The End Is Coming

27 Capítulo 27 - Cena perfeita


Notas iniciais
Oi gente, fiquei tão feliz, estamos chegando aos 200 cometários!!
yaaay, espero que gostem do cap. com muuuito Marl pra vocês.

— Primas? – Carl se assustou.

— Sim, por parte de pai. – Kelly olhava feio para Mari.

— Venha, Mari. Vou lhe mostrar nossa cela. – Carl deu ênfase no “nossa”. Ele deu as mãos para Mari e saiu andando.

Eles estavam indo para a escada.

— Não consigo acreditar que vocês são primas. – Carl beijou a bochecha de Mari.

— Pois é. Ela sempre foi má comigo. Uma vez, quando eu era menor, ganhei uma boneca. Ela passou a ser meu brinquedo favorito. Um dia, fui para a casa de Kelly e esqueci a boneca lá. Dois dias depois, voltei para buscar a boneca. Ela estava rabiscada, sem cabelo, um olho saltando para fora e um olho sumido. E eu ainda fui chamada de irresponsável.

— Nossa...

— Minha família mimava muito Kelly. Ela era a perfeita. E eu? Eu era a aberração. Nunca ganhei o que eu queria e tive de comer na mesa das crianças até meus 12 anos. Eu era maltratada lá. Ninguém me amava naquela família.

Mari entristeceu e Carl a abraçou.

— Pra mim, você é perfeita! – Carl a puxou para ele e eles beijaram rapidamente.

Eles finalmente chegaram à cela.

— Ta-dá! – Carl estendeu os braços com empolgação.

Mari o abraçou.

— Onde é nossa cama?

— É a debaixo.

Mari jogou a mochila no canto da cela e agarrou Carl novamente. Eles começaram a se beijar.

O beijo se partiu com Kelly, que apareceu de surpresa na cela.

— Onde você vai dormir “priminha”? – Ela sorria maliciosamente.

— Aqui mesmo. – Carl falou.

— Onde? A outra cama está ocupada. – O sorriso se quebrou no rosto de Kelly.

Carl se jogou com Mari na cama. Os dois começaram a rir.

— Mas vocês... Eu... Não pode! – Kelly estava ficando nervosa.

— É só dormir juntinho! – Mari sorriu para Kelly.

Kelly bateu o pé e foi embora.

— Ela sempre faz isso quando não tem o que quer. – Mari se virou para Carl.

[...]

— Qual super-herói você gostaria de ser? – Ethan perguntou para Melissa enquanto brincava com o nariz dela.

— A mulher-maravilha, claro!

— Eu queria ser o super-homem, para te salvar!

— Alô... Mulher-maravilha também é imortal!

— Mas eu arranjava um jeito.

— Ethan... – Melissa se afastou um pouco dele e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha. – Eu... Acho que estou me apaixonando por você!

— Sério? Eu também sinto isso!

Melissa sorriu e tentou encaixar o rosto com o de Ethan. Encaixou perfeitamente.

Os dois estavam se beijando. Para Melissa, era o beijo de cinema que ela sempre sonhou.

[...]

Emma se deitou ao lado de Rick. Ela começou a brincar com o cabelo dele.

— O que está fazendo? – Ele sorriu.

— Apreciando você.

— Venha cá. – Rick puxou Emma para mais perto. Os dois começaram a se beijar. Logo, alguém entrou na cela.

— Ai meu Deus, me desculpem! – Era Carol.

— Não foi nada. – Rick limpou a boca. – O que foi?

— Eu queria saber onde Mari vai dormir.

— Carl e ela vão dormir na mesma cama.

— Os dois? Juntos? – Carol sorriu.

— Sim.

Carol saiu e Emma voltou a beijar Rick.

[...]

Kelly foi até a cozinha. Beth estava lá.

— Que azar hein? – Beth limpou as mãos.

— Ela vai me pagar.

— Uma vez, li que homens gostam de mulheres que cantam. Vamos combinar assim, hoje vamos todos para o pátio e eu começo a cantar. E você segue cantando.

— Ótimo. Ele vai se encantar com minha voz de sereia.

[...]

— Gente, vamos para o pátio, vamos passar um tempo todos juntos! – Beth gritava de cela em cela.

Mari e Carl foram ao pátio.

Todos estavam sentados nas mesinhas. Reunidos.

Beth começou a cantar.

I'm boarding up the windows
Locking up my heart
It's like every time the wind blows
I feel it tearing us apart

Beth parou de cantar e cutucou Kelly.

Every time he smiles
I let him in again
Everything is fine
When you're standing in the eye of the hurricane

O único problema era que ninguém gostou muito da voz de Kelly. Ela cantava desafinada.

Logo, as meninas pararam de cantar. Mari puxou outra música à roda.

Only you, can make all this world seem right
Only you, can make the darkness bright
Only you, and you alone, can thrill me like you do
And fill my heart with love for only you

De repente, todos começaram a cantar com Mari. Até Carl e Daryl cantaram.

A-ha
Only you, can make all this change in me
For it's true, you are my destiny
When you hold my hand, I understand
The magic that you do
You're my dream come true
My one and only you.

O pátio inteiro começou a cantar. Era uma sensação boa. Todos reunidos.

Mas, para Kelly, tudo estava errado novamente.

Ela bateu o pé e saiu do local, com muita raiva.

[...]

POV – Kelly

Novamente, aquela vadiazinha estragou meus planos. Ia tudo dar certo, até ela começar a cantar.

Subi na cela e fiquei deitada, olhei para o teto com muita raiva.

Por que ela e não eu? Eu sempre fui perfeita, como Carl preferia a aberração. Aberração. Uau, nesse mesmo momento, me lembrei de uma história de infância dela. Carl tinha que saber daquilo.

Carl estava na cela e sem Mari dessa vez.

— Carl, posso te contar algo? – Falei tocando nos ombros dele.

— Fale.

— Sabia que a Mari assistia um programa de bebês até os 12 anos dela? Era um de ursinhos e pôneis. Ela amava aquele programa de bebês.

— Sério? – Carl se surpreendeu.

Mari entrou na cela.

— Mari, eu também amava aquele programa dos ursinhos! Não sabia que você gostava daquilo.

— É eu assisti até os 12 anos.

— Eu também! – Carl a beijou.

Novamente, eu falhei. Subi na cama e dormi.

[...]

Carl estava se deitando na cama. Mari se deitou na frente dele. Ele fez o mesmo que havia feito na caverna aquela noite.

Ele a envolveu em seus braços.

— Carl, não sei o que eu faria sem você. – Mari sussurrou.

— Eu também, não viveria sem você. Eu não sabia que você cantava tão bem.

Mari riu e logo adormeceu. Carl dormiu também.

Aquela era uma cena perfeita. Os dois dormindo de conchinha novamente. Em um abraço que eles acreditavam que era eterno.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Comentem que fim vocês querem para a Kelly. Fiquei com vontade de saber o que vocês sentem por ela.
Comentem!!