The End Is Coming

29 Capítulo 29 - Resgate


Notas iniciais
Oi galera, espero que gostem, desculpem a demora.

Flashback – Mari

Um dia tranquilo, dia de escola, rotina normal.

- Bom dia! – Minha mãe me acordava.

- Huuum... – Eu me remexia na cama.

– Vamos preguiçosa, o café está na mesa!

Eu me levantei num pulo só. Era sexta-feira. Eu achei uma blusa dos Beatles e um short jeans degrade azul com branco. Coloquei minhas sapatilhas e prendi meus cabelos em um coque bagunçado.

- Credo, um ganso fez ninho no seu cabelo? – Meu irmão tirava sarro de mim

- Pra um garoto de 18 anos, você ainda tem mente de 10 anos.

- Parem crianças. Mari, sua vó deixou um presente de herança dela. Aqui! – Minha mãe me deu um envelope azul.

Eu abri aquilo sem piedade. Eu estava muito ansiosa. E lá estava “o” presente.

Era aquele colar de cruz com rubis vermelhos, aquele que paquerei a vida inteira. Minha avó era a única pessoa que me tratava bem. Ela não gostava de Kelly.

Kelly paquerou aquele colar muitas vezes, mas não era porque ela gostava dele. Era porque EU gostava.

Eu coloquei o colar no pescoço e dei tchau à minha mãe. Fui correndo para a escola. Ela era duas quadras de casa.

Cheguei lá e dei de cara com Gabrielle. Aquela menina que me zoava todo dia.

- Nossa, olhem para o colar da “vovó”. –Ela riu do meu colar.

Eu a ignorei.

Passei reto e fui pegar meus livros no armário. Dei de cara com Andie. O garoto dos meus sonhos. Aquele cabelo perfeitos no tom de ouro e seus olhos verdes reluzentes. Ele sorria enquanto sua boca mexia. Só conseguia prestar atenção nos lábios rosados que ele tinha.

- E você vai? – Ele disse, me acordando para a vida.

- Desculpe, o que?

- Para a festa da Gabrielle.

- Ah, eu não fui convidada. – Eu falei, ainda sorrindo.

- Nossa, foi mal.

- Tá tranquilo.

Naquele momento, Gabrielle chegou e agarrou o braço dele.

- Vamos logo Andie.

Ele acenou para mim e logo foi embora.

Fim do Flashback

[...]

Mark estava acordando. Ele desceu da cama superior, sem querer ele pisou em Carl.

- Mal aí!

Carl olhou com uma expressão brava e logo saiu.

Mari apareceu na cela, ela beijou o rosto de Carl e saiu andando com ele.

- Odiei dormir com esse cara.

- Nem me fale, dormir com Kelly é o pesadelo.

- Tipo, ele fica falando de noite. Ele fica chamando por uma pessoa.

- O que ele fala?

- Alguma coisa tipo... Senny, Denny, sei lá.

- Deve ser algum parente. – Mari sorriu.

[...]

POV – Mark

E mais uma vez sonhei com Manny, meu irmão mais novo. Sinto muito a falta dele. Ele morreu com apenas cinco anos.

Eu assisti ele ser engolido por um errante. E não fiz nada além de me esconder.

O errante havia passado e eu fugi. Consegui me defender, e aqui estou.

Fui mandado para vigiar esse local. O Governador me mandou.

Passei pelo refeitório e vi aquele casalzinho novamente. Eles estavam se abraçando enquanto conversavam com os outros da mesa.

[...]

Kelly apareceu no refeitório. Ela havia passado a noite inteira pensando em como se livraria da Mari. Ela chegou a uma conclusão.

- Carl beija bem, né Mari?

- Pera, como assim?

- Ele não te contou? Eu e ele nos beijamos enquanto você estava “morta”.

Mari olhou para Carl com desprezo.

- Vocês se beijaram?

- Eu estava com saudades, nem percebi. – Ele olhava para o chão.

- Por que você não tinha me contado? Eu preferia saber por você do que por ela.

O refeitório inteiro estava quieto.

- Eu...

- Carl, desta vez, eu perdi a vontade de ficar com você.

Mari saiu do refeitório e foi correndo para a cela, com as mãos no rosto.

Kelly a seguiu lentamente.

- Vai fugir? – Ela encostou-se ao batente da cela.

- Me deixe em paz.

- Eu sou sua prima, tenho que saber.

- Depois de estragar minha vida você ainda quer ser da minha família? Por que não vai ser perfeita e chegar jogando purpurina em outro lugar?

- Estressada.

Mari pegou tudo que tinha que pegar e logo desceu as escadas limpando o rosto.

- Tem certeza de que quer fazer isso? – Rick perguntou à Mari.

- Absoluta.

- Vamos abrir o portão.

- Pode dizer a Carl para não ir atrás de mim. Eu não quero perdoá-lo.

Mari saiu e desapareceu entre as árvores.

[...]

Woodbury

Juliana estava caminhando. Sofia havia dormido. Ela deu de cara com Ethan e Melissa abraçados.

- Huum... Novo casal. – Ela sorriu.

Os dois riram.

Ela seguiu caminhando até que tropeçou. Logo, ela estava nos braços de Gaspar. Ele a havia segurado.

Os rostos começaram a se aproximar e logo os lábios se encostaram. Eles estavam se beijando. Finalmente.

Juliana e Gaspar formavam um casal perfeito.

[...]

Mark, Carl, Rick, Louise e Emma foram à busca dos sobreviventes sequestrados.

Eles estavam chegando a Woodbury. Conseguiram se livras de vários guardas.

Eles logo chegaram ao subterrâneo.

Lá estava Molly de costas para Jake e Issa de costas para Hunter.

Os quatro se animaram ao ver o grupo.

- Shhhh... – Rick apontou a cabeça para as escadas.

Logo, Carl e Mark desamarraram as cordas e o lenço que estava na boca de cada um deles.

Os quatro foram desamarrados e foram correndo para o resto do grupo.

Um guarda desceu as escadas e deu de cara com Emma.

- Quem são... – Ele não conseguiu completar a frase. Emma disparou na cabeça dele.

- Droga, o tiro vai atraí-los. – Rick segurou o braço de Emma. – Vamos!

A equipe foi correndo para fora. Louise matou um guarda com um tiro certeiro na cabeça.

O grupo foi correndo para fora do local. Matando vários guardas. Eles conseguiram sair do local. Mas, ouviram um guarda gritar:

- Nós vamos acabar com vocês!

Todos saíram, menos Carl. Ele foi pego por um guarda.

[...]

O Governador saiu para buscar alguns suprimentos para a cidade. Logo, ele encontrou alguém no chão da floresta. Provavelmente era um errante.

Ele se aproximou e viu que não era um errante. Era a garota que estava “morta”. Ela estava desmaiada com sangue jorrando na cabeça.

Ele logo carregou a garota e a levou para Woodbury.

Ao chegar à vila, ele a levou para o “hospital” que tinha lá.

Ele esperou algumas horas e o médico disse que ele podia entrar.

- Ela perdeu a memória, não acho que seja permanente.

- Vou vê-la. – O Governador entrou no local.

Mark apareceu lá em seguida.

- Como ela está?

- Acordando. – Philip tocou o ferimento na testa dela.

- Huuum... – A menina se revirava na maca.

- Olá bonitinha.

- Que lugar é esse? Quem eu sou? – Ela abria os olhos com dificuldade.

- Você é a Mari, e você é e sempre foi daqui, de Woodbury. – O Governador sorriu.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Comentem!!