The End of All Things

4 Till we fade away


Notas iniciais
Gente, e é o fim. Eu juro que não imaginei que isso aconteceria, eu escrevi uma RoBul... Amo tanto esses meninos. Não tenho muito o que enrolar, só preciso dizer que não postei ontem por causa da internet, que tava uma droga, não deu pra fazer anda. Aqui vai o capítulo o/

Vladimir P.O.V

Desci para o acampamento tentando me acalmar. Estava me sentindo cego pelo medo e pela dor. Passei horas tentando me acalmar, mas nada funcionou e quando meus pensamentos começaram a se abrandar uma culpa enorme me consumiu. Era irracional ficar daquela forma, nós dois erramos naquele momento, afinal.

O sol começou a aparecer entre as nuvens — aqui nunca havia luz do sol direto — e comecei a ficar preocupado. E se ele se perdesse? Não queria me preocupar, não queria admitir que odiaria vê-lo saindo daqui. Demoramos tempo demais para nos reencontrarmos, não vou deixa-lo ir de novo.

Sentei-me contra a parede. Aquele era o mesmo lugar que estivemos enquanto ele dormia.

A sensação de solidão veio mais forte do que em todos os anos que estive aqui. Eu sou o mais velho, o mais maduro. Eu deveria perdoa-lo primeiro.

– Que seja, não vou ganhar nada ficando aqui parado mesmo.

Mantendo isso em mente me levantei organizando algumas poções. De tempos em tempos verifico como estão as coisas por aqui, mesmo que nunca houvesse mudanças. Magia geralmente é o meio mais rápido para resolver isso, por mais que às vezes fazer as coisas pessoalmente seja mais melhor.

Uma imagem do labirinto apareceu claramente diante de mim, procurei por Aleksander, imaginando em qual canto daquele gigante quebra cabeça ele poderia estar. Antes que o encontrasse, entretanto, meu olhar recaiu sobre algo. Um vulto apareceu correndo por entre dois corredores e baseando-me em sua velocidade, calculei que não era humano.

Me desesperei, depois de onze anos sem nada acontecendo aqui, logo hoje algo estranho aparece. Cancelei o feitiço e saí correndo da clareira. Precisava achar aquele vulto, precisava encontra-lo antes que ele encontrasse Aleks. Não tinha um bom pressentimento quanto ao que aconteceria caso me atrasasse.

Aleksander P.O.V

Não tenho a menor ideia de quanto andei. O que havia acontecido com Vladimir? Ele parecia desesperado. Tive medo naquele momento, mas não dele, nunca poderia, tive medo por ele. Percebi que havia falado algo errado, mas não fazia ideia do que.

Como não podia reencontra-lo naquele momento, fui em direção ao local em que vi as luzes. Não foi difícil achar o caminho, tenho uma boa memória e me orgulho disso, na maioria das vezes.

Parei em frente ao primeiro corredor que brilhou. Nada.

Os outros não estavam de forma diferente do primeiro, como se nada tivesse acontecido.

Senti certa tristeza ao constatar que havia errado, realmente queria encontrar uma saída para aquele lugar. Parei em frente ao primeiro corredor novamente, procurando achar seu fim. Minha mente começou a nublar, meus sentidos ficaram amortecidos, então, ouvi um som.

Um som, não. Uma música. Era uma música triste, quase um choro. Logo outras cinco se juntaram a ela.

"Seis notas na melodia.

Seis notas formam um canto fúnebre.

Seis notas para livrá-lo do ímpeto."

Meu corpo ficou pesado, senti-me subitamente triste e casado. As músicas me embalavam, as notas se misturando formando uma nova melodia. Queria desistir, voltar para Vladimir, pedir desculpas, esquecer aquela loucura.

Subitamente percebi, aquilo poderia ser um truque do labirinto. Segui em frente, na direção de onde a primeira música vinha.

Aquele corredor me levou a outro mais comprido, que por sua vez acabou em uma enorme clareira. Havia cinco portas, uma em cada parede, criando uma sala de seis lados. Olhei para cima, àquela altura o sol já estava alto no céu.

Me aproximei de uma das portas, examinando minuciosamente cada detalhe. Nos outros dois fenômenos haviam dicas de qual era o caminho certo, mas naquele momento não havia nada. Tentei abrir cada uma das portas, todas estavam quebradas ou trancadas.

"Cinco modos de escapar.

Cinco modos, todos bloqueados.

Cinco modos, cada um quebrado e perdido."

Atirei-me no meio da clareira completamente derrotado. Achei que havia conseguido, achei que havia encontrado a saída, mas era tudo mentira. Ri de forma seca, não podia acreditar na minha situação. Se não poderia mesmo sair de lá, por que havia feito aquilo com Vladimir?

Ouvi o barulho de passos. Imediatamente ergui meu corpo. Em algum lugar da minha mente acreditava que veria Vladimir, que ele iria sorrir e se desculpar e que também me desculparia com ele, mas não foi assim.

Uma forma negra me atacou, por sorte fui rápido o suficiente para erguer minha espada e me defender. Suas presas brilharam por entre a sombra e eu comecei a correr.

Corri o mais rápido que conseguia, as palavras de Vlad me voltando à mente "Você é só uma criança!" aumentei ainda mais a velocidade "Acha que pode lutar contra um vampiro?" olhei para trás a tempo de ver algo se esgueirando "Pois bem, aqui vai a realidade, não pode!" dobrei dois corredores com medo de olhar para trás "Você só está vivo porque eu deixei." suas palavras foram as últimas que ouvi antes de entrar em uma nova clareira. Uma clareira sem saída.

Vladimir P.O.V

O cheiro de sangue impregnou minhas narinas no mesmo instante. Era doce, mais doce do que qualquer um que já havia sentido.

Aumentei o passo indo na direção do aroma, estava a quase metade do labirinto de distância. As histórias sobre vampiros dizem que quando um vampiro ama alguém o cheiro do sangue dessa pessoa se torna mais atrativo, é como uma droga viciante. Tinha medo do que aquilo podia significar.

Antes mesmo de entrar na clareira consegui ver o cadáver estirado no chão.

– Aleksander! — Gritei sentindo o desespero apossar-se de mim.

Corri em sua direção, porém antes que pudesse chegar, algo me atacou. Caí no chão, rolando até a parede. Senti um osso se quebrando, mas mesmo assim me levantei.

Era um vampiro, seus olhos brilhavam em um tom verde ofuscante, seus cabelos negros caiam pelas costas, seu sorriso era assassino e de suas presas pingava sangue.

– Seu — rosnei para ele.

Para minha surpresa, ele riu, o que só alimentou minha ira.

– Você não deveria ficar tão irritado por um vampiro mais velho ter matado seu jantar, pirralho.

Avancei para cima dele, meu sangue borbulhando de raiva. Meu braço foi agarrado e ele girou meu corpo, prendendo-me.

– É falta de educação atacar enquanto alguém fala com você — ele sussurrou em minha orelha.

Minha única resposta foi um rosnado irritado. Antes que pudesse atacar novamente, Aleksander gemeu de forma inaudível, chamando minha atenção.

Olhei-o de forma apreensiva. Ele está vivo, disse pra mim mesmo. Meu rosto se contorceu em uma careta de preocupação ao vê-lo se contorcer.

Senti os olhos do vampiro sobre mim o tempo todo, sua risada me tirou do turbilhão de pensamentos que começava a crescer.

– Hm, ou talvez — ele puxou meu queixo em sua direção, olhando diretamente em meus olhos — ele não fosse somente o seu jantar.

Atirou-me contra o chão, um chute foi desferido em minhas costelas, quebrando-as. Senti o sague inundando minha boca enquanto uma onda de tosse me atingia.

– Você até que não é tão ruim, talvez eu possa aproveitar.

Fui agarrado novamente enquanto ouvi Aleks soltar um ganido de dor. Não sabia o que fazer naquele momento.

A forma como ele estava me segurando me fez estremecer, uma mão em meu pescoço e outra envolvendo minha cintura.

– Não será nada mal.

Senti sua mão que estava em minha cintura subir por meu peito. Automaticamente, olhei para Aleksander. Mais uma vez o vampiro riu, aproximou-se de meu ouvido sussurrando de uma forma que me fez estremecer.

– Tudo bem, garoto — seu tom tornou-se cada vez mais baixo. — Os mortos não podem testemunhar.

Aquelas palavras me fizeram estremecer e uma onda de ira ainda maior me tomou. Aproveitei sua distração com meu corpo para disferir um soco que acertou-lhe a mandíbula. Ele me soltou, xingando e praguejando em voz alta.

Não lhe dei tempo para maiores reações, parti mais uma vez para o ataque, pegando a espada de Aleksander que estava caída no chão. Ele desviou do primeiro golpe e desferiu um chute em minhas costelas já quebradas. A onda de dor que passou por meu corpo foi tão grande que achei que poderia desmaiar, contava apenas com o poder de cura sobrenatural dos vampiros para me manter em pé.

O vampiro avançou novamente em minha direção, mas dessa vez, aproveitando minha vantagem por estar armado, deixei que desferisse mais um soco. Ele agarrou meus ombros, provavelmente pretendendo acertar minhas costelas com o joelho, porém, me aproximei, prendendo-lhe em um abraço.

– Seu idiota. O que pensa que vai fazer? — Perguntou.

– Matar você — respondi cravando a espada em seu coração.

Antes que ele pudesse reagir, usei toda minha força para movimentar a espada para cima. A única maneira de matar o vampiro é fazendo com que ele não possa mais se regenerar.

Seu corpo caiu em minha frente, cortado ao meio do coração até o topo. Me senti enjoado, não era comum que matasse alguém daquela forma.

Antes que pensamentos inapropriados pudessem me consumir, Aleksander começou a tossir, uma quantidade enorme de sangue saiu de sua boca. Ajoelhei-me ao seu lado. A ira se foi tão rápido quanto veio, sendo substituída pela tristeza, pelo arrependimento e pelo medo.

– Aleks — chamei-o.

– Vlad? — Ele piscou.

Um leve e sofrido sorriso apareceu em seus lábios. Meu coração apertou, aquilo não podia ser verdade.

– Eu estou aqui, vai ficar tudo bem.

Falei a primeira coisa que me veio à cabeça, tentando não só consola-lo, como também a mim mesmo. Não sabia se ficaria tudo bem, não sabia o que aconteceria.

– Seu mentiroso — seu sorriso se alargou. — Sabe que não vai ficar tudo bem.

– Não se esforce — falei colocando uma mão sobre sua boca.

Ele puxou minha mão. Aleksander sempre foi teimoso comigo. Naquele momento não pude deixar de me lembrar das noites de tempestade em que eu falava que tudo ficaria bem, ele se aninhava em meu colo e acreditava em minhas palavras cegamente.

– Eu não vou durar muito, só quero falar uma última coisa.

Ele tossiu novamente fazendo ainda mais sangue vir. Eu estava com medo, por que ele sorria se estava daquele jeito? Por que ele tinha que ir novamente? Por que eu tinha que perde-lo de novo?

Sua face se tornou espantada.

– Vlad? Por que está chorando?

Tocou meu rosto com dificuldade, seus dedos com um último resquício de calor contra minha face gelada. Segurei sua mão, tocando em minhas próprias lágrimas.

– Então vampiros choram sangue? — Ele voltou a sorrir de forma tranquila.

– Seu idiota, pare de agir desse jeito, pirralho — ele tentou rir, mas um gemido de dor atrapalhou.

– Você pode me ouvir mais uma vez? Eu quero pedir desculpa e.

– Não tem que pedir desculpas, eu perdi o controle naquela hora. Você provavelmente me acha um monstro e está com medo de mim.

Ele negou fracamente.

– Nunca, eu não poderia ter medo de você, muito menos te achar um monstro.

Sua mão envolta pela minha ficou mais fria e pesada. Aleksander já não conseguia mais sustentar o próprio corpo.

– Eu vim aqui pra te achar, sabia? — Seus olhos agora estavam focados no céu. — Eu passei todo esse tempo te procurando, e finalmente achei — um ataque de tosse o acometeu.

Minhas lágrimas começaram a cair com mais força, não conseguia acreditar. Tudo que aconteceu passou em minha mente como um flash, talvez pudesse ter sido diferente. Seu eu não tivesse chegado atrasado, se eu não tivesse perdido o controle naquela hora. Aleks estava ficando cada vez mais fraco, sua voz era um sussurro tão baixo que até mesmo eu tive dificuldade de entender.

– Eu te amo, Vladimir.

"Quatro palavras num sussurro.

Quatro palavras em sua orelha.

Quatro palavras que o enchem de medo."

A dor que me preencheu foi enorme, senti como se estivesse queimando por dentro quando ouvi aquelas palavras e vi seus olhos se fechando. Sua respiração fraca parou, seu calor sumiu, Alksander estava morto.

Não esconda seus erros, eles vão te encontrar e te queimar. Foi no que acreditei naquele momento. Chorei como nunca antes, chorei por tudo. Mas mais do que isso, fui tomado por uma raiva enorme. Ele não podia morrer, não depois daquilo. Talvez ainda houvesse tempo, se o coração ou a mente ainda pudessem resistir mais alguns segundos, ele poderia ser salvo.

Mordi meu pulso com força, a dor não me incomodava naquele momento. Assim que senti meu sangue escorrer o posicionei sobre sua boca, observando as gotas caírem. Peguei a varinha que sempre carregava comigo e comecei a recitar um feitiço. Não ligava se tivesse que ser por meio de magia negra, não ligava se Aleksander se tornasse um vampiro, faria de tudo para que ele ficasse ao meu lado.

Comecei a recitar o feitiço. Com um de meus dedos bati em seu peito uma vez, o som retumbou na clareira sendo ampliado pelas paredes. Bati mais uma vez, o processo se repetiu. Sentia a energia deixando meu corpo enquanto o feitiço começava a funcionar.

Bati uma última vez em seu peito, o som ecoou por todo o local, fazendo-o tremer. Três batidas.

"Três batidas de um dedo.

Três batidas numa parede.

Três batidas enquanto você tenta enrolar."

Seus olhos subitamente se abriram. Seu corpo foi erguido para frente com violência, fazendo com que eu me afastasse.

– Aleksander? — Chamei calmamente.

Aleksander olhou para suas mãos, depois tocou em seu corpo, como se não acreditasse no que estava acontecendo.

– Vladimir? O que? — Seu rosto apresentava confusão e pânico.

Segurei suas mãos, agora na mesma temperatura que as minhas, com força. Estava com medo de falar o que havia feito, e se ele não aceitasse? E se me implorasse para mata-lo? E se me deixasse?

– Aleks, eu — comecei, porém, não consegui forças para continuar.

Ele olhou em meus olhos. A íris castanhas em um tom brilhante, tão penetrantes quanto antes. Observei seus detalhes, ainda parecia o mesmo, mas seu rosto havia ficado mais definido, seus cabelos levemente mais brilhantes, no lugar dos caninos agora haviam duas presas.

– Vlad — ele estava suplicante.

Apertei-o com força.

– Eu te transformei em um vampiro — falei derrotado.

Seus olhos se arregalaram desesperados, enquanto os meus pesaram, estreitando-se de medo pelo que viria pela frente. O vazio me preencheu, fazendo com que tudo doesse ainda mais.

"Dois olhos abertos e desesperados.

Dois olhos apertados e assustados.

Dois olhos abertos, sim, mas nada lá."

Então, ele me abraçou. Não senti nada até que suas mãos tocassem meu cabelo em um gesto carinhoso.

– Tudo bem — ele falou. — Tudo bem.

Agarrei-me a ele, sentindo as lágrimas voltarem. Estava estranhamente tranquilo, aliviado, e acima de tudo, fui acometido por uma enorme felicidade. Aleksander está vivo.

Aleksander P.O.V

Abracei Vladimir com toda a força que tenho, que agora não era pouca. Ele havia me trazido de volta, eu estava lá, eu estava com ele.

– Eu te amo, Aleksaner — ele sussurrou.

Fiquei surpreso com o quão bem consegui ouvir sua voz, mas logo a surpresa foi substituída por um sorriso.

– Eu te amo — respondi. — Muito.

Vladimir não parecia estar em condições de fazer algo além de chorar, então segurei seu rosto, acariciei suas bochechas manchadas com sangue e o beijei.

Foi mais lento do que eu esperava, ele me concedeu passagem facilmente e assim que se recuperou um pouco, começou a tomar o controle, o que me fez rir levemente. Sua língua entrou em minha boca, tocando em todas as partes, me fazendo suspirar. Senti como se pudesse continuar com aquilo para sempre, mas por hábito, parei para respirar.

– Eu não preciso de ar — falei meio estupefato.

– Não. Nós poderíamos ter continuado com aquele beijo para sempre — ele sorriu.

Comecei a rir. Não sabia se era por estar ali, não sabia se era por vê-lo daquela forma, se porque o havia beijado, se era por ele me corresponder. Logo nós dois estávamos rindo como idiotas.

– Podemos voltar para casa? — Perguntei.

Ele percebeu o que eu quis dizer, mas mesmo assim assentiu.

– Você mostra o caminho.

Me levantei com cuidado, esperando sentir algum tipo de dor, mas não veio nada. Comecei a caminhar lentamente para a saída, sendo seguido por Vladimir, que segurou minha mão. Retribui apertando-o, estava convicto do que fazer.

Pouco depois, chegamos a lareira das cinco portas, como antes, todas estavam emperradas ou quebradas. Vladimir se irritou em um momento e quebrou a porta mais próxima.

Uma forte luz brilhou tão forte que meus olhos foram cegados.

"Uma luz na janela.

Uma luz no corredor.

Uma luz, uma luz, no todo."

Estiquei a mão em direção ao corredor, porém, algo não me deixou continuar. Vladimir imitou meu gesto, sendo repelido da mesma forma.

– Não podemos sair — sussurrei.

Ele me olhou preocupado, esperando uma reação.

– Você se tornou um guardião do labirinto, assim como eu. Nenhum de nós pode sair.

Por quê? Esperei que a angustia, a raiva, ou a dor me consumissem, mas elas não vieram, em vez disso, senti alívio. Eu teria que ficar no labirinto.

Comecei a rir, o que pareceu deixar Vladimir preocupado. Então, era assim, o guardião não pode sair do labirinto.

– A-Aleksander, você está bem? — Ele perguntou parecendo nervoso.

Assim que parei de rir, depositei um selinho em seus lábios. Mesmo que ele fosse um vampiro, minha mente formava exatamente a imagem de suas bochechas se tingindo de vermelho.

– Claro que estou. Vamos, pra que lado fica a sua clareira? — Olhei para os lados tentando me localizar.

Ele pareceu atordoado, mas logo se recuperou. Vladimir sempre foi do tipo que se acostuma bem às coisas. Um sorriso apareceu em seu rosto e sua voz tinha o tom divertido que eu sempre ouvia na infância.

– Pra lá — ele apontou. — Nossa clareira é pra lá.

Sorri e peguei sua mão. Ele começou a me arrastar para onde tinha apontado, falando milhões de coisas e às vezes me pegando desprevenido e roubando um beijo, o que me fazia rir.

Vladimir P.O.V

Eu estava feliz, muito feliz. Passava todos os meus dias com Aleks, agora que ele era um vampiro estava se acostumando com a vida aqui e eu estava me acostumando a estar com ele, passar dias contando histórias, lendo juntos, ou somente abraçados.

O mundo acabou. O mundo acabou há muito tempo. Mas o que é o fim do mundo? É quando a terra deixar de existir? É quando morremos? O meu mundo acabou há onze anos e foi reconstruído somente parar acabar novamente. Mas diferente da primeira vez, eu o estava reconstruindo de uma maneira melhor.

Notas finais
Foi uma fic bem simples, mas eu gostei de escrever. Apesar da narração que eu não me acerto muito bem e da mudança meio desagradável de pontos de vista, eu gostei. Espero que vocês tenham gostado tanto quanto eu e que no futuro nós tenhamos mais RoBul aqui pelo nyah (Pra completar, bug nas notas finais, adoro isso).
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!