Notas iniciais
HOLA!! Não vou nem mais me desculpar pela demora, me batam mesmo. Mais um vez, eu vou dedicar o capítulo à Geovana porque ela está sempre insistindo pra eu escrever e postar e também porque hoje faz um mês que eu conheci a shipper numero um do meu relacionamento *-------* É isso, boa leitura e notas finais por favor

Santana’s POV

– B, isso não vai dar certo, eu to te avisando, eu vou cair. – Falei manhosa pelo que deveria ser a centésima vez. Meus braços estavam cruzados e eu a olhava remexer o guarda roupa.

Depois que nós arrumamos a casa já passava das dez da noite então Britt me mostrou a casa toda me deixando de boca aberta, aquele lugar era simplesmente maravilhoso, e depois nós já fomos dormir.

Hoje era nosso segundo dia ali e Brittany insistia na ideia de nós duas irmos patinar no lago congelado que ficava em frente à casa. Mas eu não fazia ideia de como fazer aquilo. Eu nunca, na minha vida, havia patinado no gelo. Mas ela parecia não se importar nem um pouco com isso.

– Eu não vou deixar você cair San. Vem cá. – Britt pegou em minha mão e me arrastou até a cama, fazendo com que eu me sentasse na mesma. Ela voltou ao armário e logo depois veio de novo para perto de mim, cheia de roupas nas mãos. Colocou mais um casaco grosso em mim. – Aqui costuma ser mais frio do que na cidade. – Comentou enquanto colocava a polaina em minha perna. – E já que você é de Miami, vai achar ainda mais frio e nós não queremos você doente né? – Terminou colocando uma touca em mim e logo depois beijando o bico que eu fazia. Eu parecia uma criança que precisava de cuidados, mas quem disse que eu me importava?

Brittany colocou mais um casaco nela mesma e uma touca para logo depois pegar os dois sapatos com lâminas em baixo. Ela veio até mim e segurou minha mão, logo me puxando para fora do quarto. Nós descemos as escadas e saímos da casa, dando de cara com a brancura que era a Inglaterra no inverno. Não estava nevando no momento, mas estava muito, muito frio. Fomos de meias mesmo até o lago e lá perto, Britt me ajudou a colocar os sapatos de maneira certa.

Eu me senti uma completa idiota quando nem levantar eu consegui com aquelas coisas. Esperei que Britt colocasse o dela e invejei o jeito como ela levantou como se usasse sapatos normais.

– Espera só um pouco pra eu ver se o gelo está firme tá? – Ela disse e eu assenti ainda sentada na grama.

Abri um sorriso inconsciente ao ver minha namorada patinar. Eu juro que me apaixonei mil vezes mais naquele momento. Ela estava tão linda, patinava com tanta graciosidade e eu só conseguia babar nela. Britt patinou pelo lago todo por alguns minutos e depois veio até mim, sorrindo ao ver minha careta.

– Está tudo certo, sua vez. – Ela disse estendendo suas mãos para mim. Encarei seus olhos por alguns segundos e logo depois voltei meu olhar para suas mãos. Soltei um suspiro longo e abri um pequeno sorriso.

– Isso não vai dar certo. – Falei antes de agarrar em seus braços e fazer força pra levantar, quase caindo novamente e teria caído se ela não estivesse me segurando. – Eu falei!

Brittany só riu e deu de ombros, passando um se seus braços por minha cintura.

– É fácil San.

– Uhum, fácil pra você falar né? – Reclamei. Não que eu não gostasse daquilo porque estar nos braços de Brittany sempre seria maravilhoso, mas eu parecia uma idiota agarrada aos seus ombros.

Ela riu de mim e me afastou um pouco.

– É fácil mesmo. Você só precisa manter o equilíbrio e deslizar. Abre os braços pra achar equilíbrio. – Ela fazia em mim tudo o que dizia, minhas pernas tremiam de leve e eu só não caia por que ela continuava segurando em minha cintura. – Dobra os joelhos um pouco, e desliza. É mais fácil ir rápido do que ir devagar. Agora vai, tenta. – Brittany fez menção de me soltar e eu a agarrei novamente.

– Eu vou cair B, isso vai dar merda. – Falei.

– San, você não vai cair. – Ela falou tentando conter o riso.

– Eu vou!

– Não, não vai.

E nós ficamos naquela por pelo menos uns vinte minutos até ela me convencer de tentar andar sem sua ajuda.

Foi um completo desastre.

Eu parecia um pinguim andando com aquilo e minha querida namorada só ria de mim. Nós passamos o dia todo do lado do lado de fora naquele lago. E bem no finalzinho, um milagre aconteceu e eu consegui manter o equilíbrio e andar naquilo, mas aí outro problema surgiu... Como parar?

– Brittany, ai que merda, o que eu faço agora? – Perguntei meio gritando enquanto ela só ria de mim. – Não ria! É sério B, como para isso aqui agora?

– Você coloca o... – Não deu tempo de ela terminar o que dizia.

Meu corpo caiu com tudo em cima do dela, nos derrubando no gelo e fazendo nós duas entrarmos em uma crise de risos. Quando as minhas gargalhadas cessaram, continuei em cima dela, apreciando a bela visão que eu tinha. Britt ainda tentava se concentrar e parar de rir e quando ela o fez, seus olhos se encontraram com os meus e ela sorriu abertamente. Passei meus dedos cobertos pela luva em seu rosto e ela fechou os olhos por um segundo.

– Você é tão linda. – Falei fazendo-a abrir seus olhos. Aqueles lindos olhos azuis que eu tanto amo, me encarando com a mesma ternura de sempre. – Tão linda, e tão minha. – Disse, me aproximando de seu rosto e roçando nossos lábios. Seus olhos fecharam novamente e ela ergueu a cabeça apenas um pouquinho, conectando nossos lábios de forma correta. Suas mãos vieram para a minha nuca enquanto minha língua passeava por cada canto daquela boca tão conhecida por mim. Beija-la era sempre maravilhoso, sempre era uma explosão de sentimentos que me faziam chegar aos céus só com o simples toque de nossas línguas.

Britt soltou um suspiro de leve e eu me afastei, sorrindo ao perceber que seus lábios estavam inchados por conta do beijo. Seus dedos acariciavam minha nuca de leve e nós ficamos nos encarando por um bom tempo, e eu poderia ficar olhando em seus olhos pra sempre.

– É... Hum, amor? – Britt falou sorrindo. – Tá muito com aqui, mas o que você acha de nós sairmos do gelo? Minhas costas estão começando a congelar. – Disse me fazendo rir.

Levantei meio sem equilíbrio e a puxei junto comigo. Nós saímos dali e deixamos os sapatos na varanda da casa. Britt me abraçou pelos ombros, beijando o topo de minha cabeça e logo me puxando para dentro da casa e a única coisa que eu poderia pedir para que aquilo fosse mais perfeito, era que durasse pra sempre.

Notas finais
Então??? Gente eu já sei o que vai acontecer no próximo cap, e eu sei que eu to meio sem moral pra pedir isso, mas eu juro que se vocês comentarem bastante, eu faço de tudo pra postar rápidinho