The Empty Heart

1 Eu quero explodir.


Notas iniciais
Então, minha primeira tentativa de por meu ship em uma história. Espero que gostem e comentem. Obrigada. ♥

Sherlock analisava a arma em mãos. Estava frustrado e entediado. Atiraria na parede se não fosse tão tarde. Por mais que não ligasse de verdade, gostaria de evitar policiais e a voz da Sra. Hudson.

Suspirou. O café a sua frente já estava frio há tempos. Os casos eram fáceis demais.

E sentia que sua mente poderia explodir a qualquer momento. Estava barulho demais naquela madrugada. Barulho demais. Muitas vozes. Pedidos. Ordens. O que ele faria? Estava cheio. Como se livrar daquilo? Se sentia como uma granada, e talvez estivesse na hora de explodir.

Gostaria de gritar no meio do barulho, mas a voz não saia. Quem era esse Sherlock Holmes perdido e sem voz que não sabia a resposta para as perguntas? Não gostava dele, definitivamente não.

Sentiu algo molhar seu rosto. Uma única lágrima escapava. Porque estava chorando? Sherlock Holmes não chora. Sherlock Holmes não sente. Sherlock Holmes não tem coração.

A arma estava tão interessante.

— Sherlock? Que merda você pensa que está fazendo? — John falava, a voz séria, fitando um Sherlock na poltrona com a arma apontada na própria cabeça.

— Estou entediado, John. Vá dormir. —

— Primeiro, abaixe essa arma. Segundo, quando as pessoas estão entediadas elas não dão um tiro na própria cabeça, Sherlock! —

John estava se aproximando.

— Talvez eu tenha que mostrar para elas que esse é um bom jeito de se livrar. —

— Se livrar de quê? —

— Disso, John. Não finja que não vê. Porque eu estou aqui, John? —

Sherlock abaixou a arma colocando na pequena mesa a sua frente.

— Você parece uma garotinha que brigou com os pais. —

— Exceto que garotinhas não tem armas, eu não moro com meus pais, e sou muito mais inteligente de 98% delas. —

John riu. Era como ver um Sherlock em ruínas. Se desfazendo aos poucos e voltando.

— O que tem de errado com você? —

— Ordem alfabética ou cronológica? —

— Sherlock, — John se pôs na frente dele, estabelecendo o primeiro contato visual mutuo desde que chegara ali. — eu estou aqui. —

— É claro que você está aqui, John. Se não estivesse eu não poderia estar fal... —

— A-apenas, deixa eu explicar, tudo bem? Quando eu digo “estou aqui” é mais do que realmente estar no mesmo local que você. Eu quero dizer que vou ficar ao seu lado em qualquer situação que você precisar de mim. —

— Eu sou um viciado, John. —

— Onde está a novidade disso? — John estava aflito. Os olhos de Sherlock estavam opacos.

— Eu sou uma granada John. Eu quero explodir. Começando pela minha cabeça. —

— Por Deus, Sherlock Holmes. Se você falar mais uma vez algo como isso eu mesmo atiro em você. — John suspirou , levando as mãos ao rosto e bagunçando os cabelos.

— Seria bom morrer por alguém que eu gosto e quem tem boa mira, e ... —

— Espera, Sherlock, você está admitindo que gosta de mim? —

— Claro que eu gosto de você, John. Você sabe, temos toda essa relação de você ser meu único amigo e meu parceiro gay que nunca me beijou apesar de tudo o que os outros acham...—

— E se eu te beijasse, Sherlock? —

— A Sra. Hudson ia trazer bolo e chá para comemorar, John. —

— Se eu significo algo para você, como você pode sequer cogitar a idéia de me deixar? —

— Eventualmente você iria me esquecer. —

— Eu não costumo esquecer os homens que eu beijo assim tão fácil. —

Sherlock deu risada. John se aproximou dele e o beijou. Devagar. Os lábios se encontraram, calmos e macios.

Sherlock levou uma de suas mãos calmamente até a mão de John.

Pararam o beijo um pouco depois disso.

Sherlock riu novamente. Um pouco mais alto agora.

— Do que você está rindo? — John perguntou o encarando.

— De você. Como um médico respeitado que já foi para a guerra pode se apaixonar pelo companheiro de quarto como uma garota da faculdade? —

— Eu não estou apaixonado por você. —

— Claro que não, John. Seu pulso mentiu para mim. —

— Seria um bom momento para eu pedir emprestado a sua arma? —

— Não. E obrigado. —

— O que eu fiz? —

— Você fez ficar silêncio novamente. —

— Você vai me explicar ou eu vou ter que adivinhar com meus super poderes? —

— Minha mente está sempre a mil. E eu amo isso. Mas no silêncio, tudo isso grita. Você deixou o silêncio vazio. —

John sentou-se na frente de Sherlock. Não estava raciocinando tão bem quanto gostaria. Mas Sherlock parecia ter voltado a mil. Eles tinham realmente se beijado?

— De nada? —

Sherlock se pôs de pé. O sorriso estampado em seu rosto como se tivesse desvendado o maior dos casos. Ele segurou o rosto de John com as duas mãos e o beijou novamente.

— Obrigado, John Watson. Já sei do que preciso. —

John tentava se segurar, mas um sorriso bobo estampava o seu rosto.

— E você vai me contar ou vai ficar me beijando? —

— Ambos. Eu preciso de você. Se uma coisa levar a outra, que mal tem? —

Notas finais
E então ein ein? Gostaram? Aguardo as opiniões. Obrigada por ler.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!