The End Is Coming
57 Capítulo 57 - Eles nos matam
Notas iniciais
Gostaram da nova temporada? Odiei a vadiazinha loira que discutiu com Carl. DEVE morrer.
#RIPViolet tadinha dela hein gente? Coitada...
Bem, me pergunto de onde Rick tirou os fones de ouvido, e já tenho um inimigo. Bob. Esse cara mal apareceu e já fez cagadas.
POV – Mary
Passaram-se um mês desde o desaparecimento das garotas. Alguns acontecimentos novos vieram à tona. Carl perdeu um amigo, Harry, pois o garoto ainda está inconformado com a morte de sua amada. Carl agora está amigo de Patrick, um garoto novo de Woodbury. Vários grupos de busca já foram atrás de Mari e Gabriela. Mas nenhum as achou. A barriga de Beth cresceu bastante e Steven está super feliz. Mas há um garoto, Zack, que notei que está tentando estragar o relacionamento dos dois. Juliana e eu estamos passando cada dia mais juntas, acho que seja porque estamos de luto pela mesma pessoa. Carol me ajudou muito nesse tempo. Emma e Rick ainda estão meio... Como eu digo? Desentendidos... Sofia tem ajudado muito Harry com os problemas, já que Gaspar não consegue fazer o mesmo.
Subi as escadas para as celas até chegar à minha. Peguei apenas um casaco e saí. Sei que estava calor, mas eu ainda sentia um pouco de frio, mania minha. Vi algumas crianças nomeando errantes, me aproximei e notei que Carl discutia com uma garota loira.
– Eles nos comem. Eles nos matam. – Carl falou.
Pude ouvir a garota falar algo, mas não consegui entender bem o que era. Em seguida, ela e as outras crianças saíram do lugar. Aproximei-me de Carl.
– Está traindo a Gabriela? – Perguntei rindo.
– Claro que não. Só fiquei com raiva dessa garota que não entende que o mundo acabou. Não tem salvação.
– Não diga isso. Talvez haja uma possibilidade de...
– Não existe! – Ele falou e saiu pisando duro.
Dei de ombros, afinal, ele só devia estar nervoso pelo sumiço das meninas.
Fui até o refeitório onde encontrei Misake e Daryl. Os dois conversavam meio afastados um do outro, mas notei o romance envolvido neles. Ah, o romance... Algo que eu não poderia mais sentir o gosto ultimamente.
– Mary? – Emma tocou meu ombro me libertando de meus pensamentos.
– Ah, oi. – Falei com um sorriso alegre, algo que já não fazia a tempo.

– Que bom saber que você melhorou. Como está?
– Muito bem, e você?
– Ainda estou com problemas com Rick. Ele e eu... Não sei bem...
– Eu já te falei para conversar certo com ele. Vocês são marido e mulher! – Molly apareceu na conversa e eu sorri para a mesma.
– Bem... Vou indo. Tenho que fazer... Coisas... – Falei e saí.
[...]
Narrador
Eduarda andava pela prisão. Ela sentia falta de conversar com Mari, principalmente porque elas eram bem amigas. Ela começou a andar e avistou as mesmas crianças que estavam há pouco tempo, nomeando os errantes. Ela tentou uma vez interagir com eles, mas ela era tímida de mais, e achava que eles podiam odiá-la pelo fato de seus gostos serem diferentes dos gostos de uma pessoa da idade dela. Só Mari a entendia.
– Temos que procura-la, lembra que o Governador ainda está vivo? – Falou Mel, que por sinal, estava por perto.
Duda se esquivou na parede, tentando ouvir a conversa.
– Mas nós vamos morrer lá fora! – Essa voz era de Annie.
– Temos que bolar um plano. – Letz disse.
Duda pensou em sair de lá, para que pudesse entrar na reunião e ajudar na busca de Mari, mas ela preferiu esperar o momento certo.
– E se Mari estiver... – Mel tentou pronunciar.
– Não diga isso. – Charlie impediu. – O que acham de sair pela manhã? Descobri um buraco na cerca lateral!
– Boa ideia. – Letz concordou.
– Eu quero ir também. – Duda finalmente entrou na conversa.
– Eu acho justo. Ela era amiga de Mari também. – Annie concordou.
– Bem, tudo certo então. Mas precisamos de mantimentos, a viagem será longa. – Mel falou por último.
[...]
POV – Juliana
Avistei Harry sentado na grama do pátio. Ele estava com os olhos fixos na cerca, onde havia muitos errantes.
– Harry, querido, por que não vai ouvir a história com Carol? – Me sentei ao seu lado.
– Não estou com vontade. – Ele falou secamente.
– Sabe Harry... Tanta coisa que perdemos na vida. Eu perdi meu irmão, minha vida perfeita. Mas sabe? Eu descobri que a vida sempre me deu um motivo para seguir em frente. Pense assim. Será melhor. – Coloquei meu braço sobre o ombro dele e o balancei levemente. – O que acha de ouvir as histórias agora?
– Tudo bem... Mãe, eu simplesmente não consigo aceitar o que eu fiz. Não consigo entender como eu aceitei em matar ela. – Me assustei com a palavra “mãe”. Ele nunca me chamou assim. Fiquei contente de saber que ele me considerava assim.
Eu sorri para ele e o levei até o ponto onde Carol estava. Abri a porta delicadamente e encontrei as crianças reunidas em círculos. Assim que entrei, Patrick saiu correndo. Não estranhei, já sabia que ele tinha alguns problemas.
– É tarde demais para um novo integrante? – Perguntei com um sorriso.
– Claro que não, entre. – Empurrei Harry de leve e ele se sentou ao lado de um garotinho pequeno.
[...]
POV – Sarah
Minha cabeça estava em outro lugar. Não sabia como contar duas coisas para meu pai sem que ele pirasse. Ele mataria Chris se soubesse sobre mim e ele. Eu cheguei ao seu lado da mesa do refeitório.
– Oi pai. – Falei nervosamente.
– Oi querida. Tudo bem?
– Na verdade, não... Preciso lhe contar algo.
– O que? – Ele se virou de frente para mim. Eu odiava isso, porque não conseguia me comunicar com ele com contato visual. Muito menos contar uma notícia.
– Eu... Sabe... Eu... Fiquei... Eu e Chris... Mocinha... Namorando. – Não sei em que ordem que as palavras saíram. Estava nervosa de mais para prestar atenção.
– Espere... Repita.
Engoli em seco e falei de uma vez.
– Eu estou namorando com o Chris e fiquei mocinha. Pronto.
Ele pareceu surpreso.
– Ah... Isso explica o sangue no short.
Droga... Lembrei-me do short manchado que eu deixei largado na cela.
– Prometa que não vai machucar o Chris?
– Bem... Isso é assunto de homem.
– Papai... Por favor. – Bati nele de um modo carinhoso.
– Ok, ok... Vou pensar! – Ele me apontou um dedo. – Agora minha mocinha, vá para sua cela, tenho que falar com sua mãe.
Eu sorri e subi as escadas.
[...]
POV – Mark
Sim, já havia parado de ser um tolo correndo atrás da Mari. Sabia que ela voltaria para mim uma hora. Aliás, Carl estava com Gabriela agora, e eu, sem ninguém, igual Mari. Eu podia fugir da prisão, acha-la e ser seu herói. E então, ela cairia em meus braços e eu lhe daria o mais perfeito beijo de cinema.
De todos os grupos de busca, eu não estive em nenhum. O que foi o problema. Se eu estivesse, já teríamos a achado.
– O que está fazendo? – Alguém me perguntou. Me virei e vi que era Patrick.
– Cai fora mané. Me deixa em paz. – Falei irritado por ele me tirar de meus pensamentos.
– Calma, só estava tentando ser legal. – Assim que ele falou, saiu.
[...]
POV – Carl
Estava sentado em uma mesa do refeitório. Vi Patrick passar e resmungar baixinho.
– Ei, cara. Senta aí! – O chamei.
Ele se sentou de frente para mim.
– Carl, qual o nome da sua namorada mesmo?
– É Mar... Gabriela. – Droga, quase que falo Mari. Ele me olhou maliciosamente.
– Pelo visto, alguém está namorando uma e pensando na outra.
– Mari é apenas minha amiga. Eu amo a Bi. – Falei já meio irritado.
– Bom... Sendo assim... Como ela é?
– Quem?
– A Mari. Descreva-a.
– Ahn... Eu tenho uma foto, toma. – Entreguei a foto que sempre estava em meu bolso.
Ele analisou o pedaço de papel com cuidado, em seguida, seus olhos brilharam e ele me olhou.
– Acho que eu já trombei com ela uma vez. Ela era de...
– Sim... Woodbury. – Falei secamente.
– Muito bonita. Você teve sorte. – Ele falou e começou a tossir desesperadamente. – Licença.
Ele saiu da mesa com a mão na boca. Tossia sem parar.
Notas finais
Ansiosos para o próximo? Prometo postar quanto antes puder ;)
Apenas 3 capítulos para o fim...
Só 3...
Mas enfim, espero que tenham gostado, e saibam, SAIBAM, que estou aceitando reviews. Muitos de fato!
Beijoks ;*
~Máh
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