The End Is Coming
23 Capítulo 23 - Apenas um sonho
Notas iniciais
Espero que gostem
POV – Carl
Eu forcei meus olhos para acreditar no que eu havia visto.
Impossível. Como ela estava lá? Como era possível.
Eu ouvi o tiro. Não era possível, era coisa de minha cabeça.
Ela estava mesmo lá.
– Carl, por que parou? – Kelly segurou meu braço enquanto eu olhava pra frente.
Será que era Mari fantasma novamente? Ou era a real?
Ela fez uma expressão de desprezo e saiu correndo.
Me soltei de Kelly e fui correndo atrás.
O vestido branco de Mari era bem visível de noite.
[...]
– Mari! – Carl chegou perto dela.
– Como você pôde? – Ela chorava.
– Eu achei que...
– Todos acharam. Eu combinei isso com Rick.
– Mas onde você está morando? – Carl estava começando a chorar também.
– Tenho que ir... – Mari saiu correndo. Carl tentou segui-la, mas não conseguiu.
Ela sumiu entre as árvores. Desapareceu totalmente.
– Carl! – Kelly corria de mansinho. – Por que você correu?
– Eu a vi. Era a Mari. – Carl estava ofegante.
– Mas como assim? – Kelly olhou de um jeito estranho. – Não havia ninguém aqui.
– Havia sim, Mari estava aqui. – Carl caiu.
– Carl, acho que você está vendo coisas. Vamos voltar para a Prisão.
Kelly puxou Carl até a Prisão. Ele estava sem ar. Ele realmente achou que Mari estava lá.
[...]
POV – Mary
Vi a nova sobrevivente com Carl. Ela o puxava pelos braços.
Carl murmurava algo.
– Era ela... Era...
– O que aconteceu?
– Carl disse que viu a Maria, Marina, sei lá. – Kelly falou de um jeito sarcástico.
– Mari estava lá... – Carl estava suspirando alto.
Já sabia o que acontecia. Carl estava vendo coisas.
Mari era só uma ilusão. Não era real.
Kelly deixou Carl na cela.
– Pode sair um pouco? – Sorri para ela.
– À vontade.
Kelly saiu e eu sentei ao lado de Carl. Ele estava deitado na cama de baixo do beliche.
– Carl, sei o que está acontecendo.
– Eu juro, ela estava lá.
– Isso aconteceu quando meu pai morreu, eu tinha apenas 10 anos. Eu o via todas as noites e em todos os locais. Eram apenas ilusões.
– Mas ela estava lá.
– Carl, precisa confiar em mim! – Segurei o rosto do garoto. – Ela morreu, é difícil, eu sei, mas temos de enfrentar tudo.
– Poderia ficar aqui até eu dormir? – Carl sorri para mim.
– Claro.
[...]
Assim que Carl adormeceu, Mary foi para sua cela.
Kelly havia dormido na cela de Michonne.
Carl acordou no meio da noite.
Ele enxergava meio borrado por causa do sono. Mas ele a viu novamente.
– Me perdoe... – Ele se sentou na cama.
– Carl, o que você fez, não foi errado. Você acha que eu morri, sua vida tem que prosseguir.
– Mas eu preciso de você!
– Eu também preciso de você.
– Você me disse mais cedo... Que meu pai e você combinaram algo... O que era?
– Carl, isso você que deve descobrir.
Mari sumiu enquanto saía da cela.
[...]
Havia amanhecido.
Rick estava no refeitório segurando uma folha de papel. Nela, ele escrevia sobre uma guerra contra Woodbury.
Carl desceu as escadas com um jeito espantado no rosto.
– Bom diaaa! – Kelly gritou enquanto descia as escadas, seguida de Carl.
Ela agarrou Carl pelas costas e beijou na bochecha dele.
As palavras ”Carl, isso você que deve descobrir.” Voltaram à cabeça de Carl.
–Pai... A Mari está realmente morta? – Carl se sentou em um dos bancos.
– Que pergunta é essa, filho? Claro que ela está! – Rick disse engolindo em seco.
– Você mentiria para seu filho? – Carl olhou desconfiado para Rick.
– Não...
– Então não minta para mim! Onde ela está?
– Ela tá mor...
– Eu sei que ela não tá morta. Onde ela está?
– Eu não sei. Eu a mandei fugir, para se afastar daqui. Não queria ela atrapalhando nossas vidas.
– Ela só atrapalhou SUA vida.
Carl foi correndo para a floresta.
Ele colocou o chapéu e saiu andando em busca de Mari.
Ele andou, andou e nada. Então, ele se lembrou de um único lugar onde ela poderia estar.
[...]
POV – Melanie
Eu não acredito que a vaca da Misake estava na prisão, aonde mais ela iria agora?
Se eu tomar banho, ela vai me seguir também?
Gritei para Maggie e Glenn abrirem o portão. Eles fizeram o que fora feito.
Desci da torre de vigia e fui falar com ela.
– Vim em paz. – Ela ergueu os braços enquanto Maggie apontava uma arma para ela.
– Espero. – Glenn a segurou com as duas mãos.
– O que você quer? – Falei.
– Falar com o líder.
Fiz um sinal para Maggie e Glenn, eu estava levando ela para Rick.
[...]
Melanie e Misake chegaram ao refeitório. Rick estava lá.
– Quem é essa? – Rick se levantou.
– Uma vadia que era do meu grupo. – Melanie sorriu cinicamente.
– Vadia tua mãe.
– O que você quer? – Rick chegou mais perto.
– Eu quero avisar que o Governador é uma pessoa malvada, ele quer guerrear com vocês e ele já tem os planos.
– Jura? Nem sabia disso. – Rick parecia não ligar.
– É sério. Ele vai dar o golpe em vocês antes de começar a guerra.
– Me conte mais... – Rick fez sinal para a garota se sentar.
[...]
Carl continuava a andar sem rumo. Ele logo viu o parque em que Mari lhe deu o bolo.
– É aqui.
Ele viu alguém sentado no balanço, não dava para ver de longe.
Ele chegou mais perto e logo viu os cabelos castanhos brilhando contra o sol.
O vento batia delicadamente, e envolvia o cabelo em uma dança perfeita.
Carl sorriu com felicidade.
A garota percebeu que havia alguém lá e se levantou do balanço.
– Isso é real? – Carl perguntou.
– Eu não pareço real? – Mari o abraçou.
– Eu tive sonhos, achei realmente que você estava morta.
– Eu também tive sonhos. Sonhei que você me dizia que estava a caminho. Que iria me buscar. Mas, eu tive um sonho estranho, em que você me pedia perdão por algo. – Mari se deitou na grama.
De repente, Kelly veio à cabeça de Carl, devia ser por isso que ele pedia perdão no sonho.
Mari fez um sinal para ele se deitar ao lado dela.
Ele seguiu.
Eles ficaram falando sobre os sonhos, saudades e novidades que haviam acontecido.
Finalmente anoiteceu.
– Você sorria para a estrela? – Mari tocou o rosto de Carl.
– Toda noite.
– Sério? Não achei que você fosse mesmo fazer isso.
– Nunca desconfie de mim.
Mari se deitou sobre Carl e começou a beijá-lo.
Os dois sentiam falta dos beijos. Fazia tempo que eles não se viam.
Eles sentiam fortes emoções no momento. O beijo apenas aprofundava tudo.
Mari interrompeu o beijo.
– Como você sabia que eu estava viva?
– Achei isso. – Carl retirou o colar de cruz com rubis vermelhos de seu bolso.
– Meu Deus, meu colar! Onde você achou? – Mari ficou surpresa.
– No meio da folhagem, lá na floresta.
Ela se sentou e ele prendeu o colar.
Ela soltou o cabelo e voltou a beijar seu amado.
[...]
Carl acordou. Ele se lembrou que havia parado para descansar em um banco quebrado. Ele acabou cochilando.
Tudo não havia se passado de um sonho.
Notas finais
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