The Doppelgänger Diaries
2 Prólogo
Notas iniciais
Mystic Falls, Virginia -1864:
Me lembro de meu pai contando a triste história de uma garota que perdera os pais em um trágico incêndio, de que a pobre garota seria acolhida em nosso lar, meu pai era mesmo uma pessoa muito bondosa, que estava disposto sem duvida a colocar mão em parte do dinheiro de sua família . Mas era mesmo uma sorte que ela estivesse viva e a ideia que se formou em minha cabeça a respeito dela, era de uma delicada moça, inocente e que precisava de constante proteção. O tipo único de mulher que eu conhecia, aquela dependente do homem e o estereotipo perfeito de "boa esposa"
Todos as concepções que eu havia criado caíram por terra assim que pus os olhos naquela mulher, decidida e com um olhar destemido que me fazia querer conhece-la melhor. Não era uma típica dama da sociedade em que vivíamos.
Ela desceu da carruagem e sorriu, eu me aproximei e disse:
- Você deve ser a Srta. Pierce.
Queria me dar um soco. "Você deve ser a Srta. Pierce"? Claro que ela era, senão o que mais estaria fazendo dentro das propriedades Salvatore?
Ela me estendeu sua mão e disse:
- Por favor, me chame de Katherine.
Um alivio me tomou por dentro, pelo menos se, achava que eu era um idiota, não fazia esforço para demonstrar isso.
Ela e sua criada Emily entraram em minha casa e, ao chegar ao batente da porta, Katherine virou-se, me lançou outro sorriso e sumiu casa a dentro.
— Bem vinda a Mystic Falls Katherine – Sussurei.
Normalmente eu não sentia desse jeito perto de outras mulheres, não que elas não fossem bonitas, mas aquela em especial, tinha algo que me fazia quere-la a todo custo. O seu jeito e sua beleza resplendeciam por toda a casa e eu não conseguia parar de pensar nela por um segundo. Claro que era um pouco difícil se esquecer de alguém quando esta vive na sua casa e se encontram e cada corredor.
Mas apesar da minha evidente obsessão, ao decorrer de longas semanas, Katherine não demonstrava nenhum sinal de sentir o mesmo por mim. Ela era educada como qualquer boa dama, e quase nunca estava sozinha em nossa casa. Desde que havia começado sua amizade com Pearl, a moça vivia em minha casa e quase nunca tinha um tempo a sós com a mulher que eu desejava.
Pensei que seria melhor se eu me esquecesse da existência dela, o máximo que conseguisse, com o retorno provisório de meu irmão a cidade, isso se tornou até mesmo fácil. Damon voltou pra casa quase 2 meses depois da chegada de Katherine, e ele , como qualquer bom irmão, me manteve distraído para que eu não enlouquecesse. Mas é claro que, eu jamais poderia contar a ele o que se passava em minha cabeça e coração. Damon sempre conseguia qualquer garota que desejasse e jamais se apaixonava, ele riria na minha cara.
- Então... — Disse Damon — O que achou da Srta. Pierce?
- Da Katherine? — Disse casualmente- Ela é uma boa pessoa.
- Já estão se chamando pelo primeiro nome? Isso parece bom. O que tem entre vocês?
- Nada, Damon. E não acho que vá acontecer nada entre nós.
Ficamos em silêncio por um tempo até que ele disse:
- Estou entediado, até mesmo sinto falta de estar em batalha.
- Quer voltar pra guerra então?
- Não foi isso que eu disse, mas tenho que admitir que me diverti mais lá do que aqui.
- Já que está preso em Mystic Falls pelas próximas semanas, o que quer fazer?
- Que tal jogarmos um jogo?- Sugeriu Damon.
Ele se levantou da grama e seguiu em direção a casa, foi até seu quarto e pegou um objeto estranho.
- O que é isso? — Perguntei confuso.
- Uma bola. Venha, eu te mostro como jogar.
Meu irmão disparou escada abaixo e eu o segui, perguntando:
- Onde aprendeu esse jogo?
- No acampamento, de fora de Atlanta. Um dos oficiais aprendeu em Harvard. Pegue.
Ele me lançou a "bola" e eu a peguei e então me lembrei de um detalhe. Eu não sabia como jogar aquele jogo. Damon avançou em minha direção e eu disse.
- Espere. Quais são as regras?
- Quem precisa de regras?
A voz veio da varanda da casa. Eu me virei e vi Katherine, vindo em nossa direção, meu coração deu um salto, mas tentei manter aparentar indiferença.
- Se importam se eu me juntar a vocês? — Ela perguntou.
Eu imaginei aquela delicada moça jogando um jogo tão violento quanto esse e disse a primeira coisa que saiu da minha boca, naturalmente foi uma besteira:
- Você poderia se machucar, meu irmão aqui é meio bruto.
- Por algum motivo, eu acho que você é mais. — Katherine puxou a bola de minhas mãos e saiu correndo. Eu fiquei lá parado embasbacado até que meu irmão disse:
-Por que você está parado ai? Tem uma garota que claramente quer ser perseguida — Ele pensou um segundo — Se você não vai, eu vou.
E saiu em disparada atrás dela. Eu voltei a mim mesmo e fiz o mesmo.
1 hora depois...
Depois do jogo fui ao meu quarto e fiquei olhando o por do sol, quando alguém bateu na porta.
— Stefan?
Era a voz de Damon
— Pode entrar irmão.
— Estava ocupado?
— Não, eu estava só pensando
- Então, Katherine ham? É mesmo uma mulher incrível
— Sim, ela é incrível — Digo sorrindo e sentindo um pouco de ciúmes, mas logo tratei de tirar esse pensamento da minha cabeça, não havia motivos para eu senti ciúmes de Damon e Katherine.
— Então você gosta dela irmão?
— Sim, eu nunca senti isso por garota alguma, mas a Katherine é única
-Stefan, eu não sei como dizer isso mas...
— Pode falar Damon
-Eu também sinto isso por ela, Stefan.
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