The Exchange - Brittana (Season 2)
18 Back to Miami
Notas iniciais
Brittany’s POV
Oito horas e quase trinta minutos de voo, já não era assim tão rápido e minha mente ainda fazia parecer que havia demorado o quadrado disso! Eu não conseguia mais me aguentar de tanta ansiedade, e olha que estar de volta em Miami não me dava garantia alguma de que eu a teria. Ela podia ter seguido em frente, o que é muito possível já que foram quatro anos sem ver uma a outra, ela poderia não querer mais nada comigo, ela poderia até mesmo ter mudado de cidade! Mas eu não conseguia me livrar da pequena chama de esperança que havia voltado a habitar meu coração... É claro que eu não estava esperando que tudo fosse lindo e perfeito, as coisas para nós duas nunca foram desse jeito, por mais que estivesse ali por causa dela, eu ainda era realista, então, tentava manter minhas esperanças o mais baixo possível, mas é meio impossível de fazer isso quando se ama tanto uma pessoa, quando depois de quatro anos, você finalmente tem a chance de vê-la novamente. É complicado...
Quando finalmente, depois de séculos, o avião pousou na ensolarada cidade a qual eu considerava ser minha segunda casa, eu quase beijei o chão. Eu não aguentava mais estar presa dentro daquele avião. Retirei os três casacos que eu vestia e vi quase metade das pessoas dentro daquele lugar fazer o mesmo, isso que dá sair do congelador que é Londres e vir pra Miami. Vi Hanna ficar incomodada com a drástica mudança no tempo, mas enquanto eu ajudava meus pais a carregar as malas, ela parecia feliz correndo na frente, apenas com uma camiseta, andar desse jeito era milagre na nossa antiga cidade...
Não eram muitas malas, pois o resto viria depois. Colocamos tudo no taxi e fomos rumo a nossa nova casa, o taxista falava e Hanna apenas dividia seu olhar entre ele, curiosa com o seu sotaque, e a janela, encantada com as paisagens novas, meus pais conversavam com o homem simpaticamente enquanto eu... Eu apenas olhava para fora, completamente alheia do mundo, como eu senti falta de Miami. Aquela cidade era tão... Minha casa.
Chegamos no lugar (já comentei que quem pagou a casa foi o Lopez também? Não? Pois é, foi ele) e eu respirei fundo. Eu não deveria estar tão feliz por ter mudado tão rapidamente de país, mas o que eu podia fazer? Miami tinha tudo o que eu mais amava! Sim, eu estava pensando em Santana.
Entramos e para nossa surpresa(ou nem tanto), a casa já estava mobiliada. Tinha dois andares, o primeiro contendo a sala assim que se abria a porta, com a escada que dava para o outro andar no canto esquerdo, com uma porta do lado direito, porta essa que dava para uma sala, sem mobília nenhuma ainda, com uma porta de vidro no final dela, dando para os fundos da casa, onde havia uma piscina e um grande jardim. A sala de jantar ficava ao lado da sala, sendo separada da mesma apenas por uma bancada de mármore, a cozinha ficava atrás da sala de jantar e era bem ampla, contendo mais uma saída para os fundos da casa. O segundo andar apenas continha os quatro quartos, sendo um deles de hóspedes, com um banheiro em cada e mais um ao lado do quarto de casal. Sim, era uma casa grande até, acho que o senhor Lopez queria mesmo impressionar e nos manter aqui.
Até parece que eu sairia dessa cidade mais uma vez... Poderia morar em qualquer cubículo, mas daqui eu não sairia mais, não sem ela.
Hanna não demorou nem dez minutos para pular no sofá e mexer na TV até achar algo que a agradasse, não demorando muito a adormecer. Ajudei meus pais com as malas e eles pareciam exaustos depois, a viagem havia sido cansativa, mas dormir era a última coisa que eu queria fazer naquele momento, e ainda eram duas da tarde... Avisei meus pais que iria sair e eles não se preocuparam, afinal, eu conhecia aquela cidade.
Saí pelas ruas e, dispensando taxi, comecei a caminhar, não demorando muito a chegar na praia, caminhei descalça pela areia, amando a sensação de poder molhar os pés e andar por ali novamente. Demorei pelo menos uma meia hora para me localizar, mas assim que o fiz, percebi estar em frente ao prédio que havia sido minha casa por um ano.
Respirei fundo, era óbvio que Santana não morava mais lá, eu lembrava que ela não via a hora de se tornar totalmente independente. Mas eu sentia falta do resto do pessoal também.
Entrei e rapidamente me dirigi ao elevador, apertando o botão que dava para o último andar. Caminhei lentamente até o apartamento que eu queria e bati na porta, que logo foi aberta por um rosto conhecido, que pareceu se chocar ao me ver, mas logo me puxou para um abraço apertado e longo. Quatro anos e dona Judy continuava igual.
– O que você está fazendo aqui? – Ela perguntou, ainda em choque por me ver. Sorri enquanto ela me puxava para dentro do apartamento.
– Meu pai foi transferido, eu vou morar aqui! – Falei sorrindo e ela sorriu ainda mais.
Nós ficamos conversando por mais de uma hora, era incrível o quão fácil era conversar com Judy. Ela era... Minha segunda mãe. Contei a ela, tudo o que havia acontecido em minha vida nesses tempos e fiquei sabendo de muitos fatos sobre as coisas aqui em Miami. Os pais de Rachel ainda moravam no apartamento da frente, Quinn e Rachel estavam morando juntas em um apartamento não muito longe dali...
– E... A San? – Perguntei e ela sorriu, me fazendo corar.
– Santana está se virando sozinha. Ela está ótima... Tem o próprio estúdio de fotografia, o próprio dinheiro, a própria casa. Até um cachorro ela tem. – Ela disse rindo, seus olhos brilhavam ao falar de San. Eu não poderia estar sorrindo mais ao ouvir aquelas coisas, eu estava tão feliz por Santana. – Santana está muito bem.
Assenti, imensamente feliz por saber que ela estava bem. Quando já estava perto de anoitecer, me despedi de Judy, com o endereço de Quinn em mãos. Ainda não queria voltar para casa e resolvi que passar na casa de duas das minhas pessoas favoritas não seria de todo o mal. O apartamento delas não ficava longe dali e em vinte minutos eu estava batendo na porta.
Ouvi a voz de Rachel gritar algo e logo, Quinn abriu a porta, dando um gritinho histérico antes de pular em cima de mim, quase derrubando nós duas no chão.
– Calma, se é tão ruim assim me ver, me mande embora, por favor, não me mate.
Ela riu, mas continuou a me abraçar. Ficamos na porta por alguns segundos até a voz da baixinha que eu amava soar.
– BRITTANY S. PIERCE, É MELHOR VOCÊ TER UM ÓTIMO MOTIVO PARA ESTAR AQUI EM MIAMI SEM QUE EU TENHA CONHECIMENTO DISSO! – Rachel gritou da porta, fazendo Quinn me soltar e ela logo ocupar o lugar da namorada em meus braços.
– Bom, você tem conhecimento agora. – Falei quando ela me soltou. Rach revirou os olhos e me puxou para dentro do apartamento, onde Beth me olhou com curiosidade por alguns segundos antes de abrir um grande sorriso e pular em mim. Ela se lembrava de mim!
– Agora senhorita, me conte o que você está fazendo aqui e por que não me contou que viria. – Rachel disse, se sentando no sofá e puxando Quinn para se sentar ao seu lado, aconchegada em seus braços.
Sorri para elas e me sentei no chão, dividindo minha atenção entre a conversa com as pombinhas apaixonadas e Beth, que me fazia brincar com ela e suas bonecas.
Eu passei um bom tempo no apartamento delas, Quinn e Rachel me faziam sentir tão bem, eu senti tanto a falta daquelas duas.
Quando já estava indo embora, eis que a campainha toca.
Beth arregala os olhos, parecendo lembrar de algo e corre escada acima gritando um “Eu esqueci da Lex!”
Quinn ri enquanto vai em direção a porta e deixa entrar uma mulher conhecida por mim, que arregala os olhos assim que me vê. Droga, porque me ver em Miami causa essa reação em todos?
– Brittany! – Ela fala, vindo me abraçar, a abracei forte, na mesma intensidade que ela e logo nos soltamos.
Alexa estava igual, mas estava diferente ao mesmo tempo. Ela parecia estar até mais jovem agora, seus olhos possuíam um brilho novo em meio aquele lindo azul que eram suas íris, e agora ela possuía um anel no seu dedo anelar direito... Pera... Que?
– O que é isso no seu dedo? – Perguntei.
Ela olhou para o próprio dedo e depois voltou seu olhar pra mim, sorrindo e levemente corada.
– É... Casei... Com o Puck... – Ela falou toda envergonhada.
Sorri para ela e continuamos a conversar até Beth descer as escadas correndo, ganhando um “NÃO CORRA” desesperado de Rachel.
– Pronto mocinha? – Alexa perguntou sorrindo e Beth sorriu também, assentindo. – Ótimo, então vamos porque eu ainda preciso passar na sua madrinha pra pegar o Logan.
Sua madrinha... Santana. Coração, me dá um tempo aí, por favor?
– Diga pra Santana que se ela não vier jantar aqui na sexta, eu vou matar ela. – Quinn falou e Alexa riu, assentindo. – Britt, você também.
Assenti, meio perdida.
Sorri quando Beth me abraçou se despedindo, sendo seguida por Alexa. As duas saíram da casa e eu continuei lá, conversando com as duas apaixonadas.
E assim terminou meio primeiro dia em Miami, com muitos reencontros, mas o que eu mais ansiava, ainda estava por vir...
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