The End Of The Summer

18 A Bastard Helps the Other?


Notas iniciais
Sansa Stark, capítulo décimo oitavo.

A alvorada chegou trazendo consigo uma nevada forte. Sansa se vestiu com veludo e peles enquanto observava a neve cair no jardim de vidro abaixo de sua janela, penteou os cabelos e deixo-os soltos, eram de uma cor acaju linda, e eram bastante longos. Arya estava procurando roupas quentes para se vestir, Sansa sentou-se na cama.

— Septã Mordane disse que você não aprendeu a costura de ontem, e não se concentrou. — Disse para Arya, que a olhou feio, e lhe mostrou a língua.

— Que os Outros levem septã Mordane, devíamos estar aprendendo coisas que nos ajudaram, não me interessa suas agulhas. — Arya disse calçando suas botas e pisando firme saiu do quarto.

— Arya, volte aqui, precisamos ir para a aula. — Sansa disse deixando o quarto e indo atrás da irmã.

— Vá você, irei para a biblioteca com Robb. — E saiu correndo aos tropeços.

Sansa ficou ali observando. Não tinha vontade de ficar uma tarde inteira com septã Mordane, queria mesmo era ficar vendo os garotos treinando nos pátios, ou ir ao jardim de vidro, ou até mesmo a Vila de Inverno. Não sabia se fugiria, mas primeiro queria comer algo. Se dirigiu até as cozinhas e pediu para uma da criada para lhe trazer leite adoçado com mel, pão de farinha branca e ameixas. Comeu sem pressa, e ficou ali observando o preparo do almoço. Sansa queria aprender culinária.

— Sansa. — Uma voz masculina e forte a chamou. — O pai nos chama no pátio. — Era Jon Snow, estava vestindo couro fervido e lã. Sansa acenou com a cabeça, e virou o rosto com repugnância, como se olhar para Jon fosse nojento.

Quando Sansa finalmente se levantou, passou por Jon com petulância e se dirigiu para fora das cozinhas. Jon vinha logo atrás dela, nunca realmente a olhando. Chegaram até o pátio, e ali se encontrava praticamente todas as pessoas de Winterfell, da Vila de Inverno e até mesmo a rainha, que constantemente ficava em um quarto da torre com seu irmão Jaime, este não estava ali.

Catelyn estava aos prantos ao lado de Lorde Stark, Sansa se dirigiu até ela. Olhou para o pátio procurando um motivo para a tristeza de sua mãe. Viu que dois guardas seguravam Petyr Baelish pelos braços, enquanto ele se debatia e praguejava. Ned olhou para Sansa com frieza, e chamou Jon para mais perto, segredou-lhe algo e ele saiu do pátio. Minutos silenciosos se passaram, apenas o soluço e o balançar de Catelyn era ouvido. Jon voltou trazendo Robb e Arya.

— Bom, agora que todos os meus filhos estão presentes, tenho de anunciar algumas coisas. — Lorde Stark estava mais sério e frio do que de costume. Sansa nunca tinha visto o pai daquela forma, e nunca havia visto a mãe chorar. Inúmeros motivos passaram por sua cabeça. — Petyr Baelish, diga-me o por que está sendo escoltado para fora de Winterfell, e nunca mais retornará? —Ned cuspiu as palavras para o homem.

Petyr mal olhou para o seu rei. Olhava de Catelyn para Sansa com uma expressão temorosa. Sansa olhou para a mãe, que acenou com a cabeça para Petyr, como se respondesse a uma pergunta silenciosa.

— Diga Petyr, antes que eu perca a cabeça. — Ned disse com mais raiva.

— Cometi adultério, Vossa Graça. — Petyr disse baixo, mas com o silêncio no pátio, todos ouviram. — E floresceu um fruto. — Sansa entendeu o que ele quis dizer. Petyr tinha um filho bastardo. Mas ela não entendia o que aquilo tinha a ver com sua mãe e com seus irmãos, nem mesmo sabia o porquê de o seu pai está ali fazendo com que o homem confessasse na frente de toda Winterfell o seu adultério.

— Ned, por favor, chega... — Catelyn disse com a voz embargada.

— Cale-se Catelyn. — Ned olhou para ela com desprezo.

— Sansa, você não tem culpa de nada disso. — Ned disse. Sansa não entendeu o porquê daquilo quando seu pai proferiu as palavras. Mas o entendimento veio, e se fixou em seu coração. Não podia ser. Ela era o bastardo de Petyr? Mas era tão parecida com sua mãe. Quando pensou em todas as suas semelhanças com Catelyn, entendeu então o porquê de sua mãe chorar. Ela era bastarda de sua mãe com Petyr Baelish.

Olhou para todos no pátio, Ned a encarava com pesar. Ela o amava tanto. Olhou para Petyr que nem sequer a olhava. Sua mãe soluçava e chorava mais alto.

— Sansa você não perderá o seu lar, sempre será uma Stark, mas Jon também será legitimado as vistas da rainha. — Ned disse e se dirigiu a rainha Cersei que estava sentada observando toda aquela situação com sua expressão desdenhosa, ela apenas acenou com a cabeça.

Sansa continuava petrificada em seu lugar, queria sair dali, mas sabia que se o fizesse não seria perdoada. Ned chamou seu filho bastardo, e pegou sua espada, Gelo, de aço valiriano, colocou-a no ombro do filho.

— Jon Snow, diante dos olhos da rainha, eu, Eddard da Casa Stark, Primeiro de Meu Nome, Protetor no Norte e Senhor de Winterfell, Rei de Westeros, Rei dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiro Homens, Rei dos Sete Reinos e Protetor do Território, o legítimo como meu filho. De hoje até o dia de sua morte será chamado Jon Stark. — Um silêncio pairou em Winterfell. Jon se levantou e abraçou o pai. Ned então se virou para Sansa. — Continuará uma Stark, sempre será uma. — Dizendo isso, saiu e logo Petyr Baelish foi levado para fora de Wintefell, a mãe foi levada para seu quarto por uma de suas aias e seus irmão foram cuidar de suas vidas.

Sansa correu para o Bosque Sagrado, havia segurado o choro até agora. Se sentou ao pé do grande represeiro e fez uma prece aos deuses para que aquilo fosse apenas um sonho, quando abriu os olhos se deu conta de que não era, era a mais verdadeira realidade. Chorou como uma criança. Ouviu o estralar de folhas e levantou seu rosto. Jon estava ali, olhava para ela com pena. Sansa não queria que ele sentisse pena dela, apenas queria que ele desaparecesse. Ela havia o chamado de bastardo desde sempre, tinha o humilhado e falado coisas terríveis a ele desde sua chegada a Winterfell. Agora ela era uma bastarda.

— Saia, por favor. — Sansa disse com educação, mas áspera.

— Você não será chamada de Snow. — Jon disse e se sentou ao seu lado, pegou em sua mão. Sansa sentiu o calor do corpo de Jon, e olhou para ele.

— Desculpe-me. — Sansa disse olhando para baixo. Ele pegou em seu queixo com a outra mão, e levantou, até que seus olhos se encarassem.

— Não tenho magoas de você. Sinto apenas que você foi enganada por muito tempo. — Jon disse e passou o polegar pela sua bochecha. O toque fez Sansa estremecer. Esperava que Jon a humilharia.

Passaram muito tempo no bosque, em silêncio. Sansa se sentia, afinal, bem ao lado de Jon.

Notas finais
Obrigada pelos reviews *-*