Notas iniciais
E aqui estamos nós... Último capítulo da temporada. Desculpem pela minha demora, estava com um pouco de dificuldades pra escrever esse capítulo. E eu não sei se ficou perfeito como queriam que ficasse, mas eu dei o meu melhor. A música que eu coloquei no capítulo, é a que eu venho pensando desde o começo da fic pra esse momento. Espero que vocês gostem. Boa leitura! E leiam as notas finais lindas por favor*-*

Brittany’s POV

Que tipo de pergunta era aquela? Por mim eu poderia ficar o dia inteiro parada ali, só olhando para Santana e seria o dia perfeito, simplesmente porque seria com ela.

– San, só ficar com você já vai ser perfeito. – Falei encarando seus olhos negros. Ela sorriu e negou com a cabeça.

– Ok, então nós não vamos fazer nada muito especial... – Ela parou para pensar por alguns segundos, franzindo o cenho, e logo depois sorriu. – Já sei...

Eu nem gastei minha saliva perguntando a San aonde nós iríamos porque eu sabia o que aquele sorriso dela significava, ela não iria me dizer aonde nós duas iríamos. Apenas deixei que ela me tirasse de casa. Nós fomos de moto, e eu a abracei com toda a minha força. Eu não sabia mais se era por causa do medo, eu acho que eu a abraçava com tanta força porque ainda parecia um sonho ela estar ali. Parecia coisa de filme... No meu último dia em Miami, Santana aparece na minha frente. Era surreal. Ontem, a única coisa que eu queria era poder escutar sua voz rouca, e agora ela estava ali, me levando sabe-se lá pra onde. Eu podia tocá-la. Esse era o motivo de eu estar abraçando Santana tão forte, era porque eu podia fazer isso.

Santana parou a moto em uma praia que eu não lembrava de ter vindo antes, era longe de casa.

– Se você estava tentando me matar enquanto eu te trazia pra cá, desculpa, mas não funcionou. – Ela disse sorrindo, referindo-se ao tanto que eu a apertei.

Sorri tímida e abaixei a cabeça.

– Desculpa... Eu estava com saudades.

Santana somente levantou meu rosto com a ponta dos dedos e colou nossos lábios em um selinho demorado e só aquilo foi o suficiente para que meu estômago se enchesse de borboletas novamente, meus lábios sentiam falta dos dela... San se afastou devagar e entrelaçou nossos dedos, me puxando para a areia, mas nós não paramos quando chegamos nela. Santana continuou me puxando.

– San, onde é que nós estamos indo? – Perguntei confusa ao ver que ela me levava em direção às pedras.

– Nós precisamos atravessas as pedras... A praia do outro lado é mais bonita, e é meio que deserta...

Assenti com a cabeça e deixei que San continuasse me puxando. Atravessar as pedras não foi muito fácil porque além de eu nunca ter feito aquilo antes, eu estava de chinelo, o qual quase caiu no mar pelo menos umas cinco vezes. E Santana só ria da minha cara. Mas valeu a pena o meu esforço, porque a praia do outro lado era muito mais linda, e não tinha ninguém. Já viu alguma foto das praias que existem no Havaí? Aquela praia era tipo aquilo... Tinha até as palmeiras perto do mar. Era linda.

Quando parei de observar a praia deserta, Santana não estava mais ao meu lado. Ela havia se sentado na areia branquinha e fez um sinal com a cabeça para que eu me sentasse ao seu lado. Só naquele momento percebi que ela tinha uma mochila com ela, e que nós estávamos sentadas em cima de uma toalha.

– Você não faz ideia do quanto eu estou feliz que você está tentando melhorar... – Falei baixinho, encarando o mar à nossa frente.

– Finn me disse que você tinha ligado uma vez... Ele falou que você não estava nada bem, e eu precisava melhorar pra não te deixar pior... – San deu de ombros e eu me virei para ela, com um sorriso no rosto.

Nossos lábios se tocaram e ela não demorou para pedir passagem com a língua e aprofundar o beijo. Nossas línguas brigavam para comandar o beijo, San lentamente me deitou na toalha sem desconectar nossos lábios, suas mãos estavam posicionadas uma de cada lado de minha cintura e ela fazia um leve carinho ali por dentro da blusa. O beijo ia se tornando mais intenso e eu sabia aonde aquilo ia levar. Afastei-me dela lentamente, puxando um pouco de ar antes de falar.

– Nós estamos no meio de uma praia. – Falei baixinho.

– De uma praia deserta. – Santana completou e eu ia continuar a falar mas ela não deixou. – Você não faz ideia de quanto eu sinto sua falta Britt... Deixa eu fazer amor com você. – Pediu em um sussurro, com sua voz rouca, sua boca quase colada em meu ouvido, fazendo meu corpo todo se arrepiar. – Eu prometo que ninguém vai vir...

Não tinha como negar algo a ela, não quando aquele era nosso último dia juntas.

– Só... Não demora muito tá? – Pedi, ainda com medo que alguém pudesse ver.

Ela sorriu e assentiu, antes de deixar que nossos lábios se tocassem novamente. Até hoje, eu não conseguia entender como Santana poderia ser tão calma em todos os nossos beijos. Por Deus, nós estávamos prestes a fazer amor no meio da praia e ela me beijava com toda a calma do mundo! Suas mãos passeavam por minha pele por baixo da blusa e ela tentava tirá-la sem descolar nossos lábios. Finalmente, nossos lábios se afastaram e eu pude tirar a minha camiseta enquanto ela fazia o mesmo com a dela. Santana aproveitou para arrancar a calça de nós duas e logo depois seus lábios voltaram a se chocar contra os meus. Só de roupas íntimas no meio de uma praia... Eu nunca pensei faria isso. Deixei que os toques de Santana eliminassem todas as minhas preocupações naquele momento e eu não precisei me esforçar muito para que isso acontecesse. Sempre quando estava com ela, nada mais importava.

Santana’s POV

Quando senti Brittany relaxar por inteiro embaixo de meu corpo, me afastei de seus lábios e trilhei um pequeno caminho de beijo até seu pescoço. Britt abraçou minha cintura e podia ouvir seus pequenos gemidos enquanto distribuía beijos e pequenas mordidas naquela região. O pescoço era o ponto fraco de Brittany, e eu amava beija-la naquele local apenas para sentir o quão relaxada ela ficava quando eu o fazia. Demorei algum tempo ali, e depois meus lábios continuaram a vagar por seu corpo perfeito. Parei novamente em seus seios e arranquei seu sutiã, minhas mãos massageavam seus seios enquanto meus lábios haviam voltado a beijar os dela. Novamente, trilhei um caminho de beijo, agora até seus seios e coloquei um de seus mamilos em minha boca, o sugando em seguida, sorrindo ao ouvir Britt gemer. Mais uma vez, gastei algum tempo apenas nos seus seios antes de voltar a deixar meus lábios perambularem por seu corpo. As mãos de Brittany passeavam por minhas costas, e a arranhavam de leve cada vez que eu lhe dava um chupão. Meus lábios pararam em sua coxa esquerda e eu a mordi com certa força, fazendo-a gemer um pouco mais alto. Minha mão encostou na sua calcinha e não pude deixar de sorrir ao ver o quão molhada ela estava. Arranquei a última peça íntima que faltava de seu corpo e a encarei sorrindo. Seus olhos estavam fechados e ela mordia o lábios inferior.

– Britt... Amor olha pra mim. – Pedi e ela abriu os olhos com certa dificuldade, revelando as íris azuis que eu tanto amava. – Eu te amo. – Sussurrei em seu ouvido antes de voltar a beijar e morder seu pescoço.

– San... Vai... – Pediu fraquinho.

Sorri e introduzi um de meus dedos em seu centro molhado, fazendo-a gemer, e arranhar minhas costas. Seus gemidos iam aumentando do mesmo jeito que meus movimentos dentro de seu centro, inseri mais um dedo e ela mordeu meu pescoço. Eu sabia que Britt não demoraria a chegar ao ápice. Três de meus dedos já estavam introduzidos em seu centro, e meus movimentos eram lentos, deixando que ela apreciasse cada segundo daquilo, porque eu estava, vê-la daquele jeito, entregue a mim, era maravilhoso.

Como previsto, depois de algum tempo, Brittany chegou ao ápice, gritando meu nome assim que isso ocorreu. Sorri e deitei ao seu lado na toalha, esperando que sua respiração se acalmasse, o que também não demorou muito. Britt me puxou para deitar em seu peito e eu rapidamente me aconcheguei em seu corpo quente e suado. Nós ficamos vários minutos em um silêncio confortável, antes que eu o cortasse.

– O que você acha de entrar no mar um pouco? – Perguntei enquanto sentia seus dedos fazerem círculos imaginários em minhas costas.

– Tá bem... – Falou baixinho.

Me levantei e a ajudei a fazer o mesmo. Nossos lábios se encostaram em um selinho demorado. Brittany insistiu em colocar as roupas intimas antes de entrar na água. Havíamos acabado de fazer amor no meio da praia e ela se preocupava em alguém nos olhando enquanto estávamos no mar... Vai entender.

Entramos no mar e ficamos trocando carícias por um tempo que eu não fazia ideia de quanto tinha sido. Nós estávamos em meio a mais um dos pelo menos dez abraços que havíamos trocado desde que entramos na água, o silêncio pairava entre nós e por mais que eu estivesse apreciando todos os carinhos e ela estivesse fazendo o mesmo, era muito fácil saber em que nós duas estávamos pensando. Aquele era o nosso último dia juntas. E por mais que fosse melhor do que nada, ainda era doloroso saber que a partir de amanhã, nós não poderíamos mais ficar nos braços uma da outra o dia todo.

O tempo voava quando eu estava ao lado de Brittany e quando nós saímos da água, já passava das quatro da tarde. Atravessamos as pedras novamente e não demorou para que estivéssemos de novo em cima da minha moto. Ainda queria levar Brittany a mais um lugar antes de irmos pra casa.

Brittany’s POV

Não fazia ideia de pra onde San estava me levando, mas eu realmente não me importava, contanto que eu estivesse com ela, estava tudo bem. Demorou algum tempo, mas eventualmente sua moto parou, e eu não pude deixar de ficar surpresa de onde isso aconteceu.

– O que... Nós estamos fazendo aqui? – Perguntei saído de sua moto.

Santana saiu também e sorriu pra mim, entrelaçando nossos dedos e me puxando para o portão.

– Quero que minha namorada conheça minha mãe... – Falou enquanto entrávamos no cemitério.

Abri um pequeno sorriso e deixei que ela me arrastasse por aquele bando de lápides. San parou em uma delas e me encarou por um momento antes de voltar sua atenção para a lápide. Maribel Lopez.

– Ela era muito bonita... – Falei e Santana apenas assentiu, sem tirar os olhos da pequena foto acima do nome de sua mãe. – Você parece com ela.

Santana se voltou para mim e sorriu novamente.

– Só fisicamente... – A encarei confusa. – Minha mãe era a melhor pessoa do mundo, e eu... Bom você sabe...

– Você é perfeita Santana. – A cortei antes que ela começasse a falar merda.

Ela fez uma careta, franzindo seu nariz e negou com a cabeça.

– Eu não sou B...

– Eu acho, e pra mim, semente eu te achar perfeita já basta. – Afirmei.

Santana se aproximou com um sorriso em seu rosto e me beijou de forma lenta e carinhosa, antes de se afastar um pouco e deixar que eu abraçasse sua cintura enquanto ela descansava sua cabeça em meu ombro.

– Pelo menos uma coisa eu fiz certa. – Falou e eu fiquei confusa, fiz um som nasal para que continuasse. – Minha mãe sabia sobre a minha sexualidade... E quando eu contei a ela, ela me disse que ela não se importava que eu gostava de garotas, a única coisa que ela me pediu foi para que eu escolhesse alguém que eu achasse que eu não merecia, mas que essa pessoa sempre fizesse questão de me dizer o contrário... Ela me disse que essa seria a pessoa perfeita. Você é essa pessoa. – Disse encarando meus olhos.

– Sua mãe era uma pessoa muito esperta. – Falei fazendo-a soltar um pequeno riso.

– Sim, ela era. – Falou voltando a encarar a lápide de Maribel.

Nós ficamos um tempo lá dentro, com San me contando algumas lembranças que ela tinha dos momentos com a mãe. Santana não chorou, na verdade, ela soltou bastante risadas enquanto contava, e o sorriso no meu rosto não podia ser maior.

Nós voltamos pra casa e já passava das cinco. Estranhei ao ver o apartamento vazio. Mas San me acalmou dizendo que eles não voltaria tão cedo, falou que haviam deixado o apartamento para nós. Eu não queria perder nenhum minuto com a minha namorada então ao invés de ela fazer comigo, nós somente pedimos uma pizza e quando essa chegou, nós fomos para o seu quarto e fizemos uma sessão de filmes. Um filme virou dois, que viraram quatro e quando eu vi já passavam de três horas da manhã e nós ainda estávamos abraçadas na cama, comendo pipoca, sim três da manhã e nós estávamos comendo pipoca, mas que se importa?

Eu estava com sono e podia ver que Santana lutava para deixar seus olhos abertos. Peguei o pacote de pipoca de suas mãos, fazendo-a se assustar, provavelmente estava dormindo acordada, se é que isso faz algum sentido. Coloquei tudo em cima do criado mudo e me virei para encará-la.

– Vamos dormir...

– Não B... Eu não quero. – Falou baixinho.

– Amor você tá cansada. – Suspirei.

– Eu vou ter muito tempo pra descansar, mas são nossas últimas horas juntas. – Falou de cabeça baixa.

– Amor você precisa dormir, eu vou estar aqui quando você acordar San. – Insisti.

– Mas... Britt eu quero ficar com você. – Pude ver seus olhos marejados.

– E quem disse que você não vai? Nós vamos ficar juntas princesa, só nós precisamos descansar um pouco tá bom? – Falei tentando evitar o nó em minha garganta. Deitei na cama e apaguei a TV, deixando o quarto somente com a luz do abajur, abri os braços. – Vem cá, eu vou te fazer dormir minha princesa.

Ela demorou um tempo, mas seu cansaço era enorme e eventualmente ela se aconchegou em meus braços. Sua cabeça descansando em meu ombro e seu braço rodeando minha cintura, nossas pernas estavam entrelaçadas e eu fazia carinho em seus cabelos.

Here I am waiting, I have to leave soon
Why am I holding on?
We knew this day would come
We knew it all along, how did it come so fast?

Santana me encarou confusa quando eu comecei a cantar,mas ela logo mudou sua expressão, sorrindo tristemente enquanto eu cantava os versos.

This is our last night, but is late
And I'm trying not to sleep
'Cause I know when I wake
I will have to slip away

And when the daylight comes I'll have to go
But tonight I'm gonna hold you so close
'Cause in the daylight we'll be on our own
But tonight I need to hold you so close
Whoa whoa whoa

Here I am staring at your perfection
In my arms, so beautiful
The sky is getting by and the stars are burning out
Somebody slow it down

This is way too hard, 'cause I know
When the sun comes up, I will leave
This is my last glance
That will soon be memory

And when the daylight comes I'll have to go
But tonight I'm gonna hold you so close
'Cause in the daylight we'll be on our own
But tonight I need to hold you so close
Whoa whoa whoa

I never wanted to stop because I don't wanna start all over, start all over
I was afraid of the dark but now is all that I want, all that I want, all that I want

Santana cantou essa parte junto, sua voz mais rouca do que o normal por conta do sono, misturado com as lágrimas que rolavam por seu rosto teimosamente.

And when the daylight comes I'll have to go
But tonight I'm gonna hold you so close
'Cause in the daylight we'll be on our own
But tonight I need to hold you so close

And when the daylight comes I'll have to go
But tonight I'm gonna hold you so close
'Cause in the daylight we'll be on our own
But tonight I need to hold you so close
Whoa whoa whoa

Santana me encarou com os olhos banhados em lágrimas quando eu terminei. Seus lábios colaram nos meus, começando um beijo salgado, mas calmo. Não demorou muito para que ela se afastasse e voltasse a se aconchegar em meu corpo.

– Eu amo você demais Brittany. – Falou com a voz trêmula.

– Eu também te amo demais Santana. – Disse de volta, novamente me segurando para não chorar.

– Eu queria que isso aqui durasse pra sempre. – Sussurrou. Podia ver que ela lutava contra seu cansaço.

– Eu também meu amor... Eu também. – Um silêncio se instalou no quarto e eu pude sentir sua respiração ficar mais pesada e seu corpo relaxar totalmente contra o meu. – Boa noite minha princesa. – Disse baixinho, depositando um beijo em sua testa.

E assim acabou meu último dia com Santana. Com o meu amor. A última vez que eu a observava dormir em meus braços, a última vez que eu podia brincar com seus cabelos enquanto ela sonhava. A última vez que eu podia ver sua expressão serena...

A última vez que eu a tinha em meus braços.

Notas finais
Ok, então. Primeiro, eu pensei mesmo em fazer mais um capítulo com a despedida, mas não teria muito o que colocar porque a despedida mesmo delas foi na clínica porque nenhuma das duas achava que esse último dia juntas ia acontecer, por isso resolvi parar por aqui. Eu quero saber de vocês, se querem que eu poste a segunda temporada sem dar um hiatus, ou se preferem que eu viaje e poste quando voltar? Eu realmente espero que vocês continuem acompanhando essa fic na segunda temporada, porque ainda tem muita coisa pra rolar..... Comentários?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!