The End Is Coming
11 Capítulo 11 - Um grupo
Notas iniciais
Ainda tem gente que não comentou. Bem, na 1° temporada eu não vou matar ninguém, mas a partir da 2°, começam as mortes. Cuidado.
Beijão pra vcs e boa leitura.
Após algumas horas, muito pouca gente levantou.
Havia muitos mortos. De verdade.
Molly lutava para sair de vários corpos. Ela conseguiu jogar a maioria para o lado.
Finalmente ela se levantou. Ela viu todas as árvores pegando fogo e as grades de segurança derrubadas.
Ela continuou andando.
— Ai. – Alguém gritou de dor. – Você pisou na minha mão!
— Ai meu Deus. – Molly tapou a boca com as mãos. – Sinto muito, achei que você estava morto.
— Eu também – Disse o cara retirando um corpo de cima dele.
— Sou a Molly. – Ela estendeu o braço.
— Jake, mas me chame de Jay. – Ele apertou a mão dela.
— E então, Molly, como veio parar no inferno? – Ele lançou um sorrisinho.
— É complicado.
— Eu gosto de complicado! – Jay era persistente.
[...]
Issa andava com medo. Uma explosão não era normal. E ainda, mais mortos.
Ela não sabia o que tinha gerado a explosão.
De repente, alguém a toca.
— Infectada? – Um cara alto olhava para ela. Era Michael.
— Não, por sorte. – Ela estava chateada com a morte de sua tia. Era uma coisa chata de esquecer.
— E como você sobreviveu a uma bomba? Parece tão fraca. – O homem parecia estar tirando com a cara dela.
— Olha quem fala, idiota. – Ela ficou irritada.
— Ah, vá se fuder! – Ele ficou muito irritado, e saiu esbarrando nela.
Ela torceu a boca e foi embora.
[...]
POV – Soap
Bem, eu sou policial, já vi de tudo, mas uma bomba? Não era normal.
Vi bastante gente se levantar.
Até aquela garota que segurei quando brigou com a outra.
Vi algumas crianças. Um menino de uns 12 anos procurava por algo.
— Procura algo? – Perguntei.
— Meu pai sumiu! – O menino começou a chorar. – Me ajude, por favor!
Eu ajudei o garoto, mas, com os detalhes que ele me deu, não achei ninguém.
De repente, alguém me dá um soco no lado esquerdo do rosto.
— Pai, não bata nele! – O garoto se agarrou em um grandão, provavelmente o mesmo cara que me socou. – Ele estava me ajudando!
— Eu sou policial senhor! – Falei, acariciando o meu hematoma.
— Que se foda o que você é. Não toque no meu filho. – Ele falou bravo, e foi embora.
Eu já tinha um inimigo, em pleno apocalipse.
Logo, vi a garota que eu segurei. Acho que o nome dela era Melanie.
— Ei, você! – A cutuquei.
— Não acredito que você sobreviveu com essa bomba. Por que não larga do meu pé, “papai”?
— Por que não quero que você arranje briga com a outra menina de novo!
— Se eu arranjar é problema meu!
Melanie simplesmente saiu. Sem mais nada.
[...]
Giuliana estava lá, sozinha. Não conhecia ninguém, mas viu muita gente que sobreviveu à bomba.
Ela foi andando sem rumo, por qualquer canto lá.
Ela chorava muito ainda, por Anne.
Ela esbarrou com Melanie.
— Olha por onde anda! – Melanie disse de um jeito grosso.
Giuliana não respondeu, ela ainda estava em choque.
Primeiro a tia, depois a bomba. O que vinha depois?
Ela estava sem rumo, apenas andava para não ficar se culpando por Anne.
Ela viu pouca gente de pé. Mas, todos os helicópteros haviam sumido.
Aliás, os infectados não estavam por perto.
Tudo havia passado?
Giuliana saiu correndo para fora, mas, assim que começou a correr, alguém agarrou seu braço.
— Se eu fosse você, não iria lá! – Era Emma.
— Tudo passou, está tudo bem agora. – Ice se virou.
— Hoje eu vi dois “deles” andando por perto. – Emma parecia séria.
— Mas...
Alguém entrou na conversa.
— Vá lá garota! Vai que eles te deem biscoitos de chocolate? – Melanie sorriu sarcasticamente.
Ice sentou no chão, e as duas meninas se afastaram.
[...]
Louise estava apenas com seu pai.
Ela sentia falta de Leonardo, muita falta de Kate e da mãe.
Mas o que ela podia fazer? Elas estavam mortas, não tinha volta.
Lou não comentou uma palavra sequer com seu pai desde que ele enfiou a faca do canivete em Kate.
— Bem, você sobreviveu! – Mikke se levantou.
— É. – Louise optava por não falar muito.
Louise esbarrou com uma menina sem querer.
— Desculpa. – Disse Jeniffer.
— Não foi nada. – Falou Louise.
Jeniffer foi embora sem dizer mais nada.
Passou pela cabeça de Lou que elas poderiam ser amigas, mas, ela achou Jenn meio fechada.
Lou se lembrou do dia em que Kate foi fazer café da manhã, e seus cabelos pingavam leite.
Todos amavam Kate, foi por ela que Leo havia deixado eles.
Afinal, onde ele estava agora? Será que mordido? Talvez bem.
Leo era forte, sabia se cuidar.
[...]
Lana avistou alguém.
— Sofrendo?
— Nem tanto. – Respondeu Michael. – Já vi tantas mortes, já presenciei.
— Finalmente estou tendo uma conversa nessa merda toda.
— Digo o mesmo.
— Então, como está sendo aqui? – Lana disse normalmente.
— Você ainda não conheceu a Melanie? – Ele olhava, arregalando os olhos.
— Quem?
— Vai ser pior quando conhecê-la. – Ele parecia nervoso.
— Ela deve ter sua história, dê uma chance, aposto que ela pode ser legal comigo. Aposto que ela está nervosa como todos nós.
Lana sempre via o lado bom das coisas.
Isso era bom.
[...]
Mary estava com Noah, Sofia e Juliana.
Juliana sorria o tempo inteiro para Sofia. Noah e Mary brincavam de adoletá, Mary não fazia isso fazia anos.
— E você ainda não me respondeu uma coisa! – Noah deu um tapa leve na mão delicada de Mary.
— O que?
— Quem é Ethan.
— Já disse, um amigo. – Mary afastou as mãos dele.
— Não parece que é um amigo, você fala tanto dele. – Noah fez biquinho.
— Eu gostava dele, mas ele parecia querer apenas amizade.
Noah se aproximou dela. Ele deu um beijo rápido e leve. Mas, que mexeu com Mary.
Logo, ouvia-se apenas uma voz.
Todos se juntaram no único lugar em que não havia corpos.
— Quero chamar a atenção de todos! – Soap disse. – Nós somos os sobreviventes, temos que nos juntar.
— O que você quer dizer com isso? – Disse Noah.
— Que temos que nos juntar para sobreviver. – Disse Ethan, aparecendo do nada.
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