The Exchange - Brittana (Season 2)
30 Not Less Than Perfect
Notas iniciais
Brittany’s POV
Santana olhou para mim por alguns segundos, depois desviou o olhar, encarando o sofá e logo voltou seus castanhos para mim. Um sorriso tímido nasceu em seus lábios antes que ela assentisse. Sam se levantou e me seguiu até a cozinha.
O clima era um pouco tenso enquanto nós pegávamos os ingredientes que precisaríamos, mas foi melhorando.
Em certo momento, enquanto San alcançava algo no armário, eu comecei a fazer o que era preciso e assim que os olhos de Santana pousaram em mim, ela paralisou, sorrindo meio divertida e surpresa em minha direção. Fiquei confusa.
– Desde quando você cozinha? – Perguntou e eu sorri, dando de ombros.
– Faz algum tempo... Minha mãe tirou um tempo para me ensinar, dizendo que eu não podia comer coisas congeladas pra sempre quando morasse sozinha... Eu tive que aprender. E modéstia parte... Não é tão ruim, a minha comida.
– Ah não? – Santana continuava com o olhar divertido em seu rosto. Eu estava adorando aquele clima, sem tensão. – Então você vai fazer isso aqui sozinha... Eu preciso ver por mim mesma se você não está mentindo. – Assenti, concordando com ela. – Mas nós temos uma pizzaria há algum tempo daqui... Caso algo der errado.
– Idiota. – Falei, me fingindo de ofendida, sorrindo logo depois, ela sorriu de volta. Eu estava quase arrependida de cortar aquele clima, mas eu precisava. – Você sabe... – Aproximei-me um pouquinho. – Sabe por que Vero e Lucy saíram né? – Perguntei, me aproximando mais um pouco. Ela me encarou e deu alguns passos para trás.
– Eu tenho uma ideia... – Falou com a cabeça baixa.
– E você vai facilitar pra mim hoje? – Mais alguns passos para perto dela.
– Brittany...
– Eu quero você Santana. Eu preciso disso. O que mais eu vou ter que fazer para que você entenda isso? – Perguntei, me aproximando mais um pouco. Ela se afastou, dando com as pernas na bancada. Seus olhos se fecharam e ela negou com a cabeça.
– Eu não posso Britt... Não posso deixar a Vero. – Falou baixinho, evitando meu olhar. Suspirei, aquela desculpa não colava mais e até mesmo ela sabia disso.
– Verônica já deixou mais do que claro que não se importa, ela até apoia isso... Você pode ajudá-la sendo apenas uma amiga. Lucy está se recuperando agora San, ela está ficando bem... As duas estão bem... Vero não vai ficar sozinha e você sabe disso. – Me aproximei ainda mais e ela não tinha saída agora. Levantei seu rosto, fazendo-a olhar para mim. – Eu conheço você. Eu sei que Vero não é o problema. E eu sei que seus sentimentos por mim não mudaram... Diz pra mim San, diz a verdade... Por que você não se deixa levar hein? – Acariciei seus braços.
Seus olhos marejaram e ela abaixou o rosto mais uma vez. Alguns segundos e eu pude ouvi-la fungar, e logo depois ela abriu a boca.
– Eu... Eu tenho medo... – Levantou os olhos cheios d’água e aquilo me partiu o coração. – Eu estou com tanto medo... Eu... Eu amo você, amo você tanto que chega a doer. – Mesmo com ela chorando, não pude conter o sorriso com sua fala. – Mas... Eu já tive que dar adeus a você tantas vezes... Na clínica... E depois quando você foi embora, e ai quando eu voltei da visita que eu te fiz e ai... Aí teve o adeus definitivo e todos eles fizeram um estrago tão grande B... Meu coração doía mais e mais a cada tchau que a gente dava e... Eu... Eu não aguento mais um adeus Britt... As coisas pra nós duas nunca deram certo... Dói demais B... Eu to morrendo de medo. Eu te amo demais pra te perder mais uma vez.
– E quem foi que disse que você vai me perder? – Ergui seu rosto, limpando suas lágrimas com meu polegar. Ela evitava meu olhar a todo custo. – Olha pra mim San. – Pedi carinhosa e ela abriu os olhos. Sorri. – Não era você quem acreditava que um dia nós duas iríamos ter nosso final feliz juntas? Nosso finalmente? – Ela assentiu fracamente. – Amor... Esse é o momento. Nada mais nos impede San... Nem um vício, nem um intercâmbio, nem um oceano entre nós duas. Eu estou aqui agora e me recuso a ir embora, por que acredite, cada adeus me machucou do mesmo jeito que machucou você. Eu não vou te deixar mais, nós não vamos ter mais nenhum adeus... Nada Santana, nada impede. Só... Diz que você me quer e a gente vai fazer dar certo dessa vez. Eu prometo. – Ela negou com a cabeça, fechando os olhos, tentando fazer as lágrimas ficarem presas. Segurei seu rosto em minhas mãos, aproximando-me do mesmo. Nossos lábios a centímetros um do outro. – Eu te amo. Eu não vou te deixar...
Ouvi ela fungar mais uma vez e antes que eu conseguisse raciocinar, seus lábios estavam colados aos meus. Suas mãos seguraram firme em minha nuca. Todo meu corpo estremeceu com o toque. Minha pele se arrepiou toda. Meu coração parecia querer sair do peito. As borboletas pareciam mais uma manada de elefantes correndo em meu estômago. Eu estava em êxtase. Depois de tantos anos, sentir seus lábios, sentir sua língua dançando junto à minha, o gosto de seu beijo... Ah, era... Era paralisante... Maravilhoso, era perfeito.
Assim que consegui voltar a me movimentar, apertei meus braços em sua cintura e a puxei mais para perto, fazendo um pequeno gemido escapar de seus lábios.
Nos soltamos por falta de ar. Santana continuou com seus olhos fechados e sua cabeça foi parar em meu ombro, seu rosto escondido em meu pescoço.
– Eu amo você. E eu não vou te deixar... Sem mais adeus. – Sussurrei, fazendo seus braços se apertarem em minha cintura e ela sorrir contra minha pele, depositando um leve beijo no local.
– Eu senti falta disso... – Sua voz era um pouco mais alta que um sussurro. Sorri.
– Eu também San... Você não tem ideia do quanto. – Apertei-a contra mim, não querendo que ela saísse dali tão cedo.
E ali... Depois de tanto tempo, eu me sentia completa de novo. Como se tudo estivesse de volta nos eixos. Com ela ali... Tudo estava certo novamente. Naquele momento, eu estava tão feliz por não ter desistido de tentar tê-la de volta.
Tudo, ali, naquele momento, não era menos que perfeito.
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