Notas iniciais
O que eu não faço por vocês hein? Tá aqui o capítulo. E eu falando que ele ia ser pequeno... Foi o maior dos três lol Boa leitura lindas. E ah, caso eu não volte antes da viagem... FELIZ ANO NOVO LINDAS!

Brittany’s POV

No momento em que minha mãe fez aquela pergunta, eu travei por alguns segundos. Meus olhos não saiam dos seus e ela me encarava esperando uma resposta, a qual eu não conseguia dar.

– Brittany? – Ela perguntou novamente, fazendo-me sair de meu transe.

Desviei meu olhar e encarei minha irmã, encolhida em meu colo, Hanna me encarava como se pedisse desculpas por ter tocado no nome de Santana e eu apenas sorri para ela carinhosamente. Eu teria que enfrentar minha família alguma hora, ela só apressou um pouquinho as coisas.

Ignorei minha mãe ainda parada na porta da sala, nos encarando e levantei do sofá, sussurrando para que Hanna fosse brincar no seu quarto e fechasse a porta. Eu não sabia como meus pais reagiriam e não queria que minha irmã ouvisse caso as coisas saíssem do controle. Han assentiu e saiu correndo para o andar de cima.

Virei para encarar minha mãe e ela arqueou as sobrancelhas, ainda esperando pacientemente por minha resposta.

– Cadê o papai? – Perguntei me sentando novamente no sofá. Minha mãe fez o caminho até o outro sofá e se sentou.

– Quase chegando, você quer esperar? – Perguntou calma.

Assenti com a cabeça e nós caímos em um silêncio completamente desconfortável. Eu pensava no que ia falar quando meu pai entrasse pela porta, pensava na reação que eles teriam. Eu não estava preparada para aquilo... Mas de verdade, quem está?

Fui tirada de meus devaneios quando meu pai entrou pela porta sorridente, mas seu sorriso diminuiu consideravelmente de tamanho ao ver eu e minha mãe sentadas no sofá, ela me encarando o tempo todo e eu com medo de levantar a cabeça.

– O que foi que aconteceu? – Ele perguntou, sentando-se ao lado de sua esposa.

– Brittany... Você pode falar agora? – Minha mãe perguntou calma. Sério, eu estava começando a estranhar toda aquela calma.

– Eu hum... – Deus, eu estava tão nervosa. Meus olhos caíram sobre o anel em minha mão e eu não faço ideia do que aconteceu, mas uma tranquilidade enorme me atingiu e um sorriso fraco tomou conta de meus lábios. Levantei a cabeça e meus pais me encaravam confusos. – Nesse ano que eu passei fora... Eu conheci muitas pessoas incríveis, mas uma delas me chamou ainda mais atenção. – Encarei novamente o anel e voltei a atenção para meus pais. Meu pai me encarava sem expressão e minha mãe sorria. – E eu acabei me apaixonando por essa pessoa, por uma garota. – Falei rapidamente. Eu não queria ficar enrolando.

Um silêncio desconfortável caiu sobre a sala e eu apenas os encarava, esperando que algum dos dois falasse alguma coisa.

– Se apaixonou por Santana? – Minha mãe perguntou e meu pai a encarou confuso enquanto eu apenas assenti.

– E porque você não disse isso antes? – Meu pai perguntou e minha mãe assentiu, os dois me surpreendendo.

– Vocês... Não se importam? – Perguntei insegura.

– Bi, nós sempre deixamos claro que nós não temos nenhum preconceito nessa casa. – Minha mãe falou revirando os olhos, como se fosse óbvio.

– Eu sei... Desculpa. – Falei abaixando os olhos. Era verdade que eles não tinham nenhum preconceito. Mas eu não sei, eu tinha medo que por ser da família deles, isso mudasse algo, mas aparentemente não.

– Tudo bem meu amor. Agora me conta... Como foi que você conheceu essa garota? – Minha mãe perguntou animada.

– É... Complicado. – Falei e eles me olharam confusos. – Ela era minha vizinha em Miami. E Rachel, minha irmã. – Fiz aspas com a mão. – Namora a irmã postiça da San... Então a gente meio que se aproximou muito rápido. Quinn, que é a namorada de Rachel, no começo me disse que eu não devia me aproximar de Santana porque ela era problema. Mas isso não adiantou muito... Porque eu conheci Santana um dia depois de chegar em Miami... E ela tinha problemas. – Parei por um momento, olhando para eles, que esperavam que eu continuasse. Eu tinha medo de falar que ela usava drogas, eu tinha medo que isso mudasse a opinião deles, como a de muita gente muda. – A San viu a mãe morrer quando ela tinha quinze anos, elas sofreram um acidente de carro... E o pai dela a abandonou um ano depois. Ela não conseguiu superar sozinha e... – Minha mãe me olhava com um olhar triste e meu pai não estava muito diferente. – Santana achou ajuda nas drogas. – Despejei e logo continuei a falar. – No começo eu só queria que ela tivesse alguém que não a julgasse, alguém que ficaria do lado dela, mas Santana é... Perfeita. – Um sorriso bobo escapou de meus lábios e eu neguei com a cabeça, sorrindo. – É impossível não se apaixonar por ela, San é a pessoa mais carinhosa do mundo quando quer ser... Ela deixou que eu visse um lado dela que ninguém mais via, ela me deixou ajudar... – Levantei novamente os olhos, que estavam molhados, para encarar meus pais, e para minha surpresa, ambos sorriam e esperavam que eu continuasse a falar. – Conhecer Santana foi a melhor parte do meu intercâmbio.

– E como ela está agora? – Minha mãe perguntou curiosa e eu sorri.

–Três meses antes da minha volta, depois de muita insistência de todo mundo, ela resolveu procurar uma clínica. E ela continua lá, mas a Quinn disse que ela está melhor.

– Então faz três meses que você não vê a sua namorada? – Dona Susan continuou com seu questionário.

– Não. Santana conseguiu sair pra passar o meu último dia em Miami comigo e depois voltar. – Falei sorrindo em meio às lágrimas que teimavam em cair ao lembrar-me do meu último dia com a minha latina.

Minha mãe sorriu pra mim e arqueou as sobrancelhas, se virando para meu pai logo depois.

– Peter, vá com Hanna comprar algo para a janta. – Falou e meu pai assentiu. Ele se levantou e veio até mim, beijando o topo de minha cabeça antes de subir as escadas para pegar minha irmã.

Os dois saíram minutos depois e eu ainda estava sentada no sofá, sorrindo como boba. Feliz por tudo ter dado certo.

– Você tem alguma foto da sua namorada? – Minha mãe perguntou. Ela continuava sentada à minha frente.

Assenti e levantei, pedindo com a cabeça que ela me seguisse até meu quarto. Ela se sentou na minha cama enquanto eu pegava o álbum que San havia me dado de Natal, entreguei ele à minha mãe e inconscientemente, agarrei o casaco da minha namorada que nunca saía de minha cama e o abracei antes de sentar de frente para a loira mais velha. Ela olhava para as paginas com um sorriso no rosto, às vezes o aumentando quando a foto era muito boba, ou seja, na maioria das fotos. Quando ela o fechou novamente, seus olhos se ergueram e ela ficou me encarando por alguns segundos antes de falar.

– Você continua virgem filha? – Perguntou séria.

– Mãe... – Falou escondendo meu rosto no casaco que continuava em meus braços.

– Eu só quero saber! Você é minha filha eu tenho esse direito sabia? – Ela falou rindo da minha cara.

– Mãe, por favor... – Eu deveria estar muito vermelha naquele momento.

– Ok, vou aceitar isso como um não. Pelo menos eu não me preocupo de você estar grávida. – Ela disse se levantando da cama. Enterrei mais ainda minha cara no casaco de Santana e não pude evitar rir. Senti minha mãe beijar minha cabeça e levantei o rosto. – Eu estou feliz que você tenha nos contado... Eu estava seriamente pensando em vir aqui e te perguntar sobre esse seu anel que você sorri sempre que olha pra ele. – Abri um sorriso em sua direção. – E como vocês duas vão fazer isso funcionar agora meu amor? – Ela perguntou.

Suspirei pesadamente e neguei com a cabeça.

– Eu não faço ideia mãe... Eu acho que agora eu só quero que ela se esforce pra sair da clínica bem, e depois a gente vai ver o que acontece... Eu só sei que eu não estou disposta a desistir de nós sem lutar. – Falei firme.

Minha mãe sorriu de novo e assentiu. Acho que ela ia continuar a conversa se não tivesse ouvido a porta do andar de baixo abrir e Hanna gritar que ela e o papai haviam chego.

– Eu vou ajudar a fazer o jantar, se não nós ficamos sem comida. Você vai? – Ela perguntou já da porta.

– Já vou... – Dei um pequeno sorriso e ela assentiu, saindo e fechando a porta.

Deixei que meu corpo caísse no colchão, eu estava tão aliviada naquele momento. Saber que meus pais me apoiavam, que não se importavam de San ter usado drogas antes... Era maravilhoso. Agora eu tinha uma preocupação a menos.

Mas eu ainda tinha uma preocupação. E eu acho que essa era a maior de todas.

Como o meu relacionamento com Santana ficaria? Como nós iríamos fazer isso dar certo? Não era mais só alguns passos que me separavam dela agora. Era um oceano todo... Como fazer dar certo?

Notas finais
Então? Já estão sentindo falta da San??