The End Is Coming
45 Capítulo 45 - O beijo
Notas iniciais
Clark avançou em Carl. Logo Rick e Daryl estavam lá e separaram os dois jovens.
— O que é isso? – Rick gritou tentando segurar seu filho.
— Ele avançou em mim! – Clark falou enquanto se debatia nos braços de Daryl.
— Você avançou na Mari! – Carl berrou.
— Mari? Por que eu faria isso com ela? – Clark parecia inofensivo.
— Mentiroso. – Carl o chutou no estômago e saiu.
Rick alcançou o filho. Ele tocou o ombro do garoto.
— Carl, você não pode sair batendo em todos por aí.
Carl não respondeu até seu pai pará-lo.
— É ela, não é?
— Ele ia abusar dela, tirar sua virgindade. Eu não podia deixar.
— Carl, e se ela quisesse? Você está sendo egoísta.
Carl saiu e foi para sua cela. Ele estava cansado, precisando dormir.
[...]
Carl acordou, ao se virar ele deu de cara com Mari. Ela vestia uma blusa conhecida. Era a blusa dele, Atomic Paw.
— Ei! Minha blusa. – Ele se levantou e sorriu.
— Perdeu, playboy, perdeu. – A blusa ficava grande em Mari.
Carl se levantou e a agarrou. Os dois caíram no chão e estava com os rostos a centímetros um do outro.
Mari tentou se levantar e Carl deu espaço.
— Se vire. – Mari ordenou.
— Por quê?
— Porque eu vou me trocar. – Ela disse já com outra blusa nas mãos.
— Eu já te vi sem roupa.
— Mas não namoramos mais, esqueceu?
Carl deu de ombros e se virou.
— Posso me virar?
— Pode. – Ela jogou a camisa que estava na cama.
— De onde você era mesmo?
— De Cynthiana.
— Sério? Eu também era de lá!
— Jura? Como nunca nos cruzamos?
Carl deu uma risadinha.
— Que foi?
— Me lembrei de algo. Uma vez eu estava em um mercadinho segurando um bolo imenso. Uma garotinha esbarrou em mim e o bolo voou em nós dois. Eu tinha apenas 8 anos naquela época.
— Para tudo! Você é o garotinho que jogou bolo em mim?
— Minha nossa! Você era a menina?
— Caramba, que loucura!
— Eu tinha te achado bonitinha naquele dia.
— Somos dois.
[...]
POV – Mari
Eu não consigo acreditar que Carl fez parte da minha infância. Eu sorri para ele e fui para minha cela. Dei de cara com Lucie.
— Mari... Posso falar com você?
— Claro, aconteceu algo? – Sorri.
— Você ainda namora o Carl?
— Não... Por quê?
— Porque eu acho que... Gosto dele.
Mari se espantou.
— Como amigo?
— Mais que isso. Teria como você conversar com ele?
— Ahn... Claro.
Meu Deus, essa menina é bem mais nova que Carl. Como eu falaria isso para ele?
Eu desci as escadas e fui até o pátio, onde se encontrava Carl ensinando algumas crianças a atirar.
Assim que ele me viu veio se aproximando.
— Já sabem né? Sempre na cabeça! – Ele se virou para mim. – Oi.
— Posso falar com você?
— Claro.
— Sabe a Lucie? Irmã do Chris?
— Minha melhor aluna.
— Ela gosta de você.
Eu percebi que várias meninas atrás estavam babando por Carl, de onde surgiu tanta garota da minha idade? E eu fiquei com ciúmes?
— Isso é uma indireta? – Carl ficou meio estranho.
— Claro que não. – Bati em seu ombro.
— Mas ela tem 8 anos.
— Ela só acha que gosta de você. Ela é muito jovem ainda. – Sorri – Dê uma atenção à ela.
— Por você, faço tudo.
Revirei os olhos.
— Carl! Me ajude com essa arma? – Disse uma menina com um short minúsculo. Amiga, estamos em um apocalipse e você ainda pensa em ser piranha?
— O trabalho me chama. – Carl me abraçou. Pude ver aquela piranha encurtando ainda mais o short.
[...]
Narrador
— Grávida? – Steven sorriu.
— Você não está bravo?
— Espere, esse filho é meu?
— Claro, bobão.
— Então por que ficaria bravo?
— Bem, temos que encarar meu pai agora.
Steven fez uma expressão pensativa.
— Ele vai me matar.
— Relaxe, tenho tudo planejado.
[...]
POV – Carl
Fui ajudar as garotas. Me lembro do nome de cada uma.
Miley, era uma garota que tinha estilo próprio e preferia ficar sozinha. Longos e lisos cabelos ruivos brilhantes.
Keila era a morena de olhos claros, cabelos bem longos e lisos também. Ela era a mais legal de todas.
Brenda possuía cabelos negros e intensos olhos verdes. Ela era meio tímida.
E por fim, Lira. Essa era bem misteriosa, de cabelos curtos e loiros enrolados. Olhos cinzentos e ela parecia querer se livrar da companhia de qualquer um.
— Ai Carl, que bom que você chegou. – Disse Miley dobrando a barra de seu short. Daqui a pouco aquele short viraria uma calcinha jeans.
— Dificuldades? – Sorri para todos.
— Tio Carl, aquela menina que você tava falando era sua namorada? – Um menininho de uns seis anos puxou minha camisa.
Fiquei meio sem jeito. Keila parecia incomodada.
— Na verdade, ela era... Mas nós terminamos.
Miley se jogou no chão. Essa fazia de tudo para chamar a atenção. Isso me irritava.
— Caiu? – Estiquei minha mão para ela.
As outras sorriram cinicamente.
— Muito obrigado. – Miley piscou com um olho.
Revirei os olhos e saquei minha arma.
Estendi ela para frente e fiz um sinal para elas copiarem.
Brenda parecia desajeitada.
— Assim. – Falei enquanto ajustava a arma na mão dela.
— Valeu. – Ela sorriu.
Miley deixou a arma cair perto de mim.
— Mão furada. – Keila riu dela.
— Afe, vem encarar, vaca vagabunda.
— Parem de brigas meninas. – Falei tirando as armas das mãos delas, antes que elas se matassem.
[...]
Narrador
Louise entrava na cela de Kevin.
— Oi. – Ela disse delicadamente.
— Oi. – Ele falou sem se virar.
— Como está?
— Mal.
— Vire-se.
— Você vai me largar quando ver.
— Nunca te largaria!
Kevin se virou, deixando à mostra uma faixa no local onde ficava seu olho.
Lou tapou a boca com a mão.
— Eu perdi um olho. Estou deformado.
— Para mim, você nunca será deformado.
Louise o agarrou, lançando lhe um beijo doce.
[...]
Estava voltando ao pátio. Eu vi Carl ajeitando a arma com o corpo quase grudado à uma das garotas. Tentei me controlar, mas senti um ciúme imenso.
Limpei a garganta.
— Já falou com Lucie? – Assim que Carl me viu, ele empurrou a garota.
— Não... Ainda não...
— Ata...
Eu estava me retirando. Ele veio correndo me puxar.
— Você sabe que nenhuma delas é mais importante que você, né?
Eu sorri para ele, meu sorriso só foi quebrado quando avistei aquela garota ruiva encurtando o short novamente.
Assim que vi aquilo, a raiva subiu à minha cabeça e puxei Carl de volta.
Eu o beijei com raiva. Minha expressão nunca demonstraria que eu iria beijá-lo. Mas eu fiz.
Foi uma das melhores escolhas já feitas por mim.
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