The Evil Is In My Side
9 Chapter Eight
Notas iniciais
Nos vemos lá em baixo...
“A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança”.
Assim que acabara de acordar, Henrique beijou a testa de Helena e foi para onde ficava o berço de Tiffany e pegou-a no colo e deu um beijo em seu rostinho de porcelana, ela dormia como um anjinho, ele colocou-a de volta no berço e foi direto para o trabalho.
( . . . )
Helena acordou com o choro de Tiffany e se levantou para amamentá-la, Helena pegou-a com todo cuidado possível – já que a menina era uma recém – nascida, deu um banho nela e passou toda a manhã brincando com a sua filha, assim que olhou para o relógio viu que já eram três horas e tinha que levar para um consulta onde o câncer da menina seria examinado. Helena colocou um vestido preto de bolhinhas com um decote em “ V “ e uma sapatilha branca, assim que terminou de se arrumar, pegou uma roupinha rosinha e colocou em Tiffany, ela observou e viu o quanto amava a sua filha, algumas lágrimas caíram de seus olhos porque ela lembrou de sua mãe e queria muito que ela estivesse ali ao seu lado nesse momento difícil. Helena desceu as escadas com Tiffany nos braços e sentou no sofá para esperar Henrique – que chegou exatamente quinze minutos depois.
- Oi amor. – Helena disse assim que Henrique dera um selinho nela.
- Está pronta? – Henrique perguntou e ela assentiu. Eles levantam e vão para a garagem e Henrique dirige até o hospital.
Chegando lá, foram atendidos quase uma hora depois, porque o médico havia chegado atrasado e hoje era justamente o dia em que ele tinha mais pacientes. Eles foram chamados e o médico examinou Tiffany com cuidado.
- Bom, o câncer da sua filha é benigno e com um ótimo tratamento ela será fácil e rapidamente curada. – Ele diz assim que termina de examiná-la e Helena e Henrique suspiram aliviados. – Vocês podem vir na segunda – feira começar o tratamento. – eles concordam e pagam o valor da consulta. Helena dá a ideia de eles passarem no restaurante ao lado de casa para jantarem, eles estão comendo normalmente quando Henrique faz uma proposta.
- Amor. – ele a chama e ela o olha. – O que acha de irmos para a fazenda da minha família nesse fim de semana? – ele pergunta para ela, a sua real intenção era levar suas “princesinhas” para um lugar mais calmo e pacífico para ter um descanso dos problemas.
- Para mim está perfeito — Helena diz enquanto amamenta Tiffany que estava quase dormindo.
Henrique pagou a conta e eles foram para casa, Helena entrou no banheiro e deitou na banheira quente e relaxou, ela esqueceu todos os problemas e ficou aproveitando aquele calmo momento. Assim que terminou o banho, colocou o pijama e foi para o quarto e viu Henrique e Tiffany dormindo, ela deitou na cama e pegou logo no sono, pois estava exausta, mais ela teve um pesadelo como de costume.
“ Helena estava em um parque, o qual ela jamais havia visto, ele era todo florido e com um enorme chafariz, ela estava sozinha com sua filha que estava com mais ou menos uns seis anos de idade, ela corria de um lado para o outro correndo, de repente o sol se vai e começa a chover fortemente, Helena olha para os dois lados e vê que sua filha havia desaparecido, ele começa a correr e gritar pelo seu nome quando de repente encontra o chafariz cheio de sangue, ela começa a se desesperar e vê o corpo da menina jogado sobre o chafariz, Helena pega-a no colo e vê que ela está sem um olho, as lágrimas caem sem parar, pareciam ter passados anos, séculos que ela estava agarrada ao corpo de sua filha quando uma figura que parecia ser a “morte” se aproximou, ela era uma figura pálida com os olhos negros e distintos, ela pegou a mão de Helena que se arrepiou com o toque gelado e sombrio, a mão da “morte” apertou a dela com toda força que Helena achou que ia perder a mão ali mesmo.
- Você foi avisada. – a morte pega o corpo da menina e taca fogo, ela pega Helena pelo braço e taca-a num lugar escuro, Helena se vê presa e sem lugar para ir, ela grita com toda a força do pulmão e sente algo que a enforca fazendo a gritar mais, até que ela desmaia e não vê mais nada. “
- Helena acorda. – ela ouve Henrique gritar desesperado tentando acorda-la, ela acorda assustada e vê que estava pálida e completamente suada. — O que ouve amor? – ele pergunta preocupado abraçando-a.
- Eu tive um pesadelo. – ela chora desesperadamente.
- Eu estou aqui, era só um pesadelo – ele a reconforta. – Agora tome um banho, relaxe que nós temos que pegar estrada. – ela assente e toma um banho morno e arruma as coisas e eles vão para a Fazenda da família de Henrique que ficava alguns quilômetros afastado de Paris.
- Chegamos. – Henrique diz assim que eles estacionam o carro, Helena desce do carro com Tiffany e olha para a enorme casa que ficava quase no meio do nada, eles não iam ali já fazia um pouco mais de dois anos. Eles guardaram as coisas e esqueceram dos problemas e ficaram ali passando o fim de semana que segundo Helena foi o melhor de toda a sua vida.
( . . . )
O fim de semana havia passado muito rápido, Helena conseguiu dormir tranquilamente sem nenhum tipo de pesadelo, para Henrique aquilo era ótimo, ele jamais na vida gostou de ver Helena desesperada ou chorando, desde quando eles eram pequenos.
Assim que chegaram em casa, já eram duas horas, Helena resolveu preparar o almoço, ela fez um macarrão a bolonhesa e preparou uma mamadeira para Tiffany, já que a menina não gostava muito do leite materno. Eles almoçaram normalmente e passaram ao início da tarde brincando com Tifffany até que deu quatro horas e já era hora de levar a menina para o primeiro dia do longo tratamento contra o câncer.
( . . . )
Um ano e dois meses depois.
O tratamento de Tiffany durou exatamente oitos meses até que ela ficasse completamente curada, agora já tinha se passado mais de um ano que Helena fez de tudo para salvar a sua menina, até mesmo nos dias que Henrique não pudera ir junto por motivos de trabalho.
Agora Helena estava com Tiffany que estava com os cabelos loiros nos ombros e olhos azuis piscina, Helena nas últimas duas semanas estava sentindo enjôos frequentes, muito sono e fome. “ Será que estou grávida? “ Ela pensou preocupada, então como estava em dúvida pegou Tiffany e levou-a consigo para a farmácia onde comprou o teste de gravidez, chegando em casa ela o usou corretamente e depois do tempo adequado ela o pegou e se assustou ao ver o “Positivo”. Então realmente ela estava grávida.
“ Falas de amor, e eu ouço tudo e calo!
O amor na humanidade é uma mentira.
É. E é por isto que na minha lira
De amores fúteis poucas vezes falo. “
Notas finais
Kisses and Bites...
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