The End Is Coming

41 Capítulo 41 - Treinamento


Notas iniciais
Oi gente, não aguentei esperar até amanhã, então aqui vai!

— Amigas? – Mari cruzou os braços.

— Sim... Eu não quero continuar em conflito com você.

— Sei não, hein?

— Por favor, me perdoe! – Mel se ajoelhou.

— Não faça um drama. Tudo bem.

Mel abraçou Mari. Ela estranhou, mas levou na boa.

[...]

POV – Mari

Aquela louca não queria me soltar. Demorou, mas assim que soltou, ela sorriu para mim.

— O Governador quer falar com você, ele disse que é para você ir a casa dele.

Dei de ombros e saí de casa. As ruas estavam vazias. Todos estavam treinando para a guerra.

Cheguei até a casa no fim da rua, uma casa bem grande.

Bati na porta. O Governador logo apareceu.

— Mari! – Ele sorriu.

— Queria falar comigo?

— Claro, entre.

Entrei na casa e ele fez um sinal para eu me sentar em uma cadeira.

— Queria lhe dar sua arma. Você vai ser muito importante na guerra.

Ele tirou da mesa um rifle de caça.

Eu? Com um rifle?

— Sabemos que você tem uma boa mira. Chegou aqui só atirando nas cabeças.

— Mas eu...

— Mari, você não correrá riscos de ser atingida. Fomos até um local perto da Prisão e descobrimos que tem locais para se esconder. Você poderá atingir todos sem ser vista.

Mari se espantou e olhou para o chão.

— Eu não posso... Eu não consigo matar a sangue frio.

— Claro que consegue. E outra coisa. – Ele pegou uma vodca e me ofereceu. Rejeitei. – Temos bastante crianças, separamos três para você ajudar a atirar.

O que? Eu ajudando crianças a atirar? Acabaria com a magia da infância.

— Tem um menino de 10 anos, Dennie. Um garoto de 12 anos, Christopher. E uma menina de 8 anos, Lucie.

— Mas eles quiseram ir à guerra?

— Sim. Todos quiseram.

O Governador saiu da casa e logo me mostrou um apartamento onde estavam as crianças.

Havia uma menininha de cabelos loiros longos e soltos, um garotinho de cabelos loiros, cobertos por um boné verde, no mesmo tom da menininha e outro menino ruivo.

— Oi. – A menininha sorriu. – Você vai ensinar agente, né?

— Sim. – Quando me virei o Governador já havia ido. – Eu sou a Mari, e vocês?

— Meu nome é Lucie. – A menininha se levantou do chão.

— Sou o Christopher. Me chame de Chris. – Ele tirou o boné em gesto de cavalheirismo. Eu ri.

— E você, qual seu nome? – Me agachei para o ruivinho.

Ele me olhou feio.

— Eu não preciso de nenhum professor idiota.

O garoto saiu e bateu a porta de um cômodo com força. Arregalei meus olhos.

— Não esquente com ele. Os pais dele saíram e não voltaram até agora. Ele está chateado. – A garotinha loira levantou o olhar e vi que ela tinha perfeitos olhos azuis. Que inveja.

— Tudo bem... Eu entendo.

— O que vamos aprender hoje? – O menino parecia entusiasmado.

— Vamos aprender a atirar? – Lucie se levantou.

— Bem... O que vocês querem aprender? – Me sentei no chão.

Chris murmurou algo que não consegui ouvir.

— O que você disse? – Me virei para ele.

— Ele disse que queria aprender a beijar! – Lucie apontou para ele e ele corou.

Lucie e Chris me lembravam de meu irmão e eu na infância.

— Vocês são parentes? – Perguntei.

— Irmãos. – Chris revirou os olhos.

Eu sorri para eles.

— Bem... Eu sou meio contra as guerras, mas tenho que participar, então...

— O Governador disse que você é a melhor. Ele nos contou tudo que você passou! Sério que você perdeu a memória? – Lucie estava muito empolgada.

— Na verdade, sim... É uma coisa péssima. – De repente, Carl me veio à cabeça. Aqueles olhos penetrantes e o sorriso perfeito. Por que eu fui tão idiota com ele? Ele só queria me ajudar e eu estraguei tudo. Afe, um apocalipse me fez mudar tanto.

— Você se lembra de tudo? – Chris me encarava.

— Não perfeitamente.

[...]

Prisão

Issa e Hunter estavam na vigia.

— Onde está Sarah? – Issa sorriu para Hunter.

— Ela deve estar treinando a mira.

— O que?! Você deixou a garota ir para a guerra?

— Ela quis.

— Mas você é louco? Ela só tem 12 anos!

— Ela que quis, eu só aceitei. Você parece uma mãe.

— Eu me sinto como se fosse a mãe dela.

Hunter a segurou pelos braços e a beijou. Issa separou o beijo e sorriu para ele.

— Eu quero ser a mãe dela.

— E você vai ser, prometo.

Eles voltaram a se beijar.

[...]

POV – Lucie

— E é assim que se mata um errante. – Mari falou e eu não entendi quase nada do que ela disse.

Ela olhava para nós dois. Eu sou apenas uma criança, mas sei enxergar as emoções no rosto das pessoas. Mari parecia triste.

— Mari, tudo bem? – Perguntei ajeitando meu cabelo.

— Ahn... Tudo sim, por quê?

— Só achei que você parecia triste.

Assim que falei, ela soltou um longo suspiro e olhou diretamente para o chão.

— Eu tive uma briga hoje. Com alguém muito especial.

Especial? Quem será?

— Foi com o Dennie? – Chris olhou para mim.

— Não. Foi com alguém muito querido meu. Uma pessoa muito próxima.

— Desculpe, mas você brigou com seus pais? – Perguntei com educação.

Ela sorriu meio forçado para mim. Percebi que ela segurava algumas lágrimas.

— Eu briguei com Carl, meu namorado. Eu nem sei mais se sou namorada dele agora. – Ela disse e notei que Chris parecia incomodado. – Meu Deus, me desculpem. Não deveria estar falando sobre isso. Vamos voltar ao assunto.

— Mari, saiba que pode contar tudo para nós. – Chris sorriu para ela.

— Nós somos confiáveis. – Eu a abracei. Uma mania minha.

Mari sorriu e pegou uma foto em seu bolso. Na foto tinha um menino realmente bonito. Ele tinha cabelos negros e olhos claros.

— Ele é seu namorado? – Chris fez cara feia.

— Sim, aqui sou eu e ele nos... Beijando. – A voz dela falhou na frase.

— Seria ruim eu perguntar o porquê de vocês terem brigado? – Falei educadamente.

— Nesse momento, seria ruim sim, me desculpe.

Notas finais
Espero que gostem.
Aparência dos novos personagens:
--- Lucie:
http://i2.listal.com/image/542824/600full-elle-fanning.jpg

--- Chris: http://31.media.tumblr.com/0da6ef1db85a7d37bb847b1624662495/tumblr_mfys5ihfoj1rp4rxwo1_500.jpg

--- Dennie:
http://justql.files.wordpress.com/2010/09/hugo-weasley.jpg