The End Is Coming
33 Capítulo 33 - Feliz aniversário
Notas iniciais
Issa abriu os olhos, ela notou alguém ao seu lado.
Ela se virou ainda com a visão embaçada e sorriu. Era Hunter.
— Oi. – Ele acariciou os cabelos dela.
— Bom dia. – Ela sorriu.
— Acho que agora seria um “boa tarde”.
— Que horas são?
— Acho que umas duas da tarde.
Sarah apareceu na cela.
— Oi papai. Oi tia Issa.
— Oi lindinha. – Issa sorriu novamente.
Sarah retribuiu o sorriso e logo puxou os braços dos dois.
— Vamos comer! Carol já fez o almoço.
Os dois foram puxados até o refeitório.
[...]
Woodbury
Mari havia acordado. Ela acordava bem cedo, mais cedo que a garota.
Ela viu que ela ainda dormia.
Ela saiu para tomar um ar e viu que não tinha quase ninguém nas ruas. Apenas um casal num banco.
Alguém a tocou no ombro.
— Oi. – Era a menina que ela havia abrigado noite passada.
— Quase que você me mata de susto. – Mari colocou a mão na cintura.
— Eu fiquei com fome, não consigo dormir com fome.
— Ok, vou pegar algo pra você comer, mas espere lá dentro.
A menina fez o que foi pedido e Mari foi para sua casa de verdade. Ela não se importou em acordar as outras garotas e pegou dois copinhos de iogurte.
— Mari? – Era Charlie.
— Bom dia pra você também. – Mari fechou a geladeira e pegou uma fatia de pão.
— Mari, você vai voltar pra cá, né? – Charlie encostou a cabeça no batente da porta.
— Não sei. Eu quero ficar fora por um tempo. Talvez eu volte quando essa garota sair. – Mari acenou com a cabeça para Mel.
— Olhe, uma verdade é que você tem que resolver seus problemas. Eu entendo que você está brava com Carl. Mas eu acho que se você sente algo por ele, tem que fugir e dizer.
— Eu não sinto nada por ele. Ele é um idiota que sempre me mete em ciladas.
— E você sempre o livra.
Mari não disse mais nada, ela saiu da casa com uma pequena sacola com alguns alimentos.
[...]
Molly estava sentada no refeitório com Emma e Carol.
— Judith tá cada vez mais animadinha. Eu me apaixonei por essa garotinha. – Emma falava.
— Concordo com você. – Carol riu.
— E então, Molly. Chegou? – Emma olhava para Molly.
— De onde?
— Você estava viajando. – Emma riu com Carol.
— Só estava pensando em algumas coisas.
— Jake. – Carol confirmou.
Elas riram.
[...]
POV – Carl
Faltavam dois dias para o aniversário de Mari. Eu contava em um calendário.
Mesma ela me odiando agora, afinal, ela não deve me odiar, deve apenas estar confusa. Eu acho que ela ainda me ama, senão ela não me salvaria.
Eu precisava arranjar um jeito de ir para Woodbury sem ser visto. E precisava de um presente também. Algo bom.
Na última busca de suprimentos eu achei um anel, mas queria dar coisa melhor, original e significativa.
Afinal, ela merecia algo bom.
Eu logo catei algumas coisas que guardava embaixo de minha cama. Havia algumas flores secas e alguns papéis de cartas. Eu guardava quase tudo que achava. Mas o que eu faria com aquilo que daria em um presente bom?
E uma ideia surgiu em minha mente.
[...]
Woodbury
Passaram se alguns dias. Era aniversário de Mari.
Ela voltou para a casa antiga.
— Parabéns! – As meninas gritaram quando Mari entrou.
— Vocês lembraram! – Mari ficou feliz.
— E tem como esquecer? – Annie abraçou a amiga.
Elas escondiam algo nas costas.
— Nós juntamos um dinheiro aí e compramos no mercadinho, é pouco mais é significativo.
Elas estenderam uma caixa decorada.
Mari sorriu e pegou delicadamente. Dentro da caixinha, tinha um chaveiro de coroa dourado. Mari o amou, ela logo o prendeu em sua calça jeans.
— Obrigada gente! – Ela agarrou as meninas.
Charlie pegou algumas velinhas e colocou em uma fatia de pão.
— Bem, como não temos bolo, vai ser no pão mesmo. – Letz riu.
Todas cantaram parabéns para Mari. Elas não acenderam as velas, mas mesmo assim, Mari se divertiu muito.
[...]
POV – Mari
Após a festinha que eu recebi, eu fui direto para meu quarto. A casa em que eu morava era um pouco maior por abrigar mais pessoas e por eu ser guarda daqui. Eu tinha um quarto só pra mim e eu amava ele.
A única coisa que não gostei na minha festa, foi o fato de quem eu mais queria que estivesse lá, não estava. Droga Mari. Esquece ele. Vocês dois são rivais. Eu não sinto nada por ele.
Tirei minha calça jeans e coloquei um short de malha branca que eu havia achado em uma busca de suprimentos. Eu só dormia com ele ou ás vezes, de calcinha.
Coloquei uma blusa lisa tom salmão.
Prendi meu cabelo em um coque simples e me deitei na cama. Eu não ia dormir, apenas fiquei olhando para o teto com a cabeça encostada no travesseiro.
Ouvi algo na janela. Parecia uma pedrinha.
Fui checar o que era. Abri a janela e vi uma caixa no chão em frente a casa.
Corri para ver o que era.
Era uma caixa média um pouco pesada. Me sentei na varanda da casa e abri a caixa.
Nela, havia fotos de olhos, bocas e pessoas. Pareciam aquelas fotos de máquinas instantâneas. Eram várias fotos divertidas. Parecia eu fazendo poses engraçadas e idiotas.
A pergunta era, quem me mandou isso?
No fundo da caixa tinha um envelope. Nesse envelope tinha uma única foto.
Parecia eu e mais alguém nos beijando. Olhei fixamente para a foto e logo percebi que conhecia esse “alguém”. E ele era Carl. O mesmo Carl Grimes que havia me beijado e mexido comigo. Por que eu não admito que quero Carl? Por que eu não admito que o amo?
Havia um bilhete atrás da foto.
“Eu estou te vendo, olhe para trás.”
Olhei e vi-o. Era ele mesmo.
— Eu sei que não é muito, mas é o que eu achei que fosse bom. Uma coisa que significa muito para mim. Deve significar para você também. – Ele sorria e seus olhos brilhavam na escuridão.
— Eu... Não tenho palavras. – Comecei a chorar. Mas chorava de alegria.
Logo, me aproximei dele. Ele colocou as mãos envolta de minha cintura e eu coloquei as minhas no pescoço dele.
Ele sorriu.
— Seu sorriso... Não me dá agonia. – Sorri de volta e logo o beijei.
Eu que o beijei dessa vez. Finalmente fiz algo que eu realmente queria fazer a muito tempo.
Nosso beijo se aprofundava cada vez mais. A cada parada, eu conseguia sentir a respiração quente dele. Aquilo era tão bom. Eu sabia que Carl era especial. Realmente sabia. Ele não era uma pessoa má. Philip Blake era.
Por que eu ainda estava com Mark? Eu estava apaixonada por Carl. Não podia mais viver ao lado de alguém que eu odeio.
Carl parou o beijo por um segundo.
— O que foi? – Disse olhando em seus olhos.
— Eu só sentia falta disso. – Ele colocou seus lábios de volta nos meus.
Novamente, estávamos nos beijando. Agora tudo fazia sentido. Carl era mesmo meu namorado. Eu havia esquecido tudo, mas, estava me lembrando agora.
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