londres eu já tinha trabalho, aqui eu não faço ideia.

Ela assentiu e logo depois sorriu, trocando um olhar com Santana antes de voltar a falar.

– E se... E se eu te disser que eu posso tentar arranjar um trabalho pra você?

– O que? – Eu e Santana perguntamos ao mesmo tempo.

Verônica se virou para San e fez sinal para que ela ficasse quieta, antes de se voltar sorrindo para mim.

– Sério? – Perguntei ainda meio chocada.

– Claro, eu tenho um lugar... Você é boa certo?

– Eu... Acho que sim.

– Então, pronto. Eu posso te arrumar um trabalho. – Ela sorriu.

Tá vendo? Olha o que ela acabou de dizer, como é que eu vou odiar essa mulher? Ta mais pra beijar os pés dela.

***

Já era tarde, Puck e Alexa já haviam ido embora, levando Logan e Beth junto com eles.

Verônica e Santana estavam se despedindo agora. Recebi mais um longo abraço de Santana, desejando que o mesmo não acabasse nunca mais, era tão bom ter ela novamente em meus braços, tão reconfortante. Doía saber que eu só conseguiria abraços e nada mais.

– Você veio de carro Britt? – San perguntou assim que nos soltamos. Neguei com a cabeça e dei de ombros, não me importando muito com isso.

– Vem, nós vamos te levar em casa. – Verônica veio de novo com os atos de bondade.

Ok, eu estou começando a odiar o fato de não odiar ela.

– Ah, não, eu... Não precisa não.

– Precisa sim, vamos.

Sorri meio envergonhada e assenti, indo me despedir de Quinn e Rachel antes de seguir Verônica e Santana até o carro delas. O trajeto até a minha casa foi feito em silêncio e eu só conseguia me concentrar nas mãos das duas latinas entrelaçadas em minha frente. Despedi-me delas rapidamente e entrei em casa.

Depois de ter avisado aos meus pais que eu já havia chegado em casa, fui para o meu quarto e tomei um banho quente antes de me arrumar para dormir e me jogar na cama, pensando nos últimos acontecimentos.

O jantar não havia sido como eu imaginei que seria, não mesmo, mas até que não foi ruim.

Eu havia gostado bastante de Verônica, mas gostar dela não queria dizer que eu desistiria tão fácil assim de Santana. Eu não desistiria sem lutar, Vero podia ser a melhor pessoa do mundo mas se tinha alguma coisa em minha vida da qual eu tinha absoluta certeza, era que eu e San havíamos sido feitas para ficarem juntas, e eu lutaria para que isso acontecesse.

Santana’s POV

Aquele jantar havia sido no mínimo surpreendente. Eu não esperava que nada daquilo acontecesse. Eu acho que assim que nós nos soltamos daquele abraço cheio de saudade, eu havia entrado no modo automático. Eu fazia as coisas sem nem ter ideia do que estava fazendo, tentando não deixar transparecer a enxurrada de sentimentos que voltaram num piscar de olhos para dentro de mim.

Quando eu cheguei em casa, a voz de Vero me despertou do meu “sono com os olhos abertos”.

– Bom, esse foi um jantar... Interessante. – Ela disse, jogando sua bolsa no sofá.

– É. – Respondi, seguindo para o nosso quarto apressadamente. Entrei no banheiro antes que Vero pudesse me alcançar e tranquei a porta atrás de mim. Liguei o chuveiro e me coloquei embaixo da água, não sabendo exatamente o momento em que as lágrimas começaram a rolar por meu rosto.

Eu estava tão confusa naquele momento. Depois de quatro anos sem vê-la, ela estava ali de novo e tudo indicava que agora era pra ficar mesmo. Brittany... A mulher com a qual eu via um futuro com, a mulher que me fez uma pessoa muito melhor, a mulher que, mesmo depois de quatro anos, ainda conseguia me fazer sorrir apenas com a simples lembrança de seus olhos, a mulher que eu amo mais que minha própria vida estava de volta. E eu não hesitaria nem por um segundo se ela me quisesse de volta, mas aí...

Aí tinha Verônica, ah Verônica... Tão frágil, tão sozinha. Eu não poderia deixá-la, não, claro que não, ela precisava de mim, ela precisava porque só tinha a mim naquele momento, ela não tinha os pais, não tinha a melhor amiga. Vero só tinha a mim, eu seria egoísta demais se a deixasse assim, não... Eu não poderia fazer isso.

Saí do banheiro meio tonta por ter tanta coisa na cabeça. Vero estava deitada na cama, me encarando com a expressão serena.

Eu a encarei de volta por alguns segundos antes de me voltar para o armário, colocando uma camiseta larga e me sentando na beirada da cama, as mãos escondendo meu rosto.

– Você quer conversar? – Ela perguntou mansa, sentando-se ao meu lado e passando suas mãos por minhas costas.

– Eu... Não. – Falei respirando fundo. –Não, está tudo bem, foi só... Só o choque. – Falei, eu mesma tentando acreditar em minhas próprias palavras.

– Você sabe que não foi isso San... Você sabe que agora mudou tudo. – Ela falou e eu a encarei, ela sorria pra mim. – Ela está de volta Santana. – Falou agora um pouco mais séria.

– Nada mudou, eu não vou deixar você. – Falei decidida, ela se fazia de forte, mas não era, estava longe de ser.

– San... Você não precisa fazer isso. – Vero ainda sorria fraco.

– Verônica, não. Isso não vai acontecer ok? Não vai. – Dei o assunto por encerado e me deitei na cama, virando-me para encarar a parede, tentando acreditar em mim mesma.

Eu estava tão dividida agora.

Merda, por que as coisas não poderiam ser mais fáceis?

Notas finais
Ok, então meninas, eu vou pra SP na sexta feira e só vou voltar no dia vinte e um então, nesse tempinho eu vou ficar sem postar. Eu não sei direito o que vai acontecer no próximo capítulo, mas se a inspiração vier eu tento postar mais um até sexta. COMENTEM! ISSO AJUDA SABE*-*