The Exchange - Brittana
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Boa leitura!
Santana’s POV
Acordei com uma dor imensa no tornozelo e um pequeno incômodo na cabeça. Meus olhos custaram a abrir, mas assim que o fizeram um pequeno sorriso apareceu em meus lábios.
Brittany dormia ao meu lado com uma de suas mãos sobre minha cintura e com seu rosto extremamente perto do meu, sua respiração acariciando a pele do meu pescoço. Ajeitei-me na cama de modo que conseguia observa-la perfeitamente. Desde que ela chegara, essa era a primeira vez que eu a via dormindo de manhã, todas as noites que Brittany dormiu comigo, ela sempre fora a primeira a acordar. Britt era a pessoa mais calma que eu já conheci e dormindo ela parecia ainda mais tranquila, se é que isso era possível.
Fiquei encarando-a por um bom tempo com um sorriso bobo nos lábios. Eu estava bêbada noite passada, mas lembrava perfeitamente bem do momento em que nós nos beijamos, do quão macio seus lábios eram, de quando ela me disse que o Sebastian era gay e que eu era muito melhor que ele.
E era essa última informação que estava me dando um nó na cabeça. Não a parte de que eu era melhor que o Sebastian, porque ele era gay, mas a parte de eu ser melhor. Eu não entendia porque alguém como a Britt gostava de mim, não fazia sentido na minha cabeça uma pessoa tão boa como ela gostar de alguém tão problemática como eu.
Não sei quanto tempo fiquei pensando nisso. Só sei que apenas saí de meu pequeno transe quando Brittany começou a se mexer e abrir os olhos lentamente. Assim que viu que eu estava acordada, ela abriu um sorriso preguiçoso e fechou os olhos por um momento antes de abri-los novamente, me encarando.
- Como é que você está? – Ela me perguntou.
- Minha cabeça dói e meu tornozelo está me matando... Fora isso eu estou ótima... – Falei abrindo um sorriso doce em sua direção e ela pareceu entender sobre o que eu falava.
- Você lembra? – Perguntou com os olhos brilhando.
- Humm... Não sei, talvez se você me ajudar a lembrar... – Disse me aproximando dela.
Brittany sorriu e juntou nossos lábios. E como foi noite passada, milhões de sensações me atingiram ao mesmo tempo, só que agora tudo parecia mais intenso. Agora que eu não estava bêbada ou com sono, a sensação de ter os lábios dela sobre os meus era ainda melhor. Ela entreabriu os lábios antes mesmo que minha língua pedisse passagem e me deixou explorar sua boca. O beijo foi extremamente calmo e só nos separamos quando o ar faltou.
- É... Eu me lembro perfeitamente. – Falei fazendo-a sorrir.
Britt abriu os braços e eu me deitei em cima dela rapidamente, tomando cuidado para não mexer meu tornozelo. Eu não lembrava de estar com tanta dor ontem. Ela começou a brincar com os meus cabelos e eu fechei os olhos apreciando o gesto dela. Volta e meia ela beijava minha testa com carinho. Não existia lugar melhor do que ali, com Brittany me abraçando e me beijando. Era ali que eu me sentia mais calma, sentia que eu ainda tinha uma chance de me sentir bem sem precisar das drogas. Mas eu também sabia que eu poderia machuca-la.
- Você acha que isso vai dar certo? – Perguntei depois de um tempo pensando.
- Isso o que San? – Britt perguntou dando mais um beijo em minha testa.
- Isso... Nós. – Falei meio tímida e ela mexeu o braço, indicando que queria que eu a olhasse.
- Como assim San? – Perguntou confusa. – Por que você acha que não vai dar certo?
- Por que eu não te mereço, por que eu sei que eu vou te machucar e eu gosto demais de você pra te fazer passar por isso... Você me faz sentir tão bem e me faz esquecer um pouco das drogas, mas continua sendo um vício e eu não vou ser egoísta ao ponto de te pedir pra ficar comigo só porque eu me sinto melhor, por que uma hora ou outra eu vou usar e eu não quero que você fique triste quando isso acontecer... – Respondi de cabeça baixa.
- Ei... – Brittany levantou meu queixo, fazendo com que eu olhasse pra ela. – Não importa se nós somos só amigas ou mais que isso, eu ainda vou te ajudar a sair dessa... Eu te prometi que faria isso, e isso não vai mudar San. Eu não quero que você se preocupe se vai me machucar ou não. Isso não vai acontecer, porque eu sei o quanto é difícil sair das drogas e sei o quanto você quer sair. Você não é egoísta, eu vou ficar perto de você porque eu quero tá bem?
- Mas...
- Mas nada... Vamos só deixar as coisas acontecerem, se não der certo, eu vou estar ao seu lado, se der, eu também vou estar aqui pra você... Eu não vou te deixar sozinha Santana. – Brittany falou firme, mas com um sorriso nos lábios.
- Eu ainda não entendo o que foi que eu fiz pra você entrar na minha vida... – Falei voltando a me deitar em cima dela com um sorriso enorme em meu rosto.
Nós ficamos mais um tempo na cama até que a fome bateu em nós duas. Britt saiu do quarto para ver se Puck estava em casa e eu fui me trocar. Que problema! Eu não conseguia andar porque meu pé estava inchado e doendo muito. Depois do que eu imagino ter sido mais que quinze minutos, eu saí do quarto me apoiando nas paredes pra conseguir chagar até a sala e me jogar no sofá onde Brittany estava.
— Ah meu Deus, por que você não me disse que estava tão feio assim? – Ela perguntou colocando meus pés em seu colo.
- Obrigada Britt... – Falei irônica e ela sorriu pra mim antes de voltar a encarar meus pés.
- Eu não tinha visto que você tinha uma tatuagem... – Falou passando a mão no pequeno ramo de rosas que existia no meu pé direito. – É linda... Ela tem algum significado especial?
- Não... Essa não. – Falei. – Só achei ela bonita.
- Como assim ‘essa não’? Você tem mais? – Perguntou com os olhos arregalados.
Sério que ela não tinha visto? Sorri e assenti, levantando meus cabelos e mostrando as dezenas de pequenas estrelas que existiam em minha nuca e iam descendo até o começo das costas.
- Como é que eu nunca vi isso? – Brittany gritou, me fazendo rir. – Eu devo ser meio cega... Qual a história dessa aí?
- Eu fiz essa depois que a minha mãe morreu... Você lembra que eu disse que ela adorava estrelas? – Perguntei e ela assentiu. – Por isso eu escolhi estrelas, me lembram dela.
Brittany me mandou um sorriso triste e voltou a acariciar meu pé de leve.
- Eu acho que já está na hora de nós voltarmos pra casa... – Ela falou depois de um tempo em silêncio.
Britt chamou um taxi, já que Puck não estava em casa, e me ajudou a levantar assim que esse chegou. Nós duas combinamos de não comentar com ninguém lá em casa sobre o que estava acontecendo entre nós duas por que se chegasse aos ouvidos de Quinn, ela iria me jogar da janela.
O edifício não era longe e não demorou muito para chegarmos. Novamente, Brittany serviu como meu apoio.
Nossa bolha calma foi estourada assim que nós entramos no meu aparamento e Quinn estava na porta.
- Brittany onde é que você se meteu noite passada? Os pais da Rachel estão pirando! Santana que porra aconteceu com o seu pé? Onde é que vocês duas estavam?
Notas finais
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