The Dragons Bride
2 Prelúdio
Notas iniciais
Espero que gostem! ^^
Prelúdio
Todos queriam ser ele, a Espada da Manhã com sua Amanhecer, a espada feita do material de uma estrela que caíra em Tombastela – a sede da Casa Dayne – na Aurora dos Tempos. Amanhecer era branca
como leite e luminosa como só as estrelas sabem ser.
Seu nome era sor Arthur Dayne, o irmão mais querido e protetor de Ashara Dayne, a donzela dos assombrados olhos roxos e cabelos escuros como o céu infinito e noturno, enquanto que os do melhor cavaleiro do reino eram prateados como os cabelos dos Targaryen. O irmão de Ashara Dayne era o orgulho de sua Casa. Ele seria lembrado para sempre, por se tornar a Espada da Manhã.
Esse único e grande cavaleiro que podia ser comparado ao seu mais antigo e melhor amigo, o Príncipe Rhaegar Targaryen, era um exemplo a ser seguido, um herói, um espelho. A estrela que guia, que brilha, que ilumina. A estrela cuja luminosidade ofuscava. O cavaleiro da Guarda Real que todos queriam ser.
Ela era a Princesa Elia Nymeros Martell, de Dorne. Conhecida pela sua bondade para com todos e pela sua graciosidade tão natural, tão dela. Mas acima de tudo, pela sua saúde frágil que era forte em fazer suas qualidades sumirem e só restar a fraqueza. A exótica princesa dornesa era chamada de A Noiva do Dragão. Elia também era gentil e inteligente, com um coração manso e uma sagacidade doce. Ela era a rainha que deveria ter sido.
...
A princesa de Dorne conheceu Arthur Dayne numa visita a Tombastela. Ela ainda era criança e sempre estava doente, porém sempre tinha Oberyn para alegrá-la. Ele era a felicidade dela, seu Sol, seu irmão mais querido. Até então, Elia conhecia só essa estrela, mas logo conheceu a estrela de Tombastela.
Elia amou o castelo! Ele era tão lindo que fez os olhos da princesinha brilharem. Em uma semana ela e Ashara Dayne, de idades próximas, ficaram amigas. Enquanto elas cantavam e dançavam, Oberyn e Arthur lutavam ferozmente com espadas de madeira. O príncipe apesar de mais novo que Arthur, era bem forte e ágil, e ninguém o intimidava.
Arthur sempre ficava perto da irmã, mesmo ela sendo mais velha que ele. Aliais, Ashara era mais velha que Oberyn e Elia também, embora Arthur parecesse ter mais idade que ela. Naqueles dias eles eram um grupo de quatro, pois Doran e o herdeiro de Tombastela passavam o tempo estudando e com os pais, ocupados aprendendo política.
Foi numa manhã fresca que Arthur levou os príncipes para conhecerem o local onde, na Aurora dos Tempos, um meteorito caíra. Ao ver a cratera, Oberyn se manifestou:
– O meteorito deve ter sido enorme! Como pode o guerreiro ter feito apenas uma espada?! – ele estava inconformado.
– É que era uma estrela rara. – respondera Ashara assombrando a cratera com o olhar enquanto o príncipe saiu correndo pra dentro da cratera.
– Podia cair outra! Ai eu forjaria uma pra mim, pro meu irmão e pra você também Arthur! – Oberyn gritou empolgado.
– Ele já tem a dele! – gritou Ashara sorrindo para o irmão.
Na segunda vez que Elia foi à Tombastela, ela já estava em idade para se casar. Foram ela e Oberyn. Numa noite fria e de céu limpo, Arthur levou a princesa para ver uma chuva de meteoros.
– Um dia eu lhe prometi, não prometi? — ele disse sorrindo.
– Sim, e como você é um homem de palavra...- ela atribuiu o sorriso.
– Venha! — ele pegou na mão de Elia e a puxou para a noite, com as montanhas vermelhas ao fundo.
A princesa Elia se sentou na grama como uma dama, enquanto que Arthur envolveu as pernas com os braços. Ele era dois anos mais velho que Elia e podia vê-la como a irmã mais nova que Ashara não era, mas ele não a via assim.
O coração de Elia acelerou quando o céu começou a ser riscado. Brilhantes meteoros caíam sem parar, ligeiros e encantadores. Uma chuva que a princesa jamais havia visto.
– É lindo não é? – Arthur perguntou e viu os olhos da princesa brilharem.
– Muito! É tão lindo que dá vontade de chorar! Olha como está meu coração! – e levou a mão de Arthur a sentir as batidas aceleradas. Ele então retirou a mão e se deitou, para ver os astros que ainda passavam. Ela fez o mesmo, mas agora não via os meteoros como simples riscos, mas sim como dolorosas lágrimas.
Quando ela sentiu que as dela cairiam, abraçou Arthur e ele a envolveu com seus braços.
– Está triste.- ele falou.
– Estou insegura, Arthur! Também estou arrependida por ter recusado os consortes dorneses disponíveis. Agora, terei que encontrar um lá fora, de qualquer maneira! – ela estava triste e assustada.- Eu não quero morar em outro lugar! Arthur, faça alguma coisa! Você é meu...meu...meu melhor amigo! – ela pediu-lhe com as mãos em seus braços. – Minha mãe, ela é a favor de um casamento entre nós, mas por algum motivo ela está mudando de ideia... – Elia disse confusa.
– Não posso.- ele falou em derrota.
Notas finais
Obrigada por lerem! :)
Bjuxsxs o/
Fale com o autor