Notas iniciais
É meio dark, beeeeeeeeeeem deprimente.
~Espero que gostem (^°ω°^)

No parque vazio, em meio à monótona paisagem de um dia nublado, uma garota caminha preguiçosamente, sem vontade de chegar a lugar algum. Seus cabelhos verdes são a única cor daquela cena cinzenta.

Onde poderia ir?

Ela senta-se aleatoriamente em um dos bancos desbotados, a visão já irreversivelmente comprometida pelas lágrimas. Dizer que sentia um vácuo no peito era hipocrisia. Era um furacão de emoções que embaralhava seus pensamentos e sentidos.

Estava sozinha.

A chuva começa a cair, primeiro lenta, e logo tão forte que ela mal conseguia enxergar o banco mais próximo. A cena não poderia ser mais melancólica: a jovem chorando, angustiada, enquanto os cabelos verdes escurecem com a água da chuva.

Sentia-se sozinha.

Não tinha nada, não tinha ninguém.

Por que seguir em frente?

Tira o pequeno canivete do bolso do casaco, e fica encarando-o por um longo tempo, as lágrimas misturando-se com a chuva. Abre-o com o cuidado de quem cuida de um ser vivo.

Hesitante, encosta-o no pulso. O frio da lâmina arrepia até sua alma.

Vai ser assim... Vai?

Pressiona com toda a força contra a pele alva antes que perca a coragem. O corte feito é fundo, e o sangue vermelho escuro jorra da ferida aberta.

Dor.

Sorri ao sentir aquela dor. Era bom... Como se todos os sentimentos fluíssem com o sangue que a chuva lavava de seu pulço esquerdo.

Então troca o canivete de mãos. Franzi o rosto ao perceber que não tinha a mesma força com o braço já talhado. Teria que se empenhar mais.

Que engraçado. Tudo era vontade de morrer?

Mais demoradamente do que previra, consegue abrir o outro pulso, arfando. O ar já estava sendo roubado.

A dor é boa.

O canivete cai de suas mãos, pois já não tem mais utilidade. Ela fecha os olhos, sentindo a chuva, ouvindo a chuva.

Ah, vou sentir falta disso...

Aos poucos ela não sente mais nada, nem dor, nem chuva. Sangue, muito sangue, forma uma poça aos seus pés, misturado com a água. E o corpo enfraquecido escorrega para o chão.

A morte é linda.

A escuridão assensorial, tudo o que queria.

Notas finais
Amo vcs~~
COMENTEM :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!