The Exchange - Brittana
35 Capítulo 35
Notas iniciais
Brittany’s POV
Eu sabia que ficar sem Santana seria difícil, mas eu não imaginava que seria tanto. Dizer que eu sentia falta dela seria pouco. Eu sentia falta do seu corpo quente, sentia falta do carinho que ela costumava fazer no meu rosto, sentia falta do seu cheiro, dos seus olhos, dos seus beijos, da sua voz, eu sentia falta de tudo nela.
Ficar sem Santana me fez ver o quanto voltar pra casa iria me afetar, porque mesmo estando morrendo de saudades da minha família, eu sabia que um dia ou outro eu teria mesmo de sair de casa, eu teria que ter minha própria vida longe deles, mas ficar sem Santana doía. E eu sabia que essa dor somente iria aumentar no momento em que eu colocasse os pés em Londres de novo, pelo simples fato de que, estando ainda aqui em Miami, eu ainda tinha esperanças de que ela voltasse pra mim, mas quando eu voltasse pra casa, isso não iria acontecer, um oceano inteiro iria estar nos separando.
Eu estava tentando não ficar tão abatida, afinal meu intercâmbio não se tratava somente de Santana, ainda tinham outras pessoas que gostavam de mim e que esperavam que eu me divertisse nesses últimos meses.
Ia pra escola com Rachel e passava o dia com ela e com Quinn, às vezes em casa e às vezes fora dela. Mas tudo parecia errado sem Santana, eu queria estar com ela. Quando escurecia eu me deixava sentir triste.
No dia em que San foi para a clínica, eu fui ao seu quarto e peguei um dos casacos que ela mais usava e agora ele estava no meu quarto, e eu dormia abraçada com ele todos os dias. Aquilo não me ajudava nem três por cento, mas eu preferia dormir com seu cheiro me embriagando do que dormir sem nada que me lembrasse dela.
E eu não era a única que fazia isso.
Três dias depois de San ir para a clínica, eu fui procurar um dos meus casacos e ele simplesmente havia desaparecido do meu guarda-roupa. Eu procurei por ele em todos os lugares possíveis, pra depois a Quinn me dizer que Santana havia o levado com ela.
Faltava um pouquinho mais de um mês agora para que eu voltasse pra Londres, quase dois meses sem ver a minha Santana. E aquilo estava me matando.
A cada dia que passava, o aperto no meu coração aumentava. Eu precisava vê-la antes de ir embora, eu precisava apenas ver seu sorriso antes de entrar no avião, só isso.
Às vezes a clínica ligava dando algumas informações sobre ela, mas parece que não estava muito bem. Santana tinha muitas recaídas, recaídas feias que só paravam com sedativos, ela quase não saía do quarto. Isso me fazia pensar se foi bom mesmo levá-la para lá, parecia que aquela clínica estava fazendo com que ela piorasse. Mas Quinn sempre me dizia que as coisas sempre pioram antes de melhorar, e era com esse pensamento que eu conseguia continuar fazendo as coisas enquanto ela estava naquela clínica.
Santana’s POV
Meus olhos estavam pesados novamente e eu não tinha a menos vontade de abri-los. Cada vez que eu os abria, eu tinha certeza de que aquela clínica não era só um terrível pesadelo, que eu não iria acordar com Brittany me abraçando.
Brittany...
Ela era a única coisa em que eu conseguia pensar em todo o meu tempo aqui, tempo esse que eu não faço ideia de quanto seja. Eu me perdi no tempo, não queria saber quantos dias Britt ainda tinha aqui que eu não iria estar presente.
Eu estava tentando melhorar, eu juro que estava, mas era tão difícil sem ela. Com Brittany junto, eu conseguia parar de pensar nas drogas, mas me diga como fazer isso quando você está sozinha, em um quarto com somente uma cama e um banheiro. Não é fácil. O casaco que eu havia roubado de seu guarda roupa não era suficiente, eu precisava dela.
– Eu sei que você já acordou Santana. – Ouvi a voz familiar. Finn. Era o único que entrava aqui, eu não gostava de mais ninguém.
Abri os olhos letamente e o encarei, sentando ao pé da cama, me encarando com um sorriso sincero em seu rosto.
– Não é irônico que pra eu parar de pensar em querer drogas vocês tem que me sedar com mais um monte de drogas? – Perguntei o encarando. Esse era o motivo de só Finn entrar aqui, era o único que aguentava o meu humor venenoso. E eu gostava dele.
Aquele gigante revirou os olhos e sorriu novamente.
– Tem outras maneiras e você sabe disso, só não quer tentar.
– Me diga Finn, o que é que eu ganho se eu tentar? – Perguntei me sentando na cama.
– Você sabe... Brittany ligou. – E ele conseguiu acertar meu ponto fraco.
– Como ela está? – Perguntei rapidamente.
Como Finn era a única pessoa com quem eu conversava aqui dentro, ela sabia um pouco sobre Britt.
– Muito mal, e olha que eu só escutei a voz dela... Ela queria falar com você, mas não pode... Então ela me pediu pra dizer a você, que ela te ama, e que ela mal pode esperar pra quando você sair daqui bem. – Somente aquele tanto de palavras já fez meus olhos marejarem. – Santana, se você não quer melhorar por você, melhore por ela.
Respirei pesadamente e por alguns segundos fiquei encarando o casaco azul da minha loira, que estava em meu colo e depois encarei Finn.
– Ok... Eu vou tentar.
***
Alguns dias haviam se passado, e eu estava melhorando. Eu não tinha certeza de quanto tempo tinha se passado, mas foi um tempo considerável... Um mês e meio, talvez mais, talvez menos. Eu não gostava de saber que dia era.
Agora eu saía do quarto, ainda não era muito comunicativa com quem trabalhava ali, mas com os outros pacientes eu falava, era bom saber que eu não era a única que me sentia fraca por ter procurado conforto nas drogas.
Eu sabia que ainda não estava curada, mas eu não tinha recaídas, eu não sentia mais minha garganta queimar implorando pelas drogas ou minhas mãos tremerem.
Estava no meu quarto, ainda era de manhã e eles não deixavam que os pacientes saíssem antes da uma da tarde. Finn entrou com um sorriso no rosto e eu o encarei com as sobrancelhas arqueadas.
– Lembra que você me perguntou o que ganhava se você tentasse melhorar? – Perguntou. O encarei ainda mais confusa e assenti. – Então agora eu tenho uma surpresa pra você.
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