Notas iniciais
Amores da minha vida, eu voltei rápido né? EU PRECISO DE UMA FOTO DE CAPA, alguém aí quer me ajudar com isso? Here we go..... Boa leitura!

Brittany’s POV

A voz mecânica da comissária de bordo soou e meus olhos se abriram devagar, pesados por causa das lágrimas que tiveram que liberar enquanto o sono não me acalmava. Passei parte do voo chorando e quando não chorei foi porque estava dormindo.

Enquanto esperava os últimos dez minutos de voo acabarem, fiquei lembrando de tudo o que aconteceu de manhã.

Eu não consegui fechar os olhos nem por um único segundo a noite, meus olhos não queriam se fechar, eles não saíram de Santana um minuto sequer. Mesmo que ela estivesse dormindo, seu braço estava firme na minha cintura, com medo que eu saísse dali. Mas o pior foi ouvi-la murmurar meu nome em seu sono repetidas vezes, seguidos da frase ‘não me deixa’. Aquilo me deu um aperto enorme. Eu não queria deixá-la, eu queria estar lá com ela. Eu queria a minha San.

Senti o baque do avião pousando e suspirei pesadamente. Esperei que abrissem as portas para levantar. Peguei minha bolsa e fui em direção à saída do avião. A aeromoça me deu um sorriso triste quando eu passei por ela. Eu devia estar um horror, podia sentir meus olhos inchados por causa do choro. Sorri novamente e saí, indo para a porta de desembarque.

Andei quase me arrastando pelo corredor enorme que antecedia a porta. Eu me sentia tão mal... Mal por não estar com Santana, mal por não poder vê-la melhorar sem por cento, me sentia mal por não estar tão feliz como deveria. Eu estava voltando pra casa depois de um ano, voltando para minha família, pros meus amigos, pra minha vida... Mas eu só queria Santana aqui comigo. Aí eu me perguntava, isso fazia de mim uma pessoa ruim? Pensar em Santana enquanto minha família me esperava do lado de fora da porta, morrendo de saudades, era uma coisa ruim?

Mas eu não conseguia controlar... O jeito que ela estava no aeroporto. San tentava esconder o quanto me ver indo embora a machucava, mas eu sabia que sim. Santana estava tão quieta, ela somente ficava com a cabeça deitada em meu ombro enquanto não chamavam meu voo, sem falar nada. E quando eles finalmente chamaram o voo, Santana se desesperou... Ela me agarrou com força e me abraçou mais forte do que qualquer outra vez. Eu podia sentir suas lágrimas em meu ombro, molhando minha camiseta, e eu não queria soltá-la. Mas eu tinha que ir... San me beijou uma última vez e deixou que eu fosse em direção ao embarque. E a única vez que eu me deixei olhar pra trás, meu coração quebrou. Santana chorava como uma criança que acabara de se machucar feio, nos braços de Quinn. E as lágrimas nos meus olhos começaram a cair sem permissão.

Sacudi a cabeça, tentando, em vão, tirar os pensamentos dolorosos da minha mente. Respirei fundo e atravessei a porta de desembarque. E em questão de minutos, milhares de vozes gritaram em meus ouvidos. Minha mãe chorava e me abraçava, meu pai sorria pra mim, passando as mãos em meus cabelos, Hanna estava agarrada em minhas pernas, Kurt falava algo gritando, e Marley... Bem, ela era a única que estava parada em minha frente, sorrindo fracamente, esperando. Eu queria poder tirar todo mundo dali, e ficar somente com ela. Mas a culpa não era deles... Marley era a única que sabia sobre Santana, era a única que pelo menos entendia um pouco sobre como eu estava me sentindo. Deixei que me abraçassem por mais um tempo antes de me livrar deles e agarrar minha melhor amiga, que me apertou contra seus braços. E ali, com ela... Foi tão difícil controlar minhas lágrimas. Elas simplesmente saíam, sem minha permissão.

Eu agradeci que todo mundo achou que eu estava chorando de felicidade, menos Marley é claro. Nós ficamos mais alguns minutos no meio do aeroporto antes que meu pai dissesse que podíamos continuar a conversa em casa. Peguei Hanna em meu colo enquanto meus pais levavam minhas malas e meus amigos falavam comigo.

Nós chegamos no carro e Hanna insistiu que queria ir no meu colo e meus pais acabaram deixando, Han estava toda manhosa e como o caminho não era longo até em casa, não tinha problemas. Kurt sentou do meu lado e Marley sentou do outro. O caminho foi repleto de conversas sobre como eles sentiram minha falta, minha mãe dizendo que nunca mais iria me deixar viajar, que eu fazia muita falta e eu não pude deixar de sorrir, era bom saber que eu fazia falta. Mas aí o carro ficou em silêncio e eu não conseguia controlar meus pensamentos, e eles não me deixavam parar de pensar em Santana. Encarei o anel que continuava em meu dedo e suspirei alto, me assustando quando Marley segurou minha mão, encarei seus olhos claros e ela sorriu tristemente, me fazendo sorrir de volta. Deitei minha cabeça em seu ombro e tentei, com todas as minhas forças não deixar que o choro voltasse.

– Tá cansada meu amor? – Minha mãe perguntou do banco da frente.

– É... Eu não dormi bem à noite... E a viagem cansa... – Respondi vagamente.

– Porque não dormiu? – Meu pai resolveu continuar o assunto que eu não estava muito a fim de entrar.

– Era o último dia lá... Fiquei acordada com todo mundo... – Menti.

Minha mãe sorriu e assentiu, encerrando aquele assunto.

Chegamos em casa e a tarde toda se passou, comigo contando milhares de coisas sobre Miami e sobre como havia sido ficar lá, deixei Santana de fora porque eu sabia que falar dela naquele momento me faria chorar e eu não queria que meus pais achassem que eu estava triste por ter voltado. Confesso que ficar ocupando minha boca o dia todo, me fez ficar distraída, eu até consegui sorrir bastante.

Mas foi só a noite cair e eu ter que ir dormir que tudo voltou de novo. E mesmo cansada, eu não conseguia dormir. Pra tentar me livrar um pouco de minha própria mente, resolvi desfazer as malas, mas não adiantou muito, já que na primeira que eu abri, o álbum que eu ganhei de Natal de San estava em cima. Peguei-o, junto com o casaco que eu havia pedido pra ela me dar para que eu pudesse sentir pelo menos seu cheiro, e deitei na cama. As lágrimas voltaram a cair e eu não tentei controlá-las.

Quando eu estava sem ela em Miami, não era tão ruim, porque eu sabia que ela estava perto de mim... Mas agora, agora eu estava tão longe dela. Era horrível saber que quando ela saísse oficialmente daquela clínica, eu não estaria lá para ver ela bem. Eu não estaria lá com ela. Eu tinha um oceano inteiro me separando da pessoa que amava. A única coisa que eu tinha de lembranças eram um casaco e o álbum de fotos. E aquilo não era o suficiente, eu queria estar com Santana em meus braços.

Eu estava em casa, com a minha família, depois de um ano sem eles... Mas eu não me sentia bem, sem Santana por perto, eu não me sentia completa. Eu não me sentia em casa, porque nesse um ano que eu estive fora, San se tornou a minha casa... E agora eu não a tinha mais comigo.

Notas finais
Eu pensei seriamente em postar só depois de voltar de viagem, mas eu sou uma escritora muito mole e não consigo negar nada à vocês, pois é... Então aqui está, eu quero dar um gostinho da segunda temporada antes de viajar. Então, gostaram do primeiro capítulo?