The Eight Pages

7 The Sixth Page (6.1)


Notas iniciais
Tio Usagi is back! XD
Então gente, desculpa do ultimo capitulo eu ter falado pouco, é que o net tava sem bateria e só dava pra posta aquela bagaça antes dele desliga.
Bem, capitulo 6.1 voces podem ver. Vai ter mais sim people, mas só mais um igual ao quinto capitulo ta? Acho que foi a Hina-chan que me pediu pra fazer isso neh? Hina-chan o oi!
Beleza, enjoy!

- Mamãe! Mãe! — onde eu estou? Floresta? Quem é aquele? Que prédio é esse? Não consigo ver seu rosto... — Onde Está...? — ele está chorando agora... Está... Embaixo de uma árvore... Essa neblina maldita não me deixa ver nada! Espera... Tem... Alguém perto dele... Esse é...!


Ciel acordou suado com a mão no peito do lado do coração. Porra... um sonho... Parecia que sua alma havia voltado ao seu corpo. Mas... Esse sonho... O que estava havendo?! Ele olhou para os lados. Estava escuro, seria noite ainda? Afinal, ele fora dormir mais cedo do que o normal.


O garoto se levantou e andou até a janela. Puxando as cortinas constatou que ainda era noite. Nossa... Dormira tão pouco assim? Isso não importava... Que sonho... Tinha que descobrir mais sobre aquilo. Lembre-se Ciel, o que viu? Um garoto... Uma árvore... Um prédio, no meio da floresta. Uma construção, sim... Com um silo de tijolos vermelhos! Mas no meio de uma floresta? Como ele encontraria algo assim? E por que estava tão preocupado? Foi só um sonho nada mais!


- Bocchan? Por que está acordado? — a figura de Sebastian apareceu na porta fazendo o garoto se virar rapidamente. — Está tarde. — Ciel não respondeu, apenas andou de volta para sua cama e se deitou de lado abraçando o travesseiro. Não queria falar com Sebastian. Em seis dias o mesmo havia conseguido deixá-lo mais bravo do que em três anos. Demônio filho da puta. O que quer que aquele monstro tivesse feito, Sebastian tinha merecido!


Ciel fechou os olhos com força tentando voltar ao seu sonho. Por mais que soubesse que havia alguma de aterrorizante naquilo, ele queria descobrir. Ele estava tendo uma sensação estranha. Como se alguém o estivesse observando. Abriu os olhos e olhou para a porta encontrando uma figura negra parada ali como uma estátua. Ambos se encararam por algum tempo. Ciel não sabia dizer quanto, mas pareceu um eternidade.


- Volte a dormir, por favor. — disse Sebastian com uma voz suave. O garoto apenas se virou novamente e agarrou o travesseiro com força. Não seria fácil dormir com um demônio parado perto da porta. Isso o lembrava das primeiras noites em que teve Sebastian ao seu lado. Ele ficava parado a uma distância aceitável da cama, imóvel e em silêncio.


Ciel sentiu uma pontada na cabeça e agarrou o travesseiro com força soltando um gemido. Ele pode ouvir os passos de Sebastian e então sentiu duas mãos em suas orelhas fazendo uma pressão. Ao abrir os olhos viu o mordomo. Ciel se soltou do rapaz e o travesseiro em suas mãos foi parar na cara do mordomo. Ambos se olharam.


- Está brincando comigo jovem mestre? — Sebastian sorriu.


- Saia! — disse o garoto se afastando do mordomo. — Saia agora! — o homem colocou os joelhos na cama e engatinhou até o garoto com um olhar malicioso e um sorriso divertido. — Saia! — Sebastian riu alto e levou outra travesseirada na cara.


- Volte a dormir. — sussurrou o demônio com os olhos brilhando. Ciel corou e cruzou os braços. Ficaram em silêncio por algum tempo até o garoto tomar a palavra.


- Sai da porra do meu quarto! Eu tô falando sério! — Ciel apontou para a porta. — Sai!


- Tudo bem bocchan. — Sebastian se levantou e andou até a porta. — Por favor, volte a dormir. — a porta foi fechada e Ciel caiu contra a cama agarrando o travesseiro. ele havia conseguido fazer o conde falar com ele. Maldito demônio. Mal lembrava de seus pensamentos anteriores... O que eram? Sim, o sonho!


Sem aviso algum Ciel teve um sentimento estranho. Havia alguém no quarto além dele, ele podia sentir isso. Estava escuro, não conseguia ver muita coisa, apenas alguns metros de sua cama. Se encolheu contra a cabeceira da cama e olhou para os lados parando os olhos na janela por onde a luz branca da lua entrava. De repente teve uma pequena visão de seu passado. Havia algo na janela, lá fora, olhando, e sorria... Era.. Perturbador!


- Chega de brincadeiras... — Ciel sussurrou segurando sua cabeça nas mãos. — Chega de brincadeiras! CHEGA DE BRINCADEIRAS! — ele empurrou os cobertores e correu até a janela abrindo-a e quase caindo. — VAI SE FERRAR MONSTRO DO INFERNO! — o conde sentiu suas pernas amolecerem e então não sentia mais nada. Caiu de joelhos e tossiu um pouco. — Aparece... — ele olhou para os lados, nada.


- Bocchan, isso não é hora para ficar gritando em janelas. — Sebastian voltou a entrar no quarto do garoto. Ao ver o garoto caido no chão suspirou. Fechou a janela e o pegou no colo levando de volta para a cama. — Por favor, durma. — Ciel estava suando, os olhos arregalados e a respiração acelerada. Não havia ninguém no quarto, isso deveria ser só uma paranóia dele.


- Ele está aqui, não está? — sussurrou o conde olhando ao redor. — Ele está aqui...


- Não há ninguém aqui além de mim bocchan. — Sebastian se ajoelhou ao lado da cama. — Ficarei até que durma. Se for o caso posso ficar aqui o resto da noite.


- Não há necessidade... — o garoto abaixou a cabeça. O demônio já estava se cansando, moleque teimoso. — Você ouviu?! — Sebastian se assustou. O que diabos... — Ali! Olha! — Ciel estava apontando para um canto escuro do quarto. Não havia nada.


- Bocchan, não há nada ali. — de repente o conde apontou para a janela e Sebastian seguiu sua mão. — Não há nada ali também. — se levantando, o mordomo segurou os ombros do garoto e o deitou na cama. Andou pelo quarto e acendeu um candelabro deixando o quarto iluminado. — Viu? Estamos sozinhos.


- Não... Ele quer que eu pense que ele não está aqui... Minha cabeça... Está aqui! Preciso correr! — Ciel pulou da cama e correu até a porta do quarto sendo segurado por seu mordomo antes que tocasse a maçaneta. — Me solta! Eu tenho que...!


- Está tudo bem! Jovem mestre, por favor, acalme-se!


- Ele está... Vendo a gente... — Sebastian abraçou o garoto e o pegou no colo. — Vamos morrer, não vamos?


- Não diga besteiras. — o mordomo franziu o cenho e apertou Ciel em seus braços. — Acha mesmo que eu deixaria algo acontecer com você? Depois de tudo isso? Não me venha com essa. — ele andou de volta para a cama e deitou o garoto na mesma. — Ficarei aqui, não se preocupe com mais nada. — silêncio. Sebastian percebeu que Ciel estava encarando suas mãos e levou a esquerda até a testa do garoto retirando-lhe o cabelo dali. O conde fechou os olhos e agarrou a mão do mordomo se virando para o lado contrário e abraçando a mão do outro contra seu corpo. Sebastian sorriu e permaneceu imóvel sentindo os batimentos cardíacos de Ciel. Ele já estava se acalmando, isso era bom. — Boa noite... Ciel.


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- Conde... Finalmente nos encontramos novamente... Não se lembra de mim... Mas eu me lembro de você... Acorda!

Ciel acordou de súbito, novamente com a mão sobre o coração, mas não era a sua mão. Olhou para o lado e viu Sebastian o encarando surpreso.


- Acalme-se. — o conde suspirou e voltou a se deitar ainda segurando a mão do maior sobre o peito. — Pesadelos? — concordou. — O que houve?


- Nada... Horas...? — Sebastian olhou em seu relógio de bolso.


- Oito horas. — o coração de Ciel já estava estabilizado. O que esse garoto... — Pode me dizer o que houve?


- Nada. — ele empurrou a mão do mordomo e se levantou. — Me vista, tenho que trabalhar. — foi feito. Já vestido, o pequeno conde se dirigiu até seu escritório e começou a cuidar de seus afazeres. O trabalho havia se acumulado durante esses dias, havia muita coisa para ser resolvida fora da mansão e fora o caso do magricelo de terno. E quanto aquele sonho... Seria aquilo... Uma continuação dos pesadelos que havia tendo antes de tudo isso começar? Certamente, mas não podia afirmar nada... Havia coisas naquele sonho que poderião ser úteis... Mas...


- Com licença, bocchan. — Sebastian entrou no escritório empurrando um carrinho com os amados doces e com o chá de Ciel.


- Sebastian. — o mordomo encarou o garoto enquanto o servia. Silêncio. — Nada.


- Jovem mestre?


- Nada.


- Fale.


- Não. Pode sair agora.


- Não. — Sebastian permaneceu imóvel. — Não sairei até que me diga o que está acontecendo. Diga-me, não precisa esconder nada de mim.


- Não preciso?! E você?! O que aconteceu naquela noite?! Por que quando eu te toco no ombro você geme como se isso doesse?! — Ciel bateu as mãos na mesa. — Eu não preciso esconder nada de você, mas você não me conta absolutamente nada! Que tipo de relação de confiança é essa? Você é meu mordomo e isso é uma ordem, saia! — sileêncio.


- Não. — Sebastian deu a volta na mesa e prendeu o garoto contra sua poltrona. Se encararam por alguns segundos — Me diga tudo o que está havendo.


- Você não me da ordens!


- Pare de ser teimoso!


- Cala essa boca! — Ciel tentou dar um tapa no rosto de Sebastian, mas foi impedido pelo mesmo que segurou seu pulso e o prendeu mais ainda contra a poltrona. — Me larga!


- Estou cansando de sua teimosia. Não ve que eu não quero lhe perder? Só se importa com seu orgulho. — o garoto parou de lutar ao ouvir os sussurros do outro. Não queria o que? — Já lhe disse uma vez e volto a repetir... — ambos se encararam nos olhos — Tudo o que fiz e faço é para a sua segurança. Não interessa o que eu fiz, já sou um rapaz crescido, diferente de você. — ah, essa não!


- Tá me chamando de criança?!


- Estou sim. — Ciel empurrou Sebastian com os pés.


- Vai se foder! Não vou te perdoar por isso!


- Eu duvido. — Sebastian cruzou os braços. O que?!


- Então espera pra ver! — ambos se encararam. — Quero que venha comigo.


- Para onde?


- Cala a boca e anda logo. — o garoto se levantou e andou até a porta sendo seguido pelo mordomo. Ambos foram até os estabolos. — Sele um cavalo.


- Bocchan.


- Agora! — o mordomo suspirou e obedeceu. Selou um cavalo e esperou o conde subir no mesmo.


- O que pretende? — Ciel o encarou com a cara carrancuda e fez o cavalo correr de uma vez. — Bocchan! — o garoto entrou em meio a mata e se perdeu da vista do mordomo. — Porra! — sem escolha nenhuma, Sebastian seguiu o rastro de Ciel. Queria ver o que fazia o garoto se mover assim tão de repente. Queria ver.

Notas finais
Agredecimentos? A todos voces claro, por me aguentarem e serem pacientes comigo. PGhunters... *-* Sua linda.... Obrigado pela recomendação. Serio mesmo. (escrevi seu nome errado neh? desculpa hehe XD) Eu lembro de voces ta gente?
Bom, capitulo curto. Os próximos.... Pois é vai ta tenso. Digo tenso mesmo.
Então... Até a proxima babys ;D
ps: adoro as ameaças que voces deixam nos comentarios (Moncha Pudding to falando contigo u.u)