The End Is Coming
18 Capítulo 18 - Um amor
Notas iniciais
POV – Mary
Eu simplesmente havia chegado à prisão fazia pouco tempo, mas, conheci todos lá, eles eram bem bacanas.
Conheci o Rick, o filho dele, o Carl. Eu estava de vigia um dia, e vi Carl sair da prisão por uma grade quebrada. Achei estranho.
Alguns dias se passaram e de noite o vi novamente fazer aquilo, só, que desta vez, eu fui segui-lo.
Ele passou pela grade, alguns minutos depois, eu passei.
A floresta estava escura e eu o perdi de vista. Fui seguindo ele pelos passos nas folhas secas.
— Quanto tempo! – Parecia a voz de uma menina.
— Eu achei que estava sendo observado, por isso não arrisquei. – Era Carl com alguém.
— Nossa, se souberem de nós estaremos ferrados. – A menina dizia.
— Bem, vamos esquecer isso, vamos aproveitar nosso tempo. – Carl disse e logo o vi.
Carl estava com uma menina, ela vestia calças jeans pretas e usava uma blusa de manga longa branca. Não dava pra ver muito bem, mas ela parecia ter cabelos castanhos. Acho que eles estavam se abraçando no momento.
De repente, vi eles se beijarem. Carl tinha uma menina! Uau me choquei com isso.
Não fiz mais nada, apenas voltei para a prisão. Dei de cara com Jake.
— Pode vigiar agora? – Perguntei.
— Claro.
Entrei no refeitório, Rick estava lá com Daryl.
Não percebi, mas Carl havia acabado de chegar.
— Onde você estava? – Rick apontou para Carl.
— Fui matar alguns errantes. – Carl tirou o chapéu e foi para sua cela.
Eu fui à cela dele, queria saber sobre a menina.
— Quem é ela? – Fui bem objetiva.
— Ela quem? – Carl não tirou os olhos da arma que limpava.
— A menina que você foi ver. – Eu abaixei a arma da mão dele.
— Então estava certo, tinha mesmo alguém me vigiando. Meu pai que te mandou? Você contou a ele?
— Calma, ainda não contei, mas posso mudar de ideia se você me contar sobre ela.
— Ok, ela se chama Mari, ela é de Woodbury, sabe? – Ele ergueu a cabeça. – Ela veio aqui uma vez, para roubar nossas coisas e eu dei alguns suprimentos pra ela, e então nos apaixonamos. Eu simplesmente a visitava todo dia, mas achei que tinha alguém me observando, e estava certo. Era você.
— Eu achei que tinha algo de errado. Agora, por que você não conta isso pro seu pai? – Eu apenas me virei pra ele.
— Meu pai mata ela se ele souber que ela é de Woodbury. – Carl parecia chateado.
— Nossa, que situação... – Eu me virei. – Por que ela não vem pra cá?
— Se ela vir para cá, o governador mata ela. – Carl se levantou da cama e foi pegar algo na mochila. Era uma foto. – Essa é ela. – Ele sorriu.
— Ela é muito bonita. – Na foto, ela vestia um vestido vinho e seus cabelos eram castanhos claros, e estavam presos em um grampo no lado esquerdo da cabeça. Ela realmente era bonita.
— Eu sei. – Carl sorriu. – Pode ficar, mas tem que me prometer que não vai contar isso pro meu pai!
— Prometo. Nosso segredinho. – Eu sorri de volta e fui para minha cela.
Carl havia se desabado para mim, ele estava realmente apaixonado pela menina.
O amor jovem é lindo.
[...]
POV – Carl
Acho que essa Mary queria saber muito de mim, tudo bem, ela parece legal, mas se ela contar para meu pai sobre a Mari, vou sumir com as coisas dela. Talvez até expulsá-la daqui.
Eu realmente amo a Mari e se algo acontecer a ela, acontecerá comigo.
Estava de manhã, e eu havia combinado com Mari de sair no almoço, cada um levava algo pra fazer um picnic. E como eu faria isso? Não faço ideia.
Eu recolhi alguns enlatados e uma garrafa d’água e coloquei em minha mochila.
Fui até meu atalho, vi Mary na torre e fiz um sinal com a mão, ela acenou e fez tchau.
Fui correndo para o local combinado, era um pequeno parque, um pouco longe da prisão, mas eu me arriscaria para ir.
Demorou, mas cheguei, era mesmo bonito, assim como Mari havia dito. Aliás, era perfeito. Árvores inteiras, flores no chão, balanços, quanto tempo não via um desses.
Havia uma pequena mesinha lá, acho que era próprio para picnics.
Me sentei e coloquei tudo que eu trouxe sob a mesa. Tudo arrumado, perfeito.
Passaram alguns minutos, eu fui ao balanço. Mais tempo foi passando, e eu mudava de lugar a cada minuto. Ela não chegava.
Começou a ficar tarde, e nem sinal dela. O que havia acontecido?
[...]
POV – Mari
O Governador nos prendeu com uns discursos. Eu precisava ver Carl, eu realmente precisava.
O único problema dele, é que ele não perdoa fácil.
O Governador estava dando um sermão sobre alguma coisa. Não prestei atenção em mais nada além da hora.
I don't ever want to let you down
I don't ever want to leave this town
'Cause after all
This city never sleeps at night
It's time to begin, isn't it?
I get a little bit bigger but then I'll admit
I'm just the same as I was
Now don't you understand
That I'm never changing who I am
Carl devia estar furioso. Assim que as palavras “estou liberando-os agora” tocaram em meus ouvidos, saí correndo e fui pelo meu atalho. Por ser pequena, eu passava pela cerca que havia atrás de um prédio.
Fui correndo sem levar nada ao picnic.
Apenas pensei em Carl e no que havia acontecido.
Logo, o vi saindo de lá. Ele estava perfeito como sempre. A blusa que eu mais adoro, aquela que tem uma pata de cachorro. Ele estava sem o chapéu e seus cabelos caíam sobre os olhos azuis vibrantes.
— Carl! – Quase gritei, mas minha voz não saiu de tanta animação.
Ele olhou pra mim com desprezo e logo se levantou.
— Me esquece.
— Mas... O que? – Eu comecei a chegar mais perto dele.
— Você entendeu.
— Como assim? Deixe-me explicar. – Comecei a soluçar.
— Já falei. Me esquece. – Ele saiu correndo.
Eu não consegui acreditar no que ele falou. Caí de joelhos na grama macia e continuei a soluçar, cada vez mais.
Eu fui voltar pra Woodbury. No caminho, dei de cara com um errante. Mas logo, vi que não eram apenas um, parecia ter uns 20.
Comecei a gritar, não teria efeito, mas, poderiam ser minhas últimas palavras. Voltei a chorar e lembrei Carl dizendo “me esquece”.
Aquilo realmente me machucou.
[...]
POV – Noah
Subi as escadas para ir pra minha cela. Rick parecia bem preocupado. Ninguém havia visto Carl. Ele havia sumido desde o almoço.
Resolvi ir vigiar a Prisão.
Fui numa das torres e escutei alguém chorando baixo, bem baixo mesmo.
Por curiosidade, fui ver quem era.
Havia alguém no canto da torre. Chorava bastante.
— Ei, tudo bem aí? – Falei.
— O que você quer? – Uma voz juvenil estava falando. Só podia ser Carl.
— Carl? É você?
— Não, sou o fantasma da ópera.
— Por que tá chorando cara?
— Te interessa? – Carl se virou para mim, o rosto dele estava inchado e vermelho.
Eu não fiz mais nada além de me retirar do lugar.
[...]
POV – Beth
A tal de Louise e Kevin chegaram fazia pouco tempo. O Kevin era muito bonito. Essa Louise parecia louca por ele.
Eu não me dava bem com essa menina. Ela não falava comigo e eu queria o Kevin, mas ela já parecia saber disso.
Era bem tarde. Fui pra cela de Kevin.
— Oi. – Falei alegremente.
— Oi. – Ele sorriu.
— Eu vou descer, quer algo da cozinha? – Falei, me sentando na cama dele.
— Não precisa! – Ele falou se levantando da cama.
Fiquei meio irritada e fui embora.
[...]
POV – Governador
Eu estava caminhando nas ruas. Com uma folha de papel na mão. Era lá que estava anotando futuras guerras para a prisão.
Estava selecionando os melhores lutadores do grupo.
Havia uma menina, parecia ter uns 13 anos. Acho que era Mari o nome dela.
Ela lutava muito bem pra idade. Ela veio pra cá matando zumbis desde Washington.
Até onde sei, ela não gosta muito de lutar, mas, consigo convencê-la facilmente.
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