–Vai logo!-Gritava para João, que era mais conhecido como Jp,enquanto corria em direção ao armazém na esquina do quarteirão-Corre!
–Não sou o Flash,Giovanna-Jp corria logo atrás de mim,estava ofegante,tanto quanto eu.
–Vem,entra aqui.

Levantei o portão do armazém que era estilo de um garagem,Jp entrou e eu também. Tranquei o portão.Nos afastamos devagar da entrada enquanto passos se aproximavam e socos eram dados no portão:

–Aqui,use isto-Tirei da mochila que carregava no ombro,uma pistola prateada,calibre 12-Há 8 balas aí, não gaste-as à toa.
–O que deu em você?Nunca deixou eu tocar na suas armas...-Disse ele,pegando a arma e me olhando com cara de surpreso.
–Bem,não posso preparar armadilhas e atirar ao mesmo tempo.

Andei até a prateleira mais perto e peguei um vidro de sal:
–Sal?Desde quando sal serve pra fazer armadilhas?
–Sal repele qualquer tipo de coisa demoníaca,acho que mortos-vivos são uma dessas coisinhas-Joguei,em fileira,sal,bem na entrada do armazém.Depois fui até as janelas e fiz o mesmo.
–Tem certeza que vai funcionar?
–Na verdade,não...
–O que??!!
–Mas das últimas vezes que eu fiz isso deu certo,tirando o fato que o gato do vizinho foi pego mas isso é o de menos.
–Obrigado,estou muito mais aliviado-Só eu que percebi o tom de ironia?

Os passos e socos cessaram e quando olhei pela janela,nada havia,quase nada.De longe eu vi uma garotinha correndo em direção ao armazém.De início,achei que era um zumbi,mas depois percebi a diferença:Mortos-vivos possuem o olho inteiramente branco e a garotinha tinha belos olhos azuis. Saí de perto da janela e abri correndo o portão:

–O que você está fazendo?????-Perguntou João,abaixando a arma.
–Salvando vidas.

Corri em direção a garotinha que corria desesperadamente por todos os lados:

–Mãe!!-Gritava a menina,pela sua voz,percebia-se que estava assustada,até eu estava.
–Ei!!

A menina olhou para mim e correu na minha direção:
– Viu minha mãe?
– Não vi mas eu posso te ajudar em outra coi...

Ao longe,era visível um grupo de 12 pessoas,ou melhor,eram pessoas:
–Vem-Peguei a menina no coloco e corri em direção ao armazém. Ao chegar,coloquei a menina no chão e fechei novamente o portão, tranquei com cadeado e me joguei no chão, estava muito,mas muito cansada.
–Moça,você está bem?
–Ahn?Ah,to sim...Já estive pior...
–Vai por mim,é verdade.
–Cala a boca,João.Então, qual é o seu nome?
–Bea...-Bea tinha cabelos castanhos,ou ao menos ao meus olhos eram castanhos,de olhos verdes,muito fofa.
–Oi Bea,eu sou a Gi e esse é Jp.
–Olá-disse João;
– O que está havendo?Eu estava com a mamãe na cozinha quando...
–Quando o que?
–Esse é o problema,não sei.Acordei em um banquinho na calçada e depois encontrei vocês.
–Isso é normal ultimamente.
–Como assim?
–Viu algo estranho na rua?-Naquele momento queria voar em cima dele.A garotinha,tão pequena, não merecia tal informação.
–Vi mas,não podia ser verdade.Mamãe disse que não existe...
–Monstros?-interrompeu João
–É mas...
–Olha aqui,Mari.Não é um sonho,nem uma brincadeira. Nada irá adiantar um beliscão ou um tapa na cara...
–Jp,cala a boca.
–Giovanna,uma hora a coitada vai ter que saber!
–Saber do que?-Senti dó da menina,uma lágrima quase escorreu,ela não iria gostar do que estará a ponto de saber.
–Bea,isso é O verdadeiro apocalipse.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.