The End Is Coming

48 Capítulo 48 - Salada é meu ponto fraco


Notas iniciais
Oi gente, vocês entenderão porque o capítulo tem esse nome, leiam. Rsrss'
To precisando de mais perguntas para o Talk Show. Beijoks ♥

POV – Beth

Eu estava assustada com essa história de gravidez. Eu realmente queria ter um filho, mas eu tinha medo que acontecesse o mesmo que aconteceu com Lori. Avistei Molly passar.

— Molly, conseguiu? – Eu a puxei.

— Na verdade, não. Seu pai ficou o dia inteiro na cela dele. Não podia ir pedir.

— Vou ter que fazer isso sozinha né?

— Você deveria. Aproveite e conte a ele.

Eu queria muito contar ao meu pai. Mas ele ficaria com raiva de mim. Ele me odiaria.

Eu dei de ombros e fui ver Steven.

— Oi. – Ele sorriu para mim. Os olhos verdes hipnotizantes eram incríveis.

— Oi... – Falei baixo.

— Beth, não acha que já devemos contar ao seu pai?

— Eu não sei... Ele vai me odiar.

— Beth, ter um filho é a coisa mais linda que existe. Ele nunca vai te odiar. Ele é seu pai. – As palavras dele me acalmavam.

— Eu só não consigo contar.

[...]

POV – Rick

Judith engatinhava no chão. Eu a peguei e logo vi Emma.

— Bom dia. – Sorri para ela.

— Bom dia. – Ela me deu um beijo leve.

— Vai fazer o que hoje?

— Ajudar Carol na cozinha, lavar roupas, então...

— De noite teremos algum tempo?

— Pode acreditar que sim. – Ela me falou dando um selinho amigável.

Eu voltei a caminhar e logo cheguei ao pátio. Me sentia bem em contato com ar fresco. Estava um clima um pouco úmido mas favorável. A grama estava coberta de sereno e havia algumas crianças lá. Carl e Mari os ensinando.

— Bom dia, pequenos. – Falei com empolgação.

Parecia que todas as crianças me tratavam como o tenente. Elas sempre empinavam o peito e cortavam o sorriso.

— O que estão fazendo? – Perguntei ainda sorrindo.

— Estamos ensinado a acertar na cabeça com facas. – Mari sorriu de volta.

— Interessante...

— Tio Rick, a tia Mari e o tio Carl são namorados? – Uma das garotinhas gêmeas me perguntou.

Notei que os dois ficaram sem graça. Que situação.

— O tio Carl e a tia Mari são muito amigos.

— Mas eles se beijaram. Minha mamãe me disse que quando se beijam é porque são namorados. – A outra gêmea falou.

Notei que Mari corou. Eu também não gostaria de ser lembrado do beijo com público.

— Por que vocês não voltam à aula? – Falei me abaixando na altura da menina.

— Ninguém nunca nos responde. – Um garotinho pequeno falou emburrado.

Notei que Carl deu um suspiro longo, parecia que ele estava tentando se controlar. Mas do que?

— Querem saber? – Carl finalmente falou. Mari olhou para ele de um modo estranho. – Eu e Mari somos sim namorados.

Carl a puxou para seus braços e a deitou neles. Ele encostou seus lábios nos dela. Outro beijo em público, mas nesse, eles estavam conscientes. Logo, o beijo acabou, bem rápido e Carl sorriu para a menina do mesmo modo que eu sorria para Lori. Sabia que ele era apaixonado por ela. Certeza.

As crianças aplaudiram como se fosse uma apresentação. Mari sorriu para ele e deu um tapa em seu ombro.

Por que eu ainda tratava a Mari como uma garota de Woodbury? Woodbury nem existe mais.

Eu me aproximei deles e notei que Mari abaixou a cabeça como se eu fosse dizer algo mal.

— Carl, Mari... Parabéns. – Falei diretamente e os dois se entreolharam surpreendidos.

[...]

POV – Giuliana

Eu e Carol estávamos na cozinha, agente preparava a janta. Por sorte, tínhamos alguns milhos enlatados e algumas folhas de alface e batatas que restaram. Daria para fazer uma bela salada.

— Vai ser salada? – Perguntei.

— Pode ser, mas faça você, porque salada é meu ponto fraco.

— Somos duas.

Logo vi alguém entrar pela porta. Collin.

— Salada? Sou especialista nisso.

— O que você fazia antes... Disso? – Eu perguntei cruzando meus braços.

— Eu era bombeiro em Nova York, mas minha família era formada por chefs, então eu aprendi a cozinhar. O que temos?

— Milho, alface e batata. – Carol disse sem tirar os olhos da pia.

— Se colocar sal, vai dar uma boa salada. – Collin lavou as mãos rapidamente e começou a picar as batatas.

Eu o observava.

— Passe o milho. – Ele estendeu a mão e eu lhe entreguei a lata. Nossas mãos se tocaram e nós sorrimos um para o outro.

[...]

POV – Mari

Uau, realmente, um dos melhores beijos. Carl ficou louco? Agente nem namora. Assim que o beijo acabou, eu fiquei mais um pouco e pedi para me retirar e fui até minha cela. Fiquei lá por um tempo e retirei da minha mochila aquelas fotos. Eu sorria para cada uma enquanto as passava.

— Então... – Carl apareceu no batente da porta. – O que achou?

Eu sorri maliciosamente para ele.

— Eu não me lembro de um pedido de namoro.

Ele retirou o chapéu e se ajoelhou na minha frente. Novamente ele retirou aquele anel solitário que eu usava quando nós namorávamos.

— Aceita ser minha namorada.

Eu ri um pouco, mas durante a risada, senti o gosto salgado das minhas lágrimas.

— Ai Carl, você ainda pede?

Eu o agarrei, já que não tive chance noite passada. Puxei o cabelo dele levemente e ele segurou forte em minha cintura. Eu não parava de sorrir durante o beijo, mas ele não parecia se sentir incomodado. Afinal, qualquer beijo era bom para ele, e para mim também.

De repente, eu caí no chão com ele. Foi um tombo bobo. Nós nos separamos e rimos um pouco até ele puxar minha cabeça. O beijo voltou a acontecer e cada vez mais longo. Era uma sensação boa sentir a boca dele na minha. Uma coisa que eu amava, e ele, pelo jeito, também.

O chão estava frio, mas há medida que o beijo prolongava, o chão não parecia existir, parecia que estávamos voando. Isso é uma idiotice da minha parte, mas sim, parecia mesmo.

[...]

Narrador

Steven e Beth estavam de mãos dadas. Eles caminhavam até a cela de Herschel. Ao chegar no local, Beth avistou seu pai conferindo os remédios.

— Pai? – Ela sorriu.

— Ah, oi. Olá Steven. – Herschel sempre parecia animado.

— Pai, queremos te contar algo.

Herschel se ajeitou na cama. Ele pegou um teste de gravidez de uma prateleira. Ele entregou a caixa para Beth.

— Como você sabia? – Beth se surpreendeu.

— Eu sou seu pai, eu sei das coisas.

— Você está bravo? – Steven perguntou.

— Claro que não. A menos que você queira abortar. Daí eu ficaria bravo.

Beth e Steven se beijaram de leve e sorriram para Herschel.

— Obrigada. – Beth sorriu e saiu de mãos dadas com Steven.

Notas finais
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