The End Is Coming
58 Capítulo 58 - Reencontros
Notas iniciais
Enfim, enjoy this cap u.u
Carl estranhou Patrick. O garoto tossia muito, Carl chegou a pensar que ele poderia tossir sangue. Logo, alguém tocou seu ombro.
– Carl, vamos a uma busca. Quer ir? – Era Daryl.
– Ah, sim. Claro.
– Só vou me despedir da Misa e já vamos.
– Ok.
Carl seguiu Daryl até a cela de Misake. Ela agarrou o homem assim que o viu e lhe deu um beijo.
– Cuidado! Você viu o que aconteceu com o Zach. – Ela disse para Daryl, o fazendo revirar os olhos.
– Ok. Vou sim. – Ele beijou a testa dela e saiu.
Carl o seguiu novamente até os carros. Onde estava Mary, Rick, Glenn e Mark. Ele entrou no carro e ficou na janela, apenas observando a prisão. Assim que Rick ligou o motor do carro, Carl apreciou a paisagem que passava pela janela, deixando a prisão desaparecer no cenário.
[...]
POV – Mary
Eu e Glenn fomos explorar uma área de fábricas assim que chegamos. Carl e Mark foram explorar um prédio e Rick e Daryl foram para as casas.
Eu e Glenn seguimos até uma fábrica de enlatados. Por sorte, achamos vários que pudessem nos sustentar por meses. Colocamos o que deu nas mochilas e fomos para as lojinhas por perto. Glenn entrou em uma de bebês e eu entrei em um bar. Peguei uma vodca e a coloquei na mochila com cuidado, para que ninguém visse. Sim, era alcoólatra, mas consegui sobreviver por um tempo sem bebidas.
Bem... E a única coisa que eu ouvi quando terminei de fechar a mochila, foi um grito feminino. E eu era a única mulher na busca.
[...]
Narrador
E lá estava o Governador segurando as duas garotas pelo pescoço.
– Só uma delas vai sobreviver. — Ele falou apontando a arma para a cabeça das duas.
Carl estava desarmado e ficou sem ação ao ver as duas garotas sofrendo lá. Ele não podia deixá-las morrer. Uma era seu amor, e a outra era seu antigo amor. Gabriela era sua namorada, a pessoa que ele amava muito, protegia, e nunca deixaria nada de mal acontecer. Já Mari era a pessoa que cuidava dele, que o amava, que era fiel, que o protegia, e que ele adorava. Mas ele não conseguia decidir uma. Era tortura.
– Vai garoto, seu tempo está esgotando! – O Governador pressionou a arma contra a cabeça de Mari. Gabriela chorava desesperadamente, mas Mari segurava suas lágrimas.
Talvez até fosse bom para ela ver sua mãe, seu pai, seu irmão, e todos que partiram.
– Carl... Salve a Gabriela. Eu sou inútil. Talvez seja minha hora. — E as lágrimas de Mari despencaram. – Apenas... Sorria para a estrela mais brilhante.
– Mari, não diga isso! — Carl murmurou.
O Governador riu maliciosamente.
– Seu tempo acabou, e a garota pediu.
Mari fechou os olhos, com um tiro na cabeça, ela nem sentiria dor, morreria na hora.
Ela ouviu um disparo. Esperou que quando abrisse os olhos, estivesse no paraíso. Mas pelo contrário, ela ainda estava lá, e apenas viu o Governador caído no chão. Morto.
– Não. O SEU tempo acabou. – Mary estava com a arma apontada. Ela havia matado Philip Blake, ou seja, havia cumprido sua promessa.
Mas em seguida, puderam ouvir outro tiro, e Carl caiu. Seu ombro sangrava sem parar e Mark estava com a arma apontada para ele.
– O que você fez? – Mari gritou com Mark, e em seguida, foi correndo ao encontro do corpo de Carl.
Ela retirou sua camisa que estava por cima. Todos olhavam para ela e para Gabriela. As duas possuíam sérios ferimentos no rosto e no corpo. Mari tinha um corte na testa e sangue escorrendo pela boca, já Gabriela tinha cortes nas pernas e marcas de tapas no rosto.
– Não... Por favor... – Gabriela foi correndo em direção do namorado.
Todos observavam Mari amarrar a camisa em torno do ferimento, mas o sangue ainda jorrava.
– Vamos leva-lo para Herschel! – Mary gritou e foi pegar o corpo do garoto.
– O que está acontecendo? – Rick apareceu.
Mari se levantou, e com toda a raiva que ninguém nunca havia visto, ela cravou sua faca na cabeça de Mark. Todos se surpreenderam.
– Mari! Por que você fez isso? – Daryl foi correndo para segurá-la.
– Ele atirou em Carl!
– Teremos de tomar uma providência. Mas antes, vamos logo! – Rick falou e correu para o carro. Mari e Gabriela permaneceram no banco de trás. A cabeça do garoto ficou sobre o colo de Mari e os pés, no colo de Gabriela.
[...]
Kevin estava indo para a cela de sua namorada. Ele ainda se lamentava por ter levado o tiro no olho. Havia perdido e Louise ainda o amava. Assim que ele entrou na cela, a cena que ele se deparou foi horrorosa. Sua namorada caída na cama, apenas de roupas íntimas e um ferimento de facada bem no coração. Ele caiu ao seu lado e começou a chorar. Lana entrou na cela e se deparou com a cena.
– O que... Aconteceu? – A mulher gaguejou.
Kevin não conseguia responder, aliás, ele não sabia responder. Alguns segundos depois, os olhos da garota se abriram. E não estavam mais azuis como eram antes. Estavam brancos.
– Não... Por favor Lou, volta... Por favor... – Kevin estava paranoico com a ideia da namorada estar “transformada”.
– O que aconteceu? – Herschel apareceu na cela.
– Ela... Não sabemos. – Lana falou com desprezo.
– Precisamos dar um fim. Ela não pode ficar assim, filho. – Herschel falou para Kevin.
– Não. Ninguém vai tocar nela. Ela tem que voltar. Ela VAI voltar.
– Sinto muito, mas não tem mais volta. – Herschel falou dando uma faca para Lana.
– Posso? – Lana pediu permissão para o garoto.
– Não.
– Temos de fazer isso! – Lana se ajoelhou ao lado do menino.
A coisa que já havia sido Louise estava notando a presença deles e se revirando na cama.
– Vamos Kevin... Ela ia querer! – Lana disse segurando os ombros do garoto.
Ele pegou a faca ao seu lado. Ele levantou para fincar na cabeça da menina, mas não conseguiu, e ela acabou mordendo o ombro dele.
– Não! — Herschel gritou.
Lana disparou contra a cabeça de Louise, em seguida, apontou para a cabeça de Kevin.
– Sinto muito.
[...]
POV – Emma
Eu sofria cada dia mais sem Rick ao meu lado. Era triste saber que ele ainda estava bravo comigo, mas eu era sua mulher. Tinha de me interferir em sua vida.
Essa noite havia sido complicada. Até onde sabia, quase todos do bloco D estavam mortos. Uma gripe, algo do tipo, estava espalhando pela prisão, e era para todos tomarem cuidado. Bem... Eu que já achava que não podia piorar... Aconteceu.
Fui andando para o corredor e encontrei Lana sentada de costas para a parede.
– Que foi? – Me agachei, ficando da altura dela.
– Louise... Ela apareceu morta na cama. Apenas de sutiã e calcinha... E Kevin deixou com que ela o mordesse.
– Mas por que ela estava apenas vestindo aquilo?
– Eu acho... Que ela foi... Estuprada.
Estuprada? Mas como? Por quê? Quem faria algo como isso? Em seguida, pudemos ouvir vários gritos de ordens, pareciam com Rick.
Lana foi correndo até o portão e lá avistou Rick carregando Carl. Ela o parou rapidamente, eu apenas observei a cena.
– Rick... Temos um traidor! – Ela disse. As palavras o fizeram arregalar os olhos.
– Não posso falar agora. – Ele saiu correndo com o filho nos braços. Me perguntei o que Carl tinha.
Mari e Gabriela apareceram correndo em seguida. Mas que estranho... Lembro-me de Mark indo junto. Todos desceram dos carros menos ele. Ele não estava lá.
– Mary! Onde está Mark?
– Ele... Mari o matou.
– Por quê?
– Ele que atirou em Carl.
[...]
POV – Mari
E pela segunda vez, havia visto Carl levar um tiro. Foi duro ter de aguentar o Governador nos torturando, mas nada pior que aguentar a tortura de ver Carl sofrer. O tiro havia sido no mesmo lugar onde Noah havia sido atingido. E se... Droga, Mari. Ele não vai morrer!
– Mari, posso falar com você? – Rick apareceu com Gabriela ao seu lado.
– Ah... Sim. – Falei meio tonta. Eu estava cansada de correr tanto.
Ele levou eu e Gabriela até o refeitório, nos sentamos em um dos bancos e ele de frente para nós.
– Então. Me contem tudo que ele fez a vocês.
Eu não queria falar uma só palavra. Ele jogava cadáveres de antigos mortos, ele vivia dizendo que destruiria a prisão, que mataria todos, que mataria... Carl...
– Ele nos torturou, ameaçou, quase estuprou. Quase. – Gabriela conseguiu falar.
– Ele fez pior pra você Mari? – Rick se virou para mim.
Na verdade, ele havia feito muito pior para mim. Talvez porque eu já o conhecia, já havia o traído. Ele chegou a me bater muitas vezes, ele bebia e jogava as garrafas em mim, me fazia ficar pendurada no teto algumas vezes... Eu sofri muito.
– Bem... Entendo se você não quiser falar. – Rick falou.
Fiquei feliz de Gabriela me respeitar não contando sobre o que aconteceu comigo. Acho que fiquei feliz de saber que ela não fez aquilo. Eu tentava enfrentar o Governador, e ele me deixava sem comida e água quando isso acontecia. Ele me cortava cada vez que eu o xingava. Um dia, consegui chutar a canela dele e ele jogou uma faquinha em minha direção, fazendo um corte em minha testa. Por pouco, eu não morri.
– Rick, posso ver Carl? – Perguntei.
– Vá. – Ele me liberou e eu saí correndo.
Apareci na cela, e apenas vi Carol, Herschel e Molly. Carol olhou para mim e sorriu discretamente. Ela pegou um curativo assim que notou minha testa.
– Posso? – Ela pediu permissão para coloca-lo no ferimento.
Assenti e fiz uma expressão de dor assim que ela posicionou o curativo. Ainda doía.
Eu me aproximei de Carl e notei que Emma entrou com Judith no colo. Aposto que ela esperava a mesma resposta que eu.
Tinha medo de perguntar se ele estava bem e receber um “não” como resposta. Tinha medo de perdê-lo. Tinha medo de tudo.
– Mari? Já estamos saindo se você quiser ficar com ele um pouco. – Molly falou com um sorriso acolhedor.
– Não... Obrigada. Eu vou indo...
Saí da cela. Eu não estava chorando. Não sei, mas não consegui. Simplesmente isso. Fui para o pátio e avistei algo bizarro no canto dela. Alguém vestindo um longo vestido branco com os cabelos negros presos em um coque desajeitado apenas com uma flor presa. Outras duas pessoas de terno branco também. E aí que eu reconheci. Minha mãe, meu pai e meu irmão.
– Mari... – Minha mãe pareceu sorrir de canto.
Eu sabia que era apenas ilusão, mas fiquei emocionada de qualquer jeito. Lucas sorriu para mim abrindo seus grandes olhos verdes. Meu pai sorriu e deu uns tampinhas no ombro de Lucas.
– Querida, podemos conversar? – Minha mãe me chamou do mesmo jeito calmo e delicado de sempre. – Por que está sofrendo?
Mais uma das perguntas das quais eu não conseguia responder. Eu realmente não sabia o motivo de estar sofrendo. Mas eu sempre estava sofrendo desde a morte dela, era duro reparar.
– Mãe... Aconteceu tanta coisa. Eu não sei. Eu... Acho que estou... Mãe, o que eu tenho?
– Você está apaixonada. – Ela falou.
– Claro que não. Carl é só meu amigo.
– Que não sai de sua cabeça.
E foi aí que meus olhos jorraram água. Ela sempre estava certa, o que me fazia querer ela todo dia ao meu lado, para me proteger e me deixar confortável em qualquer situação.
– Me diga uma coisa, com quem você gostaria de passar o resto de sua vida nesse inferno? – Lucas interferiu.
– Ah... Eu queria que vocês estivessem mesmo aqui. Por favor, vamos aproveitar nosso tempo. – Pedi, mas eles pareceram discordar.
– Realmente sentimos muito, filha, mas só estamos aqui para te ajudar. Nosso tempo está acabando. – Meu pai me falou. – Assim que eu estava prestes a morrer, descobri que Carl era o cara certo pra você. Não o deixe com outra pessoa.
– Lembre-se de quando eu morri. O que eu lhe disse? – Lucas falou se aproximando de mim.
– “Não deixe de dizer o que você sente.” – Repeti uma das frases que circulava minha cabeça.
– Acho que está na hora de ir. – Minha mãe acariciou meus cabelos. Parecia tão real.
– Por favor, mãe. Eu preciso de ajuda.
– Filha, apenas faça o que você acha que seja certo.
E ela segurou a mão de meu pai e de meu irmão e saiu andando até desaparecer totalmente. E eu voltei a chorar.
[...]
POV – Giuliana
Já fazia um tempo que eu e Collin estávamos juntos. Nada oficial, apenas... Amor.
Vamos dizer que eu estava sendo eficiente nas tarefas da prisão. Ajudava Rick na horta, Carol na cozinha (junto de Collin), Daryl na limpa de corpos, Maggie e Glenn nas cercas. Acho que estava sendo bem útil.
– Oi amor. – Collin beijou minha bochecha, me fazendo sorrir.
– Collin, você e eu faremos salada hoje. Carol está cuidando de Carl. – Falei exigente.
– Ok mandona. – Ele sorriu.
Sorri de volta até que ouvimos um grito desesperador. Era uma voz masculina, e quando fomos ver o que acontecia, Jake estava caído, com um errante por cima dele. Mas o problema era que o braço dele havia sido mordido.
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Pra quem não sabe, esse gato é irmão da Mari :3
Notas finais
Sinto muito pelos personagens mortos desse capítulos. Espero que tenham gostado, chorado, rido, quebrado o pc (brinks kk's) ou qualquer outra coisa.
Se esse capítulo ficou longo, imaginem o último que eu planejo por 4.000 palavras :P
Ah, estarei postando minha nova fic hoje, espero que gostem dela também :)
Beijoks e vejo vocês nos reviews.
~Máh
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