Notas iniciais
Boa tarde lindas!!! Já falei que essa temporada da fic tá acabando né? Boa leitura!

Brittany’s POV

Os dias passavam cada vez mais rápidos, parecia que a cada dia que passava, as horas diminuíam. Era horrível saber que meu tempo em Miami estava se esgotando. Não me entendam mal, eu estava morrendo de saudades da minha família e dos meus amigos em Londres, mas apenas o pensamento de ter que deixar Santana era doloroso.

Falando em Santana... As coisas não estavam muito boas para ela. Parecia que ter voltado pra casa, havia feito-a lembrar das drogas. San ainda não tinha se entregue ao desejo de voltar, e eu admirava sua força, mas eu sabia que não demoraria muito para que aquilo acontecesse. Santana fumava cada dia mais para suprir o desejo das drogas, suas mãos tremiam quase o tempo todo, ela havia se tornado explosiva. Eu não sabia mais se era pior vê-la nas drogas ou vê-la daquele jeito.

Não só eu, como Quinn, Rachel, Alexa e até mesmo Puck jogavam indiretas a ela sobre clínicas, mas ela não parecia entender, ou fingia não entender.

Santana não saia mais comigo, na verdade, ela não saia com ninguém. Passava quase o dia todo trancada no quarto, e a única pessoa que conseguia ter uma conversa civilizada com ela quando ela estava em dias ruins era eu. Parecia que tudo havia voltado a ser como no meu primeiro mês aqui, ela tratava todos mal, menos a mim e isso era horrível. Antes eu me sentia lisonjeada por ver seu lado carinhoso, mas eu já havia me acostumado com ela sendo assim com todos o tempo todo, e agora era ruim saber que eu havia voltado a ser a única que conseguia trazer esse lado à tona.

Eu não aguentava mais vê-la gritar com todo mundo. E é por isso que eu resolvi que naquele dia eu teria que conversar com ela, sem mais indiretas, eu seria bem direta, porque ela precisava de ajuda.

No colégio, eu não conseguia prestar atenção em nenhuma palavra que os professores diziam. Minha mente não me deixava parar de pensar em Santana.

Quando as aulas acabaram, Quinn estava lá me esperando. Rachel voltaria mais tarde pra casa então assim que eu cheguei no carro, ela dirigiu para o nosso prédio.

– Ela está melhor hoje... – Quinn comentou.

– É? – Perguntei sorrindo.

– Sim, ela saiu do quanto, e quando eu saí ela estava ajudando minha mãe com o almoço...

– Isso é ótimo...

– É sim, mas Britt, ela precisa ir pra uma clínica, os dias bons dela estão se tornando raros...

Suspirei e assenti. Nós já havíamos parado na garagem.

– Eu sei, eu vou conversar com ela hoje.

– Isso é tão estranho... – Quinn comentou e eu a encarei confusa enquanto nós íamos para o elevador. – Eu conheço a Santana a minha vida toda, e estou aqui, pedindo pra você, que a conhece a menos de um ano, pra fazer ela aceitar que precisa de ajuda... Antes nós duas costumávamos ser como irmãs, nós contávamos tudo uma pra outra, e agora, parece que uma tem medo de falar com a outra...

Eu apenas continuei encarando Quinn e passei minha mão por suas costas, não fazia ideia do que falar para confortá-la.

Fui até o meu apartamento e depois de deixar minha mochila no quarto, corri para o apartamento da frente onde Quinn ainda me esperava com a porta aberta. Cumprimentei Judy, que mexia sabe-se lá o que em uma panela e procurei San com os olhos, ela não estava no andar de baixo.

– Santana está no quarto da Beth... – Judith avisou.

Sorri para ela e subi as escadas rapidamente. Abri a porta do quarto de Beth e sorri quando vi San com a afilhada no colo enquanto lia uma história para a pequena quase adormecida em seus braços. Santana virou o rosto para me encarar e logo ela abriu aquele sorriso que mostrava suas covinhas. Devolvi o sorriso e ela voltou a atenção para o livro enquanto eu me sentava ao seu lado e deitava minha cabeça em seu ombro silenciosamente.

Nós ficamos ali por mais alguns minutos até San ter certeza de que Beth havia mesmo dormido e depois ela quase me puxou do quarto, beijando-me carinhosamente assim que pisamos para fora da porta. A nossa quantidade de beijos não havia diminuído por causa da mudança de humor constante de Santana, para me beijar, ela estava sempre bem. Mas eles eram diferentes quando ela estava agitada, eram mais agressivos. Eu gostava dos beijos calmos e carinhosos dela.

Colei minha testa na de Santana e acariciei suas bochechas, fazendo-a sorrir.

– Você está bem hoje? – Perguntei em um sussurro.

– Sim... – San assentiu. Ficamos mais alguns minutos na mesma posição antes que ela me puxasse para o seu quarto e fechasse a porta. – Olha, desculpa... Eu não estou sendo uma boa namorada nas últimas semanas, é só que... Tá tão difícil.

– Eu sei princesa. – Falei me sentando em sua cama. San sentou em meu colo e colocou suas mãos em volta do meu pescoço. – Mas você não precisa pedir desculpas pra mim, você não me tratou mal... Você precisa pedir desculpas pra Quinn, pra Alexa, pro Puck, pra Rachel... – San me cortou.

– Tá, já entendi, pra todo mundo.

Abri um pequeno sorriso e assenti, ela voltou a juntar nossos lábios em mais um de seus beijos carinhosos. San parecia estar tão bem naquele dia, eu tinha certo receio de tocar no assunto clínica e a deixar mal novamente, mas era preciso, como Quinn disse os dias bons de Santana estavam se tornando cada vez mais raros.

– San... – Sussurrei quando ela me deitou lentamente na cama. – Amor, nós precisamos conversar. – Ela separou nossos lábios e me encarou por alguns segundos antes de assentir e se deitar ao meu lado. – San você não acha que está na hora de você procurar uma clínica? – Perguntei carinhosa.

Santana me encarou séria e depois abaixou o olhar, negando timidamente com a cabeça.

– Eu estou melhorando, se você continuar aqui comigo, eu vou parar...

– Só que eu não vou continuar aqui San... – Falei baixinho, acariciando o seu rosto. – Agora faltam menos de cinco meses e eu volto pra Londres, e eu quero que você esteja bem até lá... Eu não sou milagrosa, eu não vou conseguir fazer você parar assim tão rápido, uma clínica talvez consiga fazer isso...

Santana continuou com seu olhar baixo por alguns segundos antes de voltar a me encarar.

– Nós podemos não falar disso agora? – Pediu e eu suspirei. – É quase Natal, a gente pode esquecer disso só até lá? Eu prometo que depois eu vou pensar em ir para uma clínica... Mas eu quero passar o Natal com você... Sem ter que pensar nisso. Por favor.

Seus olhos negros imploravam para que eu esquecesse aquele assunto e eu não conseguia negar nada quando ela me olhava daquela maneira. Eu apenas suspirei e assenti, deixando que ela se aconchegasse em meus braços.

Eu sabia ser muito insistente quando eu queria ser, mas eu não sei por que, esse assunto não me deixava insistir quando Santana dizia que não queria ir. A verdade é que mesmo que eu a quisesse bem, parte de mim não queria que ela fosse para uma clínica, queria que San ficasse aqui comigo pelo tempo que eu a pudesse ter em meus braços. Mas eu não podia ser egoísta, não quanto a isso, porque ela tinha que ficar bem, mesmo que pra isso eu precisasse ceder o meu tempo com ela para uma clínica.

Notas finais
Então?? O que acharam?