The Evil Alice Human Sacrifice

1 Capítulo 1 - Introdução


Notas iniciais
Espero que gostem... se vocês gostarem é capaz que eu escreva mais

Era uma vez, um sonho, um sonho pequeno demais para ser sempre lembrado, um dia desapareceria e isso não queria “eu não quero desaparecer! Como faço para as pessoas não se esquecerem de mim?!”, então pensou, pensou muito em alguma solução para seu problema “Ah! Eu tenho uma ideia! Eu vou trazer as pessoas até mim e elas expandirão o meu mundo!”.


A luz do sol tocava o rosto de suas crianças extremamente brancas e fazia seus cabelos loiros brilhares mais do que o ouro que revestia a igreja da qual acabaram de ser batizados. Eram filhos da realeza, estavam se divertindo juntos, sempre se divertiram, a vida de príncipe e princesa era cheia de vantagens e belezas.


– Vocês devem dizer ‘adeus’ agora. – Um moço alto falou, colocando a mão sobre o ombro da princesa. – Você se casará com o príncipe do Reino Amarelo.

Pertenciam, porém, à realeza de um reino sem nome, conhecido apenas por ter as princesas mais belas do mundo. A criança havia sido prometida ao príncipe do reino mais cruel e amaldiçoado da região e infelizmente, a garota não poderia dizer “não, eu não quero isso pra mim”, apesar da vontade. Um último sorriso, um ultimo choro, agora nunca mais veria seu amado irmão gêmeo.

Na noite desse mesmo dia, uma figura encapuzada invadiu o castelo real do Reino Sem Nome e depois de causar uma imensa confusão, desaparece, levando consigo o garoto de seis anos de idade, que nunca mais foi visto.


Oito anos se passaram desde então.


O príncipe do reino amarelo foi diagnosticado com tuberculose e morreu em janeiro daquele ano, deixando o poder para sua esposa, a princesa de 14 anos, até ela conseguir se casar novamente. Bom, que o local era amaldiçoado, todos sabiam, nunca houve alguém honesto e bondoso que conseguiu não se corromper a maldade e falsidade do local, e isso não foi diferente com a criança do reino sem nome, que de inocente se tornou a pessoa mais maldosa de toda a história.

– E então?! Pagarás o que deves ou perderás a cabeça?

– Por favor, princesa, eu tenho filhos para cuidar, crianças pequenas ainda, que sozinhas não conseguiriam se alimentar, peço piedade, por favor!

– Se esse for o problema podemos mandar à guilhotina, todos.

– Você mataria uma família inteira só por conta de sete moedas de ouro?

– Como v...

– VOCÊ! – O mais forte dos soldados gritou. – Como um lixo como você se atreve a questionar a princesa de tal maneira? – Bateu com força na cabeça da mulher.

– Perdoe-me! Perdoe-me, princesa! – Chorou, caída no chão devido a pancada que levou. – Poderíamos pelo menos dividir o valor que estou devendo? Talvez uma moeda de ouro e 30% da minha colheita do mês, até cobrir o que devo...

– Não preciso de seus frutos! Tudo ou morte!

– ...... Certo.... Vossa majestade.... – Abaixou sua cabeça e foi puxada para fora do palácio pelos guardas reais.

Sentada no trono, a princesa observou a mulher sendo carregada para fora da sala.

– Tooola! – Riu. – Vocês acreditam nisso? Ela me ofereceu a colheita podre dos campos dela! Hahahaha!

– Princesa, todos te esperam. – Aquele mesmo soldado forte, avisou.

O sorriso sumiu do rosto da menina. – Certo. – Desceu os degraus da sala do trono.


Pelas ruas da cidade, um menino andava à procura de verduras ou frutos para poder comer, vestia um sobretudo marrom com capuz afim de se esconder do sol e evitar as pessoas, temia elas mais do que qualquer outra coisa. Seu rosto era marcado por uma grande cicatriz causada em seu nascimento, isso não prejudicava sua beleza, ele continuava sendo bonito, porém nunca entendera porque seus pais haviam feito isso, mas também não se lembrava deles, então não se importava tanto.


– Com licença, senhora... Pode me dizer onde estão os vendedores?... – Perguntou, se corando.

– Estão na praça, a princesa foi novamente fazer um pronunciamento na sacada do castelo, mas já deve ter terminado, daqui a pouco eles estão de volta.

– Ah... Obrigado!

“Que coisa estranha, todos vão para praça e deixam apenas uma velhinha para vigiar as barracas... Se eu fosse um ladrão poderia roubar tudo” foi pensando enquanto caminhava até a praça, “ah, é mesmo, eu nunca vi a princesa daqui... será que ela é bonita?”.

– Agora! Ajoelhem-se a mim! – Uma voz infantil falou com superioridade do alto da sacada do maior castelo que o garoto já tinha visto.

O povo que estava na praça se ajoelhou no mesmo momento, todos juntos, como bonecos, o menino também obedeceu à ordem e desviou seu olhar para a princesa loira.

– Encantado... Princesa... Encantado... – Murmurou.


– É, Josephina... O povo me ouviu e respeitou... Eles estão tão diferentes desde que o príncipe morreu... – A princesa conversava com seu cavalo branco. – Mas sabe... Eu ainda tenho medo de uma revolta... Não tanto quanto antes, agora que conheço o exército sei que eles são capazes de massacrar quem se opor a mim... Mas ainda assim... Tenho aquela sensação que..


– SEGUREM-O!

– PRA DENTRO, AGORA, PRINCESA! UM MALUCO INVADIU O CASTELO!

– Ma-mas como?! – Perguntou para si mesma enquanto corria para a sala do trono.

Ao subir os degraus, olhou para a porta da frente e viu um homem encapuzado correndo em sua direção. Com o susto, gritou, mas seu mais fiel e forte soldado segurou o invasor, fazendo-o ajoelhar-se no chão.

– Q-quem-quem é você?! – A garota falou, nervosa.

– Princesa... – Respondeu ofegante. – Perdoe meu mau-jeito... Mas é que tua beleza encantou meus olhos que há muito tempo só tem visto sofrimento...

– Eu só me caso com membros da realeza, estúpido!

– Não! Esse não é meu objetivo... Não me entenda errado, até porque eu não teria coragem de realizar tal ato...

– Então o que queres?

– Princesa... – Disse ainda de cabeça baixa. – Peço-te para que me aceite, não como um ex-camponês! – Levantou-se, com determinação. – Mas sim como o mais novo e fiel servo teu! – Ao terminar de falar tirou seu capuz e sorriu delicadamente.

Aquele sorriso, aquela voz, seus olhos azuis, seu cabelo tão loiro quanto o dela e ainda, a cicatriz que marcava seu rosto, não lhe deixou dúvidas, depois de oito anos sem receber nenhuma noticia, finalmente estava diante de seu irmão gêmeo novamente. Mas apesar dela o reconhecer, ele não parecia se lembrar completamente dela.

Notas finais
Não tenho uma nota final para dar, o que devo dizer?! Me avisem se eu tiver feito algo errado xP
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.