The Exchange - Brittana (Season 2)
9 London and Love
Notas iniciais
Brittany’s POV
Fui me arrumar com a maior moleza do mundo enquanto ouvia Marley arrancar gargalhadas da minha namorada no andar de baixo, provavelmente contando coisas embaraçosas a meu respeito, mas eu não me importava porque escutar a gargalhada de Santana era maravilhoso, acho que aquele era o meu som preferido depois de sua voz no geral.
Olhei para a janela do meu quarto e suspirei. Tudo estava branco, e lá vou eu me encher de roupas. Me arrumei e logo depois peguei minha bolsa e mais um casaco para a San porque eu tinha certeza que ela sentiria mais frio do que eu. Desci as escadas e quando vi o que estava nas mãos de Santana, minha vontade foi de voltar pro quarto e me esconder em baixo da cama. Ela estava entre minha mãe e Marley e com um álbum de fotos nas mãos, um álbum que eu tinha certeza que continham fotos vergonhosas.
– Mas que droga! – Reclamei descendo as escadas. – San, você não precisa ver isso. – Falei tentando arrancar o álbum de suas mãos e ela apenas me olhou divertida.
– Você era tão fofa B... – Ela falou apontando para uma foto que eu deveria ter uns quatro anos e usava uma fantasia de... Eu nem sei o que era aquilo.
– A gente já pode ir? – Falei já sentindo meu rosto esquentar enquanto San folheava aquele álbum. Era uma foto mais vergonhosa que a outra!
Depois de mais alguns minutos tendo que aguentar Marley e Kurt tirando sarro de mim enquanto minha própria namorada ria da minha cara, nós deixamos a casa e assim que saímos pela porta, San se agarrou em mim... Ela não iria se acostumar com o frio de Londres assim tão fácil...
– Marley... Cadê seu carro criatura? – Perguntei vendo que ela e Kurt começaram a andar pela rua.
– Nós não vamos de carro B. – Ela disse olhando para trás e sorrindo pra mim. – Sua namorada que pediu.
Encarei Santana confusamente e ela sorriu, apoiando sua cabeça no meu braço.
– É minha primeira vez em Londres amor... Quero andar com os famosos ônibus londrinos.
Revirei os olhos e sorri, passando um de meus braços por sua cintura.
– É a mesma coisa que um ônibus de Miami... – Falei começando a andar. – Mas se é o que a senhorita quer... Vamos de ônibus então.
Nós andamos alguns minutos até o ponto de ônibus e Santana não se atrevia a sair dos meus braços e eu não podia reclamar nada disso. Ela ficava se mexendo e passando o rosto na gola do meu casaco para tentar espantar o frio e era a coisa mais fofa do mundo.
Quando nós entramos no ônibus eu até pude ouvi-la suspirar por estar bem mais quente lá dentro. Nos sentamos na parte de cima e San ia conversando com Kurt e Marley sobre Miami enquanto se encantava com as paisagens brancas que Londres tinha no inverno.
Fomos parar em um dos meus parques favoritos da cidade onde eu e meus dois melhores amigos íamos quase sempre. Mesmo morando quase toda a minha vida naquela cidade, eu sempre me encantava com o quão Londres ficava bonita no inverno e Santana parecia achar a mesma coisa já que ela encarava as coisas com um brilho a mais em seus olhos. Nós nos sentamos na grama congelada e logo Marley e Kurt nos deixaram sozinhas e a vontade. San se levantou de meu lado e sentou em meu colo, envolvendo suas pernas em minha cintura. Seus braços abraçaram meu pescoço e seu rosto estava bem perto do meu. Ela sorria de um jeito todo bobo e apaixonado que me fazia derreter toda.
– Tá gostando de Londres princesa? – Perguntei afastando uma mecha de seu cabelo do seu rosto.
– É linda. Só não tão linda quanto você. – Disse se aproximando de mim e colando nossos lábios em um beijo calmo e apaixonado. Eu acho que eu nunca, nem em um milhão de anos eu iria me cansar do beijo de San.
Nós passamos a manhã toda no parque, e depois de um almoço demorado onde Kurt e Marley faziam questão de me envergonhar, nós levamos San até o Big Ben, lugar no qual ela ficou admirando a neve cair por um bom tempo, e depois ainda fomos até a Tower Bridge, deixando Santana aproveitar a imagem do lugar por mais um tempo. Terminamos o passeio em um dos lugares que eu mais amava vir, principalmente no inverno e naquele horário. E quando Marley me disse que havia alugado uma cabine apenas para mim e para San, eu quase a abracei até mata-la sufocada.
A London Eye era um lugar perfeito. Nós duas entramos e assim que a roda gigante começou a se movimentar, Santana me abraçou, deitando a cabeça no meu ombro e apreciando a paisagem. Estava nevando e o sol estava se pondo. Era uma daquelas cenas de filme bem meloso mesmo. Era perfeito.
– Isso aqui é tão lindo Britt... – Ela suspirou.
Acariciei seus cabelos e plantei um beijo em sua cabeça.
– Você é linda princesa. – Sussurrei e ela se afastou um pouco, me encarando com um sorriso carinhoso em seus lábios.
Bem lentamente, seus lábios se aproximaram dos meus e eu já podia sentir as borboletas se preparando para voarem. Nossos lábios se roçaram e logo eles foram colados um no outro, sua língua explorava minha boca já tão conhecida de forma lenta e apaixonada. Suas mãos se enroscaram em meus cabelos e as minhas foram inconscientemente até sua nuca, a acariciando de leve. De forma demorada, o beijo foi tomando proporções maiores e eu já havia jogado meu bom senso no espaço e se não fosse por San, eu não queria imaginar o que aconteceria na meia hora em que a roda gigante fazia sua volta. Ela separou nossos lábios devagar e sorriu com a boca um pouco inchada.
– Aqui não meu anjo. – Ela sussurrou, antes de voltar a me abraçar e deitar a cabeça no meu ombro.
Aqui não, mas que meu desejo por ela não passaria de hoje, ah não passaria mesmo!
***
Depois que saímos da roda gigante, Marley teimou que queria ir há alguma balada ou pub pra beber, eu não queria levar Santana em um lugar assim, mas ela jurou não se importar e até disse que seria divertido. Quem sou eu pra discordar?
E até que estava sendo legal. San não tocou em nada que não fosse refrigerante e isso me deixava tão orgulhosa, ela era tão forte. A acompanhei e também não toquei em nada alcoólico.
Nós estávamos lá há horas e dançávamos igual a duas loucas. Era tão gostoso estar com ela!
Até que em algum momento, ela paralisou e encarou algum ponto atrás de mim, seu sorriso se fechou e ela só olhava para aquele lado. Voltei meu olhar para ver o que ela enxergava e vi o que a deixou incomodada daquele jeito.
Um grupinho de gente um pouco mais a frente, e alguns deles com um saquinho que eu sabia muito bem o que era. Alguns deles já estavam bem chapados.
Voltei meu olhar pra San e ela ainda os olhava.
– Você está bem? – Perguntei acariciando suas mãos.
– Nós... Podemos ir embora? – Perguntou baixinho e eu apenas assenti, a levando para fora daquele lugar e digitando uma rápida mensagem para Marley dizendo que já estávamos indo. Resolvi que naquela hora da noite, um taxi era a melhor opção.
– Tá tudo bem San? – Perguntei enquanto entrávamos no taxi.
Ela se voltou pra mim e sorriu carinhosa, assentindo logo depois.
– É só que... É ruim pensar que eu já estive naquela situação inúmeras vezes... As vezes parece ser a ultima opção você usar drogas. Era a minha ultima opção também até você aparecer... Eu achei algo que era muito melhor do que qualquer droga do mundo Britt, eu achei você. Eu só... Me deixa triste pensar nisso sabe? E se eles nunca acharem a Britt deles? – Seus olhos estavam marejados.
– Princesa, você não pode mudar o mundo. – Falei, não tendo mais ideias do que dizer para deixá-la melhor. A puxei para meus braços e ela suspirou com o rosto escondido em meu pescoço.
Ficamos na mesma posição até chegar na minha casa.
Nós entramos em silêncio por já ser tarde e meus pais já estavam dormindo. Deixei San entrar primeiro no meu quarto e assim que tranquei a porta atrás de mim, avancei rapidamente sobre Santana que cambaleou para trás e ela não pode deixar de soltar um riso quando nós duas caímos na cama. Ela colocou as mãos no meu rosto e o acariciou com o polegar, sem desconectar nossos lábios. Com os pés mesmo, eu tirei seus sapatos e logo depois os meus.
Nossos beijos já eram cheios de desejo. Minhas mãos já procuravam o zíper de seu casaco.
– B... – Ela falou entrei beijos. – Britt... Seus pais.
– Ah, por favor... Nós já fizemos no meio da praia San. – Falei encarando seus olhos, a fazendo rir. – Por favor. Eu estou com tanta saudade San... Tanta. – Falei deixando que meus olhos mostrassem o quanto eu a desejava.
Santana me encarou por alguns segundos e depois suspirou, colocando as mãos em meu rosto novamente e me puxando para seus lábios mais uma vez. Sorri com isso e voltei a beija-la com vontade. Logo, seu casaco e sua camiseta já estavam jogados no chão, assim como as minhas peças de roupa. Eu beijava seu pescoço e deixava marcas ali sem pressa alguma, eu queria fazer as coias sem pressa naquele dia, aproveitando cada suspiro e gemido que ela soltava. Amava o jeito como ela se arrepiada toda quando eu beijava seu pescoço. Trilhei um caminho de beijos até o vale de seus seios enquanto minhas mãos procuravam pelo botão de sua calça. Separei meus lábios de sua pele e a encarei, sua boca estava inchada e seus olhos já estavam cheios de desejo. Abri um sorriso malicioso em sua direção antes de retirar as nossas calças e logo depois arrancar nossos sutiãs. Voltei a me deitar em cima dela e sem demorar, abocanhei um se seus seios, estimulando o outro com a mão. Santana gemia e isso me deixava bem mais alerta. Demorei um bom tempo apreciando seus seios firmes e perfeitos antes de voltar a beijar sua pele morena. Beijei toda a área da sua barriga e fui descendo até chegar em sua virilha. Beijei e mordisquei suas coxas por um tempo até chegar perto de seu centro molhado. Parei de beija-la e olhei para cima, sorrindo ao ver seus olhos mais escuros do que o normal, San mordia o lábio inferior com força e me encarava ansiosa.
– Eu vou tentar algo ok? – Falei rouca e ela apenas assentiu rapidamente.
Sorri novamente e voltei a beijar suas coxas mais um pouco antes de arrancar sua calcinha e sem delongas penetrar seu centro com a minha língua, fazendo-a gemer e enroscar seus dedos em meus cabelos. Minha língua fazia movimentos repetidos em seu centro enquanto San gemia alto. Eu estava na casa dos meus pais, mas eu não me importava. Ouvir Santana gemer pra mim era tão bom.
Podia sentir suas paredes começarem a se fechar em minha língua e quando ela chegou ao ápice... O gosto de Santana era simplesmente maravilhoso. Chupei todo o seu gozo com um sorriso em meu rosto antes de voltar a olha-la nos olhos e sorrir ao vê-la com eles ainda fechados. Aproximei meu rosto do seu e a beijei sem esperar. Ela não demorou nem dois segundos para corresponder e suas mãos logo vieram abraçar minha nuca.
– Eu senti tanto a sua falta. – Disse entre beijos e ela sorriu.
– Eu também Britt... – Falou ofegante.
– Você tem o melhor gosto do mundo... – Falei sorrindo e sorriu junto.
– Eu amo você. – Ela disse rouca, me encarando de maneira carinhosa.
– E eu amo você.
Nós continuamos a nos beijar por um tempo, até que o frio começou a se fazer presente novamente. Levantei da cama para destrancar a porta porque se meu pai resolvesse tentar abrir a porta de noite e ela estivesse trancada, isso geraria muitos problemas.
Voltei a me deitar ao lado de San e nos cobri com o grosso edredom que nos protegeria do frio do inverno londrino. Santana deitou de costas pra mim e eu a abracei rapidamente, fazendo com que seu braço descansasse em cima do meu e nossos corpos ficassem bem juntinhos. Era tão bom deitar nua com ela novamente, sentir seu corpo quente contra o meu. Como eu senti falta disso.
Santana adormeceu em poucos minutos e eu fiquei a admirando mais uma vez. Fiquei brincando com seus cabelos e sorrindo cada vez que ela se arrepiava e se acomodava mais em mim quando eu beijava seu ombro ou seu pescoço.
Aos poucos, o sono começava a me vencer, mas antes de apagar por inteiro, pude ouvir San murmurar meu nome em seu sono, e eu não poderia ter adormecido com um sorriso maior.
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