The End Is Coming

24 Capítulo 24 - Simplesmente real


Notas iniciais
Oi galera, soube que vocês estavam se entediando da Mari fantasma, então um cap. melhor pra vcs!
Rsrs'

Carl não desistiu de andar. Ele seguiu caminhando sem rumo.

Passaram-se horas e ele não conseguia mais ver. Sua visão começou a ficar borrada. Ele estava tonto e enjoado.

Logo, ele tropeçou em uma pedra.

Uns errantes o avistaram.

Carl estava cercado por errantes nesse momento.

[...]

— Eu tenho que voltar para que não desconfiem. – Misake falou para Rick.

— Obrigada pelas informações.

Misake estava saindo, deu de cara com um homem alto de cabelos médios cobrindo os olhos.

— Sai da frente? – Ela cruzou os braços.

— Palavrinha mágica... – O homem era meio caipira.

Para Misa, ele parecia um caipira sexy.

— Sai logo.

Misake empurrou o homem e saiu.

— Irritadinha aquela menininha né? – Daryl sorriu para Rick.

— Com você, qualquer um se irrita. – Rick riu discretamente.

[...]

Molly estava conversando com Emma.

— Vai, fala logo! Ele é mó gostoso. – Emma falou para Molly.

— Sei lá. Ele não parece querer nada mais além de ficar. – Molly entristeceu.

— Calma amiga, você acha que tá fácil com Rick? A vida não tá boa pra ninguém. – Emma tocou a mão de Molly.

As duas riram um pouco.

Rick apareceu na cela.

— Emma, quero falar com você.

— Tchau Emma! – Molly piscou para ela.

Emma sorriu e foi andando. Rick a levou para o refeitório.

— Então, vi você matar alguns errantes, e percebi que você é boa. – Rick mostrava uma folha de papel com nomes. – O Governador quer iniciar uma guerra, precisamos de soldados.

— Ata.

— E você vai?

— Cala a boca. – Emma agarrou Rick, foi um beijo longo. Um pouco extrovertido.

Eles ficaram um bom tempo se beijando lá.

— Ei, vamos pra solitária. – Rick guiava Emma.

[...]

Kelly estava na cela de Beth. As duas estavam sentadas no chão.

— E aí? Curtiu o Carl? – Beth sorriu para a garota.

— Óbvio que sim né? – Ela sorriu com o canto da boca. – Ele vai ser meu. Ontem nos beijamos.

— Sério? Me conte mais.

— Ãh-ahn. – Kelly deu um tapinha na mão de Beth. – Agora SUA vez de me contar. Pode parecer que não, mas eu observei o seu jeito de olhar pro Kenan!

— É Kevin!

— Dá na mesma.

— Ai, é verdade, ele é muito lindo e eu não vou deixar essa Louise ficar com ele. Dá pra acreditar que vi os dois se beijando?

— Sério? Tem que planejar algo rápido! – Kelly se surpreendeu.

— Me ajude com algo então.

— Assim...

[...]

Carl apenas cobriu os olhos. Ele havia saído sem arma nenhuma, e a hora que ele acordou do cochilo, a faca não estava mais com ele.

So wake me up when it's all over

When I'm wiser and I'm older

All this time I was finding myself

And I didn't know I was lost

Um errante estava quase o mordendo. Era a chance de ele encontrar Mari. Eles se veriam no céu. Ou sabe-se lá onde.

Ele fechou os olhos e deu um suspiro.

Apenas se ouviu um barulho.

Ele abriu os olhos. O errante estava morto em cima dele. Literalmente.

— Minha nossa...

[...]

Molly estava no pátio olhando para o céu.

— Oi. – Alguém a tocou nas costas e se sentou do lado dela. Era Jake

— Ah, oi. – Molly disse.

Ele deu um selinho nela e a abraçou. Ela rejeitou o abraço.

— Que foi?

— Olha Jake, não quero forçar nada, mas, não temos nada em oficial.

— Nossa, eu estava apenas esperando você falar isso.

— O que?

— Molly, quer ser minha namorada?

Molly se emocionou. Ela caiu em Jake e os dois se envolveram em um beijo. Durou bastante.

[...]

Louise estava saindo de sua cela. Kevin deu um pulo surpresa nela.

— AAH. – Ela gritou enquanto caía no chão.

Kevin tapou a boca dela. Neste momento, ela estava debaixo dele.

Eles começaram a se beijar novamente. As línguas se entrelaçavam enquanto o momento perfeito acontecia.

Kevin colocou o cabelo dela atrás da orelha. Eles não se separaram do beijo. Apenas o aprofundaram mais.

A sensação era muito boa, Louise se sentia exclusiva por causa desse beijo. Era como se Beth não existisse.

[...]

Isabelle estava andando pela prisão. Ela subiu na torre de vigia. Lá havia algumas grades e ela se lembrou da cena de Titanic.

Ela amava aquela parte do filme. Ela resolveu imitar.

Foi burrice, mas ela quis.

Ela sem querer tropeçou. Ela estava a ponto de cair da torre.

Ela morreria se pulasse daquela altura.

Logo, alguém a puxou de volta para a torre.

— Tá tentando se matar? – Era Hunter.

— Eu só queria...

A frase foi interrompida com um beijo que Hunter deu. Issa ficou sem ação. Logo, ela começou a fechar os olhos e ajeitar suas mãos envolta do pescoço de Hunter.

Ele era mais alto que ela. O que fazia o momento ficar mais perfeito. Issa ficou na ponta dos pés.

O beijo continuou até que alguém gritou lá embaixo.

— Abram o portão.

Maggie e Michonne foram correndo abrir o portão.

Havia alguém lá.

Parecia uma garotinha de uns 12 anos.

— Como é seu nome? – Glenn chegou ao lado da garotinha.

— Sarah.

Ice estava trazendo um cobertor para a garota. Era uma noite fria.

Issa e Hunter desceram da torre e deram de cara com Ice.

— Nova sobrevivente? – Hunter perguntou à irmã.

— Sim. Ela parece bem nova.

Hunter foi ver a garota. Ele se espantou.

[...]

Carl tinha certeza de que não estava sonhando agora. Ele deu uns tapas no rosto e alguns beliscões.

Não era um sonho. Era a REALIDADE.

— Não acredito!

Carl se levantou e se aproximou da garota.

— Eu... Você... Eu SABIA! – Carl abraçou a menina. Mari.

— Carl... Eu não queria ter fugido. – Ela chorava no ombro de Carl.

Carl sabia que desta vez era real. Pelo menos achava. Quando Mari fantasma aparecia, usava umas sapatilhas e um vestido branco. Mas dessa vez ela usava uma camiseta xadrez por cima de uma regata cinza. Uma legging azul marinho e um par de botas pretas.

Ela estava mesmo lá. Era ela. Realmente.

— Você não morreu! – Carl soluçava aos poucos.

— Não, Carl, não morri! Eu estou viva. Foi tudo planejado. Mas ninguém podia saber.

Carl puxou a garota para mais perto dele. Os corpos estavam grudados em um abraço que não se separaria tão cedo.

Um beijo se começou. A boca dos dois tremia de tanto que eles choravam. Foi um beijo verdadeiro.

— Onde você está vivendo? – Carl se separou por um segundo.

— Venha comigo. – Ela guiou Carl para um atalho. Havia uma pequena caverna bem suja com uma mochila jogada e alguns enlatados abertos.

— Você vive NISSO?! – Carl se surpreendeu.

— Eu não posso voltar para Woodbury.

— Volte à prisão.

— Aí seu pai me mata de verdade.

— Então me permita dormir aqui esta noite. – Carl tirou o chapéu em gesto de cavalheirismo.

Já estava escuro.

Mari soltou o rabo de cavalo e deixou seus cabelos ondulados perfeitos caírem sobre os ombros.

— Deu de cara com errantes? – Carl perguntou à garota.

— Não, aqui é seguro. – Ela sorriu.

Passou-se algum tempo. Os dois não conseguiam quase pronunciar nenhuma palavra.

Mari adormeceu no chão sujo de terra. Carl se deitou atrás dela. Ele a envolveu em seus braços.

Os dois dormiram de conchinha.

E, desta vez era real.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Comentem!