The Dream Traveller: A Porta para Phantomile
15 Vision 14: For Your Phantomile

3 semanas depois
— E aí, como se sente? — Perguntei quando Huepow apareceu na Colina do Sino, os aldeões de Breezegale conseguiram arrumar todo o estrago que o Joka fizera. Apesar que o céu ainda estava cinzento e sem vida, eu diria que poderia chover a qualquer momento. — Já melhorou das feridas?
— Ah, sim. — Ele respondeu num tom triste, eu não entendi muito bem por que ele ainda estava daquele jeito.
— Olha, calma. Conseguimos derrotar o Nahatomb, então não tem mais com que se preocupar. Mas é verdade que você tem que voltar para o Reino da Lua?
O espirito ficou em silencio. Aquilo já estava começando a me incomodar.
— Mas nós ainda vamos poder nos ver, né? Poderemos brincar como fazíamos antes.
— Klonoa...
— Oi?
— Eu... eu prometi que te contaria tudo. Toda a verdade.
— Sim, mas...
— Você é um Viajante dos Sonhos, você já deve saber disso. E os Viajantes podem ser invocados quando há uma desordem que ameace a vida em alguma realidade. Eu que invoquei você da sua realidade e assim restaurar o equilíbrio dos sonhos de Phantomile
— Sim, mas foi o que fizemos. Derrotamos os pesadelos.
— Eu sei, eu sei. Mas mesmo assim você ainda não pertence a Phantomile.
— Então isso é sobre minhas memorias?
— Sim, eu que as criei. Todas elas. E você as abraçou como suas.
Eu me levantei. Aquela conversa toda já estava me dando nos nervos.
— Nãonãonão. Isso é mentira! Está me ouvindo? É tudo mentira! Não tem como ter criado todas as minhas memorias, eu me lembro!
— Você sabe que não é, Klonoa. Você se lembra de alguma coisa antes do dia que nos conhecermos? Ou nunca se perguntou por que era a única criança em Breezegale? E a sua presença é como um sonho estranho e por isso precisava dar sentido a sua vida aqui.
Meus olhos estavam começando a arder com as lagrimas que subiam contra a minha vontade, e minhas bochechas a doer por segurar o choro. Ele tem razão, por algum motivo não conseguia me lembrar de nada antes do dia em que nos conhecemos, mas eu sei que estavam lá. Não é possível que tudo fora uma ilusão.
— Porque você está dizendo isso?!? Porque agora?
— Por que quando a Lephise cantar a Canção do Rejuvenescimento, você não poderá mais ficar aqui. Por isso é mais fácil se você souber de toda a verdade. — Huepow nem sequer olhava nos meus olhos, como ele pôde fazer isso comigo? Depois de tudo.
Uma música começou a ser tocada, eu olhei em volta e parecia vir do céu, foi quando um buraco surgiu num flash e começou a sugar tudo, o vento foi ficando cada vez mais forte. Quando dei por mim estava começando a ser arrastado, olhei para o Huepow e ele parecia normal.
— Klonoa. — Huepow se virou. As lágrimas corriam descendo por suas bochechas. — Está na hora de você voltar para casa...
— Não! por favor! Eu quero ficar, por favor! — Implorei tentando achar algo que pudesse me agarrar. Mas não havia nada que me ajudasse, as lagrimas eram levadas pelo vento, que faziam os meus olhos arderem mais. — Huepow, eu não quero ir! Por favor, eu não quero!
Huepow cerrou os punhos com força. O vento foi ficando mais forte, estava difícil me manter no chão, no último instante antes de ser levado pelo vento Huepow correu até mim e conseguiu segurar o anel. Eu já não tocava mais o chão, havia uma grande pressão me puxando. O anel era a única coisa entre mim e o Huepow. A única coisa que me prendia a Phantomile.
— Klonoa me desculpa, eu não quero deixar você!
— Eu também não quero deixar você!
Mesmo ali, usando todas as nossas forças para me manter preso. Aceitamos que não havia outra alternativa. Não havia algo que pudesse mudar o que estava prestes a acontecer.
— Então me prometa que vai voltar, por favor. Prometa que vai voltar para Phantomile. Que vai voltar para mim!
— Eu prometo. — Disse esboçando um último sorriso. Sabia que ele não fez por mal, era só um garoto com a responsabilidade de um adulto. Ele não tinha que salvar o mundo, mas mesmo assim o fez.
— Klonoa, eu quero que saiba antes de ir que eu-
E antes que ele pudesse terminar a frase seus dedos escorregaram e a voz fora engolida pelo vento. Tudo girava. Breezegale foi ficando cada vez mais distante.
Não haveria despedida. Não haveria uma última brincadeira. Não veria mais o meu avô sentado na varanda tomando seu chá de ervas, não haveria as tardes ensolaradas que eu podia brincar na lagoa. Não me importava se eram falsas ou não, eram minhas lembranças e era as únicas coisas que levaria comigo de Phantomile.
Não ia saber quais seriam as últimas palavras do meu amigo, do meu único amigo.
Então tudo ficou escuro.
F̭͒͡I̓̋͌̓̋̊̚͝҉̺͕̭͇͕̦́͢͡͠͞ͅM̸̷̴̨̬̠̙̰̯̹̠ͧ͛͊̃̀̓̊͘͠͡
I͙͂s͓ͫŝ͎o͇͚͗̈́ ͇̹̒͊a͉̳̤̽̎͐i͍̫̣̇ͮͨn̹̖͓̤ͫ̏ͮͨd̫̯̳̺ͦ͂͒͗a̭͉̰̥͉͂͌̓̓ͥ ͎̭͎̼̪͛̈̇ͮ̚.̟͕̥̭͍͂͗ͣͭ̿.̱̪̰͕̤̼ͥ͛̏͐ͤ̋.̖̱̘̥͙͉́̒͗ͥ̾̒ ̳̳͚̹͖̰̏̔͋́̾͂n̥͍̼͉͙̖̩ͦ͆̉ͬ͒̂̓ã̪̯̺̗̹͚̓ͦ͛͂̋ͬͣͅo̼̫̝̙̤̣̯̿͒̒̓ͤ̆͛ ͍̘̥̤͉͖̗̞̆̐ͥ̃ͣ̊ͪ̍a͈̮̖̩̞̝̠͙ͭ͑̓ͫ̃̄ͪ̓c͙͇̣͖͕̘͉͎ͯ̌́ͯ̆̉̊̈a̤̻̩̖̰͙͍̋̃̈́͐̒̉̽̒ͅb̗̫̦̩̪̟̫ͩ̑̒̌̐͊͆̒ͅo̦̞̥̪̜̬̳̬ͬ̑̓͆ͬ͛̏̀ṳ͓͎̘̩͈͈͔̓͆ͧͣ͊ͯ̌ͬ.͍̝͕͙͍̩͚̽͊ͪ̀̔̈̋̓ͅ.͖̻͉̼̦̦̳͈͌͒̈́̏̂̌͗̈.̙̫̞̠̗̯͓̘̽̑͐̾ͬ̀͌̈́ ̯̻͓̬̙̱̟͕̆ͥ̃ͯ͌̄͊͋Ė̖̤̞͎̻̫̜͗̑̔ͣͯ͐̍ͅṷ͖̬̱̭̲̰̈́ͥ̽ͦ͌͗̿͋ͅ ̮͚̼͍̺͉̼̩ͫͭͭ̌͊̍̐̚v̞̭̣͇̬̭͇͊̉ͧ͐̇͌̀̆ͅo̩̘̯͓̻͍̻̪͌ͦ͊̌ͦ̈ͣ̚u̗̻̭̜̮̥̮̬͂ͫ͂͋̃̐̿̚ ͓̣̠̟̭͕͓ͪ̐ͯͮ̓̈́̑͊ͅd̜̹̭̦̞͔̹ͦͦ̈ͦ̃̉͌e̥̙̝̙̱̲̹ͭͬ̉̄̃̌̚v̰͙̰̻̹̲͓̊̾̔ͪ͗̉̎o͖̺̯̹͎̹ͫͧ́̆ͯ͋r̝̫͍̹͙͙̈́͌̔ͣ̑̂a̼̟̺͇̮͔͒̑́ͭͪ̓ȓ͙͍̖̲̬̉̅̅ͬ ͖̼̘͈̮̈̽̽̓̊t̗͎̲̫̥͐ͨͬ̇̽ù̜̪͉̗͗ͯ̏d̳͖̩̒̃̔̌ͅo͔̲̘ͪ͌̄.̬̥̝͋̒̒.̟̦̃̅.͕̘̆͗
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