Notas iniciais
Boa noite lindas!!! Aqui está mais capítulo! Boa leitura!!

Santana’s POV

Sabe quando você está de férias, viajando para longe dos problemas e você fica sem nada pra fazer, aí deita na sua cama e começa a pensar na própria vida... E o baque da realidade te atinge? A sua mente te leva de novo a todos os problemas que te esperam quando você voltar pra casa, pra vida normal.

Foi o que me aconteceu para que minha crise no final do mês de julho acontecesse. Ficar naquela clínica, sem ter nada pra fazer na maior parte do tempo me trazia muito tempo para pensar na vida. Eu evitei pensar em Brittany, mas um dia... Foi impossível não tê-la em meus pensamentos. Aí eu comecei a pensar em como nós ficaríamos, em como eu ficaria sem ela, sem o meu anjo... Britt podia dizer que eu era forte, mas eu sabia que não... Ela me fazia forte e tinha ido embora.

A crise foi inevitável. Mas eu me recuperei, e consegui sair daquele lugar, eu precisava sair de lá primeiro para depois começar a pensar no que eu faria.

Quando me disseram que eu não poderia usar celular ou computador, eu quase mandei para aquele lugar, eu precisava pelo menos ouvir a voz da minha namorada. Eu precisava ouvir ela dizer que me amava.

Eu sabia que Quinn iria me matar quando soubesse que eu havia pegado seu celular, mas eu tinha que falar com Brittany, sua voz me fazia muita falta. Quando Britt atendeu o telefone, gritando, minha garganta já havia se fechado, somente ouvi-la, não importava o que ela estava dizendo... Era tão bom. Quando ela disse que me amava, as borboletas voaram em meu estômago, aquelas palavras sempre mexiam comigo quando saiam da boca de Britt. Eu queria ter ficado o dia todo com ela naquele telefone, mas tudo que é com dura pouco e Quinn me achou. Aqueles poucos minutos com Britt haviam me feito um bem enorme, mas não era o suficiente e eu mal podia esperar para vê-la nem que fosse pela tela do computador.

A primeira vez que nós nos falamos por Skype foi no começo de novembro, e foram tantas lágrimas, foi tão bom vê-la, e tão ruim ao mesmo tempo. Eu estava com tanta saudade de ver seu rosto, seu sorriso seus olhos azuis brilhantes, mas era tão horrível não poder tocá-la, abraçá-la, beijá-la... Eu precisava de mais. E foi naquele dia que eu prometi que eu faria de tudo e mais um pouco para ir visitá-la o mais rápido possível.

Depois daquele dia, eu e Britt nos falávamos todos os dias... Às vezes as lágrimas escapavam, às vezes eram só sorrisos trocados e palavras carinhosas.

As coisas dentro de casa não poderiam estar melhores. Quinn havia voltado a ser minha irmãzinha mais nova que recorria a mim pra tudo, Judy havia voltado a me chamar de pequena sempre e havia me contado sobre a segunda parte da herança que ela guardava para quando eu saísse do vício. Ela me deu todo o dinheiro, e olha... Era muito dinheiro. E eu coloquei tudo na conta do banco, deixando uma parte para ajudar Judy com as despesas da casa.

Eu já havia decidido parte da minha vida. Iria voltar à faculdade no próximo ano, ficaria com Judy até acabar, mas agora, a ajudando com as despesas e depois eu decidiria o que fazer.

Quanto a visitar Britt... Estava encaminhando isso sem que ela soubesse graças à Marley que concordou em me ajudar. Eu queria que fosse surpresa, queria que ela me encarasse com seus olhos azuis arregalados quando eu aparecesse em sua porta. Queria ver sua carinha surpresa quando me visse.

O Natal chegou mais rápido do que eu esperava e aquele foi o primeiro dia que eu não falei com Britt, eu precisava ajeitar as coisas para vê-la pessoalmente e a última semana do ano eu não teria muito tempo para conversar com ela, o que era horrível, mas eu precisava... Porque depois daquilo nós estaríamos juntas de novo.

Brittany’s POV

Era o último dia do ano. E esse era um daqueles dias que eu não podia parar para pensar em nada porque dona Susan me explorava o dia todo. As famílias de Marley e de Kurt costumavam passar o ano novo na nossa casa e por mais que minha mãe amasse a família dos meus amigos, ter tanta gente em casa exigia mais coisas e eu era a faz tudo dela todo dia trinta e um de dezembro, mas eu não me importava, eu gostava até de ter algo para fazer. Ainda mais quando você tem sua namorada lhe ignorando a semana toda... Era bom parar de pensar nisso um pouco.

Santana não entrava no Skype desde o Natal e eu sentia tanto a falta dela. Já havia me acostumado com as chamadas que nós fazíamos diariamente. Eu sabia que ela deveria estar ocupada e tudo mais... Mas eu sentia falta da minha latina.

Quando o jantar e tudo já estava pronto, eu tive meu tempo de descanso. Joguei-me no sofá da sala mas é claro que dona Susan não me deixou lá por mais de dez minutos.

– Bih, vai tomar banho minha filha já são quase seis horas, seus amigos já vão chegar! – Ela disse.

Revirei os olhos e suspirei, levantando do sofá e subindo as escadas, indo direto para o chuveiro. Sempre que eu tinha um tempo sozinha, meus pensamentos teimavam em ir até San... E naquele momento não foi diferente. Eu só esperava, que pelo menos amanhã... No primeiro dia do ano, San me desse algum sinal de vida para eu poder desejar um feliz ano novo para a minha namorada.

Coloquei um shorts qualquer e uma camiseta de alças branca, por causa da tradição de ano novo que minha família preservava, de que branco traz sorte.

Quando eu voltei para o andar de baixo, já estavam todos lá. Cumprimentei os pais dos meus amigos e a irmãzinha da Marley que brincava com Hanna e logo depois me juntei a Kurt e Marley no sofá.

Nós ficamos conversando sobre as besteiras que gente da nossa idade fala, mas quando era perto das onze horas eu tive que parar de falar para questionar o que tanto Marley me olhava.

– Mulher dá pra parar de me encarar que nem uma retardada? O que te deu hein? – Perguntei.

– Ué, nada Bih é só... – A campainha tocou. – Eu atendo. – Ela disse saindo correndo. Tenho uma amiga com problemas, eu sei.

Estranhei o som da campainha, pelo que eu saiba já está todo mundo aqui.

– Puta merda, você é mil vezes mais bonita ao vivo! – Ouvi a voz de Marley vinda da porta. Eu to falando que a garota é problemática!

Levantei do sofá e já que ninguém queria ir verificar o que estava acontecendo, eu fui até a porta e eu juro que quase caí no chão quando eu vi quem é que Marley estava elogiando.

Minha Santana. Minha San estava naquela porta, toda encasacada e sorridente. Ela me encarou com seu sorriso de canto de rosto e encolheu um pouco os ombros.

– Surpresa! – Disse baixinho.

Notas finais
Então?? O que acharam???