Notas iniciais
bakausagi is back! haha :3 pressinto morte no final desse capítulo... minha morte principalmente vo fala poco ouçam Attack ON Titan quando sentirem que vai ter treta beleza? Cap curto haha ;3
ta cheio de erros eh que eu to postando as pressas mesmo

— Estou cansado. — resmungou o garoto deitado na cama. Sebastian apenas suspirou com os dedos na testa. — Me traga chá.

— Bocchan, você está nessa cama a duas semanas, precisa se exercitar.

— Fique quieto Sebastian, você está me dando dor de cabeça. — a fala de Ciel estava baixa. Sua voz não estava autoritária como sempre, mas sim mansa. Parecia um gatinho. — E além domais, o médico disse que eu deveria ficar em repouso absoluto por quatro semanas. Agora me deixe em paz e vá pegar o chá. — o garoto se virou na cama e fechou os olhos. Ouviu um suspiro e uma leve risada vinda do mordomo e então sentiu uma mão em sua cintura.

— Oya, você não se lembra que a salíva de um demônio tem poderes curativos bocchan? — sussurrou no ouvido do conde. Ciel enrijeceu os músculos, o que causou uma leve dor em seu peito. — E se eu me lembro bem, você fez contato direto com a minha salíva... Estou errado?

— Cala a boca! — o garoto se virou segurando um travesseiro e o pressionou na face do mordomo. — Que droga, será que não pode ficar em silêncio? — o mordomo riu e tirou o travesseiro de seu rosto.

— Não precisa ficar com vergonha... Como eu dizia, seu tempo de recuperação foi reduzido pelo metade. Duas semanas já são o bastante para você. — Ciel ficou em silêncio.

— E por que ainda sinto dor? — Sebastian arqueou um sobrancelha e segurou o queixo entre o indicador e o polegar. O garoto encarou a figura até o mesmo sorrir.

— Talvez precise de mais...

— Mais? Mais o... — antes de terminar a pergunta, Sebastian segurou o rosto de Ciel deixando-o parado no mesmo lugar. — Se-Sebas...

— Você sabe do que eu estou falando... — silêncio. A respiração do mordomo era fria contra a pele quente e rubra do garoto. — Diga do que precisa.

— Que? Não! — uma aproximação da parte do mordomo fez o conde prender a respiração. Estavam a centímetros, se Ciel se mexesse um pouquinho...

— Vamos... Não seja teimoso. — por que tinha que falar?

— Me obrigue... — Sebastian sorriu e roçou seus lábios nos do garoto. Ciel se contraiu contra a cama e virou o rosto. — O chá! — disse espalmando a mão no rosto do mordomo. o Mesmo riu e se indireitou.

— Muito bem bocchan. — Sebastian fez uma reverência e saiu do quarto deixando Ciel sozinho com seus pensamentos. Aquele cara andava estranho desde o... O... B-beijo... Argh, por que era tão difícil?! Tão difícil de admitir que havia gostado e que queria mais?! Seu orgulho... Ah, mas que se danasse o orgulho! Queria Sebastian e queria agora!

Enquanto pensava assim, Ciel abraçava o travesseiro com todas as forças. Ele estava literalmente quebrado. Suas costelas doiam e ele mal conseguia respirar direito e seu braço esquerdo estava fraturado e ferrado, porém ainda tinha forças para agarrar seu travesseiro e estrangulá-lo. Sebastian o estava deixando confuso.

— A mais coisas para se preocupar além disso... — nesse momento o mais velho entrou no quarto com o chá. — Sebastian...

— Sim? — disse enquanto servia o chá.

— Acha que... Eu tenho alguma relação com aquele... Aquela coisa? — o mordomo fitou Ciel por alguns segundos e então o ajudou a se sentar lhe entregando a xícara.

— Lembra-se quando pedi para que tentasse se lembrar de alguma coisa? — o conde assentiu. — Você não me disse nada até agora. — silêncio. Ciel não se lembrava de nada. Absolutamente nada. A não ser...

— Eu... Tive um sonho... — sussurrou antes de tomar um gole do líquido avermelhado na xícara.

— Sonho? — repetiu o mordomo.

— Era... Igual aos primeiros, mas... Desta vez havia um garoto... Não consegui ver seu rosto, estava escuro, mas... — silêncio. O garoto bebeu mais um pouco do chá. — Mas ele estava chorando e chamando sua mãe e então aquela coisa apareceu.

— E?

— E que... Que depois disso tudo ficou branco e eu acordei. — Sebastian segurou o queixo entre o indicador e o polegar. Com certeza, com absoluta certeza, era um vislumbre de algum momento do passado de Ciel. Tinha que ir mais a fundo nesse assunto.

— Entendo. — silêncio novamente. — Lembra-se de mais alguma coisa?

— Hã...? Não... Mas... Naquela escola, aquele urso... Sei lá, havia algo familiar naquilo. Lembro-me de ter um igual aquele. — Ciel entregou a xícara devolta para Sebastian. — Se tivessemos algo que me fizesse lembrar... Qualquer coisa...

— Qualquer coisa... — repetiu o demônio.

— Sim... Algo que fizesse sentido. Um texto, uma imagem...

— Bocchan, há algo que, talvez, ajude. — Sebastian encarou o garoto. — Um diário. De Tanaka. — o conde ficou quieto.

— Andou xeretando nas coisas de Tanaka, Sebastian? — o mordomo e seu mestre se encontravam no quarto do velho, sentados na cama. Sebastian havia pego um caderno de capa marrom nas gavetas da cômoda.

— Foi necessário. — o mordomo abriu o caderno revelando a letra bem desenhado de Tanaka.

— Há muita coisa, como vamos encontrar algo que preste? — o mordomo sorriu de leve e foleou o diário.

— Aqui. — parou em uma página onde havia uma antiga fotografia. Ciel olhou melhor a imagem ao pegá-la. Era o próprio garoto e...

— Isso... — ao fundo, em meio as árvores, estava o sem rosto. Foi nesse momento que Ciel se lembrou daquela noite na floresta. A carroagem que levava ele e sua família havia se quebrado, por essa razão ficaram quase duas horas parados em meio a floresta. Começara a anoitecer e o sol tirava quase toda a claridade que ainda sobrava por entre as árvores. Ciel ouviu algo se movendo por entre a floresta e, aproveitando a distração de seus pais, seguiu o som. Foi um erro. A noite chegou e ele não sabia onde estava, não conseguia ver e a única coisa que ouvia era sua respiração entrecortada e alguns passos. Desistiu pelo cansaço e se ajoelhou perto de uma árvore onde desatou a chorar. Foi então que "ele" apareceu. Não houve medo, dores de cabeça ou algo do tipo. Ele simplesmente apareceu e então levou Ciel de volta a seus pais. Depois disso, todas as noites o sem rosto o visitava.

— Bocchan? — Sebastian passava a mão em frente ao rosto do garoto. — Vejo que se lembrou de algo.

— Sim... Esse maldito me ajudou uma vez... Eu o conhecia antes mesmo do... — Sebastian sabia. Sabia que era sua culpa do sem rosto ter conhecido o garoto, afinal fora ele que trouxera o dito para a Inglaterra. Isso antes do contrato com Ciel. — Sebastian... Você tem condições para lutar? — o mordomo sorriu.

— Sim. O pretende? — o conde esmagou a foto em sua mão e encarou o mordomo.

— Vamos matá-lo. — o sorriso de Sebastian se enlargueceu. Ah, finalmente.

Na mesma noite, ambos voltaram a escola. Ciel havia dado a ideia de recuperar o urso de pelúcia para os fins do plano que montara. Resolveram se separar, se era para o monstro aparecer seria mais fácil assim.

— Procure aqui embaixo, eu vou no andar de cima. — Sebastian assentiu. Mesmo receoso confiava no garoto. Tinha que dar certo.

Andou um pouco pelas salas de aula procurando qualquer rastro significativo. Não havia nada além de corpos multilados e sangue seco por lá. Absolutamente nada.

"- Tudo tem que ir de acordo com o plano..." — a voz de Ciel ecoou na mente do mordomo. Se aquilo falhasse... Os dois morreriam. Sebastian estava com apenas metade de seus poderes e força, uma parte de seu corpo era humano agora. mesmo que ele consumisse sangue não iria adiantar. Precisava de algo mais forte, bem mais forte.

Não importava agora, tinha que se concentrar em proteger seu mestre, proteger a sí mesmo e matar aquele vadio descarado. Se Ciel não falhasse em chamá-lo...

— Sebastian! — como esperado do jovem mestre. O mordomo correu o mais rápido que pôde, se guiando pelo contrato e por seus sentidos. Subiu as escadas até chegar ao terraço. Lá estavam, o conde estava caído no chão enquanto o monstro andava até ele. Era agora ou nunca! — Sebastian... Mate-o!

— Yes, my lord! — o mordomo se moveu o mais rápido que pôde, desferindo um doco na cabeça pálida do outro. O monstro cambaleou para trás com a mão sobre sua face. Sebastian segurou a cintura de Ciel se afastando para trás o máximo que pôde.

"- A ideia é atraí-lo e pegá-lo desprevinido. — disse o conde enquanto desenhava em uma folha de papel. — Vamos usar essa técnica."

— Sebastian!

— Fique aqui! Não saia daqui, entendeu?! — o monstro se recuperou e agora andava até o mordomo. Tudo bem, ainda tinha metade de sua força, iria desperdiçar só um pouco disso. Não seria tão difícil, não é?

— Pegue ele. — o demônio sorriu e avançou em direção ao monstro disferindo uma série de socos contra o mesmo. Nenhum foi perdido, mas também não fizeram efeito algum. Slender apenas observou o mordomo ficar cansado e depois com um movimento rápido demais para os olhos do demônio, perfurou o abdômen do mesmo com a mão esquerda e com a direita levantou-o pelo pescoço. Sebastian perdeu o pouco ar que ainda restara em seus pulmões.

"- Tem certeza que você tem condições de lutar? — Sebastian sorriu.

— Tenho sim, bocchan. — Ciel franziu o cenho e agarrou a gravata do mordomo.

— Não morra. Me prometa!"

— Sebastian! — Ciel tirou a arma do cinto assim que viu o monstro abrir a boca. — Pare! — Dois tiros fizeram o monstro olhar para o conde.

"- Me dê uma ordem. — o hálito de Sebastian era quente.

— É uma ordem... Não morra!"

Foi muito rápido. O conde não teve tempo de pensar. O sem rosto jogou o corpo do mordomo contra o garoto, fazendo-os cair a alguns metros.

— Sebastian... — o peito de Ciel doia, assim como seu braço. O demônio era pesado e tinha sangue saindo de sua barriga. A cabeça de Sebastian descançava no ombro do garoto enquanto o mesmo tentava estancar o ferimento em suas costas com a mão e em sua barriga com o próprio corpo. Ciel sentiu as custuras de Sebastian abertas, o sem rosto havia acertado no mesmo lugar de antes.

— Bocchan... — o conde pressionou o ferimento com sua única mão livre.

- Saia daqui... Ele quer a mim...

— Cala a boca! Cala essa boca! — com esforço, o mordomo levantou a cabeça e encarou seu mestre bem de perto.

— Ciel... — a mão esquerda do homem foi até o rosto do garoto. — Me perdoe...

— Não perdoo! Você prometeu! — o mordomo sorriu e seus olhos perderam o brilho aos poucos fazendo com que seu corpo caisse novamente. — Sebastian...? — Ciel bateu nas costas de Sebastian. — Sebastian! Sebastian! — o conde levou a mão direita ao rosto do mordomo batendo no mesmo — Você disse que sairiamos daqui juntos! Você mentiu! Sebastian acorda! — sem reação. Lágrimas cairam dos olhos azuis — Pra que serviu esse contrato? Acorda... — Ciel abraçou o mordomo com força — Não me deixa... Sebastian!

End Of The Seventh Night

Notas finais
vish e agora? ;3 to pronto pra morrer hehe analises?