The Exchange - Brittana (Season 2)
15 We're Gonna be Happy
Notas iniciais
Brittany’s POV
– Eu ainda estou com fome.
As palavras de Santana me fizeram estremecer. Encarei seus olhos, ainda mais escuros do que já eram, mostrando todo o seu desejo e nossa, como eu amava quando eles estavam daquela cor. San me empurrou de leve para que pudesse levantar da bancada, ela caminhou lentamente até a porta da cozinha, me deixando completamente hipnotizada com a seu corpo completamente despido, e se virou para mim, dando mais um sorriso malicioso.
– Desligue o forno. Eu vou encher a banheira. – Mais um sorriso, e ela saiu do meu campo de visão.
Ok Brittany, respira. Você ainda sabe fazer isso né? Não, eu não sei. Depois de ver Santana Lopez nua na sua frente, e saber que ela está te esperando em uma banheira de hidro no andar de cima, respirar não é tão fácil quanto se parece.
Saí de meu pequeno transe e respirei fundo. Desliguei o forno como Santana havia pedido e quase corri escadas à cima. Abri devagar a porta do banheiro e respirei fundo quando vi minha namorada. Ela estava sentada na borda da banheira, uma de suas mãos checava a temperatura da água enquanto a outra subia e descia por sua coxa.
San levantou o rosto lentamente e nossos olhares se encontraram, fazendo-a abrir novamente seu sorriso malicioso que sempre que fazia estremecer. Ela levantou e veio até mim, passando seus dedos por meus ombros descobertos e trilhando um pequeno caminho com eles até que eles estivessem em minha nuca, quando ela me puxou para um beijo urgente. Suas mãos começaram a passear pelo meu corpo novamente e assim que chegaram ao fecho do meu sutiã, San o tirou sem problemas sem desgrudar seus lábios dos meus, ela segurou meus seios e os apertou, fazendo com que eu gemido saísse de meus lábios. Nossos lábios se descolavam por apenas alguns segundos antes de voltarem a se conectar, as mãos de Santana continuavam a passear por meu corpo, arranhando-o em algumas partes, fazendo com que eu gemesse cada vez que suas unhas entravam em contato com minha pele. Ela passou as mãos por fora de minhas coxas e logo depois uma de suas mãos entrou em contato com a minha calcinha, me fazendo gemer uma vez mais.
– Tão molhada B... – Ela sussurrou, mordendo a hélice de minha orelha logo depois. Santana retirou minha calcinha e com um de seus dedos começou a acariciar meu clitóris, fazendo minhas pernas bambearem. Segurei-me em seus ombros, meus olhos fechados enquanto ela beijava meu pescoço, uma de suas mãos massageava meus seios e a outra ainda me dava prazer, acariciando a entrada de meu centro.
E de repente ela parou com tudo e se afastou, me fazendo abrir os olhos e reclamar da falta de contato. Santana sorriu e segurou minha mão, me puxando para dentro da banheira. Ela me sentou, fazendo minhas costas encostarem na borda e engatinhou até ficar em cima de meu corpo. Nossos lábios se encostaram novamente e suas mãos voltaram a passear por meu corpo. Seus lábios dessa vez não ficaram parados apenas em minha boca, Santana beijava cada parte do meu corpo que não estava coberto pela água. Ela perdeu um bom tempo só beijando e mordiscando meus seios e aquilo era uma das melhores sensações do mundo. Meus olhos estavam fechados e minhas mãos passeavam por seu abdômen, arranhando-o cada vez que ela deixava um chupão em meu corpo. Finalmente, sua mão encontrou meu centro novamente e dessa vez, ela não demorou nem um segundo para introduzir seus dedos nele, me fazendo gemer alto e puxar seus cabelos. Seus dedos faziam um movimento ritmado dentro de mim e San alternava entre beijar meu pescoço e meus lábios. Seu movimento era lento dentro de meu centro e eu aproveitava cada segundo do prazer imenso que Santana me dava. Minhas paredes começaram a se fechar nos dedos de San e eu me permiti chegar ao ápice, sentindo seus beijos em meu pescoço. Ela retirou seus dedos de dentro de mim e eu entreabri meus olhos, vendo-a chupar os próprios dedos e sorrir em seguida.
– Você tem um gosto maravilhoso meu amor. – Ela sussurrou em meu ouvido, permitindo-se relaxar em meu colo logo em seguida. Sorri e a abracei pela cintura, deixando que sua cabeça descansasse em meu ombro.
Nós demoramos uma eternidade dentro daquela banheira e assim que saímos, Santana se jogou na cama, ainda nua, cobrindo-se com o grosso edredom que havia em cima dela. Sorri com a cena e apaguei a luz do quarto, me juntando a minha namorada logo depois. Comecei a fazer um pequeno carinho nas suas costas fazendo-a suspirar.
– Eu acho que... Nosso jantar pode esperar alguns minutinhos né? – Perguntou de forma sonolenta me encarando com seus olhos negros cansados.
Sorri e assenti.
– Pode amor. – Disse e em poucos minutos nós duas já havíamos caído no sono.
***
Acordei sentindo minha barriga roncar. Olhei para a cômoda ao lado da cama e suspirei. Mais de duas da manhã. Minha barriga roncou mais uma vez e eu sabia que não iria conseguir voltar a dormir se não colocasse algo no estômago.
– Fome? – Ouvi a voz rouca de Santana e me virei para o lado, encarando seus olhos ainda pequenos. Assenti fazendo biquinho e ela sorriu, beijando meus lábios antes de voltar a falar. – Vem, vamos comer alguma coisa. – San se levantou e me puxou junto.
Coloquei uma camiseta longa qualquer e uma calcinha e San fez o mesmo e logo nós estávamos no andar de baixo, fazendo pizza, em plena madrugada. Mas quem se importa?
Nós terminamos de ‘jantar’ e já passavam das três e meia da manhã. O sono parecia ter se dissipado e nós ficamos no sofá, eu sentada em uma das pontas e Santana deitada com a cabeça em meu colo, recebendo cafuné. O filme que passava na televisão parecia interessante mas, minha cabeça não parecia querer prestar atenção na TV. Eu não conseguia parar de pensar no futuro próximo que estava por vir... Em duas semanas, minha faculdade começaria e mesmo que nem eu nem San tivéssemos falado sobre isso ainda, ambas sabíamos que ela iria embora antes disso e isso estava me matando.
Fui tirada de meus devaneios quando senti uma de suas mãos segurar as minhas. Seus olhos, agora sonolentos novamente, me encaravam curiosos.
– Um dólar pra saber em que você tanto pensa. – Ela disse abrindo um pequeno sorriso. Me permiti sorrir um pouco antes de voltar a ficar séria.
– O que vai acontecer com a gente agora San? – Perguntei já com a voz trêmula. Vocês não entendem o quanto aquele pensamento me machucava.
– Como assim o que vai acontecer? Nós fizemos dar certo antes não fizemos? – Suas mãos fizerem um carinho na minha e ela continuou a me encarar.
– Sim mas... Agora a gente já sabe como é difícil, e agora nós duas vamos começar a faculdade... Vai ser difícil... – Falei com os olhos marejados. Santana suspirou e apertou suas mãos na minha.
– Vai ser doloroso, vai ser difícil, e vão existir momentos em que a única coisa que nós vamos querer fazer é acabar tudo pra parar de sofrer... Mas você é tudo pra mim Brittany. Você é amor da minha vida, eu tenho certeza disso. Foi você quem me salvou e eu nunca vou amar ninguém do jeito que eu amo você. Vai ser difícil, muito, mas eu não vou desistir de você meu anjo, nunca. Nós somos uma da outra B... Nós vamos conseguir.
Suspirei e comecei a brincar com seus dedos.
– Eu só... Queria que a gente pudesse ser feliz sem esses problemas todos logo... – Disse baixinho.
San apertou minha mão mais uma vez e me fez olhá-la nos olhos.
– As melhores coisas não vêm fácil Britt. Vai ser doloroso, mas nós pertencemos uma à outra B... No final disso tudo meu amor, eu prometo que nós duas vamos ser muito felizes juntas.
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